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6 de julho de 2026

Business

Mercado de soja acompanha disparada de Chicago e preços sobem até R$ 3 no Brasil

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Foto: Preepik

O mercado brasileiro de soja registrou forte valorização nesta segunda-feira (6), refletindo o expressivo avanço dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta superior a 4% na bolsa norte-americana foi o principal fator responsável pelo movimento de alta no mercado físico brasileiro.

De acordo com Silveira, os prêmios tiveram apenas pequenos ajustes, enquanto o dólar recuou levemente. Com isso, os preços da soja no mercado físico responderam com forte elasticidade, refletindo quase integralmente a valorização registrada em Chicago.

O mercado spot apresentou forte valorização, com a soja no porto atingindo R$ 140 por saca para pagamentos de curto prazo. Já os negócios com pagamento alongado mostraram preços ainda mais firmes, com as melhores oportunidades concentradas entre os meses de setembro e outubro.

O analista também destacou que houve registro de negócios durante o dia, com produtores aproveitando o momento de alta para negociar parte da safra nova. Segundo ele, as cotações avançaram cerca de R$ 3 por saca em diversas regiões e, em algumas praças, os preços ficaram acima da paridade de exportação.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,50 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 137,00 para R$ 139,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 140,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia com forte alta. O mercado foi impulsionado pela previsão de clima quente e seco nos Estados Unidos e pela perspectiva de um retorno mais agressivo da demanda chinesa por grãos norte-americanos.

Segundo as projeções mais recentes do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), temperaturas elevadas devem atingir grande parte do cinturão produtor, enquanto as precipitações permanecerão abaixo da média nas principais regiões agrícolas do centro do país.

O Centro de Previsão Climática (Climate Prediction Center) do NWS informou que o cenário de chuvas abaixo do normal deve se estender do oeste de Dakota do Norte até o centro do Tennessee, abrangendo praticamente todo o cinturão produtor, com exceção de parte de Indiana e Ohio. A previsão é de que essas condições persistam ao longo da próxima semana.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato da soja para julho de 2026 fechou cotado a US$ 11,84 por bushel, alta de 47,75 centavos de dólar ou 4,20%. A posição novembro de 2026 encerrou a US$ 11,92 1/4 por bushel, avanço de 44,50 centavos ou 3,87%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto de 2026 subiu US$ 7,40 por tonelada, encerrando a US$ 312,90, alta de 2,42%. Já o óleo de soja para agosto fechou a 67,76 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,99 centavo ou 1,48%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,69%, cotado a R$ 5,1324 para venda e R$ 5,1304 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,1279 e a máxima de R$ 5,1829.

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Café sobe forte em Nova York: o que está por trás da alta?

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Foto: Pixabay.

A forte alta do café na Bolsa de Nova York voltou a chamar a atenção do mercado. Diferentemente do que muitos imaginam, a valorização não decorre de uma quebra de safra, mas da combinação de fatores que apertaram a oferta no curto prazo e aumentaram a sensibilidade das cotações.

O primeiro deles é a forte redução dos estoques certificados da Bolsa de Nova York (ICE), que recuaram para pouco mais de 377 mil sacas, um dos menores níveis dos últimos anos. Com pouco café disponível para entrega, qualquer atraso na oferta provoca uma reação muito mais intensa dos preços.

O segundo fator é o clima. As chuvas atrasaram a colheita nas principais regiões produtoras do Brasil, especialmente no Sul de Minas e na Mogiana Paulista. Com isso, diminuiu o volume de café disponível neste momento e aumentou a preocupação com a qualidade de parte dos grãos, já que o excesso de umidade pode favorecer defeitos durante a fase final de maturação.

Ou seja, o mercado não está preocupado apenas com a quantidade de café que chega agora, mas também com a qualidade deste produto.

Fundos aceleraram a alta

Outro componente importante foi o comportamento dos investidores. Muitos fundos apostavam na queda dos preços e mantêm posições vendidas. Com a mudança do cenário, precisaram recomprar contratos rapidamente para limitar perdas, movimento que acabou acelerando ainda mais a valorização das cotações.

Esse efeito financeiro se soma aos fundamentos do mercado e ampliou o ritmo da alta observado nos últimos dias.

É importante separar o momento atual das perspectivas para os próximos meses. O que o mercado está precificando é um atraso na oferta, e não uma quebra estrutural da produção brasileira.

A safra 2026/27 continua apresentando bom potencial produtivo, favorecida pela bienalidade positiva e pelos investimentos realizados nas lavouras. Em outras palavras, o café deverá chegar ao mercado. A dúvida é apenas quando e com qual padrão de qualidade.

Nas próximas semanas, três fatores serão decisivos para o comportamento das cotações: o avanço da colheita, caso o clima permita; o posicionamento dos fundos de investimento, que podem reduzir o ritmo das recompras; e a demanda internacional, especialmente de Europa e China, que seguem recompondo seus estoques de forma gradual.

Para o produtor, o momento exige atenção. A volatilidade deve continuar elevada, e oportunidades de comercialização podem surgir rapidamente. Em um mercado com estoques reduzidos e dependente das condições climáticas, qualquer mudança no cenário é suficiente para provocar oscilações expressivas nos preços.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Cerca de 75% dos municípios de SP são classificados como locais de alta incidência de greening

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Foto: David Bartels/ USDA-APHIS

Municípios paulistas passam agora a serem classificados como localidades de baixa ou alta incidência de HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo.

A medida passa a valer nesta segunda-feira (6) após o governo do estado ter publicado, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Portaria Defesa nº 46 de 2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32 de 2026, a qual institui novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle da praga.

A nova metodologia considera dados consolidados dos relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária. Assim, para a classificação dos municípios nas faixas de incidência, serão consideradas, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com área cultivada de citros ou, alternativamente, através de levantamento amostral.

Ainda de acordo com a publicação, a classificação será revista anualmente, no mês de maio com base nos dados do ano anterior. “A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção”, destaca o chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi.

A partir da publicação, ficam classificados como municípios com baixa incidência de HLB/Greening as seguintes localidades: Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d’Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d’Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d’Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d’Oeste, Panorama, Paraguaçú Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d’Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Estado de SP greening
Foto: Divulgação

Segundo a Portaria, todos os demais municípios do Estado de São Paulo passam a ser classificados como locais com alta incidência. Assim, pela distribuição apresentada no mapa, aproximadamente três quartos dos municípios paulistas (entre 75% e 80%) já estão na faixa de alta incidência de HLB, enquanto a baixa incidência permanece concentrada em parte do oeste do estado.

Com isso, a erradicação de plantas doentes passa a ser definida de forma diferente para cada uma das áreas. Produtores que possuem árvores adultas doentes e que tenham áreas de produção em municípios com alta incidência não necessitam mais realizar a erradicação compulsória.

Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.

“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo da doença e do inseto vetor”, detalha Paloschi.

O transporte interestadual de plantas cítricas também passa por atualização. A partir de agora, o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados passa a ser obrigatório. O objetivando é a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença.

A exceção da medida fica unicamente para a Tangerina Ponkan. Importante lembrar que as medidas valem para as plantas de citros (Citrus spp.), Fortunella spp. e Poncirus spp.

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Exportações de soja do Brasil somam 1,507 milhão de t em julho, aponta Secex

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Foto: Ivan Bueno/AnP

As exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 1,507 milhão de toneladas nos três primeiros dias úteis de julho, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No período, a receita com os embarques alcançou US$ 661,218 milhões, com média diária de US$ 220,405 milhões. O volume médio exportado foi de 502,529 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 438,60.

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Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, a receita média diária apresentou alta de 1,3%. Já o volume médio embarcado recuou 5,7%, enquanto o preço médio da tonelada registrou avanço de 7,5%.

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