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12 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Uso de minerais bi-quelatados na alimentação de frangos de corte reduz problemas de pele, aponta estudo

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O manejo nutricional aumenta a rentabilidade ao dar suporte aos tecidos e músculos, impactando condições que levam à condenação de carcaças

Há muitos fatores que impactam o quanto um produtor de frangos de corte recebe pelo lote; a qualidade da carne e dos tecidos pode ser a maior prioridade. Pesquisas recentes com oito milhões de frangos de corte mostram que o que entra na ração das aves faz diferença quando se trata da qualidade da carcaça.

O estudo “Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions”, viabilizado por meio de uma parceria com a NOVUS, UFRGS, Bello Alimentos e liderado por Ana C. Ferreira, avaliou aproximadamente oito milhões de frangos de corte em condições comerciais. Os resultados mostraram as vantagens de substituir o sulfato de zinco na dieta por bi-quelato de zinco com análogo hidroxilado de metionina.

Após quatro meses de avaliação em uma granja na região Centro-Oeste do Brasil, as aves alimentadas com minerais orgânicos bi-quelatados apresentaram uma redução significativa em defeitos de carcaça relacionados à integridade da pele. A substituição de 120 ppm (partes por milhão) de zinco inorgânico por 40 ppm de zinco bi-quelatado resultou em uma redução de aproximadamente 70% nos defeitos de aparência e de 68% nas lesões totais de pele.

“Esses são defeitos de grande importância econômica associados a condenações parciais e rebaixamento de carcaças. Os números apresentados mostram um impacto muito positivo em fatores que determinam perdas industriais, com potencial para reduzir o volume de cortes removidos, retrabalho e rebaixamento de produtos durante o processamento”, explica Kelen Zavarize, gerente de serviços técnicos da NOVUS no Brasil. “Como resultado, a utilização da carcaça é ampliada e o produto final se torna mais padronizado, impactando diretamente a rentabilidade da produção.”

Em relação às patas das aves, o estudo mostra que a inclusão de minerais bi-quelatados na dieta ajudou a reduzir a ocorrência de lesões mais severas, melhorando a integridade do coxim plantar e o ROI.

O Mineral Orgânico Bi-quelatado é um mineral orgânico ligado por bi-quelatação com HMTBa. Essa ligação forte é demonstrada como capaz de dar suporte à estabilidade no trato gastrointestinal ao reduzir a dissociação precoce no proventrículo e na moela, liberando o mineral no seu sítio de absorção.

“A substituição de minerais inorgânicos por minerais orgânicos bi-quelatados oferece melhor suporte à integridade da pele e à resposta dos tecidos ao longo de todo o ciclo de produção”, afirma Kelen Zavarize. “ Embora a suplementação mineral adequada contribua para a manutenção e possível atenuação da severidade de lesões já estabelecidas, o maior impacto é observado quando o manejo nutricional é adotado de forma preventiva. Nessa abordagem, há maior potencial de reduzir tanto a incidência quanto a gravidade das lesões, evitando sua progressão para níveis que resultem em perdas econômicas no abatedouro.”

“Ao combinar manejo adequado com minerais orgânicos bi-quelatados confiáveis , os produtores avícolas podem ajudar na redução das interações negativas com fitato, fibra e outros minerais na dieta, promover maior absorção intestinal e maior biodisponibilidade em comparação com fontes inorgânicas. Além disso, o zinco fornecido como Mineral Orgânico Bi-quelatado contribui para a síntese proteica, proliferação celular e formação de queratina, afirma Zavarize.

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Agro Mato Grosso

Grupo suspeito de furtar módulos de caminhões é alvo de operação em MT

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Treze pessoas foram presas nesta quarta-feira (12) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de furtar módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Ao todo, são cumpridas 88 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens.

Entre as medidas está o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos identificavam previamente os locais e veículos que seriam alvos. Depois dos furtos, os módulos eram encaminhados para receptadores e comerciantes de peças automotivas.

De acordo com a investigação, integrantes do grupo utilizavam empresas dos setores de mecânica e comércio de peças para receber, armazenar e revender os componentes furtados.

A Justiça também determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercerem atividades empresariais.

A investigação aponta ainda que os valores obtidos com os crimes eram movimentados por meio de diferentes contas bancárias e empresas, em uma tentativa de dificultar a identificação da origem do dinheiro.

Um dos esquemas identificados pela Polícia Civil era o chamado “resgate” das peças. Segundo as investigações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver os módulos que haviam sido furtados dos caminhões.

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Agro Mato Grosso

120 cabeças de gado é apreendido em fazenda suspeita de esconder animais furtados em MT

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Um rebanho de 120 cabeças de gado foi apreendido em uma propriedade rural de Dom Aquino, a 172 km de Cuiabá, após investigadores encontrarem animais furtados e indícios de alterações nas marcas de identificação. A ação ocorreu nessa segunda-feira (10), durante a Operação Curral do Crime II.

Segundo a Polícia Civil, 16 animais foram reconhecidos como pertencentes a duas vítimas de furtos de gado investigados desde junho. Uma delas teve mais de 60 cabeças levadas.

A investigação aponta que a propriedade pode ter sido utilizada para guardar, concentrar e esconder animais provenientes de crimes patrimoniais na região. Durante a conferência individual do rebanho, os policiais também encontraram animais com marcas sobrepostas, remarcações e sinais aparentes de alteração na identificação.

Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil

Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil

Ainda conforme a polícia, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar, naquele momento, a procedência regular de todo o gado encontrado na propriedade.

Ao todo, foram apreendidos cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros. A polícia informou que vai analisar a origem de cada um por meio do cruzamento das marcas com Guias de Trânsito Animal (GTAs), notas fiscais, registros de aquisição e informações sobre movimentações de rebanhos.

A investigação também apura a possível participação do responsável pela propriedade nos crimes. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam possível envolvimento do investigado, que não foi localizado.

As apurações continuam para identificar a procedência de todo o rebanho apreendido e localizar os demais animais furtados.

A polícia oriente que produtores que reconhecerem animais ou marcas podem procurar a Delegacia de Jaciara e apresentar documentos que auxiliem na identificação e comprovação da propriedade do gado.

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Efetor fúngico determina desfolha do algodoeiro e da oliveira

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Gene presente em Verticillium dahliae controla patogenicidade e pode ter sido transferido entre fungos

Um único efetor secretado por Verticillium dahliae determina a desfolha causada por linhagens do patótipo desfolhante em algodoeiro e oliveira. A conclusão vem de estudo conjunto de pesquisadores de universidades de diversos países. A eliminação simultânea das duas cópias do gene, denominado D, suprimiu a patogenicidade e a desfolha nas duas culturas.

Os cientistas identificaram o gene por genômica comparativa. A análise inicial encontrou cerca de 200 quilobases exclusivos de linhagens desfolhantes. A comparação com outros genomas reduziu a região candidata para cerca de 24 quilobases. Nesse intervalo, dois genes idênticos codificavam proteínas secretadas e apresentavam expressão durante a infecção do algodoeiro.

A exclusão de apenas uma cópia do gene reduziu a agressividade de V. dahliae. A remoção das duas cópias impediu sintomas e eliminou a biomassa fúngica detectável no algodoeiro. A reintrodução do gene restaurou a capacidade de causar doença. A inserção do gene em uma linhagem não desfolhante também elevou a agressividade e provocou desfolha.

A proteína D purificada provocou murcha, clorose e queda de folhas em plântulas de algodoeiro sem necessidade de colonização extensa pelo fungo. Ensaios com Nicotiana benthamiana e Arabidopsis thaliana indicaram participação do efetor na patogenicidade além da desfolha.

Homólogos do gene D também ocorrem em espécies de Fusarium. As análises filogenômicas apontaram episódios de transferência horizontal entre fungos. Os pesquisadores relacionaram esse processo a grandes elementos transponíveis conhecidos como Starships. A estrutura tridimensional de um homólogo de Fusarium oxysporum revelou ainda um dobramento proteico não caracterizado anteriormente, o que sustenta a existência de uma nova família de efetores fúngicos (doi 10.1038/s41467-026-74504-z).

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