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6 de julho de 2026

Sustentabilidade

Petrobras reformula estratégia para impulsionar o mercado de fertilizantes com foco em eficiência e redução de custos – MAIS SOJA

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A Petrobras está redesenhando sua atuação no setor de fertilizantes por meio de um plano focado em rentabilidade, modernização tecnológica e rígida disciplina de capital. De acordo com a presidente da companhia, Magda Chambriard, a nova diretriz busca expandir a capacidade produtiva nacional, priorizando a retomada de projetos estratégicos e a otimização das estruturas já existentes, em vez de investir em construções do zero.   

O grande destaque dessa retomada é a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), localizada em Mato Grosso do Sul, que já conta com 85% de suas obras concluídas. A planta promete ser a mais moderna do parque fabril da estatal.  Como a energia representa um dos componentes mais caros na fabricação de nitrogenados, a maior eficiência industrial da UFN3 será o pilar central para baratear os custos de produção e elevar a competitividade do fertilizante brasileiro.  Além da UFN3, a companhia estuda expandir suas unidades localizadas no Sul e no Nordeste, aproveitando a infraestrutura logística e operacional já consolidada para mitigar despesas burocráticas.  

Toda essa movimentação no mercado de fertilizantes está diretamente integrada a outro objetivo estratégico da Petrobras: o escoamento do gás natural do pré-sal. Ao ampliar a produção de nitrogenados, que dependem essencialmente do gás como matéria-prima, a empresa garante um mercado consumidor robusto e estável para o insumo que pretende comercializar em larga escala nas próximas décadas.  

Fonte: Fecoagro/GlobalFert. 

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Sustentabilidade

2,4-D em trigo: cuidados relacionados ao uso desse herbicida – MAIS SOJA

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Considerado um dos principais herbicidas seletivos utilizados para o controle pós-emergente de plantas daninhas em gramíneas de inverno como o trigo, o 2,4-D é um herbicidas hormonal, mimetizador de auxina, indicado especialmente para o controle de daninhas de folhas largas. Sua seletividade ao trigo e grande eficiência no controle de espécies invasoras não resistentes, posiciona o 2,4-D como um dos herbicidas mais utilizados na pós-emergência do trigo. Sobretudo, mesmo sendo seletivo a cultura, seu uso requer grande conhecimento técnico para evitar que danos e efeitos indesejados sejam observados no desenvolvimento do trigo, assim como para garantir a eficiência de controle do herbicida.

Os maiores cuidados com o uso do 2,4-D no trigo relacionam-se ao momento de aplicação (com relação ao ciclo do trigo) e a temperatura ambiental. A maioria das orientações de bula indicam que o 2,4-D deve ser aplicado em condições de temperatura variando entre 20 e 30°C para melhores performances.

Na prática, as recomendações para a cultura sugerem que aplicações de 2,4-D acima dos 15 °C são favoráveis em plantas em pleno desenvolvimento, que aplicações entre 10 e 15 °C apresentam resultados mais lentos e limitados e que aplicações abaixo de 10 °C não são recomendadas, havendo risco de ineficácia do herbicida, visto que nessas condições, o metabolismo das plantas é reduzido comprometendo a absorção, translocação e consequentemente ação do herbicida (Cechin et al., 2023).

Já com relação ao estádio de aplicação na cultura do trigo, as aplicações em pós-emergência devem ocorrer preferencialmente entre os estádios de afilhamento e o início da elongação do colmo, período esse de maior tolerância do trigo ao 2,4-D (Rizzardim s.d.).

Associado as condições de temperatura, é essencial que as pulverizações de 2,4-D ocorram em plantas daninhas nos estádio iniciais do desenvolvimento (2 a 6 folhas), possibilitando uma controle mais efetivo. Aplicações após o período de elongação e após o início da diferenciação floral podem resultar em danos á cultura.

Figura 1. Período recomendado para aplicação do 2,4-D em trigo, para o controle de plantas daninhas de folha larga.

Através de deformações morfológicas, aplicações muito precoces de 2,4-D podem resultar entre outras características, na má formação das espigas, folhas enroladas, na estatura reduzida das plantas e a retenção das espigas no colmo após a elongação, como consequência da fitotoxicidade do herbicida (figuras 2 e 3).

Figura 2. Sintoma de fitotoxidade de 2,4-D em trigo.
Figura 3. Sintomas de fitotoxidade de 2,4-D em trigo.
Fonte: OR Sementes.

Além disso, estudos demonstram que aplicações inadequadas de 2,4-D no trigo, com doses elevadas, podem resultar em perdas significativas de produtividade. Conforme observado por Soligo (2019), perdas substanciais de produtividade do trigo estão associadas a época e dose inadequada do 2,4-D, havendo uma redução significativa da produtividade em função do aumento da dose do herbicida.

Nesse contexto, mesmo com a dificuldade em posicionar o 2,4-D em trigo, é essencial atentar para as condições ambientais, especialmente relacionadas a temperatura e o estádio de desenvolvimento do trigo, para reduzir os riscos relacionados a efeitos tóxicos indesejados e perdas de produtividade, devendo-se sempre seguir as orientações de bula quando a dose do herbicida.



Referências:

CECHIN, J. et al. EFEITOS DA TEMPERATURA EM HERBICIDAS: ESTÁDIO DAS PLANTAS PARA APLICAÇÃO E EFEITOS DA TEMPERATURA PODEM REDUZIR A EFICÁCIA DOS HERBICIDAS E CAUSAR MAIOR INJÚRIA EM DETERMINADAS CULTURAS. Revista Cultivar, 2023. Disponível em: < https://revistacultivar.com.br/artigos/efeitos-da-temperatura-em-herbicidas >, acesso em: 06/07/2026.

RIZZARDI, M. A. MANEJO QUÍMICO: 2,4-D EM TRIGO. Up. Herb. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/2-4-d-em-trigo#:~:text=Em%20rela%C3%A7%C3%A3o%20a%20cultura%20do,ao%20in%C3%ADcio%20da%20diferencia%C3%A7%C3%A3o%20floral. >, acesso em: 06/07/2026.

SOLIGO, V. DOSES E ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE 2,4-D EM TRIGO. Universidade Federal da Fronteira Sul, Erechim, 2019. Disponível em: < https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3197 >, acesso em: 06/07/2026.

Foto de capa: Tomás Vecchi

 

 

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Sustentabilidade

‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.

Na avaliação da entidade, os R$ 525 bilhões anunciados são insuficientes para atender à demanda dos produtores. Além disso, Redivo criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização da produção, justamente a modalidade de crédito considerada mais importante para o atual momento do setor.

“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.

Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.

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“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”

O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.

“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.

O post ‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Preços voltam a subir em SP – MAIS SOJA

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Os preços do milho voltaram a subir ao longo desta semana em praças de São Paulo, diante da posição firme de vendedores, que estão atentos às condições climáticas e às valorizações internacionais. Além disso, os valores também foram influenciados pelos estoques reduzidos e pela necessidade imediata de abastecimento. Consumidores voltaram a negociar volumes para entrega no curto prazo e aceitam pagar preços mais elevados no spot, enquanto aguardam o avanço da colheita da segunda safra, o que deve aumentar a oferta.

No entanto, as cotações seguem em queda na maior parte do País, sobretudo em regiões do Centro-Oeste, refletindo o avanço da colheita da segunda safra. Ainda assim, compradores indicam que estão abastecidos e, com isso, limitam as aquisições no curto prazo, priorizando apenas necessidades imediatas e restringindo reações nos preços.

Fonte: Cepea


FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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