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1 de julho de 2026

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Alta empregabilidade faz empresas de Mato Grosso travarem disputa por profissionais qualificados

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Com mercado superaquecido, retenção de talentos exige novos benefícios e liderança forte. COMARH 2026 debate os desafios do setor na capital

Escassez de mão de obra desafia empresas e amplia debate sobre o futuro das relações de trabalho em Mato Grosso
Com uma das menores taxas de subutilização da força de trabalho do país, estado enfrenta cenário de maior disputa por profissionais qualificados e reforça a importância da gestão estratégica de pessoas

A disputa por profissionais qualificados deve se intensificar em Mato Grosso. Essa é a avaliação feita após o estado registrar a segunda menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador considera o conjunto de pessoas desempregadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar e, quanto menor é o índice, mais aquecido está o mercado de trabalho. Na prática, isso significa menos mão de obra disponível e um desafio crescente para empresas que precisam atrair, desenvolver e reter talentos. O tema estará no centro dos debates do Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH 2026), que será realizado no dia 3 de julho, em Cuiabá.

O evento reunirá especialistas, empresários e profissionais de Recursos Humanos para discutir estratégias voltadas à atração e retenção de talentos, desenvolvimento de lideranças, inteligência artificial aplicada à gestão de pessoas e os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.

O cenário reforça uma mudança que já vem sendo observada no mercado de trabalho. Se antes o principal desafio das empresas era preencher vagas, hoje a preocupação também envolve a formação de lideranças, a qualificação contínua das equipes e a criação de ambientes capazes de manter os profissionais engajados e comprometidos com o crescimento das organizações.

As discussões ganham relevância em um momento em que a Conferência Nacional do Trabalho apontou como prioridades o fortalecimento do diálogo entre empregadores e trabalhadores, a modernização dos processos produtivos, a qualificação profissional, a adaptação às transformações tecnológicas e o fortalecimento das relações de trabalho.

Além disso, pesquisas recentes indicam que a retenção de talentos passou a depender de fatores que vão além da remuneração. Benefícios, oportunidades de desenvolvimento profissional, qualidade da liderança e perspectivas de crescimento na carreira têm influenciado cada vez mais a decisão dos trabalhadores de permanecer ou não em uma empresa.

Para a presidente da ABRH-MT, Nádia Macanham, o momento exige uma atuação mais estratégica das organizações.

“Hoje não basta contratar. As empresas precisam criar ambientes em que as pessoas queiram permanecer, crescer e construir carreira. Liderança, desenvolvimento e benefícios deixaram de ser diferenciais e passaram a fazer parte da estratégia de retenção”, comenta.

O desafio, avalia a ABRH-MT, é ainda maior em estados com elevado nível de empregabilidade.

“Em um mercado aquecido como o de Mato Grosso, as organizações precisam olhar para a gestão de pessoas como um fator decisivo para a competitividade. Quem investir no desenvolvimento de talentos e na formação de lideranças estará mais preparado para enfrentar os desafios do futuro do trabalho”, destaca.

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Agro Mato Grosso

STF suspende ampliação de terra indígena que delimitou áreas ocupadas por fazendas em MT

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, provisoriamente, o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ampliou a Terra Indígena Irantxe/Manoki, em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá. A decisão determina que a homologação fique suspensa até a realização de uma audiência de conciliação entre povos indígenas, produtores rurais e demais envolvidos no conflito.

A liminar foi publicada na última sexta-feira (26) e foi concedida em um mandado de segurança apresentado pela Associação de Produtores Rurais Papagaio, que contesta o decreto.

Segundo a entidade, o decreto ampliou a área da terra indígena de 45.555 hectares para aproximadamente 252 mil hectares, impondo restrições administrativas sobre imóveis rurais localizados na região.

Na ação, a associação sustenta que a ampliação atinge propriedades inseridas em uma área consolidada de produção agropecuária, com cultivo de soja, milho, feijão, hortaliças e criação de gado. Os produtores argumentam que a medida compromete a segurança jurídica, afeta financiamentos, contratos e toda a cadeia produtiva vinculada às propriedades rurais.

Dino avaliou que a entrada imediata em vigor do decreto pode gerar prejuízos à atividade agropecuária nas propriedades afetadas, dificultando o acesso ao crédito rural, ao custeio da produção e à comercialização das safras. Para Dino, como a suspensão é temporária e não decide o mérito da ação, não há risco de prejuízo irreversível aos povos indígenas até que o STF analise o caso definitivamente.

“A providência adotada nesta decisão é reversível e de caráter meramente conservativo do direito vindicado, pois não resolve a questão principal nem impede futuras ações estatais. Ademais, não vislumbro urgência que justifique a imediata aplicação dos efeitos do decreto às áreas tituladas”, escreveu o ministro.

Ao conceder a liminar, Flávio Dino afirmou que, diante da complexidade do conflito, é necessário ouvir todas as partes antes da implementação definitiva do decreto. Por isso, determinou a realização de uma audiência de contextualização e conciliação entre representantes dos povos indígenas, produtores rurais e demais interessados.

Na decisão, o ministro também esclareceu que, enquanto a medida estiver suspensa, “as situações possessórias e de domínio permanecem inalteradas”, ou seja, a situação das propriedades continua a mesma existente antes da publicação do decreto presidencial.

A audiência será realizada pelo STF e servirá para subsidiar a análise definitiva do caso. Até lá, ficam suspensos todos os efeitos administrativos decorrentes da ampliação da Terra Indígena Irantxe/Manoki.

Em Mato Grosso, foram homologadas a demarcação de três terras indígenas em novembro de 2025, a Terra Indígena Estação Parecis, em Diamantino, a Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, e a Terra Indígena Uirapuru, localizada nos municípios de Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste.

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Governo de MT lança processo seletivo para Analista Fundiário com salário de R$ 10,4 mil

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Vaga temporária exige nível superior completo em Direito. Processo visa fortalecer as ações de regularização de terras no Estado

O Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) publicou, nesta terça-feira (01.7), no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, o edital do processo seletivo simplificado para contratação temporária de um profissional para o cargo de Analista Fundiário e Agrário A/1, com perfil jurídico.

A oportunidade é destinada a candidatos com formação superior em Direito. A remuneração oferecida é de R$ 10.493,79 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas em oito horas diárias.

As inscrições estarão abertas entre os dias 15 e 21 de julho e deverão ser realizadas exclusivamente pelo site seletivo.seplag.mt.gov.br. Para participar, os candidatos deverão encaminhar toda a documentação exigida, conforme as orientações estabelecidas no edital.

O processo seletivo visa atender às demandas institucionais do Intermat, fortalecendo as ações voltadas à regularização fundiária e à gestão territorial no Estado de Mato Grosso.

Os interessados podem consultar o edital completo no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso nº 29.263, página 166, onde constam todas as informações sobre requisitos, etapas do processo seletivo, critérios de avaliação e documentação necessária.

A homologação do resultado final está prevista para ser publicada no dia 6 de dezembro, tanto no site seletivo.seplag.mt.gov.br quanto no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.

Dados da vaga
Cargo: Analista Fundiário e Agrário A/1
Perfil: Jurídico (Bacharel em Direito)
Escolaridade: Nível superior
Remuneração: R$ 10.493,79
Carga horária: 40 horas semanais (8 horas diárias)

Cronograma
Período de inscrições: 15 a 21 de julho
Local de inscrição: seletivo.seplag.mt.gov.br
Publicação do resultado final: 6 de dezembro

 Com  Assessoria 

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Santa Fé conclui colheita de soja tardia e acelera plantio de trigo

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

A colheita de soja tardia da safra 2025/26 foi concluída no Centro-Norte da província de Santa Fé, na Argentina. De acordo com o Sistema de Estimativas Agrícolas da região, a produtividade média foi de 32,5 sacas por hectare, resultando em uma produção final de 1.918.970 toneladas.

Com o encerramento da colheita da oleaginosa, os trabalhos no campo seguem concentrados na implantação da safra de inverno. O plantio do trigo já alcançou 80% da área prevista, estimada em 450 mil hectares.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Já a colheita do milho tardio permaneceu sem avanços na última semana, com as atividades totalmente paralisadas.

As informações são do Sistema de Estimativas Agrícolas para o Centro-Norte da Província de Santa Fé e foram divulgadas pela Safras News LatAm.

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