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Colheita de café da Cooxupé avança para 20,1% até 19 de junho

A colheita de café na área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) chegou a 20,1% até a quinta-feira (19), segundo levantamento divulgado pela cooperativa. Uma semana antes, o índice estava em 15,8%. A Cooxupé atua em mais de 370 municípios das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana do estado de São Paulo.
Os dados mostram avanço de 4,3 pontos porcentuais no intervalo de uma semana, em um acompanhamento que a cooperativa realiza durante a safra. A Cooxupé reúne mais de 22 mil cafeicultores e monitora semanalmente o andamento da colheita em sua área de atuação.
No recorte regional, as Matas de Minas registravam o maior percentual colhido até 19 de junho, com 25%. Em seguida apareciam o Sul de Minas, com 24,5%, e São Paulo, com 23,9%. O Cerrado Mineiro tinha o menor índice entre as áreas acompanhadas, com 11,7%.
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Na comparação com o levantamento anterior, o avanço mais intenso ocorreu no Sul de Minas, com alta de 5,4 pontos porcentuais. Nas Matas de Minas, os trabalhos avançaram 5 pontos. No Cerrado Mineiro, a evolução foi de 3,2 pontos, enquanto em São Paulo o crescimento foi de 2,4 pontos.
O levantamento acompanha o ritmo da safra em uma das principais bases de produção cafeeira atendidas pela cooperativa. Os números indicam estágios diferentes entre as regiões monitoradas, com Matas de Minas, Sul de Minas e São Paulo mais adiantados do que o Cerrado Mineiro neste momento da colheita.
Até 19 de junho, a colheita de café na área acompanhada pela Cooxupé somava 20,1%, com maior avanço relativo no Sul de Minas e maior percentual colhido nas Matas de Minas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Produtores de arroz seguram vendas à espera de R$ 80 por saca no RS

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue firme, sustentado pela menor disposição dos produtores para negociar e pela necessidade de compra das indústrias. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta reduzida de lotes limita a liquidez, enquanto compradores encontram dificuldades para recompor os estoques.
Os produtores permanecem cautelosos nas vendas e aguardam preços mais atrativos. De acordo com o Cepea, a expectativa está em valores próximos de R$ 80 por saca de 50 quilos, livre, patamar considerado mais compatível com a remuneração esperada pelos vendedores.
A postura retraída no campo contribui para sustentar as cotações do arroz em casca. Por outro lado, o repasse dessa valorização para o produto beneficiado ainda encontra resistência, o que limita a margem para avanços nas negociações ao longo da cadeia.
Indústrias enfrentam dificuldade para recompor estoques
Do lado comprador, a necessidade de reposição mantém as indústrias ativas no mercado. No entanto, a baixa disponibilidade interna de arroz dificulta a formação de estoques e aumenta a disputa pelos lotes colocados à venda.
O cenário ajuda a explicar também o movimento observado no comércio exterior, com aumento da entrada de produto estrangeiro no país.
Segundo o Cepea, as importações cresceram diante da necessidade das indústrias de recompor estoques, em um momento de oferta doméstica restrita.
Exportações de arroz recuam em julho
Enquanto as importações avançaram, as exportações brasileiras perderam força. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam redução nos embarques de arroz em julho, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de forte crescimento.
Pesquisadores do Cepea relacionam esse movimento ao encerramento dos leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e à valorização do arroz no mercado doméstico.
Com produtores resistentes em negociar aos preços atuais e indústrias ainda buscando matéria-prima, a disponibilidade de arroz no mercado interno permanece como um dos principais fatores de sustentação das cotações.
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Pedidos de recuperação judicial no agro crescem 22% no primeiro trimestre de 2026

O agronegócio brasileiro registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% em relação às 389 solicitações contabilizadas no mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de levantamento da Serasa Experian e consideram produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas ligadas à cadeia do agro.
Segundo a empresa, o avanço ocorre em um cenário de crédito mais seletivo, custos de produção elevados e maior nível de alavancagem de parte dos produtores. Esses fatores têm pressionado o fluxo de caixa no campo.
Apesar do crescimento na comparação anual, o número de pedidos ainda permanece abaixo dos patamares mais elevados observados em meados de 2025.
Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o comportamento dos pedidos ao longo dos próximos meses dependerá, entre outros fatores, da capacidade de geração de receita, das margens e das condições disponíveis para renegociação das dívidas.
“Renegociar e manter um planejamento financeiro deve ser prioridade enquanto a recuperação judicial precisa permanecer como o último recurso”, afirma.
Mato Grosso lidera pedidos de recuperação judicial no agro
Na divisão por estados, Mato Grosso liderou o país, com 135 pedidos de recuperação judicial entre janeiro e março. O levantamento considera, nesse recorte, as solicitações de produtores rurais pessoas físicas e jurídicas e de empresas relacionadas à cadeia do agronegócio.
Na sequência aparecem Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Pedidos entre produtores rurais PJ disparam 73,5%
Os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica (PJ) foram o grupo com maior número de solicitações no primeiro trimestre.
Foram contabilizados 196 pedidos, crescimento de 73,5% diante dos 113 registrados nos três primeiros meses de 2025. Foi também a maior alta anual entre os três perfis analisados.
O cultivo de soja concentrou 137 pedidos, enquanto a criação de bovinos apareceu em seguida, com 42 solicitações. Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking estadual desse grupo.
Recuperação judicial cai entre produtores pessoa física
O movimento foi diferente entre os produtores rurais que atuam como pessoa física (PF). Foram registrados 182 pedidos de recuperação judicial entre janeiro e março, queda de 6,7% em relação aos 195 contabilizados no mesmo período de 2025.
Entre esses produtores, aqueles classificados como “sem propriedades” concentraram 60 solicitações. Segundo a metodologia do levantamento, esse grupo pode incluir arrendatários ou integrantes de grupos familiares e econômicos relacionados à atividade rural.
Os pequenos proprietários tiveram 44 pedidos, seguidos pelos grandes, com 41, e médios, com 37. Mato Grosso também liderou nesse recorte, seguido por Paraná e Goiás.
Empresas da cadeia do agro registram alta de 18,5%
As empresas com atividades relacionadas à cadeia do agronegócio apresentaram 96 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre, avanço de 18,5% ante as 81 solicitações do mesmo período de 2025.
As agroindústrias de transformação primária responderam pelo maior volume, com 23 pedidos. Depois aparecem as indústrias de processamento de agroderivados, com 19, e os serviços de apoio à agropecuária, com 15.
Nesse grupo, Paraná, São Paulo e Mato Grosso foram os estados com maior número de solicitações.
Serasa aponta uso de inteligência artificial para avaliar riscos
A Serasa Experian afirma utilizar inteligência artificial e modelos preditivos para identificar antecipadamente mudanças no perfil financeiro de produtores e empresas do agronegócio.
Um dos instrumentos é o Agro Score, desenvolvido para considerar características específicas da atividade rural. Segundo a companhia, análises feitas com a ferramenta indicaram que o score médio dos produtores rurais pessoas físicas que posteriormente entraram com pedidos de recuperação judicial já era significativamente inferior ao da população rural em geral três anos antes da formalização do processo.
De acordo com Pimenta, a análise de informações específicas do setor pode ajudar a identificar diferentes níveis de risco e apoiar a concessão de crédito sem restringir de maneira generalizada o acesso a recursos.
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México e Chile querem ampliar vendas de frutas e hortaliças para o Brasil

O Brasil é visto como um dos principais mercados estratégicos para a expansão das vendas de frutas frescas e hortaliças advindas de México e Chile, na avaliação dos gerentes nacionais da International Fresh Produce Association (IFPA) dos dois países, que participaram da The Brazil Conference & Expo, em São Paulo, nos dias 4 e 5 de agosto.
Terceiro maior exportador mundial de frutas frescas, o México movimentou US$ 18,12 bilhões em embarques de legumes, verduras e frutas em 2024. Atualmente, 91% desse volume tem como destino os Estados Unidos, o que mostra a necessidade que o país tem em diversificar seus mercados diante de recorrentes tarifas por parte de Donald Trump e do atual encolhimento de compras pelos norte-americanos.
Segundo Rubéns Ramirez, da IFPA mexicana, o Brasil está entre os parceiros mais promissores da estratégia de diversificação adotada pelo seu país. “O México é forte, mas vulnerável por concentrar suas exportações nos Estados Unidos. Estamos buscando ampliar nossa presença no Oriente Médio, Índia, Ásia e também no Brasil. Nossos mercados são complementares: somos o primeiro em hortaliças e o Brasil é o número um na produção de frutas”, afirmou.
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O executivo destacou ainda o crescimento da demanda brasileira por produtos mexicanos, citando como exemplo o abacate Hass, cujo consumo no Brasil dobrou nos últimos cinco anos.
O Chile também vê o mercado brasileiro como uma oportunidade para ampliar sua presença na América do Sul. O país possui cerca de 17 mil unidades produtoras e exportou US$ 7,6 bilhões em frutas frescas até maio de 2026, tendo a China e os Estados Unidos como principais destinos, respondendo por 44,6% e 17% do volume total de exportações, respectivamente.
As duas frutas com maior participação são as cerejas (21% em volume e 44% em valor) e as maçãs e peras (23% do volume e 11% do valor).
Para Correa, embora o Brasil ainda represente uma participação modesta nas exportações chilenas, o potencial de crescimento é significativo. “O Brasil é um mercado emergente e muito importante para o Chile. Ainda precisamos avançar em questões fitossanitárias, especialmente na digitalização dos processos de certificação, para facilitar e ampliar esse comércio”, destacou.
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