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2 de agosto de 2026

Sustentabilidade

El Niño pode reduzir produtividade em até 15%, afirma especialista; veja como se preparar para a safra 2026/27 – MAIS SOJA

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A alta probabilidade de formação de um forte fenômeno El Niño entre os meses de junho e julho acendeu um alerta crítico para o agronegócio brasileiro. O fenômeno meteorológico deve impactar diretamente o planejamento da safra de grãos 2026/27. Projeções técnicas apontam que a intensidade do evento esperado para o segundo semestre assemelha-se à do último grande El Niño registrado no biênio 2014/2015, trazendo potencial para atrasar os plantios e reduzir a produtividade das lavouras em até 15%.

O El Niño de 2026 deve dividir o território nacional em extremos meteorológicos severos. Enquanto a região Sul do país enfrentará chuvas volumosas acima da média e riscos severos de enchentes, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrerão com temperaturas historicamente elevadas, secas intensas, estiagens prolongadas e maior vulnerabilidade a incêndios florestais.

Diante desse cenário de alto risco para a produção nacional, o especialista em fisiologia vegetal Leandro Barcelos, consultor agronômico por trás do recorde nacional de produtividade de soja do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil) de 2025, ressalta que o impacto climático pode ser severamente mitigado se o produtor focar na construção e no manejo correto do perfil do solo. Barcelos destaca que ainda há tempo para o produtor rural adotar manejos que minimizem drasticamente os prejuízos.

Massa radicular: proteção contra a seca e as enchentes

O método defendido pelo consultor, batizado de “A Raiz da Solução”, foca no equilíbrio químico profundo da terra e no estímulo do sistema radicular das plantas. De acordo com Barcelos, uma estrutura de solo corrigida e um sistema radicular agressivo e profundo funcionam como uma blindagem eficiente tanto para cenários de seca extrema quanto de enchentes.

“O produtor não pode controlar o clima, mas pode controlar o ambiente onde a raiz se desenvolve. Quando construímos um perfil de solo profundo, livre de impedimentos químicos como o alumínio e fisicamente estruturado, nós induzimos a planta a buscar água e nutrientes em camadas profundas. A planta com o sistema radicular robusto e quimicamente equilibrada tem maior sustentação mecânica e vigor fisiológico para suportar períodos de seca ou de encharcamento e de baixa luminosidade”, afirmou.

Embora o El Niño traga cenários opostos para o mapa do Brasil, Barcelos defende que a base do manejo preventivo para as duas situações de estresse é exatamente a mesma: a descompactação e a construção do perfil profundo de solo.

  • No Centro-Norte (Combate à Seca): O foco é eliminar travas químicas para aprofundar as raízes. “Para a gente suportar um El Niño, seja com muita chuva ou pouca chuva, nós temos que ter sistema radicular na nossa planta. A raiz é a boca da planta e ela bebe nutrientes, ela não come. Mesmo num período de 20 ou 30 dias sem chover, a 50 ou 60 centímetros de profundidade existe umidade. O gesso e o calcário condicionam o solo e tiram o alumínio tóxico que impede o crescimento da raiz, permitindo que ela acesse essas reservas profundas”, explicou Barcelos.
  • Na Região Sul (Combate ao Encharcamento): O excesso de água expulsa o oxigênio do solo, o que impede a respiração radicular e força a planta a produzir etileno, hormônio que acelera a morte do tecido vegetal. “O problema de 80% das fazendas do Brasil hoje é a compactação. No Sul, o solo precisa estar descompactado para que a água infiltre rapidamente e vá embora, evitando o alagamento. Um solo perfeito precisa absorver e infiltrar até 100 mm de chuva em uma hora, sem formar poças.”
“O solo é o motor, o restante é a turbina”

O especialista utiliza uma analogia automotiva precisa para explicar por que investimentos isolados em insumos de alta tecnologia falham quando a estrutura da terra é negligenciada no planejamento da safra.

“Não adianta pegar uma Ferrari e botar em terra esburacada, não dá para correr. O solo é o motor. Se nós tivermos um motor ruim, essa máquina não vai andar. A semente de alto vigor, os micronutrientes, a adubação foliar, a adubação como um todo, são como se fossem uma turbina. Agora, adianta a gente turbinar um motor fundido? Não adianta, aí é que ele termina de fundir. Primeiro a gente faz o motor.”

Segundo o criador do método A Raiz da Solução, focar exclusivamente em sementes certificadas sem corrigir o perfil do solo impede que a planta expresse seu potencial genético, gerando custos altos que sequer se pagam diante de uma crise climática.

Estratégias práticas imediatas recomendadas pelo especialista

Para enfrentar as adversidades do El Niño na safra 2026/27, Barcelos elenca orientações estratégicas indispensáveis para o planejamento imediato das fazendas, independentemente da região do país:

  • Análise e Diagnóstico do Perfil de Solo: Avaliar as camadas subsuperficiais (de 20 a 40 cm e 40 a 60 cm) para identificar travas químicas, como a presença de alumínio tóxico, que impedem o crescimento da raiz.
  • Uso de Calcário e Gesso: Utilizar a gessagem e a calagem de forma estratégica para carregar cálcio em profundidade, neutralizar o alumínio e permitir que o sistema radicular explore o máximo volume de solo possível.
  • Estímulo Fisiológico e Nutrição Vegetal Equilibrada: Adotar manejos que priorizem o equilíbrio químico e estimulem os hormônios vegetais ligados ao crescimento radicular, aumentando a resiliência da planta contra os estresses bióticos e abióticos.
  • Descompactação Física Mecânica: Utilização de equipamentos como o subsolador para quebrar as camadas compactadas do solo e restabelecer a aeração e a capacidade de infiltração rápida da água.
  • Construção de Matéria Orgânica e Sistema de Plantio Direto: Adoção de plantas de cobertura (como braquiária, crotalária e ervilhaca) para gerar palhada abundante, protegendo a superfície e aumentando a capacidade de retenção de umidade.
  • Atenção à Janela de Plantio: Com a previsão de atrasos causados pela estiagem no Centro-Norte ou pelo excesso de umidade no Sul, o produtor precisará de plantas que arranquem com alto vigor inicial para compensar o encurtamento da janela ideal.

“O segredo para romper os tetos tradicionais de produtividade e garantir estabilidade em anos difíceis está abaixo da linha da superfície. Na biologia e na química do solo, quando trabalhamos o sistema com palhada e vida bacteriana, um mais um não é dois, um mais um passa a ser três. A palha amortece o impacto da chuva forte para não compactar a superfície, e a matéria orgânica funciona como uma verdadeira caixa d’água no solo, capaz de reter até 20 vezes o seu próprio peso em água. O produtor não pode controlar o clima, mas pode controlar o ambiente onde a raiz se desenvolve. Fazendo o manejo correto, nós conseguimos enfrentar qualquer adversidade climática: podemos perder um pouco de potencial, mas sempre colheremos bem e com lucratividade no final. O clima vai desafiar o agricultor em 2026, mas quem investir na biologia, na fisiologia e na raiz colherá os resultados em 2027.”

Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás do recorde nacional de produtividade de soja do CESB 2025.

Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural a caminhoneiro, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil.

Referência técnica validada por milhares de alunos e cases de sucesso espalhados por todo o país, ele transformou o desafio do estresse hídrico na marca histórica de 135,49 sc/ha na Fazenda Santa Bárbara (SC), consolidando-se como uma das maiores autoridades em produtividade e resiliência climática no agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

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Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.

Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.

Plantio

A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.

Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.

Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.

Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.

Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.

A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.

Estados Unidos

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.

O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras

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Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.

Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.

O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.

Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.

Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.

Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.

Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.

Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

 

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.

Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).

De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.

Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.

E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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