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Com especulação crescendo, Pivetta diz que nome para vice na campanha não está escolhido

Deputado federal Fábio Garcia e sua suplente, Gisela Simona, ambos do União Brasil, voltaram a movimentar a cotação para vice-governador
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição, disse que a vaga para seu vice continua em aberto e o partido não discutiria no momento o nome que deve acompanhá-lo na campanha eleitoral.
“Ainda está aberto, tudo é possível”, disse.
Nomes para vice de Pivetta voltaram a ser especulados. Os mais recentes são de membros do União Brasil, o deputado federal Fábio Garcia e a suplente de deputado federal, Gisela Simona.
A escolha por Fábio Garcia estaria sendo articulada pelo ex-governador Mauro Mendes, presidente do diretório do União Brasil, que o vê como uma boa opção, mas nega que haja acordo fechado.
Gisela Simona aparece na cotação de uma mulher para vice, hipótese que Pivetta disse preferir, quando confirmou que iria concorrer ao governo, ainda em 2025. Gisela disse que não foi procurada para conversar sobre isso. Mas, entre Pivetta e o senador Jayme Campos (União Brasil), a sua escolha seria pelo governador.
“Eu não fui procurada por ninguém. Estou na pré-campanha para deputada federal. Mas, pessoalmente, eu prefiro Pivetta como candidato. Desde 2019, a gente [grupo político] conta com ele, agora chegou a hora dele contar com a gente”, afirmou.
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Governo federal lança Plano Safra 2026/2027 com R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial

Programa amplia recursos em R$ 9 bilhões, reduz juros em linhas estratégicas e reforça incentivos à produção sustentável e à modernização do campo
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola.
Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões.
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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, um dos principais avanços do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial.
No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota inferior aos 10% até então aplicados.
O Plano Safra também reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, concedendo descontos na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas.
O desconto pode chegar a 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis.
O programa também estimula a gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.
Resultados
Durante cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que, com o atual plano, o governo federal atingiu o objetivo de não só ampliar o volume de recursos para o setor, mas, principalmente, reduzir as taxas de juros.
“O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo”, disse Alckmin, comemorando os bons resultados que a agropecuária alcançou no último período, “mesmo com o tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Sobrou, da diferença entre o que exportamos e o que importamos, R$ 149,2 bilhões. Isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira”, apontou o presidente em exercício.
Ele assegurou que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade.
Ao classificar o agronegócio como “um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional”, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu a importância de políticas públicas “proporcionais aos desafios”.
“Talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história”, lembrou André de Paula.
O ministro ressaltou ainda que a taxa de juros de custeio empresarial baixou de 14% para 12,5%.
Confiança
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que servidores federais de todas as pastas envolvidas passaram as últimas semanas “trabalhado dia e noite para conseguir compilar e harmonizar as necessidades e os interesses do agronegócio com as contas públicas e as possibilidades financeiras de a União custear um Plano Safra recorde”.
“A cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB [a soma de todas as riquezas produzidas no país] nacional. E é muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de planos safras subsequentes e o compromisso das equipes de governo de debater temas espinhosos, como a renegociação das dívidas rurais e o seguro rural”, acrescentou Durigan, ao destacar que a venda de produtos agrícolas representam metade de todas as exportações brasileiras.
Representante do setor produtivo no lançamento do Plano Safra, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa (maior biorrefinaria de grãos da América Latina), Guilherme Nolasco, destacou que, “ao apoiar os produtores, o país apoia uma importante cadeia de negócios, responsável por desenvolver a indústria, pesquisa e a logística nacionais, gerando empregos e incrementando a inovação e a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”.
“O Plano Safra é mais do que crédito. É confiança em quem planta, investe e trabalha. Do pequeno ao grande produtor, e também das cooperativas que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional”, declarou Nolasco.
Com Assessoria
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Ministro diz que não vê chance de novos crimes e mantém Chico 2000 no cargo

Ribeiro Dantas, do STJ, corroborou a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que não viu hipótese de desvio com emendas parlamentares
O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido do Ministério Público (MPMT) para que afastasse novamente o vereador por Cuiabá, Chico 2000 (sem partido), do cargo na Câmara dos Vereadores.
O MP diz no recurso que vê chances de o crime atribuído ao vereador continuar a ser cometido com ele no cargo. O processo baseia-se em documentos da Operação Gorjeta em que Chico 2000 é apontado como o principal alvo.
O ministro Ribeiro Dantas disse que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já decidiu que não há provas que indiquem para a renovação da medida cautelar, que teve duração de 90 dias.
“O Tribunal local, soberano no exame dos fatos e provas da causa, concluiu de maneira motivada que não há elementos contemporâneos para justificar a imposição da cautelar, tampouco risco à apuração dos fatos ou perigo na manutenção do recorrido na função pública”, disse o ministro na decisão publicada nessa segunda-feira (29).
A Polícia Civil investiga indícios de um esquema negociação de emendas parlamentares com empresas e organizações sem fim lucrativo que devolveriam parte do dinheiro das emendas para vereadores. Chico 2000 fora afastado do cargo em janeiro passado.
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TRE multa Pedro Taques em R$ 10 mil por impulsionar críticas contra Mauro Mendes

Justiça Eleitoral entendeu que publicação patrocinada extrapolou os limites da pré-campanha.
A pré-campanha de Pedro Taques ganhou mais um capítulo na Justiça. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso decidiu multar o ex-governador em R$ 10 mil por impulsionar, nas redes sociais, publicações com críticas ao também ex-governador Mauro Mendes.
A defesa de Taques sustentou que as postagens apenas tratavam de fatos de interesse público e não continham pedido explícito de votos. O argumento, porém, não foi suficiente para convencer o judiciário.
Para o relator do caso, a legislação permite que pré-candidatos paguem para ampliar conteúdos que promovam suas próprias ações ou imagem, mas não autoriza o uso de publicidade patrocinada para atacar adversários. Foi justamente esse entendimento que embasou a condenação.
As publicações faziam referência ao chamado “Caso Oi”, tema que já motivou disputas judiciais entre os dois ex-governadores. Enquanto a campanha de 2026 ainda nem começou oficialmente, a conta da pré-campanha já começou a chegar.
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