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29 de setembro de 2026

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Plano Safra 2026/27 amplia recursos e reduz juros, mas setor de Mato Grosso vê volume abaixo da necessidade

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões em recursos. Embora o montante seja R$ 9 bilhões superior ao da safra passada e traga redução nas principais taxas de juros, entidades do setor produtivo de Mato Grosso avaliam que o volume não recompõe a inflação e permanece abaixo da necessidade da agropecuária brasileira.

Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos. Embora o valor global seja maior que o da safra passada, o crescimento ocorreu principalmente nas linhas de investimento, enquanto os recursos voltados ao custeio e à comercialização tiveram redução.

Na comparação com o Plano Safra 2025/26, os recursos para investimentos passaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões. Já o montante destinado ao custeio e à comercialização recuou de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões.

Na avaliação do setor produtivo mato-grossense, o reajuste também não recompõe a inflação. Considerando o IPCA acumulado de 4,4% nos últimos 11 meses, seriam necessários aproximadamente R$ 538,7 bilhões apenas para manter, em termos reais, o mesmo volume de recursos da safra anterior. Assim, embora seja o maior Plano Safra em valores nominais, as entidades estimam uma redução real de cerca de R$ 13,6 bilhões.

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Juros menores, mas crédito ainda preocupa

Além do aumento dos recursos, o governo reduziu as taxas de juros das principais linhas de financiamento. O Pronamp passou de 10% para 9% ao ano, enquanto o crédito de custeio empresarial caiu de 14% para 12,5%. Já os programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.

Durante o lançamento do Plano Safra, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a redução das taxas busca ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a produção agropecuária. “A taxa que era de 14% caiu para 12,5%, e a que era de 10% passou para 9%”. Para o vice-presidente, o país demonstra que é possível ampliar a produção e, ao mesmo tempo, fortalecer a segurança alimentar. “Às vezes, cria-se uma falsa dicotomia, como se essas conquistas fossem incompatíveis, mas elas podem caminhar juntas”.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) e da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, a redução das taxas representa um avanço diante do cenário enfrentado nas últimas safras, marcado pela Selic elevada e pelo encarecimento do crédito rural.

“Infelizmente devido à Selic alta nos últimos anos nós temos tido na maioria das linhas juros de dois dígitos, o que tem impactado fortemente o bolso do produtor, encarecendo ainda mais o acesso ao crédito para a produção rural agrícola”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

Na avaliação de Beber, a oferta de linhas com juros de um dígito era uma expectativa do setor e foi um dos pontos positivos do anúncio. “O ministro da Agricultura, André de Paula, trouxe uma expectativa boa de que iria trazer juros de um dígito, o que já é uma grande mudança”.

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Volume ainda é insuficiente, avalia setor

Além da redução das taxas, as entidades defendiam um Plano Safra mais robusto e com maior participação dos recursos controlados, que possuem juros mais baixos. Na avaliação da Aprosoja, o volume anunciado ficou distante da necessidade do setor.

“O ideal era que tivemos nominalmente no mínimo R$ 650 bilhões e também aumentasse o percentual daquilo que é recurso controlado, já que nos últimos anos tem diminuído”.

Beber destaca que a participação dos recursos controlados caiu de cerca de 50% em 2022 para menos de 30% no último Plano Safra 2025/26, reduzindo o acesso dos produtores às linhas subsidiadas. “O que também fez com que o produtor pegasse menos crédito de juro controlado, conseguisse adquirir na prática, na ponta isso não chegou, tendo uma redução de algo em torno de 13% para custeio e 20% para investimentos”.

O superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer, também considera que o reajuste ficou aquém da necessidade do agro brasileiro. De acordo com Gauer, os cálculos apresentados pelas entidades nacionais apontavam para um Plano Safra necessário superior a R$ 640 bilhões.

Seguro rural e CAR ficam de fora das prioridades

Outro ponto destacado pela Famato era a necessidade de fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a entidade, o seguro rural vem perdendo espaço dentro da política agrícola, apesar de ser uma ferramenta importante para reduzir os impactos das perdas provocadas pelo clima.

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“É um item que vem sendo deixado de lado já há uns bons anos dentro do crédito rural, mas que é uma estrutura extremamente necessária”, afirma Gauer. Segundo ele, o programa garante não apenas a produção, “mas principalmente para garantia da renda dos produtores em momentos de dificuldade climática que vem a impactar a produção e a manutenção desse produtor na atividade”.

A entidade também demonstra preocupação com a manutenção da exigência do Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado para acesso a benefícios nas taxas de juros. Para Gauer, a demora na análise dos cadastros coloca produtores em desvantagem, especialmente em Mato Grosso, onde ainda há uma fila de processos aguardando validação.

“Essa necessidade de validação, principalmente aqui no estado onde hoje eu tenho uma fila de espera de CARs que precisam ser avaliados e validados, também coloca em desvantagem competitiva esses produtores que estão fazendo tudo certo, mas que pela defasagem do estado a gente tem uma dificuldade de realmente conseguir alcançar e conquistar esses benefícios”.

Crédito precisa acompanhar a realidade do campo

Além desses pontos, a Famato entende que o Plano Safra precisa considerar o cenário de aumento do endividamento e dos custos de produção enfrentados pelos produtores nas últimas safras. O que não foi feito.

Na avaliação de Cleiton Gauer, o crédito rural precisa ser estruturado para garantir o desenvolvimento da agropecuária brasileira e dar condições para que os produtores mantenham a atividade.

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“Diante desse cenário de aumento de endividamento, aumento dos custos, dificuldades operacionais que nós temos já ao longo das últimas safras, é extremamente necessário um Plano Safra que realmente consiga dar condições e desenvolvimento para as cadeias agropecuárias brasileiras”, salienta à reportagem.

Para o superintendente da Famato, esse continua sendo um dos principais desafios da política agrícola nacional. “Esse é um ponto sensível que realmente também fica a desejar, é necessário para o desenvolvimento e garantia da operação da agricultura, não só aqui no estado de Mato Grosso, como no Brasil como um todo”.


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CNA participa de agenda internacional do café na Suíça até sexta-feira

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, até sexta-feira (2), de uma agenda internacional do café em Genebra e Montreux, na Suíça. A programação inclui a 142ª Sessão do Conselho Internacional do Café (CIC) e encontros com instituições internacionais ligadas à cafeicultura, com foco nos desafios e nas prioridades da cadeia global e em questões do comércio internacional do produto.

O presidente da Comissão Nacional de Café da CNA, Ademar Pereira, representa a entidade nas discussões ao lado de representantes do governo brasileiro e de outras entidades do setor.

O Conselho Internacional do Café é o principal fórum intergovernamental da Organização Internacional do Café (OIC). O espaço reúne produtores, exportadores, consumidores e importadores para tratar de temas ligados ao mercado internacional, à sustentabilidade e ao desenvolvimento da produção cafeeira.

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Segundo Ademar Pereira, a cafeicultura atravessa um momento de adaptação às novas exigências dos mercados. Ele afirmou que esse processo precisa considerar as diferentes realidades dos agentes que integram a cadeia. Para o dirigente, transparência nas cadeias de suprimentos, capacitação, informação e acesso a novas tecnologias são pontos centrais para o avanço de uma cadeia mais sustentável, competitiva e inclusiva.

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Pereira também defendeu que a sustentabilidade contemple as dimensões ambiental, econômica e social, com atenção à remuneração dos produtores e à distribuição do valor gerado ao longo da cadeia. De acordo com ele, o diálogo entre os diferentes segmentos do setor é essencial para a construção de soluções que considerem toda a cadeia de valor, da produção ao consumidor.

A agenda começou na segunda-feira (28), em Genebra, com reunião da Plataforma Global do Café. Nesta terça-feira (29), Ademar Pereira participou da Sessão do Conselho Internacional do Café. Na quarta-feira (30), está prevista reunião da Força-Tarefa Público-Privada do Café (FTPPC), com debate sobre o impacto da legislação ambiental europeia (EUDR) para o setor, além de um encontro entre o Conselho da OIC e a Plataforma Suíça do Café, também em Genebra.

Na quinta-feira (1) e na sexta-feira (2), a programação segue em Montreux com as celebrações do Dia Internacional do Café e uma reunião do Fórum das Lideranças Mundiais do Café (WCLF).

Fonte: cnabrasil.org.br

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Semeadura da soja 26/27 ganha ritmo em MT, mas clima e janela do milho preocupam produtores

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O plantio da soja 2026/27 avança em Mato Grosso, mas ainda está atrás do ritmo observado na safra passada. Até 25 de setembro, 3,87% da área prevista havia sido semeada, enquanto, no mesmo período do ciclo anterior, o percentual chegava a 5,97%.

O atraso ocorre em um cenário de atenção ao comportamento das chuvas e à necessidade de garantir tempo suficiente para o cultivo do milho segunda safra. A preocupação entre os produtores é aproveitar a umidade disponível sem comprometer a janela de plantio do cereal.

Entre as regiões produtoras, o Oeste de Mato Grosso apresenta o maior percentual de área semeada, com 7,56%, de acordo com relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na sequência aparecem o Médio-Norte, com 5,38%, e o Centro-Sul, com 3,77%.

A definição do momento de entrada das máquinas no campo também está ligada às expectativas para o clima nos próximos meses. O produtor precisa conciliar a disponibilidade de umidade com o calendário das culturas que vêm na sequência. “As chuvas estão chegando em um momento bom, nem muito atrasadas nem muito adiantadas”, diz Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e Aprosoja Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Clima e janela do milho entram no planejamento

A avaliação é de que, havendo condições adequadas de umidade, é importante acelerar a semeadura para antecipar a colheita da soja e preservar espaço no calendário do milho. O planejamento ganha peso diante das incertezas em relação ao comportamento climático.

Lucas Costa Beber chama atenção para as especulações sobre a ocorrência de um El Niño intenso. Conforme ele, diante desse cenário, o produtor precisa considerar os possíveis impactos sobre as condições de cultivo e, ao mesmo tempo, manter atenção ao mercado.

“Só se faz uma segunda safra plantando dentro da janela”, pontua. Por isso, a orientação é aproveitar as condições favoráveis para avançar com o plantio da soja e evitar a perda de tempo no calendário agrícola.

A preocupação também envolve as projeções para a produção brasileira. Beber cita a estimativa de 186 milhões de toneladas divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e questiona a compatibilidade desse volume com um eventual cenário de El Niño intenso. “É impossível viver um El Niño intenso e uma super safra”, afirma em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

Além das condições climáticas, o produtor precisa administrar também os custos da atividade. A orientação é manter atenção aos tratos culturais e ao desenvolvimento das lavouras, mas dentro de uma realidade de maior pressão sobre as despesas.

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“É claro que nós temos que fazer a nossa parte, cuidar bem da nossa lavoura, do nosso trato cultural”, frisa Beber. Segundo ele, porém, os custos atuais dificultam a manutenção do padrão de lavoura adotado pelos produtores nos últimos anos.


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Linhas de crédito da MP 1.376 atenderam apenas 9,9% da dívida rural gaúcha, diz Farsul

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Levantamento da Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que a Medida Provisória 1.376/2026 resolveu, até o momento, uma pequena fração do endividamento rural do estado.

O estudo da entidade se baseou no painel de acompanhamento do Banco Central e ilustra que as operações contratadas no Rio Grande do Sul somam R$ 4,47 bilhões, o equivalente a 9,9% do saldo problemático do crédito rural gaúcho, de R$ 45 bilhões.

No Brasil, foram R$ 5,27 bilhões contratados com base na MP publicada em 15 de julho que autorizou a criação de linhas de crédito especiais para a composição, liquidação ou amortização de dívidas de produtores rurais afetados por quebras de safra e eventos climáticos. Assim, no total do país, apenas 2,5% do saldo problemático nacional, de R$ 207,4 bilhões, foi contemplado. O Rio Grande do Sul concentra 85% de tudo o que foi contratado.

A Farsul destaca que o baixo atendimento à resolução das dívidas confirma uma projeção realizada ainda em julho, quando uma análise de contratos da dívida de uma amostra de produtores indicou que apenas 11,7% do saldo devedor caberia nas regras da MP, mesmo com premissas favoráveis ao produtor.

Dívidas continuaram subindo

A Federação ressalta que enquanto a MP contratava R$ 4,47 bilhões no estado, o saldo problemático do Rio Grande do Sul seguiu subindo. Conforme os cálculos da entidade, entre abril e julho de 2026, o aumento foi de R$ 5,1 bilhões, mais do que tudo o que a medida contratou no território gaúcho.

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“Hoje, o saldo equivale a 41,3% de toda a carteira de crédito rural do estado e é cinco vezes maior do que em janeiro de 2024, antes da enchente”, cita o levantamento.

Na somatória das contratações, o custeio respondeu por 71,1% do valor e a rolagem de operações já renegociadas pela MP 1.314/2025, por 26,3%. Ao mesmo tempo, a linha de investimento ficou com 1%, enquanto CPR e capital de giro sequer aparecem no painel.

O levantamento mostra que Sicredi e Banrisul foram responsáveis por 89% do valor contratado, ao passo que o montante ofertado pelo Banco do Brasil foi de R$ 0,29 bilhão.

Relatório amplia o acesso

A Farsul aponta que o relatório do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), relator da MP na Comissão Mista, corrige parte das distorções apontadas, uma vez que traz como principais mudanças em relação ao texto original os seguintes elementos:

  • Produtores em dia passam a poder acessar a linha sem ter renegociado antes, com perda comprovada;
  • Capital de giro, incluindo as linhas emergenciais abertas após a enchente, CPR em dia e dívida rural refinanciada fora do crédito rural ganham porta de entrada;
  • Investimento em dia entra, mas apenas pelas parcelas que vencem até 31/12/2026;
  • A data de corte da inadimplência passa de 31/05 para 31/08/2026;
  • CPR em atraso emitida a favor de cooperativas de produção e fornecedores de insumos passa a ser aceita;
  • Quem renegociou pela MP 1.314 poderá voltar a ter acesso se comprovar perda nova e posterior.

A Assessoria Econômica da Farsul aponta que cinco das sete propostas de redação apresentadas pela entidade em julho ao Governo Federal foram incorporadas ao texto do relator. Ficaram de fora o saldo de investimento que vence após 2026, as parcelas do Fundo Social, a CPR inadimplente com juros controlados e as dívidas com cerealistas.

Prazo é o maior risco

O levantamento ressalta que há uma corrida contra o calendário, visto que a MP perde a validade em 11 de novembro, enquanto a contratação finda no dia seguinte.

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“Antes disso, o parecer precisa ser votado na Comissão Mista, na Câmara e no Senado, seguir para sanção presidencial e ainda aguardar nova resolução do CMN. A Farsul considera fundamental que o relatório seja votado até quinta-feira, 1º de outubro. Do contrário, a lei chegará depois do plantio da safra de verão, com o crédito já decidido pelos bancos”, destaca o levantamento.

O presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, diz que a entidade concentrará esforços para que o tema vá à votação ainda nesta semana no Congresso Nacional. “A situação é de emergência e necessita agilidade. O período do plantio da safra de verão já iniciou”, afirma.

A Farsul ainda pontuou que continuará defendendo ajustes ao texto, como a contagem do prazo de contratação a partir da publicação da lei, a ampliação da janela de parcelas de investimento e a inclusão das parcelas do Fundo Social que vencem em 2026.

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