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Exportações de soja do Brasil somam 1,507 milhão de t em julho, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 1,507 milhão de toneladas nos três primeiros dias úteis de julho, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No período, a receita com os embarques alcançou US$ 661,218 milhões, com média diária de US$ 220,405 milhões. O volume médio exportado foi de 502,529 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 438,60.
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Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, a receita média diária apresentou alta de 1,3%. Já o volume médio embarcado recuou 5,7%, enquanto o preço médio da tonelada registrou avanço de 7,5%.
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Cerca de 75% dos municípios de SP são classificados como locais de alta incidência de greening

Municípios paulistas passam agora a serem classificados como localidades de baixa ou alta incidência de HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo.
A medida passa a valer nesta segunda-feira (6) após o governo do estado ter publicado, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Portaria Defesa nº 46 de 2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32 de 2026, a qual institui novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle da praga.
A nova metodologia considera dados consolidados dos relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária. Assim, para a classificação dos municípios nas faixas de incidência, serão consideradas, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com área cultivada de citros ou, alternativamente, através de levantamento amostral.
Ainda de acordo com a publicação, a classificação será revista anualmente, no mês de maio com base nos dados do ano anterior. “A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção”, destaca o chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi.
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A partir da publicação, ficam classificados como municípios com baixa incidência de HLB/Greening as seguintes localidades: Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d’Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d’Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d’Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d’Oeste, Panorama, Paraguaçú Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d’Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Segundo a Portaria, todos os demais municípios do Estado de São Paulo passam a ser classificados como locais com alta incidência. Assim, pela distribuição apresentada no mapa, aproximadamente três quartos dos municípios paulistas (entre 75% e 80%) já estão na faixa de alta incidência de HLB, enquanto a baixa incidência permanece concentrada em parte do oeste do estado.
Com isso, a erradicação de plantas doentes passa a ser definida de forma diferente para cada uma das áreas. Produtores que possuem árvores adultas doentes e que tenham áreas de produção em municípios com alta incidência não necessitam mais realizar a erradicação compulsória.
Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.
“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo da doença e do inseto vetor”, detalha Paloschi.
O transporte interestadual de plantas cítricas também passa por atualização. A partir de agora, o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados passa a ser obrigatório. O objetivando é a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença.
A exceção da medida fica unicamente para a Tangerina Ponkan. Importante lembrar que as medidas valem para as plantas de citros (Citrus spp.), Fortunella spp. e Poncirus spp.
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Audiência nos EUA: ‘Perguntas foram técnicas e específicas’, avaliam entidades do setor produtivo

Representantes do agronegócio brasileiro avaliaram que a audiência pública realizada nesta segunda-feira (6) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) ocorreu em um ambiente mais técnico e produtivo do que o registrado no ano passado. A percepção é de que o maior preparo das equipes dos dois países e a participação conjunta de entidades brasileiras e norte-americanas favoreceram a defesa dos produtos brasileiros diante da proposta de tarifa de 25%.
Segundo o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, as discussões deixaram de lado questionamentos genéricos e passaram a se concentrar em aspectos técnicos sobre as cadeias produtivas. “As perguntas foram mais técnicas, mais específicas. Não houve desconhecimento sobre o tema, mas interesse em compreender melhor o processo”, afirmou.
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De acordo com Matos, o painel dedicado ao café reuniu representantes do Cecafé, da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e da National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos. A estratégia foi apresentar argumentos complementares em defesa da manutenção da isenção para o café verde e torrado e da inclusão do café solúvel na lista de exceções às tarifas.
Entendimento sobre o papel do café solúvel
O principal interesse dos técnicos do governo norte-americano foi entender o papel do café solúvel como insumo para a indústria de bebidas dos Estados Unidos, especialmente em produtos prontos para consumo (RTD), cafés gelados e outros derivados. Também foram discutidos os efeitos que uma eventual tarifa poderia causar sobre os custos da indústria e dos consumidores.
Segundo a Abics, a estratégia de alinhar os discursos das entidades brasileiras e da associação norte-americana do café funcionou como planejado. As três apresentações seguiram a mesma linha de argumentação e responderam de forma complementar aos questionamentos do painel.
A entidade informou que as perguntas se concentraram menos no consumo de café e mais nos impactos econômicos de uma eventual tarifa para toda a cadeia industrial norte-americana. Entre os argumentos apresentados estiveram o risco de aumento de custos para fabricantes de bebidas à base de café solúvel, xaropes e produtos prontos para consumo, além da defesa da retirada do produto da lista de bens sujeitos à tarifa.
Outros setores enfrentam pressão
Nos bastidores, representantes brasileiros também avaliaram que outros setores enfrentaram questionamentos mais duros durante a audiência. Segundo Matos, as discussões envolvendo mel e etanol tiveram tom mais crítico.
Nesse contexto, fontes avaliam que a audiência reforçou que ainda existe espaço para convencer o governo norte-americano a rever parte das medidas em discussão antes da decisão final.
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Saiba qual município responde por mais da metade da produção de tangerinas no Espírito Santo

Você sabe qual é o maior produtor de tangerina do Espírito Santo? A resposta está na Região Serrana. Domingos Martins lidera com folga a produção da fruta no estado e, sozinho, foi responsável por mais da metade de toda a tangerina colhida no estado em 2025.
De acordo com a gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o município produziu 14.683 toneladas de tangerina no último ano, volume que representa 50,4% das 29.133 toneladas colhidas no Espírito Santo.
A liderança do município é resultado de uma combinação de fatores, como as condições climáticas favoráveis da Região Serrana, a tradição agrícola local e o trabalho dos produtores rurais, muitos deles ligados à agricultura familiar.
Além de Domingos Martins, o ranking dos maiores produtores conta com Conceição do Castelo, com 3.708 toneladas; Marechal Floriano, com 1.680 toneladas; Alfredo Chaves, com 1.220 toneladas; e Santa Leopoldina, com 1.120 toneladas. Juntos, esses cinco municípios produziram 22.411 toneladas, o equivalente a aproximadamente 76,9% de toda a tangerina colhida no Espírito Santo.
Fruta fortalece a economia
Além de ser uma das frutas mais apreciadas pelos consumidores, a tangerina tem importante papel na economia rural capixaba. Com uma área colhida de 1.265 hectares em todo o Estado, a cultura contribui para a diversificação das propriedades, gera renda para as famílias do campo e fortalece a fruticultura estadual.
Para o secretário de Estado da Agricultura, EnioBergoli, os números demonstram a importância da cultura para o desenvolvimento do meio rural capixaba.
“A produção de tangerina tem papel importante na diversificação da agricultura do Espírito Santo, contribuindo para a geração de renda, a sustentabilidade das propriedades rurais e o fortalecimento da fruticultura estadual”, destacou Bergoli.
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