Sustentabilidade
Trigo/RS: Plantio chega a 10% em principais regiões e preço da saca sobe 1,96% – MAIS SOJA

A semeadura do trigo avançou de forma gradual, acompanhando a abertura do ZARC e condicionada às condições de umidade do solo e trafegabilidade das áreas. As operações de implantação ocorreram em ritmo variável entre as regiões, alternando situações de excesso de umidade, que restringem o ingresso de máquinas, e de deficiência hídrica, que limita a germinação das sementes.
As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam emergência e estabelecimento inicial satisfatórios, com estandes e desenvolvimento vegetativo adequados.
As operações de preparo das áreas destinadas ao plantio do cereal tiveram prosseguimento, mas as projeções indicam redução expressiva da área cultivada em relação à safra anterior como reflexo da combinação de custos elevados de produção, das restrições de crédito e seguro rural, além do aumento da percepção de risco climático para o ciclo de inverno.
Em diversas regiões, observa-se menor utilização de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no financiamento da atividade. A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a implantação de trigo apresentou comportamento distinto entre os municípios. Em São Gabriel, a área semeada corresponde a 25% da expectativa de cultivo de 2.000 hectares, mas a projeção aponta redução de 78% na área em comparação à safra anterior. Em Manoel Viana, a semeadura ainda não foi iniciada em razão da insuficiente umidade no solo, e a área deverá ser menor em 2026. Em São Borja, aproximadamente 5% foram semeados dos 20.000 hectares previstos.
Parte expressiva dessa semeadura foi realizada em solo seco e depende da ocorrência de chuvas para viabilizar a germinação e a emergência das plantas. Na de Caxias do Sul, os produtores concentram esforços no preparo das áreas para a implantação da cultura. A semeadura deverá iniciar nos próximos dias, nos municípios de menor altitude. Nos Campos de Cima da Serra, o plantio está previsto para julho, conforme o calendário regional de cultivo.
Na de Ijuí, a semeadura atingiu 10% da área projetada, mas houve desaceleração das operações devido ao excesso de umidade do solo durante parte do período. As áreas implantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial, favorecidas pelas condições adequadas de germinação. Prosseguiram as operações de dessecação para manejo de plantas espontâneas. Observa-se ainda o estímulo ao cultivo destinado à produção de etanol, além de baixa demanda por sementes certificadas e crédito de custeio, o que amplia a utilização de sementes salvas.
Na de Santa Rosa, a semeadura alcança cerca de 10% da área prevista. O estande das lavouras emergidas está dentro do esperado, com elevado potencial germinativo e bom estabelecimento inicial. A continuidade das operações depende das condições de umidade. Na de Soledade, há redução na área destinada ao trigo em relação ao ano anterior.
A semeadura atinge cerca de 10% da área prevista. As lavouras implantadas apresentam boa germinação, emergência uniforme e adequado desenvolvimento vegetativo inicial. Na maior parte dos municípios da região, o período indicado pelo ZARC se estende de 21/05 a 20/07, e nas áreas de maior altitude, como em Soledade e Encruzilhada do Sul, de 01/06 até 30/07.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,96%, passando de R$ 64,24 para R$ 65,50.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Fim do vazio sanitário se aproxima e produtor de MS se prepara para nova safra – MAIS SOJA

O vazio sanitário da soja entra na reta final em Mato Grosso do Sul. Iniciado em 15 de junho, o período segue até 15 de setembro e tem como objetivo reduzir a sobrevivência e a multiplicação do fungo causador da ferrugem-asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura da soja.
Durante o vazio sanitário, não é permitida a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades, incluindo as chamadas plantas voluntárias, conhecidas como guaxas ou tigueras. A eliminação dessas plantas é fundamental para interromper o ciclo do fungo e reduzir a pressão da doença sobre a próxima safra.
Com o fim do período se aproximando, a atenção do produtor se volta também para o planejamento da safra 2026/2027. Em Mato Grosso do Sul, a semeadura da soja está autorizada a partir de 16 de setembro, e segue até 31 de dezembro.
Para o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, os últimos dias antes da semeadura são importantes para revisar as condições das áreas e organizar as operações.
“Com a aproximação do fim do vazio sanitário, o produtor entra em uma fase importante de preparação para a nova safra. É o momento de avaliar as condições do solo, conferir os resultados das análises e planejar a adubação de acordo com a necessidade de cada área. Também é importante verificar a qualidade e a procedência dos fertilizantes que serão utilizados. Esse planejamento antecipado permite corrigir possíveis limitações, organizar a compra dos insumos e entrar no plantio com uma estratégia mais adequada para cada talhão”, orienta.
O diretor da Aprosoja/MS e produtor rural em São Gabriel do Oeste, Sérgio Marcon, relata que a programação começa após a distribuição dos fertilizantes e a entrada com a dessecação. “A gente espera a normalização das chuvas, porque nós até podemos plantar, mas se não tiver uma boa perspectiva de chuvas no decorrer, a gente retarda um pouquinho para iniciar com tranquilidade, sem botar em risco a semente e os tratos culturais que a gente faz com antecedência. Mas é um ano diferente, vieram chuvas, teoricamente em data boa”, reflete.
Manejo começa antes da semeadura
Para o vice-presidente da Aprosoja/MS e produtor rural no sul do Estado, Andre Dobashi, além da preparação do solo e dos insumos, o produtor deve manter atenção às condições fitossanitárias da propriedade. “Há algumas coisas que eu acho extremamente importantes deixar claro para o produtor. Em primeiro lugar, o vazio sanitário, quando ele começa lá em 15 de junho, a gente já tem que ter as plantas voluntárias de soja há muito tempo. Isso porque, quando você finaliza a colheita, né — e vamos falar aqui uma máquina, uma colheitadeira bem regulada, ela deve perder em torno de 20, 25 quilos de soja por hectare, né, um pouco menos de meio saco por hectare é uma perda tolerável de soja —, se a gente pensar que a gente tá deixando 25 quilos de grãos de soja espalhados no campo, é uma quantidade muito grande de plantas de soja que vão emergir e que a gente precisa controlá-las, né? Quando essas plantas emergem ali, então, ao final da colheita — vamos falar uma colheita que se deu ali em fevereiro, março —, elas, no final de março, já estão emergindo. E essa é justamente a melhor hora de controlar essas plantas de soja, porque elas estão com um residual de umidade alto, ainda tá quente, o herbicida ainda vai fazer um efeito muito rápido, com uma dose baixa você consegue controlar essas plantas daninhas no campo”, orienta.
O manejo da ferrugem-asiática continua sendo uma preocupação ao longo de todo o ciclo da cultura. O cumprimento do vazio sanitário é uma das estratégias utilizadas para reduzir a quantidade de inóculo do fungo no ambiente. A interrupção do ciclo da soja durante a entressafra contribui para retardar o aparecimento da doença e pode favorecer o manejo durante a safra.
A recomendação é que o produtor utilize esse período de transição para revisar máquinas e equipamentos, organizar a aquisição dos insumos, avaliar as condições do solo e planejar as operações de plantio e manejo da lavoura.
“Com a proximidade do plantio, o produtor também deve estar atento às operações de dessecação pré-plantio, principalmente nas áreas que vêm da colheita do milho segunda safra. A buva, do gênero Conyza, tem ganhado destaque e exige atenção no manejo. O ideal é fazer o monitoramento antecipado da área e realizar o controle das plantas daninhas antes da semeadura, considerando as espécies presentes, o estádio de desenvolvimento e as características de cada talhão. Entrar com a área limpa no plantio é fundamental para evitar a competição com a soja desde o início da cultura”, relata Lucas.
Clima
A previsão climática para Mato Grosso do Sul no trimestre de setembro a novembro indica chuvas próximas ou acima da média, mas com possibilidade de irregularidade na distribuição das precipitações, principalmente no início do período de transição entre a estação seca e a chuvosa.
Ao mesmo tempo, os modelos apontam para temperaturas acima da média e risco de períodos de calor intenso e ondas de calor. A previsão do Cemtec/Semadesc também indica a permanência do El Niño, que pode influenciar as condições climáticas no Estado.
Para o produtor, o cenário reforça a importância de acompanhar a evolução das chuvas e das temperaturas durante o plantio. A própria previsão destaca que, apesar da tendência de maior volume de chuva no trimestre, a distribuição ao longo do período pode ser irregular.
Expectativa de Produtividade
De acordo com estimativa do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa de produtividade para a primeira safra 2026/2027 é de 52,4 sacas por hectare, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Oeste da Bahia será o próximo destino da maior expedição de tratores do mundo – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
A Valtra, marca reconhecida por sua inovação e por soluções voltadas ao produtor rural, anunciou o destino da 5ª edição do projeto Viajando com V de Valtra, que acontece entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. A expedição desembarcará no Oeste da Bahia, região reconhecida globalmente como uma das principais fronteiras agrícolas do país e referência em índices de produtividade em culturas como algodão, soja e banana, além do uso intensivo de tecnologia. Realizada em parceria com a concessionária NOSSA, uma das representantes da Valtra na Bahia, a edição Caminhos do Oeste Baiano reunirá 14 tratores em um percurso de 206 quilômetros por uma das áreas mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, na região de influência de Luís Eduardo Magalhães, em um trajeto que liga os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa.
Com mais de 2,2 milhões de hectares cultivados com soja, o Oeste da Bahia responde pela maior parte da produção de grãos do Estado e figura entre os principais motores do agronegócio nacional. O elevado nível de mecanização, a ampla adoção da agricultura de precisão, o uso intensivo de irrigação e as condições favoráveis de solo e clima transformaram a região em referência de produtividade e sustentabilidade.
O analista de mercado agrícola Carlos Cogo destaca a Bahia como um dos estados com maior potencial de crescimento dentro da região do Matopiba (polo produtivo formado pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), impulsionada pela incorporação de tecnologia, correção de solos, agricultura de precisão e profissionalização da gestão das propriedades.
Vale destacar que na safra 2025/26, o Oeste da Bahia registrou um recorde histórico ao alcançar produtividade média de 71 sacas de soja por hectare, uma das mais altas do País. Além da soja, o milho apresenta rendimentos expressivos, com médias superiores a 180 sacas por hectare. O desempenho reafirma a região como a locomotiva econômica da Bahia, liderando não apenas em volume de produção, mas também em eficiência por área cultivada. “O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Viajando com V de Valtra
O Viajando com V de Valtra é a maior expedição de tratores do mundo a cruzar as principais regiões produtoras do Brasil. O evento reúne agricultores, comunicadores e admiradores da marca para uma imersão no dia a dia do campo. O comboio é formado por tratores de diversas gerações e tecnologias, desde os modelos clássicos da Valmet até os mais modernos equipamentos da Valtra. O propósito é valorizar o agronegócio nacional, destacando a cultura regional, a história, as paisagens e a riqueza dos diferentes biomas brasileiros. Nesta edição, os tratores irão cruzar estradas, rios, fazendas e paisagens que retratam a força do agro no Oeste baiano.
O roteiro, com 206 quilômetros de extensão, será percorrido por estradas vicinais e caminhos de terra, passando por áreas de cultivo de algodão e soja, além de regiões dedicadas à pecuária e à fruticultura. A jornada de três dias parte do município de Correntina (região das Sete Ilhas) e passa pela cidade de Santa Maria da Vitória e por pequenos vilarejos, com parada especial na Fazenda Busato, referência em produtividade e tecnologia no agronegócio brasileiro e pioneira na adoção da irrigação por pivô central para a cultura do algodão na região. O encerramento acontece com a travessia da imponente Ponte Gercino Coelho, sobre o Rio São Francisco, finalizando a expedição no tradicional Santuário do Bom Jesus da Lapa.
Nos anos anteriores, as edições do Viajando com V de Valtra percorreram trajetos históricos e simbólicos para o agronegócio brasileiro. Em 2022, a caravana cruzou parte do Caminho da Fé, rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Já em 2023, a jornada aconteceu nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, o percurso foi pela Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, a caravana, com dezenas de tratores, percorreu os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
Valtra
A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Trigo fecha em alta em Chicago com falta de avanços nas negociações de paz – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (8) em alta. A falta de avanços nas negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia deu suporte adicional às cotações, enquanto o dólar mais fraco também favoreceu o cereal.
Os enviados de paz dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em Kiev, no fim de semana. Os encontros, porém, não resultaram em avanços para o fim do conflito, mantendo as preocupações com os embarques de grãos pelo Mar Negro.
Nesta terça-feira, Zelenskiy afirmou que os negociadores de paz dos Estados Unidos apresentaram algumas propostas durante as conversas. Apesar disso, os esforços diplomáticos não resultaram em um avanço que permitisse a retomada em maior escala das exportações de grãos russas e ucranianas.
Os ataques entre Rússia e Ucrânia contra portos e embarcações de ambos os países levaram as exportações pelo Mar Negro a uma situação de quase paralisação, levando compradores a buscar outras origens. As interrupções fizeram importadores asiáticos adquirirem pelo menos 500 mil toneladas de trigo da Austrália e da Argentina em negócios recentes, segundo fontes citadas pela Reuters.
Os agentes também direcionam as atenções para o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira (11), que deverá trazer novas estimativas para a produção norte-americana. O mercado acompanha os impactos do clima quente e seco e da baixa precipitação sobre as lavouras dos Estados Unidos ao longo do verão.
As inspeções de exportação norte-americanas de trigo chegaram a 342.733 toneladas na semana encerrada em 3 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 431.977 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 429.116 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho de 2026, as inspeções somam 5.130.290 toneladas, contra 7.100.413 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Na Ucrânia, a colheita de trigo de 2026 está praticamente concluída, com produção de 24,91 milhões de toneladas e produtividade média de 4,94 toneladas por hectare, segundo o Ministério da Agricultura do país.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 7,47 por bushel, com alta de 13,00 centavos de dólar, ou 1,77%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 7,61 1/2 por bushel, com avanço de 12,25 centavos de dólar, ou 1,63%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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