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6 de junho de 2026

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Café: exportações caem em maio na comparação com o mesmo mês de 2025

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Foto: Pixabay

A exportação brasileira de café apresentou retração em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques totais de café verde e solúvel somaram aproximadamente 2,760 milhões de sacas de 60 quilos no período, volume 8,4% inferior ao registrado em maio de 2025, quando foram exportadas 3,004 milhões de sacas.

Em receita cambial, o desempenho também foi menor. As exportações renderam US$ 1,022 bilhão em maio deste ano, contra US$ 1,343 bilhão no mesmo mês do ano passado, representando uma queda de 24%.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou cerca de 13,433 milhões de sacas de café, volume 21% abaixo das 17,052 milhões de sacas embarcadas no mesmo período de 2025.

A receita obtida com as exportações entre janeiro e maio também registrou retração. O valor arrecadado somou US$ 5,527 bilhões, frente aos US$ 6,801 bilhões obtidos nos primeiros cinco meses do ano passado, o que representa uma redução de 19%.

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Radar Rural: agro salva o PIB, leite bate recorde e El Niño acende alerta

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Radar Rural analisa o desempenho do agro na economia, os riscos climáticos, o avanço da produção de leite e o futuro da irrigação no Brasil

O agronegócio voltou a ser um dos principais motores da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no período, enquanto o setor agropecuário avançou 2%, impulsionado principalmente pela colheita da safra de soja.

O tema foi um dos destaques do novo episódio do Radar Rural, que também abordou as previsões para um possível El Niño de forte intensidade, os recordes da pecuária leiteira e o potencial de expansão da irrigação no Brasil.

Assista ao episódio completo:

Apesar da contribuição expressiva para a economia, especialistas alertam que a alta produtividade não tem se traduzido necessariamente em maior rentabilidade para o produtor rural. Juros elevados, custos de produção pressionados e fatores geopolíticos que impactam insumos como fertilizantes e diesel continuam desafiando o setor.

El Niño exige atenção, mas sem alarmismo

Outro assunto que ganhou espaço no programa foi a possibilidade de um evento de El Niño mais intenso nos próximos meses.

Embora o termo “super El Niño” tenha ganhado força nas redes sociais e em parte da imprensa, especialistas ressaltam que a classificação oficial utilizada por órgãos meteorológicos, como a agência norte-americana NOAA, considera eventos fortes ou muito fortes.

As projeções indicam aumento das chuvas na região Sul, o que pode trazer novos desafios para a próxima safra de verão, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que acumula perdas em ciclos recentes.

A recomendação é que produtores acompanhem previsões baseadas em dados técnicos e atualizações frequentes dos modelos climáticos, evitando decisões fundamentadas em especulações ou projeções de longo prazo.

Além do volume de precipitação, especialistas destacam que a distribuição das chuvas é um fator decisivo para o desempenho das lavouras. Eventos concentrados, conhecidos no campo como “chuvas de balde”, podem causar encharcamento e prejuízos ao desenvolvimento das culturas.

Produção de leite alcança novos recordes

O programa também destacou o avanço da pecuária leiteira brasileira. Segundo dados do IBGE, a produção nacional atingiu cerca de 27 bilhões de litros em 2025, crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior.

Um levantamento apresentado durante encontro que reuniu os maiores produtores do país mostrou que as duas propriedades líderes do ranking já superam a marca de 100 mil litros de leite por dia.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios relacionados aos custos de produção e às importações de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Entidades ligadas à cadeia produtiva defendem medidas de proteção comercial para reduzir os impactos sobre os produtores brasileiros.

Especialistas avaliam que a tecnologia e a gestão serão cada vez mais determinantes para a permanência dos produtores na atividade. Casos de propriedades que multiplicaram a produção após investimentos em manejo, genética e eficiência operacional foram apresentados como exemplos do potencial de crescimento do setor.

Irrigação pode transformar o agro brasileiro

A expansão da irrigação apareceu como uma das principais apostas para aumentar a estabilidade produtiva das lavouras nos próximos anos.

Segundo especialistas ouvidos pelo Canal Rural, o Brasil tem potencial para se tornar o maior mercado de irrigação do mundo em um horizonte de 10 a 15 anos.

Atualmente, o país possui pouco mais de 35 mil pivôs centrais instalados. Para efeito de comparação, apenas o estado de Nebraska, nos Estados Unidos, concentra cerca de 75 mil equipamentos.

Dados atualizados do setor indicam que o Brasil já ultrapassou 11 milhões de hectares irrigados, superando antes do previsto uma marca que, segundo projeções anteriores, só seria alcançada em 2030.

As estimativas apontam que a área irrigada pode chegar a 55 milhões de hectares no futuro. Entre os desafios para alcançar esse potencial estão o alto custo de implantação dos sistemas, questões regulatórias relacionadas ao uso da água, limitações na infraestrutura energética e a necessidade de ampliar a cultura de prevenção climática no campo.

Para especialistas, a irrigação tende a ganhar importância à medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, oferecendo maior segurança produtiva ao agricultor brasileiro.

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Boi gordo registra negócios acima da referência após feriado

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O mercado físico do boi gordo retomou os negócios após o feriado com negociações ocorrendo acima da referência média em diversas regiões do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para compor suas escalas de abate, movimento observado de forma generalizada, que tem contribuído para a sustentação dos preços da arroba.

Mercado externo

No mercado externo, as exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado. As semanas que antecedem o preenchimento da cota chinesa têm sido marcadas por forte volume de embarques. A expectativa é de que as indústrias ajustem suas estratégias comerciais quando a China emitir o alerta de que 80% da cota brasileira foi utilizada.

Além da demanda chinesa, os Estados Unidos continuam apresentando forte interesse pela carne bovina. O mercado acompanha com atenção as preocupações sanitárias relacionadas ao primeiro caso de parasita da mosca-da-berne registrado no país em décadas. Diante desse cenário, o mercado futuro norte-americano acumula dois pregões consecutivos de alta, refletindo os possíveis impactos da questão sanitária sobre a oferta de carne.

Atacado

No atacado, os preços voltaram a subir ao longo da primeira semana de junho. O movimento é atribuído à boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Também contribui para o cenário positivo a expectativa de aumento do consumo em função dos jogos da seleção brasileira, especialmente nas vésperas das partidas.

Apesar da melhora da demanda, a carne bovina segue perdendo competitividade frente a proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro avançou para R$ 21,70 por quilo, alta de R$ 0,20, enquanto a ponta de agulha foi precificada em R$ 19,70 por quilo, também com valorização de R$ 0,20.

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‘Vazio sanitário bem caprichado reduz drasticamente as perdas causadas pela ferrugem asiática’, alerta pesquisadora da Embrapa

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Foto: Embrapa Soja

O vazio sanitário da soja já está em andamento no Brasil e marca o início de um período obrigatório sem plantas vivas da cultura no campo. Em São Paulo, a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) deu início na última segunda-feira (1º) ao primeiro dos três períodos estabelecidos no estado.

A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Soja, Claudine Seixas, explica que a medida consiste em pelo menos 90 dias na entressafra sem a presença de soja no campo.

“Então não podemos semear e também precisamos eliminar, caso tenha alguma planta que a gente chama de voluntária ou soja tiguera, aquela que nasceu de grãos que caíram durante a colheita. Essas plantas precisam ser eliminadas”, afirma.

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Segundo ela, a principal razão da medida é o controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura. ”O fungo que causa a ferrugem asiática precisa da planta viva para sobreviver. Ao eliminar a soja, nós eliminamos o principal hospedeiro desse fungo e esperamos atrasar a ocorrência da doença durante a safra”, explica. Claudine destaca ainda que o atraso na infecção reduz o número de aplicações de defensivos e diminui o risco de perdas na produtividade.

A especialista reforça que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário é fundamental para o manejo da ferrugem asiática. “Quando o vazio sanitário é realizado de forma adequada, o controle da doença começa antes mesmo do plantio da nova safra. Essa medida contribui para reduzir a presença do fungo no campo, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e as perdas provocadas por uma doença extremamente severa”, afirma.

Periodo do vazio sanitário por estado

Em São Paulo e em outros estados, os períodos de vazio sanitário e semeadura variam conforme o calendário oficial. No Acre, por exemplo, o vazio sanitário ocorre de 22 de junho a 20 de setembro de 2026, com semeadura entre 21 de setembro de 2026 e 8 de janeiro de 2027. Já em Mato Grosso, o período vai de 8 de junho a 6 de setembro de 2026, seguido da semeadura entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

Outros estados também seguem calendários específicos, como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentram o vazio sanitário entre junho e setembro de 2026, com a semeadura iniciando logo em seguida, entre setembro e outubro, a depender da região.

A medida tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante o período de entressafra, contribuindo para uma safra mais segura e com menor risco fitossanitário.

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