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8 de julho de 2026

Sustentabilidade

Boletim do Algodão: China impulsiona exportações de MT em mês de recorde histórico – MAIS SOJA

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Segundo o relatório Acreage, divulgado pelo USDA/NASS em 30/06, a área destinada ao cultivo de algodão nos EUA para a safra 2026/27 foi estimada em 3,99 mi de ha, alta de 6,12% em relação à safra anterior. Entre os fatores que contribuíram para a expansão da área, destaca-se a recuperação das cotações do algodão entre março e maio, período em que o contrato jul/26 da ICE-NY acumulou valorização de 18,75%, favorecendo a intenção de plantio.

Além disso, o volume expressivo de chuvas registrado no Cinturão Algodoeiro nas últimas semanas reduziu a intensidade da seca em importantes regiões produtoras, proporcionando condições mais favoráveis para o estabelecimento da cultura. No entanto, a produção ainda dependerá da área efetivamente colhida. Caso essas condições permaneçam favoráveis, o aumento da área plantada poderá resultar em maior oferta de pluma na safra 2026/27, contribuindo para um viés baixista nas cotações internacionais do algodão.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: na última semana o preço da @ da pluma valorizou 0,48%, resultado da estabilidade do câmbio e da oferta restrita de algodão beneficiado, retrato da colheita em estágio inicial.
  • DESVALORIZAÇÃO: a média semanal da paridade de dez/26 apresentou queda de 0,62% ante o último período, e finalizou na média de R$ 77,07/@.
  • REDUÇÃO: diante da desvalorização entre semanas do preço do petróleo, o poliéster acompanhou a queda e caiu 2,21% no comparativo semanal, fechando em ¢ US$ 38,26/lp.
A Secex divulgou os dados das exportações de algodão em pluma referentes a junho de 2026.

No período, o Brasil embarcou 217,04 mil t, queda de 25,46% em relação a maio/26 e alta de 63,41% frente a junho/25. Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil t, retração de 20,70% em relação a maio/26 e alta de 66,38% frente a junho/25, estabelecendo novo recorde para o mês na série histórica da Secex. Com isso, o estado acumulou 1,97 milhão de t exportadas na safra 24/25 (ago/25 a jun/26), alta de 13,57% frente ao mesmo período da safra anterior.

No acumulado da temporada, a China até então, se consolidou como principal destino da pluma de MT, ampliando suas aquisições em 53,97% em relação à safra passada e respondendo por 19,75% das exportações do estado. O avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável. Com isso, MT respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas a China.

Fonte: Conab



 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de lentidão nos negócios – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.

Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.

Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.

“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
  • O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
  • A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
  • As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
  • O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
Quarta-feira (08/07)

14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.

22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

Quinta-feira (09/07)

08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de  Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Sexta-feira (10/07)

03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.

13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

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Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.

Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Foto: Claudia Godoy

Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.

Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).

De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).

Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).1Adicionado Aureo 0,25% v/v; 2Adicionado Adgreen 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Strides 0,25% v/v; 5Programa: Excalia Max eTróia + Adgreen 0,25% v/v/ Mitrion e Manfil/ Evolution + Strides 0,25% v/v/ Tridium 2,0 l/ha + Strides 0,25%. *Adicionado para manutenção Manfil (mancozebe) 1,5 kgp.c./ha.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).

Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05 1Adicionado Ochima 250 mL/ha; 2Adicionado Áureo 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Mees 0,25% v/v.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.

Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!



Referências:

BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

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Sustentabilidade

China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica

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Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que o Brasil tem condições de absorver, ao longo dos próximos anos, a redução prevista nas importações de soja pela China. Segundo ele, o plano chinês prevê uma diminuição de cerca de 25% nas compras entre 2026 e 2035, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de toneladas.

Para Rosa, a expectativa não representa uma mudança brusca no mercado e poderá ser compensada por fatores como a ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento da demanda interna.

“Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos, seja pela diversificação das exportações, especialmente para os países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, seja pelo avanço do programa de biocombustíveis, principalmente o biodiesel, que tem aumentado a demanda interna por soja.”

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O diretor também destacou que, no momento, a demanda chinesa permanece estável e que a redução prevista será gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.

Além disso, Rosa defendeu a adoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da industrialização da soja e ao incentivo ao consumo de proteínas de origem animal no Brasil.

“É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização. A tendência é de crescimento do consumo de ovos, leite e carnes, e o farelo de soja é hoje a principal fonte de proteína vegetal para a produção dessas proteínas animais.”

Na avaliação do diretor executivo da Aprosoja Brasil, o país ocupa uma posição estratégica nesse mercado, já que o farelo de soja segue sendo a alternativa mais competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala mundial.

O post China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica apareceu primeiro em Canal Rural.

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