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Câmara de Cuiabá prevê aumentar em 40% os cargos efetivos em novo concurso

Número de postos efetivos deve chegar a 111, com abertura de vagas nos níveis médio e superior, de acordo com projeto de lei
A Câmara de Vereadores de Cuiabá quer acrescentar mais de 30 cargos no quadro de servidores permanentes. O número subiria de cerca dos atuais 79 cargos para 111, crescimento de 40%. A reestruturação está no projeto de lei da Mesa Diretora para o próximo concurso público.
O incremento de cargos passaria principalmente pelos setores de tecnologia da informação, gestão de licitações, gestão de pessoas, jornalismo, arquivo, engenharia, cerimonial, sonorização, psicologia e serviço social.
Conforme o projeto, apesar do aumento de cargos, as novas vagas não seriam preenchidas imediatamente. A presidência da Câmara diz que a reestruturação visa “profissionalizar” o quadro de servidores e reduzir a diferença entre efetivos e temporários.
O plano informa que a Câmara passaria a ter 61 cargos de nível médio, 43 de nível superior para a área administrativa e mais 7 de nível superior para a saúde. A presidente da Câmara, Paula Calil, disse que o concurso deve ocorrer em 2027. O projeto de reestruturação deve ser votado em regime de urgência.
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‘Nasci na lavoura e fui criado nela. Hoje, levo o que aprendi para o campo’, diz sojicultor indicado ao Prêmio Personagem Soja Brasil

A agricultura sempre fez parte da vida de Carlos Eduardo Carnieletto. De Pato Branco (PR), o produtor rural cresceu acompanhando o trabalho da família na lavoura e transformou o legado em profissão. Aos 44 anos, administra uma propriedade de 44 hectares dedicada principalmente ao cultivo de soja, além de atuar como engenheiro agrônomo e instrutor do Senar Paraná, capacitando produtores em mecanização agrícola, tecnologias de aplicação e pulverização.
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Para Carlos, a vivência dentro e fora da porteira permite unir teoria e prática em benefício da produção. “Nasci na lavoura, me criei nela e hoje consigo aplicar no campo o conhecimento que adquiri na faculdade e nos treinamentos. Tenho muito orgulho da atividade que escolhi e amor pelo que faço. Eu me sinto privilegiado por isso”, diz.
A tradição da soja começou ainda com o pai, que despertou seu interesse pela atividade desde a infância. Ao longo dos anos, a cultura se consolidou como a principal fonte de renda da propriedade, dividindo espaço com milho, trigo e outras culturas.
Um dos principais marcos da história da fazenda foi a decisão de investir na conservação do solo. A iniciativa começou na geração anterior, com a adoção de práticas como cobertura vegetal, rotação de culturas, manejo da fertilidade e formação de palhada, estratégias que, segundo Carlos, garantiram maior estabilidade produtiva.
“O primeiro grande marco da propriedade foi o cuidado com o solo. Esse trabalho nos deu condições de produzir bem e enfrentar anos de adversidades climáticas com mais segurança”, afirma.
Outro divisor de águas foi a aproximação com pesquisadores e extensionistas do IDR-Paraná e da Embrapa. A parceria contribuiu para a adoção de tecnologias como a inoculação de sementes e o manejo integrado de pragas e doenças, reduzindo custos e tornando o sistema produtivo mais eficiente.
“Passamos a enxergar a agricultura de outra forma. Conseguimos produzir bem, gastar menos e tornar o sistema mais sustentável, sem perder produtividade. Isso aumentou a lucratividade da propriedade, mesmo em anos de clima adverso”, aponta.
Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26
Neste ano, Carlos participou do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/2026, experiência que considera um reconhecimento ao trabalho desenvolvido na propriedade.
“Foi uma grande surpresa participar. Nunca imaginei estar em um projeto como esse. O mais importante é poder mostrar que uma pequena propriedade pode ser sustentável, lucrativa e eficiente. Muitas vezes ficamos presos apenas ao discurso comercial, mas existe um caminho para produzir mais, utilizando menos insumos e aumentando a rentabilidade.”
Segundo ele, a iniciativa também ajuda a dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas por instituições públicas e às experiências de produtores que adotam práticas sustentáveis.
“O projeto mostra que é possível produzir alimento de forma responsável e econômica. Também aproxima pesquisadores, produtores e a sociedade, mostrando a realidade da agricultura brasileira”, comenta.
Ao falar sobre o futuro da soja, Carlos acredita que a evolução da pesquisa, do manejo do solo e das tecnologias biológicas continuará impulsionando a cultura no Brasil.
“A pesquisa evoluiu muito e continuará evoluindo. Precisamos investir cada vez mais em conservação do solo, manejo e planejamento. Existem tecnologias que permitem produzir melhor, com menor impacto ambiental. É importante mostrar para a sociedade que a agricultura produz alimentos de forma sustentável”, destaca.
Recado para outros produtores
Como mensagem às novas gerações, o produtor destaca que a sucessão familiar continua sendo um dos maiores desafios do campo, mas acredita que a atividade ainda oferece oportunidades para quem trabalha com planejamento.
“Quem olha a agricultura de fora muitas vezes imagina que é uma atividade de alta rentabilidade, mas as margens estão cada vez mais apertadas. Mesmo assim, vale a pena continuar esse legado. Com planejamento, cuidado com o solo e práticas sustentáveis, é possível viver bem da agricultura e construir um futuro sólido no campo”, conclui.
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MP quer que partidos criem filtros para identificar relação de candidatos com crime organizado

Ministério Público Eleitoral sugeriu que os diretórios cobrem certidões criminais e cruzem informações patrimoniais com quantias gastas em campanha
O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que os partidos criem filtros para identificar o histórico dos candidatos que disputarão a eleição de 2026. O foco dos mecanismos deve ser possíveis relações dos membros do partido com facções criminosas antes e durante o processo de campanha.
O órgão quer, por exemplo, que os diretórios exijam dos pré-candidatos certidões criminais da Justiça estadual e federal e, caso haja alguma relação deles com o crime organizado, que não sejam aprovados pelas convenções.
Outro mecanismo recomendado é o cruzamento de informações que ajudem a montar um perfil socioeconômico dos pré-candidatos. O histórico deve conter informações sobre “vínculos territoriais e compatibilidade patrimonial”. O documento serviria para identificar possíveis financiamentos de campanha.
O Ministério Público Eleitoral deu prazo de 20 dias para que a direção dos partidos apresente quais medidas foram adotadas. O prazo coincide com o início das convenções partidárias, programadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Segundo o MP, se algum filiado tiver perfil dentro dos traçados dos filtros não deverá participar das convenções. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) afirmou que existe preocupação dos órgãos com a infiltração das facções criminosas nas eleições.
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Sine Municipal disponibiliza 440 vagas de trabalho em Cuiabá; salários chegam a R$ 10,9 mil

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