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17 de outubro de 2026

Business

Mercado de soja acompanha disparada de Chicago e preços sobem até R$ 3 no Brasil

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Foto: Preepik

O mercado brasileiro de soja registrou forte valorização nesta segunda-feira (6), refletindo o expressivo avanço dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta superior a 4% na bolsa norte-americana foi o principal fator responsável pelo movimento de alta no mercado físico brasileiro.

De acordo com Silveira, os prêmios tiveram apenas pequenos ajustes, enquanto o dólar recuou levemente. Com isso, os preços da soja no mercado físico responderam com forte elasticidade, refletindo quase integralmente a valorização registrada em Chicago.

O mercado spot apresentou forte valorização, com a soja no porto atingindo R$ 140 por saca para pagamentos de curto prazo. Já os negócios com pagamento alongado mostraram preços ainda mais firmes, com as melhores oportunidades concentradas entre os meses de setembro e outubro.

O analista também destacou que houve registro de negócios durante o dia, com produtores aproveitando o momento de alta para negociar parte da safra nova. Segundo ele, as cotações avançaram cerca de R$ 3 por saca em diversas regiões e, em algumas praças, os preços ficaram acima da paridade de exportação.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,50 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 137,00 para R$ 139,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 140,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia com forte alta. O mercado foi impulsionado pela previsão de clima quente e seco nos Estados Unidos e pela perspectiva de um retorno mais agressivo da demanda chinesa por grãos norte-americanos.

Segundo as projeções mais recentes do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), temperaturas elevadas devem atingir grande parte do cinturão produtor, enquanto as precipitações permanecerão abaixo da média nas principais regiões agrícolas do centro do país.

O Centro de Previsão Climática (Climate Prediction Center) do NWS informou que o cenário de chuvas abaixo do normal deve se estender do oeste de Dakota do Norte até o centro do Tennessee, abrangendo praticamente todo o cinturão produtor, com exceção de parte de Indiana e Ohio. A previsão é de que essas condições persistam ao longo da próxima semana.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato da soja para julho de 2026 fechou cotado a US$ 11,84 por bushel, alta de 47,75 centavos de dólar ou 4,20%. A posição novembro de 2026 encerrou a US$ 11,92 1/4 por bushel, avanço de 44,50 centavos ou 3,87%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto de 2026 subiu US$ 7,40 por tonelada, encerrando a US$ 312,90, alta de 2,42%. Já o óleo de soja para agosto fechou a 67,76 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,99 centavo ou 1,48%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,69%, cotado a R$ 5,1324 para venda e R$ 5,1304 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,1279 e a máxima de R$ 5,1829.

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Brasil se aproxima dos EUA nas exportações do agro; ASSISTA

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O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos em receita com exportações agrícolas, mas a disputa pela liderança mundial ocorre em meio a desafios comerciais e geopolíticos. Como o próximo governo brasileiro vai lidar com essa relação?

O assunto foi destaque no Radar Rural, videocast do Canal Rural.

Dados apresentados no programa mostram que a diferença entre os dois países diminuiu nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos registraram US$ 171,5 bilhões em receita com exportações agrícolas, ante US$ 169,2 bilhões do Brasil. A diferença foi de US$ 2,3 bilhões, enquanto, em 2021, a vantagem americana era de US$ 56 bilhões.

Soja e tecnologia impulsionam o agro brasileiro

O avanço brasileiro tem entre seus destaques a produção de soja. Na safra 2019/20, o Brasil superou os Estados Unidos, com 126 milhões de toneladas, contra cerca de 114 milhões de toneladas dos americanos. Para a safra 2026/27, a projeção apresentada no episódio é de 181 milhões de toneladas no Brasil.

Além da soja, o país ampliou sua participação em mercados como algodão e carne bovina. O desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições tropicais, com contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também ajudou a elevar a produtividade e consolidar a posição brasileira no comércio internacional.

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Alinhamento político garante vantagens comerciais?

No episódio, os jornalistas também discutem como as eleições de 2026 podem influenciar a relação com os Estados Unidos. A aproximação diplomática, porém, não significa necessariamente ganhos econômicos.

Segundo José Pimenta, da BMJ Consultores Associados, um eventual alinhamento ideológico entre o próximo presidente brasileiro e Donald Trump pode facilitar o diálogo, mas não garante vantagens comerciais ao Brasil.

O programa também aborda os efeitos do tarifaço americano e a disputa entre Estados Unidos e China, que coloca o Brasil diante do desafio de preservar suas relações comerciais com as duas potências.

Para entender o que está por trás do avanço brasileiro nas exportações agrícolas e os desafios para o próximo governo, assista ao episódio completo do Radar Rural:

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Sistema Seagri promove ação com foco em alimentação e agricultura familiar no Paraná

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O Sistema Seagri promoveu, nesta sexta-feira (16), uma ação no Paraná em alusão ao Dia Mundial da Alimentação e à campanha Outubro Rosa. A programação reuniu servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Ceasa-PR. As atividades integraram temas como alimentação, bem-estar, sustentabilidade e valorização da agricultura familiar.

A abertura do evento contou com um café da manhã preparado com produtos da agroindústria familiar paranaense. Durante a programação, os servidores também foram incentivados a visitar a feira da agricultura familiar realizada na estrutura do IDR-Paraná.

A diretora técnica da Seab, Terezinha Busanello Freire, afirmou que a alimentação de qualidade e a valorização da produção local têm relação direta com o bem-estar. Segundo ela, o consumo de produtos da agroindústria familiar contribui para a saúde e também para a sustentação do trabalho de famílias produtoras no estado.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Outro destaque foi o lançamento de um projeto integrativo voltado à arrecadação de materiais recicláveis entre as equipes e ao compartilhamento de receitas culinárias ligadas à trajetória de vida dos colaboradores. A proposta prevê a organização desse conteúdo em uma publicação institucional de receitas.

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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, disse que o engajamento dos servidores é parte do fortalecimento das políticas públicas do setor. Segundo ele, as ações buscam valorizar o produtor rural e ampliar a oferta de alimentos de qualidade.

A programação do Outubro Rosa segue ao longo do mês com encontros, palestras e dinâmicas voltadas à saúde preventiva e ao bem-estar dos colaboradores, dentro de uma agenda conjunta da Seab e do IDR-Paraná.

A ação reuniu saúde, alimentação, sustentabilidade e valorização da agroindústria familiar em uma programação coordenada por órgãos do setor agrícola paranaense nesta sexta-feira (16).

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Geada pode atingir 18 municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 18 municípios de três estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Urubici (SC), a temperatura mínima deve chegar a 0 °C na segunda-feira (19).

Em Santa Catarina, Caçador (SC) tem temperatura mínima prevista de 2 °C na segunda-feira (19). Para Água Doce (SC), Abelardo Luz (SC), Campos Novos (SC) e Joaçaba (SC), a Climatempo prevê mínimas de 4 °C na mesma data.

No Paraná, as temperaturas mínimas devem ficar em 4 °C em Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR), também na segunda-feira (19).

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Rio Grande do Sul, Muitos Capões (RS) e Vacaria (RS) têm mínimas previstas de 3 °C para segunda-feira (19). Os dois municípios estão na área com risco de geada durante o período.

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Para o setor agropecuário, a geada está associada ao risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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