Connect with us
24 de julho de 2026

Business

Querência: A cidade que nasceu no meio do Cerrado e virou símbolo da nova geração do agronegócio brasileiro

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Com pouco mais de 31 mil habitantes, Querência se consolidou como um dos principais polos do agronegócio no Vale do Araguaia. O município combina produção agrícola diversificada, planejamento urbano e crescimento econômico em uma região cercada por áreas de preservação ambiental.

Localizada próxima ao Parque Nacional do Xingu, a cidade tem no agro a principal força da economia. Milho, soja, algodão e pecuária movimentam a produção local e ajudam a atrair empresas, investimentos e novos moradores.

O crescimento também aparece nos indicadores populacionais. Conforme o prefeito Gilmar Reinoldo Wentz, Querência foi o município que mais cresceu na região do Araguaia no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo ele, a expansão abre espaço para novos negócios e para o avanço da industrialização. “Nós temos produção, clima favorável, potencial hídrico e espaço para avançar na industrialização. A chegada de novas empresas fortalece ainda mais a economia do município”.

A Abertura Nacional da Colheita de Milho Segunda Safra acontece no dia 3 de junho na Estância VN, em Querência. Em um formato inédito, o início dos trabalhos das máquinas no campo ocorrerá sob a luz do pôr do sol. Com o tema central “Milho: Inovação e Resiliência – Cultivando o Futuro em Tempos de Desafio”, o encontro vai reunir lideranças e especialistas para debater os rumos, a comercialização e as tecnologias da safrinha.

O evento integra o projeto Mais Milho realizado pelo Canal Rural Mato Grosso, afiliado do Canal Rural, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso).

A abertura da colheita terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural começa às 16h30 (horário de Brasília). Para assistir no YouTube clique aqui.

Produção e diversificação

A força econômica de Querência está diretamente ligada ao campo. Além da soja e do milho, produtores investem em algodão, gergelim, feijão-caupi e outras culturas, ampliando as oportunidades de renda e reduzindo riscos produtivos.

Para o presidente do Sindicato Rural, Osmar Frizzo, a combinação entre clima favorável e investimento em tecnologia ajuda a explicar o desempenho da região.

“O diferencial de Querência está na regularidade do clima e no produtor rural, que investe em tecnologia e diversificação”, diz ao Projeto Mais Milho.

A vocação produtiva, no entanto, começou décadas antes dos atuais índices de crescimento. A história do município está ligada à chegada de famílias do Sul do país atraídas por um projeto de colonização desenvolvido pela Cooperativa Mista de Canarana (Copercana).

Querência foto Pedro Silvestre Canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O sonho que virou cidade

Quando os primeiros moradores chegaram ao Vale do Araguaia, a realidade era muito diferente da atual. Havia pouca infraestrutura, estradas precárias e muitas incertezas. Ainda assim, centenas de famílias apostaram no potencial da região.

O produtor rural Darci Tosatti faz parte dessa geração. Ele lembra que a possibilidade de adquirir terras em Mato Grosso motivou muitas famílias a deixarem suas cidades de origem. “Existia a oportunidade de adquirir terras em Mato Grosso e começar uma nova vida. Muitas famílias vieram acreditando nesse projeto”.

Os desafios aumentaram quando a Copercana encerrou suas atividades. Sem o suporte da cooperativa, a própria comunidade precisou se organizar para garantir o futuro da localidade.

Darci participou desse processo e recorda que os moradores criaram uma comissão de emancipação, iniciativa que contribuiu para a criação do município. Para ele, o maior legado daquela geração foi construir uma cidade pensando nas próximas gerações. “Conseguimos fazer com que essa história e esse legado servissem para os que vieram depois”.

milho colheita foto israel baumann canal rural mato grosso1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Histórias de persistência

As dificuldades enfrentadas pelos pioneiros aparecem nas histórias de quem ajudou a construir Querência.

O empresário Wilson Delmir Fucks chegou à região apostando no setor madeireiro, mas precisou recomeçar quando o negócio não prosperou. Trabalhou como empregado, buscou alternativas e, anos depois, abriu uma imobiliária.

O início foi simples, conforme ele. Sem carro para trabalhar, utilizou a bicicleta do filho para atender clientes. “A coisa era tão difícil que a gente não tinha um automóvel. Para começar a carreira de corretor eu tomei emprestado a bicicleta do meu filho”, relata à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Paulo Antônio Hippler também pensou em desistir. O empresário chegou para conhecer a região e acabou ficando. Nos primeiros anos, enfrentou a falta de estrutura básica e passou longos períodos sem clientes no hotel e restaurante que começava a construir. “Esperava vir cliente… Teve época de passar quinze dias sem ninguém dormir aqui”, lembra. Apesar das dificuldades, permaneceu e acompanhou a transformação da cidade ao longo das décadas.

milho espiga foto israel baumann canal rural mato grosso 2
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O legado dos pioneiros

O agricultor Nelson Jantsch chegou em busca das terras vermelhas que procurava para produzir. As condições eram difíceis, com estradas ruins e longos deslocamentos entre a cidade e a propriedade. Enquanto ele trabalhava na fazenda, a esposa ajudava a complementar a renda da família vendendo leite e criando animais em uma chácara próxima à cidade.

Na época, recorda Nelson, o objetivo era apenas manter a família e crescer aos poucos. A dimensão que Querência alcançaria estava longe da imaginação dos moradores. “Lá atrás a gente não sabia que iria dar essa evolução”.

Décadas depois, Nelson se diz realizado por ter participado da construção do município. O sentimento é compartilhado por muitos pioneiros que ajudaram a transformar uma região isolada em uma das mais importantes fronteiras agrícolas do país.

Segundo Osmar Frizzo, o espírito de acolhimento e trabalho continua presente na cidade. “Até hoje essa Querência tem esse espírito guerreiro, esse espírito muito hospitaleiro”.

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Querência: A cidade que nasceu no meio do Cerrado e virou símbolo da nova geração do agronegócio brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

John Deere começará a produzir componentes eletrônicos de máquinas no Brasil

Published

on


Trator autônomo 9RX, da John Deere. Fotos: Divulgação

A John Deere anunciou a ampliação de sua unidade industrial de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com a implantação de uma área dedicada à montagem de componentes eletrônicos para máquinas agrícolas e de construção.

A nova operação tem previsão de início em julho de 2027 e prevê investimento de R$ 75 milhões.

De acordo com a companhia,o projeto é voltado exclusivamente ao mercado brasileiro e formará uma nova linha para a montagem final de módulos de controle, receptores de sinal Sistema de Posicionamento Global (GPS) de alta precisão, monitores e equipamentos de orientação utilizados nas máquinas.

Segundo a empresa, a expansão integra sua estratégia de manufatura para otimizar a cadeia de suprimentos, ampliar a eficiência logística e aproveitar a capacidade técnica da unidade de Canoas.

O post John Deere começará a produzir componentes eletrônicos de máquinas no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído

Published

on


Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar um dia de preços firmes, embora os produtores continuem limitando as ofertas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação de uma nova alta na Bolsa de Chicago, prêmios fortalecidos e valorização do dólar manteve a sustentação das cotações.

Silveira destaca que, apesar do cenário favorável aos preços, não houve registro de negociações em grandes volumes. Segundo ele, o produtor continua segurando a soja, restringindo a oferta disponível no mercado.

O analista observa ainda que o mercado interno segue pressionando as cotações, com compradores elevando suas ofertas para competir com os portos. Ainda assim, a disponibilidade de soja permanece limitada diante da postura dos vendedores.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

No mercado físico, os preços foram os seguintes:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 130,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 128,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,00

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a saca em R$ 147,00, enquanto Rio Grande (RS) registrou alta de R$ 147,00 para R$ 148,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço foi sustentado pela forte valorização do petróleo, pela boa demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com o clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos. O movimento, porém, foi limitado por realização de lucros e vendas técnicas.

As renovadas tensões no Oriente Médio impulsionaram o petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril em Londres após alta superior a 8%. O movimento deu sustentação adicional ao complexo da soja, especialmente devido à relação entre o óleo de soja e a produção de biodiesel.

Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 126 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega na temporada 2026/27.

Já as exportações líquidas norte-americanas referentes à safra 2025/26 somaram 56,4 mil toneladas na semana encerrada em 16 de julho. Para a temporada 2026/27, o volume alcançou 1,537 milhão de toneladas. O mercado esperava embarques entre 1,1 milhão e 2,2 milhões de toneladas, considerando as duas temporadas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para agosto fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 12,37 1/2 por bushel. O vencimento novembro encerrou cotado a US$ 12,43 3/4 por bushel, avanço de 4,75 centavos, ou 0,38%.

Entre os subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 1,70, ou 0,51%, para US$ 329,90 por tonelada. O óleo de soja para agosto subiu 0,11 centavo, ou 0,14%, encerrando a 75,59 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão com valorização de 0,62%, cotado a R$ 5,0838 para venda e R$ 5,0818 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0698 e a máxima de R$ 5,0923.

O post Demanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Bactéria que causa doença grave em peixes é identificada pela primeira vez no Brasil

Published

on


Foto: Daniel Ferreira/Caunesp

Cientistas identificaram pela primeira vez no Brasil a presença de bactérias causadoras de uma grave doença em peixes de criação destinados ao consumo humano: a columnariose. Até agora, as diferentes espécies do gênero Flavobacterium só haviam sido detectadas em criadouros da Ásia e dos Estados Unidos.

A doença impacta principalmente criações de tilápia (Oreochromis niloticus) também conhecida, comercialmente, como Saint Peter, que é uma espécie de origem africana; mas também criações de espécies nativas do Brasil, como tambaqui, pacu e pintado-da-amazônia.

Os resultados são um alerta para a necessidade de vigilância epidemiológica e desenvolvimento de vacinas. “A identificação inicial das bactérias desse gênero é feita por exame visual das colônias no microscópio”, conta Daniel de Abreu Reis Ferreira, primeiro autor do estudo.

Doença de pele

Até pouco tempo, as quatro espécies de Flavobacterium detectadas eram conhecidas como apenas uma, Flavobacterium columnare, daí o nome da doença. A columnariose causa lesões esbranquiçadas na pele e nas nadadeiras, além de necrose nas brânquias dos peixes.

“As bactérias se alimentam de células epiteliais e matam os peixes em poucos dias, especialmente as larvas e os alevinos”, explica Fabiana Pilarski, professora do Caunesp.

Pilarski é pesquisadora associada do Centro de Ciência para o Desenvolvimento Sanidade na Piscicultura, sediado no Instituto de Pesca.

Identificação

Entre as 11 cepas isoladas no estudo, seis eram da espécie Flavobacterium oreochromis, até então conhecida no Brasil por infectar apenas a tilápia, peixe mais produzido no país e no mundo. Agora, o patógeno foi detectado em amostras de peixes nativos criados para consumo: tambaqui (Colossoma macropomum), lambari (Astyanax lacustris) e pacu (Piaractus mesopotamicus).

Outro resultado foi a detecção inédita de Flavobacterium davisii em um pintado-da-amazônia (Pseudoplatystoma punctifer). “Esse caso mostra que a bactéria também pode infectar siluriformes, uma ordem de peixes distinta das que ela costuma colonizar, ampliando a possibilidade de hospedeiros para esse patógeno”, explica Ferreira.

Adaptação ao clima

As análises mostraram ainda que os patógenos até então encontrados apenas na Ásia e nos Estados Unidos estão adaptados ao clima do Brasil. Nos testes, F. davisii e F. inkyongense, outra bactéria identificada nas análises, alcançaram condições ideais para o crescimento a 28 °C, temperatura média das águas continentais brasileiras.

Outras duas espécies detectadas nas análises, F. oreochromis e F. indicum, demonstraram preferência por temperaturas mais altas, sendo que a segunda apresentou o pico de desenvolvimento a 35 °C, ou seja, pode ser favorecida pelo aquecimento das águas. Outro dado alarmante é que a 28 °C as bactérias apresentaram uma alta produção de biofilme.

“O biofilme é uma matriz protetora que permite que as bactérias se mantenham num estado de dormência quando as condições não são favoráveis, voltando a se multiplicar quando o ambiente se torna propício”, diz Pilarski.

“Daí a importância de protocolos robustos de higiene e desinfecção para prevenir a colonização dos equipamentos usados para o manejo dos peixes”, completa Ferreira.

Enquanto quase todas as espécies analisadas sofreram uma queda expressiva na formação de biofilmes a 35 °C, na F. davisii esse mecanismo de defesa permaneceu bastante ativo. Os pesquisadores observaram, porém, que sob essa temperatura a bactéria teve sua mobilidade prejudicada.

“Isso sugere uma adaptação, o que chamamos de um trade-off metabólico, em que ela perderia por um lado, se movimentando menos, mas ganharia por outro, produzindo biofilme e sobrevivendo”, explica Ferreira.

Vacinas e sal

A boa notícia é que estudos realizados por outros grupos de pesquisa mostram que bactérias do gênero Flavobacterium não suportam bem a salinidade. Com isso, adicionar sal à água poderia diminuir as chances de colonização do patógeno. No entanto, ainda são necessários novos estudos para determinar os níveis ideais de salinidade para proteger cada espécie de peixe.

Os pesquisadores agora realizam estudos genômicos com as bactérias encontradas a fim de encontrar possíveis alvos para vacinas. A ideia é desenvolver os chamados imunizantes autógenos, vacinas personalizadas para as cepas presentes em cada local de produção.

“Uma vez que a columnariose ataca sobretudo a pele, uma vacina na forma de banho com a bactéria atenuada seria ideal, beneficiando principalmente os peixes jovens. É uma fase em que o sistema imune está em formação e, por serem pequenos, os alevinos poderiam ser vacinados em grande quantidade simultaneamente”, avalia Pilarski.

O post Bactéria que causa doença grave em peixes é identificada pela primeira vez no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT