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14 de agosto de 2026

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Plano Safra 2026/27 terá R$ 525 bilhões e juros menores; entenda o que muda no crédito rural

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O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior.

O anúncio será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da cerimônia porque cumpre agenda oficial na Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.

Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos de custeio serão utilizados para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Já os recursos para investimento terão foco na modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.

Pronamp terá R$ 72,6 bilhões

O Plano Safra prevê R$ 72,6 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores. A taxa máxima de juros será de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior.

De acordo com o governo, a redução busca ampliar o acesso ao crédito para um segmento considerado estratégico na produção de alimentos e na geração de empregos no campo.

Sustentabilidade garante desconto nos juros

Entre as novidades do Plano Safra 2026/27 está a ampliação dos incentivos para produtores que adotam práticas sustentáveis e mantêm a regularização ambiental das propriedades.

O programa prevê redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. O desconto será dividido em duas etapas:

  • até 0,5 ponto percentual para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular;
  • mais 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis ou certificações reconhecidas.

Seguro rural ganha mais importância

O governo também reforçou a gestão de riscos como um dos pilares da política agrícola.

Pelas novas regras, a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola passa a estar vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou de seguro rural. Segundo o Mapa, a medida busca ampliar o uso de mecanismos de proteção contra perdas decorrentes de eventos climáticos e reduzir a necessidade de soluções emergenciais.

Na área de investimentos, o Plano Safra amplia os recursos para modernização das propriedades e fortalece programas voltados à geração de energia renovável.

O InvestAgro passa a contemplar sistemas de geração e distribuição de energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das propriedades.

O programa também mantém incentivos para construção, ampliação e modernização de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de estocagem da produção agropecuária.

Distribuição de recursos

Em relação aos recursos, o Plano Safra 2026/27 ampliou o volume total de crédito em R$ 8,9 bilhões, passando de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Apesar do crescimento, houve uma mudança na distribuição dos recursos: os valores destinados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, reforçando o foco na modernização das propriedades rurais.

No recorte por beneficiários, o Pronamp terá R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior, enquanto os demais produtores e cooperativas contarão com R$ 452,5 bilhões, frente aos R$ 447 bilhões do ciclo passado.

Juros

As taxas de juros das principais linhas de financiamento também foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. No Pronamp, a taxa caiu para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.

As menores taxas foram reservadas para operações do PCA (até 12 mil toneladas de capacidade) e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, reforçando o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo.

Valor ficou abaixo das expectativas do setor

Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas.

No início de junho, o ministro André de Paula afirmou que o governo trabalhava para um Plano Safra de R$ 550 bilhões. Já entidades do agronegócio defendiam um programa entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, alegando aumento dos custos de produção e maior demanda por crédito rural.

O valor final, de R$ 525,1 bilhões, também ficou aquém dessas projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.

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Mato Grosso lidera focos de calor no país e já soma 1.094 registros em agosto

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Foto: Corpo de Bombeiros de Mato Grosso

Mato Grosso lidera o número de focos de calor registrados no Brasil em agosto e também mantém a primeira posição no acumulado do ano. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram 1.094 ocorrências no estado até o dia 13 deste mês, enquanto o Pará aparece em segundo lugar, com 718.

A diferença aumenta quando considerado o acumulado de 2026. Mato Grosso contabiliza 4.838 focos de calor desde janeiro, seguido por Tocantins, com 4.214, Bahia, com 3.264, Pará, com 3.250, e Maranhão, com 3.130. Somente em agosto, Tocantins registrou 440 ocorrências, Maranhão 422 e Minas Gerais 356.

O avanço dos registros ocorre durante a fase mais crítica da estiagem em Mato Grosso, período marcado pela redução das chuvas, temperaturas elevadas e queda da umidade relativa do ar. Em diferentes pontos do estado, os índices já ficam abaixo de 30%, enquanto a vegetação seca aumenta a disponibilidade de material combustível.

O comportamento dos focos também mudou ao longo dos últimos meses. Junho teve o maior volume de ocorrências até agora, com 1.440 registros. Em julho foram 746, número que já foi superado em apenas 13 dias de agosto.

Para o coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Aluisio Metelo, a combinação das condições meteorológicas é determinante para que o fogo encontre um ambiente mais favorável. “Com o avanço da estiagem, diminuem as chuvas e a umidade dos combustíveis vegetais, gramíneas, folhas, galhos e outras biomassas tornam-se mais disponíveis para a combustão”, explica.

Fogo ganha força com vegetação mais seca

A redução da umidade não apenas facilita o início das queimadas, mas também contribui para que as chamas avancem com maior intensidade. O efeito é potencializado quando há temperaturas elevadas e vento, condições que podem acelerar a propagação do fogo por áreas de vegetação.

“Quando isso se combina com altas temperaturas e vento, aumenta significativamente o potencial de propagação e de intensidade do fogo”, acrescenta Metelo.

Os efeitos desse cenário já podem ser observados em diferentes regiões de Mato Grosso. Em Nova Santa Helena, no norte do estado, um incêndio atingiu quase 15 mil hectares em dez dias, enquanto Barra do Garças registrava outro fogo de grandes proporções, com pouco mais de 13 mil hectares afetados.

A duração também chama atenção. Em Paranatinga, há ocorrência de queimadas que persiste há 44 dias. Em Água Boa, os registros de fogo se estendem por pouco mais de um mês, mostrando que nem sempre a maior duração está associada aos incêndios que atingem as maiores áreas.

Em Nova Santa Helena, o combate mobiliza equipes do CBMMT desde o dia 6 de agosto, inclusive com o uso de uma aeronave. A fumaça também alcançou municípios próximos, como Cláudia e Sinop.

Os biomas Amazônia e Cerrado concentram parte importante das ocorrências. O Cerrado possui características que favorecem a propagação do fogo durante a estiagem, mas, segundo o especialista, essa predisposição natural não elimina a influência humana na origem dos incêndios.

Maioria das ignições tem relação com ação humana

A ocorrência de condições favoráveis ao fogo não significa, portanto, que os incêndios tenham origem natural. De acordo com Metelo, cerca de 90% das ignições estão relacionadas a ações humanas.

“Cerca de 90% das ignições são associadas a ações humanas. O fogo pode começar por uso inadequado do fogo, queimadas que escapam do controle, ocorrências em margens de rodovias, equipamentos e máquinas, redes elétricas, atividades diversas e também por ações criminosas”, afirma.

O coronel ressalta que diferentes situações podem provocar o início de um incêndio, especialmente durante a estiagem, quando a vegetação está mais seca. Por isso, a identificação da origem precisa considerar as circunstâncias de cada ocorrência.

“A responsabilidade por um incêndio não deve ser presumida apenas pelo local onde o fogo está queimando; determinar causa exige investigação”, pontua.

Em Mato Grosso, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido desde 1º de julho nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A restrição segue até 30 de novembro de 2026 e pode ser prorrogada. Nas áreas urbanas, a proibição vigora durante todo o ano.


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Agro Mato Grosso

Doença silenciosa avança em MT e pode comprometer produtividade da soja

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Podridão de vagens e grãos já deixou prejuízos em importantes regiões produtoras e pesquisadores reforçam atenção à escolha de cultivares, época de plantio e manejo de fungicidas

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Conab atualiza portal e reúne dados corporativos e painéis em um só ambiente

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou nesta sexta-feira (14) a atualização do Portal de Informações, plataforma que reúne dados corporativos e painéis gerenciais em um único ambiente. Desenvolvido conforme o padrão gov.br, o sistema concentra informações ligadas a abastecimento, agricultura familiar, logística, mapeamento de áreas agrícolas, mercado e produção agrícola.

Segundo a Conab, a atualização do portal inclui recursos voltados à localização, organização e visibilidade das informações. Entre as funcionalidades estão a pesquisa por palavras-chave relacionadas a programas, temas, processos ou áreas de negócio, além da marcação de favoritos para painéis de uso frequente.

A plataforma também classifica os conteúdos conforme o tipo de acesso. As informações podem ser identificadas como públicas ou privadas. No caso dos dados privados, a categorização foi dividida em dois níveis: uso interno, classificado como nível 1, e conteúdo sujeito a mecanismos adicionais de segurança, enquadrado como nível 2.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Nesta primeira etapa, o foco foi consolidar os ambientes de informação já existentes e atualizar a interface, a usabilidade e a governança das informações. A medida organiza em um só espaço dados utilizados em diferentes áreas acompanhadas pela estatal.

Para a segunda etapa do projeto, está prevista a disponibilização de Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) para acesso aos dados públicos. A proposta é permitir que sistemas e outras soluções tecnológicas utilizem essas informações de forma integrada e padronizada.

O acesso ao Portal de Informações atualizado está disponível no endereço portaldeinformacoes.conab.gov.br/produtos-360.html.

A atualização do Portal de Informações da Conab centraliza painéis gerenciais e dados corporativos em uma única plataforma, com novos mecanismos de busca, organização e classificação de acesso, além da previsão de integração por APIs em uma próxima etapa.

Fonte: gov.br

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