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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho brasileiro atinge novo patamar de produtividade e supera 369 sacas por hectare – MAIS SOJA

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Os resultados do Concurso Getap Verão 2026 confirmaram, mais uma vez, o avanço da tecnologia e da gestão agrícola na cultura do milho brasileiro. Com produtividades recordes e participação crescente de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano consolidou o potencial produtivo do país e evidenciou a disseminação de conhecimento técnico e inovação no campo.

Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), o desempenho obtido nesta safra reforça a evolução contínua do grão em diferentes ambientes produtivos. “Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, destaca.

No Sul nacional, sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha. Foto: Divulgação

Resultados regionais

Na Região Oeste, onde a área destinada ao milho verão é menor em comparação a outras áreas produtoras, o concurso demonstrou que o potencial produtivo continua elevado. O primeiro lugar na categoria sequeiro ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que alcançou produtividade de 208,28 sacas por hectare.

Já na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar nacionalmente. Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto, liderou a categoria sequeiro, com 315,37 sacas por hectare. Na sequência, aparece João Antônio Gorgen, também de Formosa do Rio Preto, com duas marcas: 274,25 e 272,44 sc/ha. Completam a lista de vencedores o agricultor Johnny Alberto Quesinski, de Luís Eduardo Magalhães (258,91 sc/ha), Olmiro Flores de Oliveira, de Riachão das Neves (257,51 sc/ha), e Eduardo Faccioni, de Correntina (234,05 sc/ha).

Conforme analisa Capanema, o Norte deu sequência ao desempenho registrado no ano passado, com resultados surpreendentes, também acima de 300 sc/ha. “Isso demonstra a força baiana e de outras regiões. Ao observarmos o top 5 da Bahia no sequeiro, vemos produtividades elevadas, o que ficou muito positivo”, ressalta.

A força de Minas Gerais ficou evidente nos resultados da Região Centro. Na categoria irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí, com 289,55 sc/ha. Também figuraram entre os destaques Olindo Cesar Corso, de Bambuí (287,64 sc/ha), Alexandre Avelar, de Três Corações (280,89 sc/ha), Antônio Roberto Bergamasco, de Perdizes (267,01 sc/ha), e Matheus Miaki, de Patrocínio, com dois resultados entre os seis melhores colocados, alcançando 261,69 e 237,54 sc/ha.

No Centro, categoria sequeiro, Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), conquistou o primeiro lugar, com 307,71 sc/ha. Diego Vettori, de Campanha, ficou em segundo, com 299,13 sc/ha, seguido por Marcus Veiga e Carlos Fábio Rivelli, ambos de São João del Rei, com 282,73 e 281,81 sc/ha, respectivamente. José Marcio Piassa e Família, de Araguari, registrou 279,36 sc/ha, enquanto Vander Andrade, de Luminárias, fechou o ranking dos seis melhores com 278,79 sc/ha.

“Na Região Centro, tanto no sequeiro quanto no irrigado, os resultados mostraram mais uma vez que não apenas o Sul do estado se destacou, mas também o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Foram produtividades acima de 300 sacas e médias próximas desse patamar nas duas categorias, números realmente impressionantes, que reforçam a importância da regionalização”, afirma o coordenador técnico.

Maiores médias

Os maiores números do concurso, entretanto, vieram da Região Sul. Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), liderou com 359,61 sc/ha. Também integraram o ranking Thailo Bevilaqua, de Santa Bárbara do Sul (357,63 sc/ha), Avelino Menegaz, de Jacutinga (338,34 sc/ha), Valdir Fantini, de Vila Lângaro (334,07 sc/ha), Thales Antônio Scalco, de Campo Novo (331,09 sc/ha), e Raul von Mühlen, de Dois Irmãos das Missões (319,22 sc/ha).

No Sul nacional, na categoria sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha. O ranking foi completado pelo Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (362,82 sc/ha), Agro Mallon, de Canoinhas (360,55 sc/ha), Karl Eduard Milla, de Pinhão (354,62 sc/ha), Ralf Karly, de Candói (353,23 sc/ha), e Ricardo Arthur Leh, de Guarapuava (348,97 sc/ha). “Na Região Sul, como já divulgado anteriormente, tivemos recordes expressivos, com o top 10 das categorias superando os resultados do ano passado e alcançando médias excelentes”, diz Capanema.

Para o coordenador técnico, os resultados obtidos em todas as regiões demonstram que o acesso à informação e às tecnologias de produção está cada vez mais democratizado no agronegócio brasileiro. “Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, cita o coordenador.

Além disso, para ele, independentemente da região em que o produtor esteja, é possível ter acesso a informações e ferramentas que permitem alcançar excelentes colheitas. “O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Entendendo os componentes de produtividade na soja, visando altas produtividades – MAIS SOJA

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A produtividade da cultura da soja é construída a partir dos seus componentes de rendimento (ou componentes de produtividade). Na soja, os principais componentes são o número de legumes por área, o número de grãos por legume e o peso de mil grãos (PMG). Quando expressos em valores ótimos, esses componentes permitem alcançar altas produtividades, resultando da interação G × A × M (genética × ambiente × manejo) (Figura 1), a qual viabiliza a máxima exploração de cada componente.

Figura 1. Relação entre genética x ambiente x manejo na expressão dos componentes de produtividade.
Fonte: Equipe Field Crops.

O primeiro componente, o número de legumes por área, começa a ser definido na semeadura e no estabelecimento inicial das plântulas. A densidade ótima de plantas deve ser determinada com base nas características genéticas da cultivar, na época de semeadura e nos recursos disponíveis no ambiente de produção. Por outro lado, o número de grãos por legume é o componente que apresenta maior estabilidade, devido à alta herdabilidade genética da característica e à menor influência ambiental (Van Roekel, 2015; Jeong et al., 2012). Por fim, o peso de mil grãos (PMG) é uma variável determinada geneticamente, mas fortemente influenciada pelo ambiente (como a disponibilidade hídrica) e pelo manejo (fertilidade do solo e proteção contra o ataque de doenças e insetos praga, como os sugadores).

A alta plasticidade da planta de soja decorre do efeito de compensação entre esses componentes, ou seja, a redução de um deles pode ser compensada pelo incremento nos demais. Esse efeito compensatório depende do estádio fenológico em que os estresses ocorrem (Figura 2) e é determinado pela relação fonte-dreno de fotoassimilados. Conforme demonstrado por Cerrudo & Naeve (2024), restrições severas em estádios avançados, como no enchimento de grãos (R5.5 a R6), reduzem drasticamente o peso relativo dos grãos sem que a planta consiga compensar no número total, visto que os componentes anteriores já foram definidos.

Figura 2. Efeito de compensação entre o número de grãos e o peso de grãos em soja em função do estágio fenológico da imposição de um estresse em experimentos conduzidos durante 2022 e 2023 em St Paul/ Minnesota, EUA. Os valores são normalizados em relação às parcelas de controle sem estresse (linha tracejada preta horizontal e vertical). As linhas tracejadas cinza conectam pontos com a mesma proporção (%) de produtividade em relação ao controle.
Adaptado de: Cerrudo & Naeve (2025)

Em suma, a alta produtividade da soja não depende de um fator isolado, mas sim do equilíbrio e da proteção de cada componente de rendimento ao longo do ciclo. Sabendo que os estresses tardios afetam o peso dos grãos sem chance de recuperação, compreender essa dinâmica fisiológica e a capacidade de resposta da cultura é o que diferencia o manejo convencional de uma agricultura de alta performance. O sucesso do produtor reside em antecipar cenários e blindar a lavoura nos momentos críticos, garantindo que a interação G × A × M atinja sua máxima eficiência econômica e produtiva.



Referências:

CERRUDO, A.; NAEVE, S. L. Redefining soybean critical period for yield determination. Field Crops Research, v. 321, p. 109662, 2024. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429024004155 >, acesso: 13/06/2026

JEONG, N. et al. Ln Is a Key Regulator of Leaflet Shape and Number of Seeds per Pod in Soybean. The Plant Cell, v. 24, n. 12, p. 4807–4818, 2012. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23243125/> , acesso: 10/06/2026

VAN ROEKEL, R. J.; PURCELL, L. C.; SALMERÓN, M. Physiological and management factors contributing to soybean potential yield. Field Crops Research, v. 182, p. 86–97, 2015. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429015001847 >, acesso 10/06/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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Sustentabilidade

Agro contesta impacto fiscal da renegociação de dívidas – MAIS SOJA

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Proposta aprovada preserva autonomia do Executivo

Com a aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023 pelo Senado, repercutida pelo Portal SNA, o governo tem divulgado previsões pessimistas sobre o suposto impacto que a renegociação das dívidas rurais teria sobre as contas públicas. Essa é avaliação da cadeia produtiva e das bancadas parlamentares de representação do setor. Um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária, com as mesmas premissas numéricas das autoridades, mostra que o custeio das operações de renegociação não deve passar de R$ 65 bilhões nos próximos 13 anos.

Os problemas com as contas apresentadas pela Fazenda começam na estimativa da dívida rural passível de ser renegociada. Conforme dados do Banco Central, a carteira de crédito rural em abril deste ano foi de R$ 895,2 bilhões. Além desse valor, há outros R$ 274 bilhões que correspondem a CPRs (Cédula de Produto Rural) no mercado privado (não bancário) e R$ 57 bilhões em CPRs que estão no mercado financeiro, mas não no crédito rural. Ao todo, a carteira de crédito agropecuário soma R$ 1,2 trilhão.

De acordo com o levantamento da FPA, cerca de R$ 256 bilhões representariam a carteira mais problemática, incluindo contas em atraso, entre as inadimplentes, renegociadas e prorrogadas. Esse montante é tratado como atípico, já que é fruto dos choques causados por problemas climáticos e tensões geopolíticas, principalmente, entre os anos de 2024 e 2026.

A renegociação desse montante não ocorrerá de forma automática. Os critérios para participar do programa garantem que nem toda dívida entre na renegociação, como a obrigação de no mínimo duas perdas de safra entre 2019 e 2025 e prejuízo de no mínimo 30% da renda bruta esperada para essas safras. Um laudo técnico será exigido, conforme previsto no texto.

Não há imposição de valores ou risco ao superávit primário

Além do cálculo apresentado pela FPA, a bancada tem criticado a omissão do governo ao não considerar que o projeto de lei é de caráter autorizativo. Isto quer dizer que não há imposição de um limite a ser disponibilizado para renegociar as dívidas. Na redação do projeto, está previsto que o Executivo é quem irá calibrar o tamanho da linha especial, preservando autonomia do governo para acomodar possíveis despesas orçamentárias.

Outra discussão que a pasta da Fazenda coloca é de que haveria impacto fiscal. Porém, na própria nota de divulgação dos valores, o Ministério reconhece que não haverá impacto no superávit primário com o uso dos recursos do Fundo Social. Também estão nas fontes os fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO), além do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).  Na avaliação da FPA, o uso dos fundos constitucionais minimiza o custo e garante que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja seguida.

Preocupação com seguro rural, Plano Safra e inflação de alimentos

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion ( Republicanos – PR) enfatizou em reunião recente da bancada a importância de esclarecer os números junto aos parlamentares para que a votação na Câmara aconteça antes do anúncio do próximo Plano Safra. Crédito: Divulgação FPA

No levantamento, a bancada demonstra que o atual cenário de endividamento rural também é consequência da omissão do governo em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). No último ano, a área segurada pelo programa correspondeu a apenas 3,27% da área plantada no país.  Para os parlamentares, se a política de seguro rural estivesse devidamente estruturada, o custo para prevenir perdas seria uma fração do valor hoje discutido em medidas de renegociação.

O alerta se torna ainda mais grave diante do bloqueio de R$ 461,7 milhões no orçamento do PSR, anunciado na última semana, o que reduz a capacidade de proteção dos produtores justamente em um momento de crise no campo. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos – PR), declarou que pretende levar os cálculos aos líderes partidários e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), para votar a matéria que permitirá, se aprovada, o acesso dos inadimplentes ao Plano Safra 2026/2027.

O temor é de que o quadro de endividamento acabe afetando ainda mais a tomada de crédito do produtor rural para a próxima safra, o que impactaria na produção e, consequentemente, na inflação de alimentos.

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb 13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações do Assessoria FPA (Agradecimento a Danielle Arouche)
Dados complementares: Ministérios da Fazenda e da Agricultura

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Sustentabilidade

Preços do arroz cedem após meses de alta – MAIS SOJA

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Os preços do arroz voltaram a recuar após dois meses consecutivos de valorização, encerrando o dia 11 de junho em R$ 59,27 por saca de 50 kg, o que representa queda de 5% em relação ao início de maio.

Com a colheita da safra 2025/26 já finalizada, o mercado passou a concentrar esforços na comercialização. No entanto, o comportamento dos agentes tem sido distinto. Parte dos produtores permanece retraída nas vendas, diante de preços considerados insuficientes para cobrir os custos de produção. Outra parte ampliou a oferta, motivada por necessidade de caixa e cumprimento de obrigações financeiras.

Do lado da indústria, o movimento tem sido de cautela, com compras pontuais e baixo interesse na formação de estoques, refletindo a desaceleração das vendas de arroz beneficiado no varejo. Ao mesmo tempo, estoques considerados mais baixos em alguns elos da cadeia alimentam a expectativa de eventual retomada das compras para recomposição.

A oferta disponível também foi influenciada pela realização de leilões da Conab entre maio e o início de junho, por meio dos mecanismos de PEP e PEPRO. As operações contribuíram para o escoamento do excedente, embora de forma insuficiente para reequilibrar o mercado, ainda marcado por pressão de sobreoferta.

No front externo, as exportações, alternativa relevante para o escoamento da produção, apresentaram recuperação após a queda expressiva observada em abril. Em maio, os embarques somaram 141 mil toneladas, acima do registrado em 2025, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos. O início de junho também registrou bons volumes, favorecidos pela valorização do dólar.

Fonte: Assessoria de imprensa



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