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12 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Programa de melhoramento do algodoeiro da Embrapa recebe pesquisadores durante simpósio internacional

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Uma visita técnica ao Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro da Embrapa foi um dos destaques da programação do Simpósio Internacional em Genética, Melhoramento e Conservação de Plantas (SimGeM), promovido pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Realizada no dia 11 de junho, a atividade proporcionou aos participantes uma imersão nas pesquisas e tecnologias que vêm impulsionando a evolução da cotonicultura brasileira.

A recepção ocorreu no Núcleo Regional de Goiás da Embrapa Algodão, em Santo Antônio de Goiás (GO), onde os visitantes foram recebidos pelos pesquisadores Camilo Morello, Nelson Suassuna e João Luís da Silva. Também participou da programação a pesquisadora Poliana Carloni, da empresa Lyntera, parceira do programa de melhoramento. Entre os convidados estava o professor Magno Antônio Patto Ramalho, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), reconhecido nacionalmente por sua contribuição ao melhoramento genético de plantas e à formação de profissionais da área.

Durante a visita, os participantes acompanharam uma apresentação sobre a estrutura e os objetivos do programa de melhoramento genético da Embrapa. O pesquisador Camilo Morello detalhou as estratégias utilizadas para o desenvolvimento de novas cultivares, destacando as metodologias empregadas para obtenção de materiais mais produtivos, resistentes e adaptados às condições de cultivo das principais regiões produtoras do país.

Após a explanação, o grupo visitou áreas experimentais e ambientes de cultivo controlado, onde pôde observar diferentes linhagens em desenvolvimento. Os materiais apresentados representam o que há de mais avançado nas pesquisas conduzidas pela Embrapa para atender às demandas da cadeia produtiva do algodão, especialmente nas regiões do Cerrado brasileiro.

Segundo Morello, foram apresentadas linhagens em estágio avançado de desenvolvimento, portadoras da tecnologia Bollgard 3 XtendFlex, considerada uma das mais requisitadas pelos produtores. Os materiais reúnem características como elevada produtividade de fibra, resistência a importantes doenças da cultura e ao nematoide-das-galhas (Meloidogyne incognita), além de opções com fibras especiais, mais longas, finas e resistentes, características valorizadas pela indústria têxtil.

A visita também permitiu aos participantes conhecer cultivares que estão em fase de pré-lançamento. Esses materiais apresentam resistência múltipla a doenças e aos nematoides-das-galhas e reniforme (Rotylenchulus reniformis), dois dos principais desafios fitossanitários enfrentados pelos cotonicultores brasileiros.

A iniciativa reforçou a importância da pesquisa científica e do melhoramento genético para a sustentabilidade e a competitividade da produção de algodão no Brasil. Ao aproximar pesquisadores, estudantes e profissionais do setor das atividades desenvolvidas pela Embrapa, a visita contribuiu para a disseminação de conhecimento e para o fortalecimento da inovação no agronegócio nacional.

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Agro Mato Grosso

120 cabeças de gado é apreendido em fazenda suspeita de esconder animais furtados em MT

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Um rebanho de 120 cabeças de gado foi apreendido em uma propriedade rural de Dom Aquino, a 172 km de Cuiabá, após investigadores encontrarem animais furtados e indícios de alterações nas marcas de identificação. A ação ocorreu nessa segunda-feira (10), durante a Operação Curral do Crime II.

Segundo a Polícia Civil, 16 animais foram reconhecidos como pertencentes a duas vítimas de furtos de gado investigados desde junho. Uma delas teve mais de 60 cabeças levadas.

A investigação aponta que a propriedade pode ter sido utilizada para guardar, concentrar e esconder animais provenientes de crimes patrimoniais na região. Durante a conferência individual do rebanho, os policiais também encontraram animais com marcas sobrepostas, remarcações e sinais aparentes de alteração na identificação.

Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil

Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil

Ainda conforme a polícia, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar, naquele momento, a procedência regular de todo o gado encontrado na propriedade.

Ao todo, foram apreendidos cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros. A polícia informou que vai analisar a origem de cada um por meio do cruzamento das marcas com Guias de Trânsito Animal (GTAs), notas fiscais, registros de aquisição e informações sobre movimentações de rebanhos.

A investigação também apura a possível participação do responsável pela propriedade nos crimes. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam possível envolvimento do investigado, que não foi localizado.

As apurações continuam para identificar a procedência de todo o rebanho apreendido e localizar os demais animais furtados.

A polícia oriente que produtores que reconhecerem animais ou marcas podem procurar a Delegacia de Jaciara e apresentar documentos que auxiliem na identificação e comprovação da propriedade do gado.

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Agro Mato Grosso

Efetor fúngico determina desfolha do algodoeiro e da oliveira

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Gene presente em Verticillium dahliae controla patogenicidade e pode ter sido transferido entre fungos

Um único efetor secretado por Verticillium dahliae determina a desfolha causada por linhagens do patótipo desfolhante em algodoeiro e oliveira. A conclusão vem de estudo conjunto de pesquisadores de universidades de diversos países. A eliminação simultânea das duas cópias do gene, denominado D, suprimiu a patogenicidade e a desfolha nas duas culturas.

Os cientistas identificaram o gene por genômica comparativa. A análise inicial encontrou cerca de 200 quilobases exclusivos de linhagens desfolhantes. A comparação com outros genomas reduziu a região candidata para cerca de 24 quilobases. Nesse intervalo, dois genes idênticos codificavam proteínas secretadas e apresentavam expressão durante a infecção do algodoeiro.

A exclusão de apenas uma cópia do gene reduziu a agressividade de V. dahliae. A remoção das duas cópias impediu sintomas e eliminou a biomassa fúngica detectável no algodoeiro. A reintrodução do gene restaurou a capacidade de causar doença. A inserção do gene em uma linhagem não desfolhante também elevou a agressividade e provocou desfolha.

A proteína D purificada provocou murcha, clorose e queda de folhas em plântulas de algodoeiro sem necessidade de colonização extensa pelo fungo. Ensaios com Nicotiana benthamiana e Arabidopsis thaliana indicaram participação do efetor na patogenicidade além da desfolha.

Homólogos do gene D também ocorrem em espécies de Fusarium. As análises filogenômicas apontaram episódios de transferência horizontal entre fungos. Os pesquisadores relacionaram esse processo a grandes elementos transponíveis conhecidos como Starships. A estrutura tridimensional de um homólogo de Fusarium oxysporum revelou ainda um dobramento proteico não caracterizado anteriormente, o que sustenta a existência de uma nova família de efetores fúngicos (doi 10.1038/s41467-026-74504-z).

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Agro Mato Grosso

Colheita do milho chega à reta final em Mato Grosso

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Chuvas em excesso, atraso no plantio e custos elevados desafiaram os produtores nesta temporada; Dados são da Pesquisa de safra do Imea em parceria com a Aprosoja MT

Mato Grosso caminha para o fim da colheita do milho segunda safra 2025/26. Até 08 de agosto, 99,10% da área já havia sido colhida, com a produção estimada em 57,39 milhões de toneladas. Os dados integram o relatório de agosto do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e se apoiam na pesquisa de safra realizada em campo, em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), junto aos produtores do estado.

A área plantada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, alta de 2,41% na comparação anual e de 0,57% ante o relatório de julho. O levantamento combina geoprocessamento e sensoriamento remoto, técnica que identifica a cultura ao longo do ciclo e a distingue de outras coberturas do solo. A produtividade média manteve-se estável em 128,67 sacas por hectare.

Pelo lado do consumo, o instituto projeta demanda de 57,20 milhões de toneladas para 2025/26, praticamente em linha com a produção estimada. O consumo interno responde por 22,10 milhões de toneladas, alta anual de 9,12%, puxada pela expansão e pelo ritmo aquecido das usinas de etanol de milho instaladas no estado. O mercado interestadual deve absorver cerca de 11 milhões de toneladas, 6,18% a mais que na temporada passada, movimento que reforça o papel do milho mato-grossense no abastecimento de regiões com produção em retração. Com a maior absorção pelo mercado doméstico, a projeção de exportações recuou 1,09%, para 24,10 milhões de toneladas.

Clima adverso pesou sobre as lavouras – No campo, o resultado veio acompanhado de dificuldades. “Na região Oeste, por exemplo, houve produtores que aumentaram a produção e muitos que perderam em relação ao ano passado”, afirma Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja MT. Segundo ele, o excesso de chuva em março e abril favoreceu doenças e reduziu a eficiência da adubação nitrogenada em parte das áreas.

O dirigente aponta as janelas de plantio como o principal fator determinante da temporada. “Muitas regiões tiveram início de plantio cedo, no fim de setembro, mas depois choveu e muitas áreas foram plantadas a partir de 15 de outubro”, diz. O atraso empurrou parte da semeadura para o fim de janeiro e a segunda quinzena de fevereiro, expondo as lavouras a um período de maior umidade.

Em Porto dos Gaúchos, o produtor rural do núcleo do Vale dos Arinos, Peterson Piovezan Staniszewski encerrou a colheita em 9 de julho, com resultado pouco abaixo do esperado. “Investimos um pouco mais em relação às últimas safras de milho, mas não chegou a agregar em produtividade. Ficamos dois sacos abaixo do que esperávamos”, conta.

Com a produção estocada em silo e silo bolsa na propriedade, ele aguarda a reação do mercado para vender. Cerca de 20% do volume é consumido na pecuária da fazenda; o restante será negociado. A expectativa é negociar a saca em R$ 50 via cooperativa. Do lado do ciclo anterior, os estoques finais de 2024/25 recuaram 32,14% no mês, para 974 mil toneladas, ainda acima do nível de 2023/24, mas em movimento que dá suporte à aposta em preços mais firmes.

Custos da próxima safra preocupam produtor – A atenção do setor já se volta ao ciclo seguinte, e a conta de produção é o que mais pesa. Gilson Antunes de Melo lembra que a decisão de plantio está próxima e que o milho ocupa boa parte das áreas de soja. “A maior preocupação do produtor é o custo da próxima safra. É fechar a conta”, afirma, ao projetar um ano desafiador e recomendar cautela.

Staniszewski ainda não fechou a compra de insumos para o próximo plantio. “Tenho um planejamento, mas o mercado é que vai ditar se vamos seguir ou não”, diz. Ele condiciona o tamanho do investimento ao preço e ao clima: um cenário de El Niño forte, em sua avaliação, pode atrasar o plantio de soja e milho, o que reduzirá a produtividade no futuro, significando ser menos viável investir alto nesse ciclo.

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