Sustentabilidade
Chuvas impulsionam o milho em MT: Imea revisa produtividade para cima na safra 25/26 – MAIS SOJA

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou o projeto H.R. 1346, que prevê a liberação da comercialização contínua do E15 no país, permitindo a venda de gasolina com 15% de mistura de etanol ao longo de todo o ano. O projeto ainda seguirá para votação no Senado norte-americano.
Atualmente, o E15 possui restrições durante o verão, devido às limitações ambientais relacionadas à evaporação do combustível. O avanço da pauta ocorre em um cenário de preços elevados do petróleo, impulsionados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os Estados Unidos produzem cerca de 16,20 bilhões de galões de etanol por ano, sendo aproximadamente 90,00% consumidos internamente.
Com a expectativa de avanço do E15, a demanda doméstica norte-americana tende a crescer, reduzindo parte da disponibilidade exportável de milho. Para o Brasil, o avanço do E15 pode ampliar a participação nas exportações do cereal, além de trazer suporte aos preços no país ao longo prazo.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o preço do milho na CME – Group Corrente caiu 3,32% no comparativo semanal, motivado por fatores como o bom andamento da semeadura de milho nos EUA da safra 26/27.
- DIMINUIÇÃO: a paridade de exportação jul/26 recuou 4,54%, pressionada pela queda das cotações em Chicago e pela expectativa de maior oferta de milho na América do Sul.
- BAIXA: o valor da saca de milho no Cepea – Campinas retraiu semanalmente em 0,46%, e finalizou o período sendo cotado a R$ 65,06/sc.
Em jul/26, o Imea revisou para cima a produtividade do milho da safra 25/26 em Mato Grosso, estimando-a em 120,28 sc/ha.
O volume representa um avanço de 1,32% em relação à estimativa anterior, tornando-se o segundo maior rendimento da série histórica do Instituto. O desempenho positivo é atribuído aos bons volumes de chuva registrados nos períodos críticos de desenvolvimento das lavouras. Nesse cenário, as regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste apresentaram os maiores ganhos de produtividade, com estimativas de 125,61, 121,10 e 120,82 sc/ha, respectivamente.
Cabe destacar, ainda, que as produtividades das regiões Sudeste e Nordeste foram mantidas em 115,37 e 114,83 sc/ha, respectivamente. Nessas regiões, observou-se um maior número de áreas ainda em fase de desenvolvimento, o que demanda volumes adicionais de chuva. Diante da perspectiva de baixos volumes pluviométricos para os próximos meses, não se observa um cenário de elevação do rendimento nessas regiões.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:
- Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
- Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
- Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
- Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
- HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
- Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
- Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
- STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
- BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.
A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.
De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.
Referências bibliográficas.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202

Sustentabilidade
Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.
O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.
O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.
Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Business12 horas agoDemanda aquecida no mercado de soja segura preços firmes; produtor segue retraído
Business17 horas agoSafra 2026/27: custo da soja sobe e atraso nas compras preocupa produtores em MT
Sustentabilidade22 horas agoPlantas de cobertura reduzem emissões de gases de efeito estufa e tornam lavouras mais resilientes – MAIS SOJA
Business12 horas agoJohn Deere começará a produzir componentes eletrônicos de máquinas no Brasil
Sustentabilidade20 horas agoNematoide-das-galhas reduz a produtividade do arroz e desafia o manejo nas lavouras – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoResistência de plantas daninhas impulsiona adoção de novas tecnologias no manejo da soja – MAIS SOJA
Sustentabilidade15 horas agoQuais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA
Featured12 horas agoPolícia Civil empossa novos delegados nesta sexta (24) com foco no interior de MT















