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Municípios colocam cooperativismo entre prioridades para os presidenciáveis de 2026

Pela primeira vez, o cooperativismo integra oficialmente o conjunto de prioridades defendidas pelos municípios brasileiros aos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O tema foi incluído no documento Compromissos com os Cidadãos: Propostas aos Presidenciáveis para o Fortalecimento da Gestão Municipal, divulgado nesta semana em parceria entre o Sistema OCB e a Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O documento reconhece o cooperativismo como uma ferramenta capaz de impulsionar economias locais, ampliar a inclusão produtiva e fortalecer serviços essenciais em diferentes regiões do país. A proposta marca um avanço na presença do setor dentro das discussões nacionais sobre desenvolvimento econômico e gestão pública.
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Entre os segmentos destacados estão crédito, saúde, agropecuária, infraestrutura, transporte, reciclagem e compras públicas. A avaliação de representantes do setor é que o modelo cooperativista tem ganhado relevância por apresentar soluções já consolidadas em municípios do interior e em regiões menos atendidas pelo Estado e pelo mercado tradicional.
O texto também apresenta uma série de medidas consideradas estratégicas para ampliar a atuação das cooperativas no Brasil. Entre elas estão a ampliação do acesso às linhas oficiais de crédito, maior participação em compras governamentais e fortalecimento das políticas de apoio à agricultura familiar.
Outro ponto defendido é a ampliação do acesso das cooperativas aos fundos constitucionais e regionais voltados ao desenvolvimento econômico. Além disso, o documento reforça a necessidade de garantir segurança jurídica ao setor, incluindo o tratamento tributário adequado ao ato cooperativo dentro do novo sistema tributário brasileiro.
Segundo a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o reconhecimento do cooperativismo dentro da agenda municipal demonstra a consolidação do modelo como instrumento estratégico para o país.
“O cooperativismo está presente onde muitas vezes outras estruturas não conseguem chegar. Ele gera desenvolvimento local, promove inclusão produtiva, fortalece pequenos negócios e ajuda a transformar a realidade econômica e social dos municípios brasileiros. Ver esse reconhecimento incorporado às propostas da CNM mostra que esse modelo econômico vem sendo cada vez mais compreendido como uma ferramenta estratégica para o país”, afirmou.
Os números apresentados no documento reforçam o peso econômico do setor. Atualmente, o cooperativismo brasileiro reúne 25,8 milhões de cooperados distribuídos em 4.384 cooperativas. Juntas, elas são responsáveis pela geração de mais de 578 mil empregos diretos e movimentam R$ 757,9 bilhões na economia nacional.
A publicação também cita um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que aponta impactos positivos do cooperativismo sobre a economia municipal. Segundo o estudo, cidades com presença cooperativista registram, em média, um PIB per capita R$ 5,1 mil superior ao de municípios sem cooperativas. O levantamento também destaca efeitos sobre arrecadação, dinamização econômica e fortalecimento do mercado local.
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Paraná amplia exportações de peru e acompanha safra recorde de amendoim

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgado nesta quarta-feira (3), apontou avanço nas exportações de carne de peru, perspectiva de produção recorde de amendoim no Brasil e estabilidade no milho segunda safra no estado. Os dados reúnem informações de comércio exterior, produção agrícola e condições de campo no ciclo 2025/26.
No mercado de proteína animal, o Brasil exportou 22,3 mil toneladas de carne de peru no primeiro quadrimestre de 2026, com receita cambial de US$ 90,8 milhões, segundo o Deral. O Paraná ficou na terceira posição nacional, com 4.739 toneladas embarcadas e US$ 22,6 milhões em receita.
Na comparação com igual período do ano anterior, as exportações paranaenses de carne de peru cresceram 6,9% em volume. Santa Catarina avançou 38,4% e o Rio Grande do Sul, 21,2%. O preço médio da carne de peru in natura exportada chegou a US$ 4.059,03 por tonelada, alta de 77,6% frente aos US$ 2.285,33 por tonelada registrados um ano antes. Entre os principais destinos estão México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.
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Na agricultura, o boletim indica que a safra brasileira de amendoim 2025/26 pode atingir 1,2 milhão de toneladas, o maior volume da série, caso a estimativa se confirme. No Paraná, a previsão é de 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí responde por pouco mais de 50% da produção estadual, enquanto Umuarama concentra outros 23% da área cultivada.
Segundo o analista do Deral Edmar Gervásio, o volume projetado superaria o recorde anterior, alcançado na safra passada. O boletim também resgata a mudança estrutural do mercado: após perder espaço para a soja na produção de óleo vegetal, o amendoim passou a buscar novos nichos de consumo e processamento.
Para o milho segunda safra, o Deral manteve a área plantada em 2,9 milhões de hectares no Paraná. Do total, 79% das lavouras estão em boas condições, 14% em condição mediana e 7% em situação ruim. O órgão informa que o excesso de dias nublados e as temperaturas mais baixas limitam a definição do potencial produtivo, embora a previsão de ausência de geadas nos próximos 14 dias sustente o monitoramento com viés de estabilidade.
Os dados do Deral indicam, neste momento, um cenário de acompanhamento técnico para três frentes do agro paranaense: exportações de proteína animal com preços mais altos, amendoim em ambiente de expansão produtiva e milho safrinha ainda dependente da evolução climática nas próximas semanas.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Cooxupé informa que colheita de café atingiu 8,9% até 29 de maio

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou, nesta quarta-feira (3), que a colheita de café em sua área de atuação alcançou 8,9% até quinta-feira (29). A cooperativa, que atua em cerca de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo, também anunciou que passará a divulgar semanalmente o andamento dos trabalhos. Segundo a entidade, a colheita está em fase inicial e, no momento, não há atraso.
O levantamento reúne informações das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, média mogiana do Estado de São Paulo e Matas de Minas, áreas relevantes para a produção brasileira de café. Na abertura da série semanal, a Cooxupé informou que o ritmo de retirada do grão ainda é de começo de safra, sem indicação de atraso operacional até o momento.
Por região, o avanço da colheita até quinta-feira (29) era de 11,1% no Sul de Minas Gerais, 3,5% no Cerrado Mineiro, 14,8% em São Paulo e 14% nas Matas de Minas. Os números mostram diferença no estágio dos trabalhos entre as praças acompanhadas, o que pode refletir características locais de clima, maturação e calendário operacional.
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Na comparação com anos anteriores para o mesmo período, a colheita da área monitorada pela cooperativa estava em 6,9% em 2025, 8,5% em 2024, 9,1% em 2023 e 4,5% em 2022. O dado atual, de 8,9%, coloca o início da safra próximo ao observado nos dois últimos ciclos mais adiantados da série apresentada.
A divulgação semanal tende a oferecer referência mais frequente ao mercado e aos produtores sobre o ritmo da safra em uma das principais origens de café do país. O material divulgado pela cooperativa, no entanto, não detalha volume colhido em sacas, produtividade estimada ou perfil por variedade nesta atualização inicial.
Com a colheita ainda em estágio inicial, os próximos boletins semanais da Cooxupé devem indicar se o ritmo será mantido nas principais regiões produtoras. Até esta atualização, a cooperativa informa que não há atraso considerado nos trabalhos, mas ainda não apresentou estimativas adicionais de produção ou produtividade.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Agro Mato Grosso
Custos de transporte pressionam preços de frete no agro, aponta Conab

Cotações do diesel e de outros insumos logísticos contribuem para sustentar os níveis de valores em patamares mais elevados no mercado de fretes
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