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14 de julho de 2026

Sustentabilidade

El Niño ganha força e eleva riscos climáticos para a agricultura global no terceiro trimestre – MAIS SOJA

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O rápido fortalecimento do fenômeno El Niño deve ser o principal fator climático a influenciar a produção agrícola global durante o terceiro trimestre de 2026. A combinação entre temperaturas acima da média e mudanças nos padrões de chuva aumenta o risco de impactos sobre importantes culturas agrícolas em diversas regiões produtoras do mundo, segundo análise da 36ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

Após uma transição acelerada da neutralidade para um El Niño fraco entre março e maio, os principais centros internacionais de previsão climática indicam que o fenômeno continuará se intensificando nos próximos meses. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projeta anomalias próximas de 2,0°C no Pacífico equatorial, patamar compatível com um evento de forte intensidade.

Como o El Niño altera chuva e circulação atmosférica

O aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical altera os padrões globais de circulação atmosférica, deslocando áreas de formação de nuvens e modificando a distribuição das chuvas em diferentes regiões agrícolas. Além do Pacífico, o comportamento do Oceano Índico e do Atlântico também deverá exercer influência relevante sobre as condições climáticas no segundo semestre.

“O terceiro trimestre será marcado pela consolidação do El Niño e por um aumento expressivo do risco climático em diversas regiões produtoras. O fenômeno tende a modificar padrões de chuva e temperatura em escala global, exigindo atenção redobrada de produtores e agentes do mercado”, afirma Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Impactos previstos para a América do Sul e Brasil

Na América do Sul, os efeitos do fenômeno devem se tornar mais evidentes ao longo dos próximos meses. Após um primeiro semestre marcado por forte variabilidade das chuvas, com volumes acima do normal em junho, agosto e setembro tendem a concentrar um dos principais pontos de atenção para o agronegócio brasileiro: a recuperação da umidade do solo nas regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste, fundamentais para o início da safra de verão.

Segundo a analista, setembro será especialmente sensível para a soja brasileira. Caso o retorno das chuvas ocorra de forma irregular, poderão ser observados atrasos na semeadura e dificuldades no estabelecimento inicial das lavouras.

“O mês de setembro é decisivo para o plantio da soja no Brasil. A combinação entre temperaturas elevadas e retorno irregular das chuvas pode comprometer a uniformidade da implantação das lavouras e aumentar os riscos para o potencial produtivo da safra”, destaca Carolina.

Temperaturas acima da média e ondas de calor

Além das alterações no regime de precipitação, o trimestre também deverá registrar temperaturas acima da média em grande parte dos continentes. O cenário aumenta a probabilidade de ondas de calor em importantes regiões agrícolas da América do Sul, América do Norte, Ásia e Oceania.

Os riscos térmicos merecem atenção especial em países como Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina, Peru, Estados Unidos, Índia, China e Austrália. Na África Ocidental, áreas produtoras de cacau em Gana e Costa do Marfim também podem enfrentar condições climáticas mais desafiadoras.

“O calor persistente amplia a demanda hídrica das plantas e pode acelerar o ciclo de desenvolvimento das culturas. Em fases críticas, como floração e enchimento de grãos, esse comportamento tende a reduzir o potencial produtivo, especialmente quando combinado com baixa disponibilidade de água no solo”, explica a analista.

Impactos do El Niño por cultura agrícola

Os impactos devem variar conforme a cultura e o estágio de desenvolvimento das lavouras. No caso do café, as condições climáticas durante a colheita brasileira, concentrada entre julho e agosto, podem afetar a secagem e a qualidade dos grãos devido a um sinal de possiveis precipitações acima do normal. Já em setembro, o foco passa para as floradas, que dependem de uma combinação favorável entre umidade e temperatura.

Para o açúcar, o Centro-Sul do Brasil acompanha os riscos de interrupções na colheita em caso de chuva acima do normal, enquanto países como Índia e Tailândia dependem da regularidade das precipitações para garantir o bom desenvolvimento dos canaviais da próxima safra.

O mercado de algodão também deve monitorar atentamente as condições climáticas. A irregularidade das monções representa um desafio para a Índia, enquanto o excesso de calor pode afetar áreas produtoras na China. Nos Estados Unidos, apesar das perspectivas favoráveis para o desenvolvimento da cultura, temperaturas elevadas permanecem como fator de atenção.

No trigo, os riscos são distintos entre os hemisférios. O excesso de umidade pode favorecer o surgimento de doenças no Sul do Brasil, enquanto a Austrália enfrenta maior probabilidade de estresse hídrico em função do padrão mais seco associado ao El Niño. Já no Hemisfério Norte, o calor excessivo pode acelerar a maturação das lavouras e comprometer a qualidade dos grãos.

O cacau também está entre as commodities mais expostas às oscilações climáticas previstas para o trimestre. Na África Ocidental e na Indonésia, o fenômeno pode aumentar a irregularidade das chuvas e elevar o risco de estresse hídrico em momentos críticos do ciclo produtivo. No sul da Bahia, os produtores acompanham os potenciais impactos do El Niño, enquanto o Equador apresenta um cenário distinto, com possibilidade de condições mais úmidas favorecendo o desenvolvimento vegetativo, mas também aumentando a pressão de doenças.

Interação entre clima e produtividade agrícola

De forma geral, a StoneX destaca que os impactos agrícolas dependerão da interação entre temperatura, precipitação e estágio fenológico de cada cultura. Regiões que combinarem chuva abaixo da média e calor intenso tendem a enfrentar maior risco de estresse hídrico, enquanto áreas com precipitação excessiva poderão registrar dificuldades operacionais, atrasos de colheita e aumento da incidência de doenças.

“É importante lembrar que previsões climáticas são probabilísticas. Elas não indicam impactos garantidos, mas apontam regiões onde os riscos estão mais elevados. O trimestre julho-agosto-setembro exigirá monitoramento constante, especialmente em áreas de plantio e desenvolvimento de culturas, onde a combinação entre calor e irregularidade das chuvas poderá afetar tanto o estabelecimento quanto o rendimento das lavouras”, conclui Carolina.

Sobre a StoneX 

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

IMEA e Aprosoja MT apresentam resultados da safra de milho 2025/26 após avaliações em campo – MAIS SOJA

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Aumento da produtividade, boas condições das lavouras e maior segurança nos dados foram alguns dos destaques apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), durante a divulgação dos resultados do IMEA em Campo da safra de milho 2025/26. Após 64 dias de trabalho e mais de 30,8 mil quilômetros percorridos por Mato Grosso, as instituições apresentaram, na manhã desta segunda-feira (13.07), o levantamento das avaliações realizadas nas lavouras do estado.

Os resultados foram coletados durante os meses de maio, junho e julho e divididos em indicadores quantitativos, como número de plantas por hectare, número de espigas por planta, quantidade de grãos por espiga, peso dos grãos e umidade, e qualitativos, que avaliaram a presença de plantas daninhas, doenças, pragas, condições das lavouras e incidência de grãos avariados.

A produtividade média do milho em Mato Grosso passou de 127 sacas por hectare na safra 2024/25 para 128 sacas por hectare na safra 2025/26, evidenciando o bom desempenho das lavouras mato-grossenses. O superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, destacou a importância do projeto para ampliar a precisão das informações sobre a produção agrícola do estado.

“Esse projeto surgiu de uma demanda por parte dos produtores, principalmente para conseguir retratar cada vez melhor a realidade do campo aqui em Mato Grosso. Nos últimos dois anos, o estado tem alcançado tetos produtivos cada vez mais elevados. Conseguir ir in loco, checar essas informações e trazer mais segurança aos dados é o grande resultado que obtivemos, não só nesta temporada, mas ao longo dos últimos anos. Para esta safra, o principal resultado foi a atualização da produtividade média para 128 sacas por hectare, superando o índice produtivo do ano passado em pouco mais de uma saca”, afirmou.

Um dos participantes do IMEA em Campo, Henrique Eggers, ressaltou que o levantamento é fundamental para identificar e retratar a realidade das lavouras mato-grossenses. Segundo ele, o trabalho permitiu observar que as chuvas se estenderam ao longo da safra 2025/26, diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por períodos mais secos.

“Foram 64 dias em campo avaliando lavouras em todo o estado, e isso é o que nos permite ter grande segurança nos dados apresentados hoje pelo IMEA. Enfrentamos dias de sol e também dias de chuva, algo que não é comum para o mês de junho. Essa condição climática fora do padrão foi acompanhada de perto pela equipe, que registrou e divulgou essas informações ao longo do trabalho de campo”, destacou.

Os resultados do IMEA, Aprosoja MT e Iagro reforçam a importância do acompanhamento técnico das lavouras para a geração de informações cada vez mais precisas sobre a produção agrícola. Além de contribuir para o planejamento dos produtores, o levantamento auxilia o setor na tomada de decisões estratégicas e no monitoramento das condições das lavouras em Mato Grosso.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Frente fria avança e risco de enchentes preocupa parte do país; veja como fica o tempo na 2ª quinzena de julho

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A frente fria que provocou a queda das temperaturas no país avança sobre áreas produtores de soja e leva mais nebulosidade para a região Sudeste. Apesar disso, a previsão para os próximos cinco a dez dias indica tempo firme na maior parte das áreas produtoras do país, favorecendo o andamento das atividades no campo.

As condições são positivas para a colheita do café, do milho segunda safra, do algodão e da cana-de-açúcar, além das operações de manejo do solo e dos tratamentos fitossanitários em grande parte das regiões Centro-Oeste, Norte e Matopiba. A ausência de chuvas volumosas deve permitir o avanço dos trabalhos.

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A exceção é a região Sul. No Rio Grande do Sul, a previsão indica volumes elevados de chuva, com risco de enchentes, especialmente na porção norte do estado.

Em relação às temperaturas, o risco de geada permanece restrito às áreas mais elevadas da região Sul. Nesta terça-feira (14), também há possibilidade de geada na Serra da Mantiqueira, incluindo municípios como Campos do Jordão.

As temperaturas mínimas devem ficar abaixo de 10°C em áreas de Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e sul de Minas Gerais, mas sem previsão de geadas nessas regiões.

A partir da segunda quinzena de julho, a tendência é de elevação gradual das temperaturas. No Centro-Oeste e no Matopiba, cidades como Corumbá (MS), Primavera do Leste (MT) e Rondonópolis (MT) devem registrar máximas entre 37°C e 38°C. No fim de julho e início de agosto, os termômetros podem se aproximar dos 40°C em algumas localidades, intensificando o calor nessas regiões.

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Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas – MAIS SOJA

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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