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22 de julho de 2026

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Colheita de café da Cooxupé avança para 47,3% até sexta-feira (17)

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou que a colheita de café em sua área de atuação chegou a 47,3% até sexta-feira (17). Na semana anterior, o índice era de 38,6%. Mesmo com o avanço semanal, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com temporadas anteriores.

Os números acompanham o andamento da safra em 370 municípios distribuídos pelo sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo. A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e faz o monitoramento semanal da colheita nessas regiões.

Na comparação histórica para o mesmo período, o ritmo atual está abaixo dos últimos anos acompanhados pela cooperativa. Em igual momento de 2025, a colheita alcançava 59%. Em 2024, o índice era de 67,7%. Em 2023, chegava a 58,8%. Já em 2022, o percentual era de 52,6%, enquanto em 2021 atingia 53,4% e, em 2020, 61,2%.

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O recorte regional mostra comportamento distinto entre as áreas produtoras. No sul de Minas Gerais, a colheita atingia 54% até sexta-feira (17). Nas Matas de Minas, o índice estava em 45%. Em São Paulo, chegava a 48%. No Cerrado Mineiro, o percentual era de 36,6%, o menor entre as regiões monitoradas pela Cooxupé.

Os dados indicam que a colheita se aproxima da metade nas áreas de atuação da cooperativa, com avanço semanal de 8,7 pontos porcentuais frente ao levantamento anterior.

Com 47,3% da safra colhida até sexta-feira (17), a Cooxupé registra avanço da colheita de café em sua área de atuação, ainda abaixo do ritmo observado no mesmo período dos anos recentes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Selo criado em Sorriso é reconhecido pelo Mapa e amplia visibilidade de produtores

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Foto: Assessoria de Imprensa CAT Sorriso

Um projeto de certificação voltado à agricultura familiar, criado em Sorriso, foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar – no Coração de Mato Grosso passou a integrar o Programa de Promoção de Boas Práticas Agrícolas da pasta do governo federal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 10 de julho.

Desenvolvido pela Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso), o projeto acompanha 17 agricultores familiares de Sorriso, Vera e Boa Esperança do Norte. A certificação considera critérios como gestão da propriedade, regularização documental, planejamento produtivo, boas práticas agrícolas, segurança alimentar e responsabilidade ambiental.

O reconhecimento nacional ocorre após quase dois anos de execução da iniciativa. Nesse período, o projeto passou a acompanhar 164 hectares, sendo 103 hectares destinados à produção.

Para a presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, a decisão valida o trabalho desenvolvido com os agricultores. “O reconhecimento do Ministério da Agricultura representa a validação de um trabalho construído com muita seriedade, dedicação e compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar”.

Certificação avalia práticas adotadas no campo

Para receber o selo, os agricultores precisam atender a 27 critérios técnicos. A avaliação inclui documentos como o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de aspectos relacionados ao uso de insumos, gestão de riscos, higiene e preservação ambiental.

Entre as práticas avaliadas estão a separação de resíduos e a compostagem de restos da cozinha e de resíduos agrícolas. “Os critérios de responsabilidade ambiental envolvem ainda ações como separação de resíduos, compostagem doméstica (com restos da cozinha) e compostagem em leiras, que transformam resíduos agrícolas em adubo reutilizável”, explica a assistente de projetos do CAT Sorriso, Andreia Sousa.

A certificação também prevê a identificação da origem dos produtos por meio de um QR Code. O consumidor pode acessar informações sobre o agricultor, a propriedade e o sistema de produção.

O projeto é o segundo da associação reconhecido pelo Mapa. Em outubro do ano passado, o CAT Sorriso recebeu o reconhecimento pelo projeto Gente que Produz e Preserva, voltado a agricultores que produzem soja certificada pelo padrão internacional RTRS.


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Cepea: Algodão tem baixa liquidez, mas preços seguem sustentados

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com baixa liquidez, refletindo o desacordo entre compradores e vendedores quanto aos preços e, em alguns casos, à qualidade dos lotes ofertados. Ainda assim, segundo o Cepea, a postura firme dos vendedores ativos, especialmente para lotes de melhor qualidade, e a necessidade pontual de compra de algumas indústrias sustentam as cotações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os agentes acompanham o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, processos considerados fundamentais para o cumprimento dos contratos a termo destinados aos mercados interno e externo. Pelo lado da demanda, embora o setor ainda relate ritmo moderado nas vendas de manufaturados, dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam uma leve reação.

No fechamento de terça-feira (21), o Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma foi de R$ 402,37 por libra-peso, com queda de 1,42% no dia. No acumulado do mês, o indicador registra recuo de 2,41%.

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Custo do milho recua 0,61% em MT, mas preço segue abaixo do custo total

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Foto: Imea

O custo total de produção do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso recuou 0,61% em junho, para R$ 7.372,88 por hectare. A redução foi influenciada principalmente pela queda de 2,38% nos gastos com fertilizantes e corretivos, que passaram a representar R$ 1.532,66 por hectare.

Os dados fazem parte do projeto CPA-MT, estimado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT. No mesmo período, o custo operacional total (COT) caiu 0,60%, para R$ 6.057,70 por hectare, enquanto o custo operacional efetivo (COE) recuou 0,63%, para R$ 5.493,40 por hectare.

A redução dos custos ocorreu em um momento de melhora na logística do Oriente Médio. A normalização do fluxo permitiu a retomada das exportações e melhorou as condições de negociação para os compradores, pressionando os preços dos fertilizantes. O atraso nas compras, no entanto, pode concentrar a demanda nos próximos meses e elevar novamente os valores.

Além dos fertilizantes e corretivos, os gastos com defensivos caíram 0,32% em junho, para R$ 913,04 por hectare. Já as sementes subiram 0,95%, chegando a R$ 848,78 por hectare.

Segundo o levantamento, a alta das sementes limitou uma redução maior do custo de custeio, estimado em R$ 3.767,37 por hectare. O indicador apresentou queda mensal de 0,84%.

Preço precisa superar R$ 47 para cobrir custo total

Considerando a produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare na safra 2025/26, o produtor mato-grossense precisaria comercializar o milho a R$ 42,70 por saca para cobrir o COE. Para alcançar o COT, o preço necessário sobe para R$ 47,09 por saca. Com isso, o produtor precisa comercializar a saca de 60 quilos acima de tal valor para cobrir o custo total.

O preço médio mensal do milho na safra 2026/27 foi estimado em R$ 44,76 por saca. Com isso, a cotação permanece acima do ponto de equilíbrio do COE, mas abaixo do valor necessário para cobrir o custo operacional total.

O cenário mostra que, mesmo com a queda mensal dos custos, a margem do produtor continua pressionada. A diferença entre o preço médio e o custo total reforça a necessidade de atenção às despesas e ao momento de comercialização da produção.


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