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1 de junho de 2026

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Vistoria em Cuiabá encontra 16 mil livros sobre educação financeira e com erro crasso de português

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Prefeito Abilio Brunini e o conselheiro Sérgio Ricardo visitaram o CDMIC para averiguar o estoque de material da Secretaria de Educação de Cuiabá

Uma inspeção do Prefeitura de Cuiabá e do Tribunal de Contas (TCE) ao estoque de material de Secretaria de Educação encontrou 16,8 mil livros sobre educação financeira, que teriam sido comprados via contrato com suspeita de irregularidade. 

Também foi adquirido livro cuja editora já havia sido alertada sobre erro crasso de língua portuguesa. A vistoria foi realizada pelo prefeito Abilio Brunini e pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo na manhã desta sexta-feira (29). 

Os mais de 16 mil livros sobre finança não serviriam para a rede municipal educação, pois, segundo Abilio, as escolas não têm na grade curricular a disciplina de educação financeira. Os livros estão estocados em pacote ainda plastificados, no Centro de Distribuição de Medicamento e Insumo de Cuiabá (CDMIC). 

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A compra foi atribuída ao ex-secretário Amauri Monge. Ele já trabalhou na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O conselheiro Sérgio Ricardo disse que, por extensão, também irá apurar as compras da Seduc no período de trabalho de Amauri. 

Segundo Abilio, o ex-secretário priorizou no começo deste ano o pagamento de R$ 21 milhões do contrato de R$ 40 milhões de livros didáticos. O prefeito teria autorizado em janeiro a transferência de dinheiro para compra de materiais de limpeza as escolas. Amauri deixou o cargo no fim de março. 

“Eu não questiono a capacidade técnica do Amauri, eu quero saber por que em janeiro eu repassei dinheiro para comprar materiais de limpeza para as escolas e ele priorizou o pagamento de R$ 21 milhões? Faltando dinheiro para outras coisas e ele prioriza o pagamento dos livros”, disse. 

A secretaria também comprou livros cuja editora já tinha sido alertada sobre erro de gramática. O conselheiro Sérgio Ricardo disse que já tinha recebido de presente da coleção em box chamada Theo da mesma editora que negociou com a Secretaria de Educação. 

“Eu tive oportunidade de receber uma coleção dessa, que tinha erro de concordância, de gramática, no lugar da palavra ‘mas’ estava a palavra ‘mais’. Eu avisei às empresas que estavam oferecendo [os livros] que, se elas quisessem vender os livros para escolas em Mato Grosso, tinha que corrigir o erro”, disse. 

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Locais de votação serão monitorados por câmera em tempo real na eleição em MT

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TRE-MT desenvolve um sistema de integrado que possibilitará acompanhar as zonas eleitorais e ocorrências policiais no em torno de área

Os locais de votação na eleição de 2026 serão monitorados em tempo real. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) desenvolve um sistema que acompanhará via câmeras o andamento da votação nos 142 municípios. 

“Será possível acompanhar todas as ações nas zonas de votação, como andará a fila dos eleitores, se houver algum problema com as urnas eletrônicas ou alguma outra questão pontual no dia da votação, por exemplo, tumulto de eleitores”, diz o coordenador de logística do TRE-MT, Salomão de Souza Fortaleza. 

Ele é o responsável pelo TRE-Guia, o sistema que monitorará as zonas eleitorais. O coordenador afirmou que haverá que câmeras cujas imagens ficarão integradas em um único programa, que poderá ser acesso pela Justiça Eleitoral em modelo de GPS. 

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Será possível ver visualmente os locais de votação e receber informações das pessoas responsáveis pelas zonas. “Por exemplo, se for reportado que houve problema com urna em alguma zona, a gente poderá acompanhar o andamento da votação lá no local enquanto o serviço de troca é realizado”, explica. 

O TRE-Guia também será integrado às câmeras de policiamento do Vigia Mais Mato Grosso. A força de segurança poderá receber informações sobre eventuais crimes de boca de urna e compra de voto.  

Para isso, a Justiça Eleitoral deverá traçar pontos estratégicos de monitoramento, que considerados mais propícios para a prática desses crimes. Drones poderão ser usados para averiguar esses pontos. 

Mais de 5,3 mil policiais devem trabalhar no dia de votação em Mato Grosso, em 4 de outubro. A grande maioria será de policiais militares, que devem fazer o trabalho de campo. Polícia Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF), Marinha e Exército também compõem a força de segurança. 

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Da quase extinção à São Paulo Fashion Week: arte das redeiras de Várzea Grande conquista o Brasil

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A tecelagem artesanal das redeiras do Limpo Grande, distrito rural de Várzea Grande, saiu dos quintais da comunidade para ganhar projeção nacional a partir da participação da Associação das Redeiras de Limpo Grande – Tece Arte – em editais e programas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O ponto de virada foi o edital de Aceleração do Crescimento, o MOV_MT, iniciativa da Superintendência de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, que abriu caminho para colaborações com estilistas, participação em feiras, aumento das encomendas e valorização de uma técnica tradicional considerada única em Mato Grosso.

Criada em novembro de 2021, a associação nasceu com 15 mulheres e hoje reúne 53 redeiras. Segundo a presidente, a administradora Jilaine Maria da Silva Brito, a formalização foi decisiva para impedir que a tradição, oriunda de indígenas da etnia Guanás, desaparecesse. “A nossa cultura estava quase em extinção, porque não tínhamos meios de vender. A associação nasceu justamente para fazer esse resgate. Hoje temos encomendas, parceiros e um centro cultural na comunidade, que recebe turistas e pessoas que vêm conhecer e comprar as peças”, afirma.

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Jilaine aprendeu a tecer aos 12 anos, com a mãe, assim como a mãe havia aprendido com a avó. No Limpo Grande, a técnica sempre foi transmitida entre mulheres, de geração em geração. Enquanto os homens trabalhavam na roça, as filhas acompanhavam as mães no tear. “É a nossa identidade. A técnica foi passada de mãe para filha há gerações. Eu sou da terceira geração”, conta.

Antes da associação, muitas mulheres haviam deixado de produzir por falta de mercado. Havia casos em que uma rede demorava até um ano para ser vendida. Com a organização coletiva, a divulgação nas redes sociais e a participação em políticas públicas, a realidade começou a mudar.

De acordo com Jilaine, antes eram vendidas cerca de 10 redes por ano. Em 2025, a associação chegou a vender 80 redes, além de outras peças como xales, bolsas, saídas de banho, biquínis, entre outras peças. Os valores das redes variam de R$ 2,3 mil a R$ 5,5 mil, sendo as mais vendidas em torno de R$ 4,5 mil. Para a presidente, a renda movimentada pelas encomendas tem transformado a vida das artesãs. “Tem redeira que já me falou que, com o dinheiro do trabalho, comprou tijolo para construir a casa. Outras compram móveis, fazem uma economia, realizam sonhos. A associação também realiza sonhos”, destaca.

O edital MOV_MT foi um dos principais marcos dessa trajetória. Como finalista do programa, Jilaine participou de um intercâmbio no Rio de Janeiro, onde conheceu a estilista Isabela Capeto. O encontro resultou na primeira colaboração da associação com uma estilista nacional.

“Nós fizemos bolsas para ela, com desenhos autorais, e foi um sucesso. Ela vendeu rápido na loja dela no Rio. Até hoje, quando sai alguma reportagem sobre a gente, as pessoas perguntam sobre essa parceria. Esse edital abriu portas e deu visibilidade para nós”, destaca.

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A visibilidade alcançada também levou as redeiras a uma parceria com o estilista Amir Slama. Pela primeira vez, a cultura mato-grossense do Limpo Grande chegou a São Paulo Fashion Week, uma das principais vitrines de moda do país, com peças desenvolvidas a partir da técnica tradicional das redeiras. “Quando recebi o e-mail, eu nem acreditei. Foi um marco para nós. Levar a nossa cultura para a maior vitrine de moda do país significa muito”, relata Jilaine.

Além do MOV_MT, a associação também foi contemplada em outros editais, sendo o último deles voltado à elaboração de um inventário cultural da Secel-MT, que permitirá a criação de um acervo digital sobre a técnica única das redeiras da região. O material vai reunir depoimentos, vídeos, registros do processo de produção e o vocabulário próprio do ofício.

“Esse acervo vai marcar a história da associação. Vamos mostrar o tear, a batedeira, a forma de contar os pontos e todo o processo de produção de uma rede feita com a nossa técnica. Quem quiser conhecer a nossa técnica vai poder acessar esse conteúdo online”, explica.

A técnica utilizada pelas redeiras é a tecelagem em ponto cheio. Diferente de outros trabalhos manuais, as peças não têm avesso: o desenho aparece dos dois lados da mesma forma. As referências mais procuradas vêm do Pantanal mato-grossense, com araras, tucanos e outros elementos da fauna e da identidade regional. “O nosso trabalho é único e exclusivo. Mesmo quando alguém encomenda uma rede parecida, ela nunca fica igual, porque cada ponto carrega a essência da redeira que produziu”, ressalta Jilaine. Superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel-MT, Keiko Okamura destaca que editais realizados pela Secel-MT desde a pandemia, por meio do MT Criativo, permitem transformar política pública em resultados.

“Assim como o Programa de Aceleração, o Move_MT, demostra impacto real no desenvolvimento econômico e sustentável desses agentes e das comunidades e territórios onde eles acontecem. São esses resultados que nos mostram o potencial da economia criativa do nosso estado, e que estamos trilhando o caminho certo”, avalia.

Mãe de Jilaine, a redeira Júlia Maria da Silva, de 68 anos, representa a memória viva dessa tradição. Ela aprendeu a tecer aos 15 anos, observando a mãe trabalhar no tear. Na infância, dividia a rotina entre a roça e a tecelagem. “Nós trabalhávamos na roça cedo, plantando mandioca, feijão, arroz. Quando o sol esquentava, voltávamos para casa e, de tarde, íamos tecer. Foi assim que fomos criadas”, relembra.

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Na juventude de Júlia, as redes não eram produzidas para venda, mas para uso da própria família, em uma época em que muitas casas não tinham cama. O algodão era plantado, descaroçado e fiado manualmente. “Naquela época ninguém vendia rede, era para dormir, porque ninguém tinha cama. A gente plantava algodão, torcia no fuso. Era uma dificuldade”, conta.

Com o passar dos anos e a falta de compradores, Júlia chegou a parar de tecer. A criação da associação e a retomada das encomendas fizeram com que ela e outras mulheres mais velhas voltassem ao tear. “Nós já tínhamos desativado. Com a popularização, voltamos a tecer. Melhorou muito. Hoje a gente consegue guardar uma economia. Se eu preciso fazer um exame, tenho de onde tirar”, destaca. Para Júlia, a associação também representa orgulho familiar. Mãe de Jilaine, ela acompanhou as primeiras reuniões e incentivou a filha a assumir a presidência, mesmo diante da descrença de parte da comunidade. “Nem acreditava que essa associação ia para frente, porque aqui nada ia para frente. Mas ela pegou essa associação e lutou. Hoje eu me sinto honrada e feliz”, frisa.

Com a projeção conquistada, a Associação das Redeiras de Limpo Grande se prepara para novos passos. O grupo estuda caminhos para exportação com apoio da ApexBrasil e busca estruturar a comunidade para receber turistas, com sinalização, rota de visitação e maior integração ao turismo cultural de Mato Grosso. “Nosso sonho é colocar o Limpo Grande na rota turística do Estado. A gente tem um aeroporto na nossa cidade e turistas que chegam poderiam conhecer essa técnica que só existe aqui”, defende Jilaine.

Segundo ela, os editais culturais tiveram papel decisivo para transformar uma tradição ameaçada em oportunidade de renda, autoestima e desenvolvimento local. “Esses editais contribuem para o crescimento dessas mulheres. Geram renda, dão visibilidade e ajudam a manter viva a nossa cultura. Hoje a Associação das Redeiras se tornou referência no que faz”, conclui.

Com Assessoria

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Adolescente surta após término de namoro e esfaqueia a própria mãe no aniversário do padrasto

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Menor de 17 anos atacou a mulher de 33 anos no tórax durante confraternização em Rondonópolis; parente que tentou conter o garoto também ficou ferido

Equipes militares do 5º Batalhão apreenderam, na madrugada deste domingo (31.5), um adolescente, de 17 anos, suspeito por tentativa de feminicídio contra a própria mãe, de 33 anos, em Rondonópolis. A vítima foi esfaqueada durante uma confraternização em família.

No local, a vítima relatou que o filho chegou alterado durante a comemoração de aniversário do padrasto, após o término de um relacionamento.

O menor pegou uma faca e esfaqueou na região lateral do tórax. A mãe informou aos policiais que o adolescente já havia apresentado outros episódios de descontrole.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico.

Uma testemunha também ficou ferida nos braços ao tentar impedir a agressão. As equipes identificaram e abordaram o suspeito, que confessou ser usuário de maconha. O adolescente foi apreendido e encaminhado à delegacia para as providências cabíveis.

Com Assessoria 

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