Business
Cerca de 75% dos municípios de SP são classificados como locais de alta incidência de greening

Municípios paulistas passam agora a serem classificados como localidades de baixa ou alta incidência de HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo.
A medida passa a valer nesta segunda-feira (6) após o governo do estado ter publicado, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Portaria Defesa nº 46 de 2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32 de 2026, a qual institui novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle da praga.
A nova metodologia considera dados consolidados dos relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária. Assim, para a classificação dos municípios nas faixas de incidência, serão consideradas, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com área cultivada de citros ou, alternativamente, através de levantamento amostral.
Ainda de acordo com a publicação, a classificação será revista anualmente, no mês de maio com base nos dados do ano anterior. “A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção”, destaca o chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A partir da publicação, ficam classificados como municípios com baixa incidência de HLB/Greening as seguintes localidades: Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d’Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d’Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d’Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d’Oeste, Panorama, Paraguaçú Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d’Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Segundo a Portaria, todos os demais municípios do Estado de São Paulo passam a ser classificados como locais com alta incidência. Assim, pela distribuição apresentada no mapa, aproximadamente três quartos dos municípios paulistas (entre 75% e 80%) já estão na faixa de alta incidência de HLB, enquanto a baixa incidência permanece concentrada em parte do oeste do estado.
Com isso, a erradicação de plantas doentes passa a ser definida de forma diferente para cada uma das áreas. Produtores que possuem árvores adultas doentes e que tenham áreas de produção em municípios com alta incidência não necessitam mais realizar a erradicação compulsória.
Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.
“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo da doença e do inseto vetor”, detalha Paloschi.
O transporte interestadual de plantas cítricas também passa por atualização. A partir de agora, o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados passa a ser obrigatório. O objetivando é a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença.
A exceção da medida fica unicamente para a Tangerina Ponkan. Importante lembrar que as medidas valem para as plantas de citros (Citrus spp.), Fortunella spp. e Poncirus spp.
O post Cerca de 75% dos municípios de SP são classificados como locais de alta incidência de greening apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Mercado de soja acompanha disparada de Chicago e preços sobem até R$ 3 no Brasil

O mercado brasileiro de soja registrou forte valorização nesta segunda-feira (6), refletindo o expressivo avanço dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta superior a 4% na bolsa norte-americana foi o principal fator responsável pelo movimento de alta no mercado físico brasileiro.
De acordo com Silveira, os prêmios tiveram apenas pequenos ajustes, enquanto o dólar recuou levemente. Com isso, os preços da soja no mercado físico responderam com forte elasticidade, refletindo quase integralmente a valorização registrada em Chicago.
O mercado spot apresentou forte valorização, com a soja no porto atingindo R$ 140 por saca para pagamentos de curto prazo. Já os negócios com pagamento alongado mostraram preços ainda mais firmes, com as melhores oportunidades concentradas entre os meses de setembro e outubro.
O analista também destacou que houve registro de negócios durante o dia, com produtores aproveitando o momento de alta para negociar parte da safra nova. Segundo ele, as cotações avançaram cerca de R$ 3 por saca em diversas regiões e, em algumas praças, os preços ficaram acima da paridade de exportação.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 134,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,50 para R$ 120,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 122,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 137,00 para R$ 139,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 140,00
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia com forte alta. O mercado foi impulsionado pela previsão de clima quente e seco nos Estados Unidos e pela perspectiva de um retorno mais agressivo da demanda chinesa por grãos norte-americanos.
Segundo as projeções mais recentes do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), temperaturas elevadas devem atingir grande parte do cinturão produtor, enquanto as precipitações permanecerão abaixo da média nas principais regiões agrícolas do centro do país.
O Centro de Previsão Climática (Climate Prediction Center) do NWS informou que o cenário de chuvas abaixo do normal deve se estender do oeste de Dakota do Norte até o centro do Tennessee, abrangendo praticamente todo o cinturão produtor, com exceção de parte de Indiana e Ohio. A previsão é de que essas condições persistam ao longo da próxima semana.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, o contrato da soja para julho de 2026 fechou cotado a US$ 11,84 por bushel, alta de 47,75 centavos de dólar ou 4,20%. A posição novembro de 2026 encerrou a US$ 11,92 1/4 por bushel, avanço de 44,50 centavos ou 3,87%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto de 2026 subiu US$ 7,40 por tonelada, encerrando a US$ 312,90, alta de 2,42%. Já o óleo de soja para agosto fechou a 67,76 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,99 centavo ou 1,48%.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,69%, cotado a R$ 5,1324 para venda e R$ 5,1304 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,1279 e a máxima de R$ 5,1829.
O post Mercado de soja acompanha disparada de Chicago e preços sobem até R$ 3 no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Exportações de soja do Brasil somam 1,507 milhão de t em julho, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 1,507 milhão de toneladas nos três primeiros dias úteis de julho, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No período, a receita com os embarques alcançou US$ 661,218 milhões, com média diária de US$ 220,405 milhões. O volume médio exportado foi de 502,529 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 438,60.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, a receita média diária apresentou alta de 1,3%. Já o volume médio embarcado recuou 5,7%, enquanto o preço médio da tonelada registrou avanço de 7,5%.
O post Exportações de soja do Brasil somam 1,507 milhão de t em julho, aponta Secex apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Audiência nos EUA: ‘Perguntas foram técnicas e específicas’, avaliam entidades do setor produtivo

Representantes do agronegócio brasileiro avaliaram que a audiência pública realizada nesta segunda-feira (6) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) ocorreu em um ambiente mais técnico e produtivo do que o registrado no ano passado. A percepção é de que o maior preparo das equipes dos dois países e a participação conjunta de entidades brasileiras e norte-americanas favoreceram a defesa dos produtos brasileiros diante da proposta de tarifa de 25%.
Segundo o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, as discussões deixaram de lado questionamentos genéricos e passaram a se concentrar em aspectos técnicos sobre as cadeias produtivas. “As perguntas foram mais técnicas, mais específicas. Não houve desconhecimento sobre o tema, mas interesse em compreender melhor o processo”, afirmou.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com Matos, o painel dedicado ao café reuniu representantes do Cecafé, da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e da National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos. A estratégia foi apresentar argumentos complementares em defesa da manutenção da isenção para o café verde e torrado e da inclusão do café solúvel na lista de exceções às tarifas.
Entendimento sobre o papel do café solúvel
O principal interesse dos técnicos do governo norte-americano foi entender o papel do café solúvel como insumo para a indústria de bebidas dos Estados Unidos, especialmente em produtos prontos para consumo (RTD), cafés gelados e outros derivados. Também foram discutidos os efeitos que uma eventual tarifa poderia causar sobre os custos da indústria e dos consumidores.
Segundo a Abics, a estratégia de alinhar os discursos das entidades brasileiras e da associação norte-americana do café funcionou como planejado. As três apresentações seguiram a mesma linha de argumentação e responderam de forma complementar aos questionamentos do painel.
A entidade informou que as perguntas se concentraram menos no consumo de café e mais nos impactos econômicos de uma eventual tarifa para toda a cadeia industrial norte-americana. Entre os argumentos apresentados estiveram o risco de aumento de custos para fabricantes de bebidas à base de café solúvel, xaropes e produtos prontos para consumo, além da defesa da retirada do produto da lista de bens sujeitos à tarifa.
Outros setores enfrentam pressão
Nos bastidores, representantes brasileiros também avaliaram que outros setores enfrentaram questionamentos mais duros durante a audiência. Segundo Matos, as discussões envolvendo mel e etanol tiveram tom mais crítico.
Nesse contexto, fontes avaliam que a audiência reforçou que ainda existe espaço para convencer o governo norte-americano a rever parte das medidas em discussão antes da decisão final.
O post Audiência nos EUA: ‘Perguntas foram técnicas e específicas’, avaliam entidades do setor produtivo apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso9 horas agoQuatro pessoas morrem após batida entre dois carros e incêndio em MT
Agro Mato Grosso10 horas agoSafra de milho avança em Lucas do Rio Verde sob desafios de armazenagem
Featured8 horas agoOitavas da Copa: Espanha x Portugal e EUA x Bélgica agitam a rodada desta segunda-feira
Featured7 horas agoPM prende suspeito de incendiar residência no distrito do Caramujo, em Cáceres
Sustentabilidade12 horas agoSoja dispara com dólar em alta e exportações antecipadas, aponta Cepea
Sustentabilidade12 horas agoSOJA/CEPEA: Dólar aquece demanda por soja do BR – MAIS SOJA
Business7 horas agoBrasil defende café e outros produtos em audiência comercial nos EUA
Business10 horas agoColheita do milho em Mato Grosso avança para 44,27% da área
















