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Apenas uma região do Brasil apresenta alta na cotação de soja; como ficou o mercado no geral?

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (17) de pouca movimentação e sem grandes novidades. Apesar das oscilações registradas na Bolsa de Chicago e no câmbio, o ambiente não foi suficiente para estimular um maior volume de negócios no país.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios continuam sendo o principal fator de sustentação dos preços neste momento. Em Santos, as indicações permaneceram firmes ao longo do dia.
“Os prêmios oscilaram pouco, mas seguem em bons níveis de preços. Na verdade, eles são a melhor variável agora”, destaca o analista.
Mesmo com esse suporte, o mercado físico registrou poucas negociações. “Foi um dia pouco negociado, sem movimentos firmes”, resume Silveira.
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Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 126,00 para R$ 125,50
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
- Cascavel (PR): caiu de R$ 120,50 para R$ 119,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 112,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): queda de R$ 114,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (17) com preços mais altos para grão e cotações mais baixas para farelo e óleo.
O mercado buscou suporte na demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos. Exportadores privados do país anunciaram a venda de quase 400 mil toneladas para destinos desconhecidos, mas traders dizem que podem ter sido compradores chineses. Porém, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas limitou os ganhos.
USDA
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 372.000 toneladas de soja para destinos não revelados. Do total, 60.000 serão entregues na temporada 2025/26 e 312.000 toneladas serão disponibilizadas na temporada 2026/27.
Além disso, os investidores aguardam as exportações semanais norte-americanas, que serão
divulgadas amanhã. Analistas esperam vendas de soja em grão entre 400 mil e 850 mil toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho de 2026 fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,17%, a US$ 11,32 por bushel. A posição novembro de 2026 teve cotação de US$ 11,49 1/4 por bushel, avanço de 2,75 centavos de dólar por bushel ou 0,23%.
Nos subprodutos, a posição julho de 2026 do farelo fechou com estabilidade, a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho de 2026 fecharam a 71,54 centavos de dólar por libra-peso, retração de 1,38 centavo ou 1,89%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1095 para venda e a R$ 5,1075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0520 e a máxima de R$ 5,1215.am cotados a US$ 11,32 por bushel, alta de 0,17%. A posição novembro de 2026 fechou em US$ 11,49¼ por bushel, avanço de 0,23%.
No farelo, a posição julho terminou estável em US$ 304,80 por tonelada. Já o óleo de soja para julho recuou 1,89%, encerrando a 71,54 centavos de dólar por libra-peso.
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Preços da soja sobem em julho, enquanto clima e custos preocupam próxima safra

Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.
Preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês.
Em Cascavel (PR): subiu de R$ 124,00 para R$ 134,00.
Em Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 127,00.
No Porto de Paranaguá: subiu de R$ 135,00 para R$ 145,00.
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima.
Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.
Plantio da soja
Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes.
Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.
Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada.
“Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica Silveira.
Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A
expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra
brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao
desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo.
“Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, destaca Silveira.
Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma.
Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.
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Michelle mantém mistério sobre candidatura ao Senado…

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda não confirmou se disputará uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão segue em aberto e deve ser anunciada nos próximos dias, após conversas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Em entrevista concedida na sexta-feira (31), Michelle afirmou que a situação vivida pelo marido também impacta sua atuação política. Segundo ela, as restrições impostas a Bolsonaro dificultam a realização de uma eventual campanha eleitoral.
A expectativa é de que a definição seja divulgada durante a convenção do PL no Distrito Federal, marcada para este domingo (2). Até lá, a ex-primeira-dama seguirá avaliando, junto ao ex-presidente, a possibilidade de entrar na disputa pelo Senado.
Com isso, apesar das especulações sobre sua candidatura, Michelle reforçou que ainda não há uma decisão oficial, mantendo a indefinição sobre sua participação no pleito enquanto aguarda a conclusão das conversas com Bolsonaro.
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MPMT publica discurso emocionante feito durante júri de Carlinhos Bezerra

Trecho da sustentação do promotor destaca a falta de chance de defesa das vítimas de feminicídio.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) divulgou nas redes sociais um vídeo com um dos momentos mais marcantes do julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, condenado pelo Tribunal do Júri a 36 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, William Cesar Moreira.
Na gravação, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva faz uma reflexão sobre a violência contra a mulher e afirma que, antes de qualquer feminicídio, existe um instante em que a vítima perde completamente a possibilidade de se defender.
“Todo feminicídio possui um momento que não aparece na pauta, nas fotografias nem nos autos processuais. O instante em que o algoz formula sua sentença final, sem lhe dar a chance de defesa, sem lhe dar a chance de reagir”, afirma o promotor durante a sustentação oral.
Em outro trecho destacado pelo vídeo divulgado pelo Ministério Público, Gahyva resume a tragédia vivida pelas vítimas ao afirmar que “Thays e William só queriam viver”, frase que se tornou um dos pontos mais lembrados do julgamento.
A publicação foi feita um dia após o Conselho de Sentença reconhecer a responsabilidade de Carlinhos Bezerra pelo duplo homicídio ocorrido em janeiro de 2023, em Cuiabá. O réu foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado.
Ao compartilhar o vídeo, o Ministério Público resgatou a argumentação apresentada ao Tribunal do Júri, reforçando a gravidade da violência de gênero e o impacto provocado pelo crime.
O julgamento encerrou um dos casos de maior repercussão em Mato Grosso nos últimos anos e reuniu familiares das vítimas, integrantes do Ministério Público, advogados e representantes da sociedade civil durante a sessão realizada no Fórum de Cuiabá.
Veja vídeo
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