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Operação embarga 250 hectares na Baixada Cuiabana e Sema alerta para proibição de queimadas

Fiscais miraram alvos em Barão de Melgaço, Chapada, Leverger e mais três cidades. Infratores foram autuados por corte raso e uso de fogo não autorizado
A Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema-MT), com apoio da Polícia Militar (PMMT), concluiu nesta sexta-feira (26.6) uma operação de fiscalização contra crimes ambientais na região da Baixada Cuiabana. A ação conjunta, iniciada na segunda-feira (22), resultou na apreensão de uma pá-carregadeira, utilizada para o desmate ilegal, embargos de cerca de 250 hectares e aplicação de sanções administrativas estimadas em torno de R$ 1,5 milhão.
A atuação terrestre ocorreu nos municípios de Barão de Melgaço, São Pedro de Joselândia, Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimaraes, Nova Brasilândia e Rosário Oeste. As esquipes de fiscalização se deslocaram até os endereços para atender aos alertas detectados pela base de dados da Sema, além dos emitidos pelas imagens via satélite Planet, de monitoramento em tempo real.
Após cinco dias de ofensiva, as principais infrações constadas foram o desmatamento em corte raso, atuação em desacordo com o licenciamento e uso do fogo em período proibitivo ou sem autorização. Essas irregularidades geraram 7 relatórios técnicos, 6 notificações, 3 embargos, 3 autos de infração, 3 autos de inspeção, 2 despachos, 1 termo de apreensão e 1 termo de depósito.
Uma pá-carregadeira apreendida em flagrante durante a operação foi removida e depositada no pátio credenciado da Sema em Cuiabá.
Atividades de queima
Devido às condições climáticas favoráveis à propagação de incêndios, a operação também atuou firmemente na prevenção de incêndios florestais, resultando no cancelamento imediato de licenças e autorizações de queima na região.
Este ano, o período proibitivo de uso do fogo para limpeza e manejo de áreas localizas nos três biomas do estado (Amazônia, Cerrado e Pantana) será de 1º de julho a 30 de novembro.
Denúncia
Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo email ouvidoria@sema.mt.gov.br, pelo aplicativo MT Cidadão, pelo Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
Com Assessoria
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Várzea Grande realiza audiências públicas nesta sexta (14) para definir metas do orçamento

População poderá participar presencialmente no IFMT e Previvag, ou acompanhar a transmissão ao vivo pelo YouTube
A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta sexta-feira (14.08), duas audiências públicas para a elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027. A primeira apresentação será realizada às 9h, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) – Campus Várzea Grande, localizado no bairro Chapéu do Sol. A segunda será realizada às 15h, no Instituto de Seguridade Social de Várzea Grande (Previvag), no bairro Centro Sul.
Conforme a prefeita Flávia Moretti (PL), a participação popular e da sociedade civil organizada é fundamental na discussão do orçamento municipal elaborado pela atual gestão.
“Estamos dando transparência sobre o orçamento do próximo ano e apresentando os principais projetos que desejamos implantar em nosso município”, disse Moretti.
A Constituição Federal estabelece que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) define as prioridades e orienta a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
Para a secretária municipal de Planejamento e Gestão Fazendária, Lucineia Ribeiro, a participação popular é fundamental para a discussão do orçamento municipal.
“A gestão da prefeita Flávia quer a participação de todos, pois somos integralmente democráticos, ainda mais para discutir o orçamento público”, afirmou Ribeiro.
A secretária também destacou que a população poderá acompanhar as audiências públicas de forma virtual, por meio do canal da Prefeitura de Várzea Grande no YouTube.
“Nosso município vive novos tempos, pois a atual gestão busca a transparência e quer a participação popular em todos os atos. O várzea-grandense terá uma grande oportunidade de acompanhar os investimentos do Município no ano que vem, além de fazer sugestões, mesmo que esteja online”, ressaltou Lucineia.
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Tática ilegal sai do controle, agrava incêndio e chamas ameaçam área urbana em Paranatinga

Bombeiros apagam fogo em área do Exército e combatem outros cinco grandes incêndios em MT. Estado teve 227 focos de calor em apenas 24 horas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu o incêndio que atingiu uma área federal do Exército Brasileiro, em Rondonópolis, nas últimas 24 horas e segue, nesta quarta-feira (12.8), mobilizado no combate a cinco ocorrências de incêndios florestais nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Rosário Oeste e Ribeirão Cascalheira.
O incêndio em Rondonópolis, que atingiu a área do 18º Grupo de Artilharia de Campanha (18º GAC), do Exército Brasileiro, foi extinto após uma força-tarefa que reuniu bombeiros militares, brigadistas e militares do Exército. O fogo estava controlado desde terça-feira (11.8) e, para a extinção completa das chamas, foram empregados uma motoniveladora, uma pá-carregadeira e cinco caminhões-pipa do Exército, além da estrutura operacional do CBMMT.
As equipes seguem no combate aos incêndios em Paranatinga, com as ações concentradas em duas frentes: uma às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana do município, e outra nas imediações da MT-020.
Na MT-130, os bombeiros atuam para controlar as chamas e impedir a propagação do fogo. A operação conta com o apoio de três caminhões-pipa da prefeitura, um caminhão-pipa da concessionária da rodovia e uma aeronave disponibilizada por produtores rurais da região. Uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM) também está em deslocamento para reforçar as ações de combate.
Há indícios de que o incêndio tenha começado após a realização irregular e sem autorização de um contra-fogo, utilizado na tentativa de impedir o avanço das chamas de outro foco, que já era combatido em uma área mais acima. No entanto, a estratégia teria saído de controle e contribuído para a propagação do incêndio.
Diante da situação, as equipes permanecem mobilizadas e atuam de forma integrada no controle das chamas, com o objetivo de impedir que o fogo avance em direção à área urbana do município.
Em Nova Santa Helena, as equipes permanecem mobilizadas no combate ao incêndio que atinge uma área de assentamento federal, sob responsabilidade da União. Os militares atuam de forma ininterrupta para controlar e extinguir os poucos focos que ainda permanecem ativos na região. O trabalho conta com o reforço de brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais da região, que disponibilizaram máquinas para auxiliar nas ações de combate. A operação também conta com o apoio de uma aeronave da Defesa Civil.
Já em Rosário Oeste, os trabalhos seguem nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá. Além disso, as equipes atuam ainda no combate a um incêndio em Ribeirão Cascalheira. Em todas as ocorrências, as ações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 227 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, 143 focos de calor foram registrados no Cerrado e 84 na Amazônia. Em terras indígenas, foram identificados 95 focos de calor, sendo 24 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 23 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; 14 focos na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; 14 focos na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; sete focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; seis focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; três focos no Parque Indígena Xingu, em Gaúcha do Norte; um foco na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína; um foco na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um foco na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis; e um foco na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no município de União do Sul, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
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Operação provoca novo atrito entre oposicionistas em Mato Grosso

A Operação Heritage, da Polícia Federal, provocou novo atrito no grupo de oposição ao governo de Mato Grosso. O deputado federal José Medeiros (PL) disse que pretendia propor uma lei para proibir a deflagração de operações policiais durante períodos de campanha eleitoral.
A proposta está relacionada à repercussão do caso envolvendo a Oi e o grupo do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que tem um projeto de reeleição ao governo em disputa com o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso.
Por isso, o senador e candidato ao governo Wellington Fagundes reagiu à sugestão do colega José Medeiros. Wellington é visto como um dos candidatos que tem se aproveitado politicamente do caso.
Nessa quarta-feira (12), ele usou a tribuna do Senado para criticar a proposta de Medeiros.
“Quero dar uma satisfação para a população do meu estado para não vir alguém amanhã dizer que é inoportuno fazer uma investigação em período eleitoral. Como se alguém que roubar durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo. Que me desculpem quem tem a ousadia de fazer uma afirmação como essa”, disse.
Após a declaração, o deputado federal José Medeiros voltou atrás e afirmou que não irá mais apresentar o projeto de lei. Antes, ele havia dito que a realização de operações policiais durante o período eleitoral seria uma preocupação de todos os políticos.
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