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1 de junho de 2026

Sustentabilidade

Uso de drone avança, redefine eficiência no campo, mais precisa de apoio estratégico de adjuvante – MAIS SOJA

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O uso de drones agrícolas no Brasil deixou de ser tendência para se consolidar como uma das principais transformações tecnológicas no campo. Com avanços contínuos em capacidade de carga, velocidade e sistemas de atomização, esses equipamentos já são realidade em diversas culturas e regiões, impulsionando ganhos operacionais e abrindo novas fronteiras para a agricultura de precisão.

Dados de mercado indicam que o segmento cresce a taxas anuais superiores a dois dígitos no país, acompanhando a digitalização do agro e a busca por soluções mais eficientes e sustentáveis. A adoção se expande tanto em grandes propriedades quanto em áreas menores, refletindo sua versatilidade. “O drone é uma tecnologia que chegou para ficar. Ele vem evoluindo constantemente e hoje já atende desde culturas anuais até sistemas perenes e silvopastoris, com aplicações cada vez mais assertivas”, afirma Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo, especialista em aplicações agrícolas e diretor comercial da Sell Agro.

Atualmente, culturas como soja, milho e algodão lideram o uso da tecnologia, mas o avanço já alcança também lavouras perenes, como café, oliveira e noz-pecã. O diferencial está, sobretudo, na capacidade de atuação em áreas de difícil acesso, como terrenos alagados, encostas e regiões onde máquinas enfrentam limitações operacionais. “Em uma área alagada, por exemplo, muitas vezes é preciso esperar o solo secar para entrar com máquinas. Nesse intervalo, a praga pode causar danos significativos. Com o drone, é possível agir rapidamente e evitar perdas”, destaca Gazoni.

Além da acessibilidade, a agilidade operacional é um dos principais ganhos. O uso de drones permite intervenções mais rápidas, especialmente em condições adversas, como após chuvas ou em terrenos irregulares. Esse fator impacta diretamente o rendimento das operações e a eficiência do controle fitossanitário.

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Outro ponto relevante é a redução de perdas mecânicas. Na cultura da soja, por exemplo, a substituição de máquinas terrestres por drones e aeronaves elimina o amassamento de plantas, o que pode representar uma economia de até cinco sacas por hectare em determinadas fases da lavoura. “O drone permite preservar a lavoura em momentos críticos, como na dessecação, pois evitar o tráfego de máquinas nesse período pode fazer diferença direta no resultado produtivo”, explica o especialista.

Em cenários operacionais mais restritivos, como áreas próximas a comunidades, o VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) também se destaca. Diferentemente da aviação agrícola, que possui limitações legais de distância, o equipamento pode operar com maior proximidade, ampliando a cobertura e garantindo maior controle fitossanitário.

Adjuvantes como aliados

Nesse contexto, os adjuvantes assumem papel central para garantir a eficiência das aplicações. Esses insumos são responsáveis por preservar a integridade das gotas, reduzir perdas por evaporação e deriva, além de melhorar a absorção dos ativos pelas plantas. “O adjuvante é fundamental porque protege a gota e permite que o produto chegue com mais precisão ao alvo. Ele reduz perdas para a atmosfera e aumenta a eficiência das pulverizações”, afirma Gazoni.

Segundo o especialista, o uso correto desses produtos contribui diretamente para o desempenho agronômico, favorecendo maior cobertura foliar, melhor translocação dos ativos e menor risco de fitotoxicidade. Em condições climáticas desafiadoras, como altas temperaturas, seu papel se torna ainda mais estratégico. “O produto adequado ajuda a manter a gota viável por mais tempo, reduzindo evaporação e protegendo contra fatores como vento e radiação ultravioleta. Isso garante que uma maior concentração da calda atinja a planta”, complementa.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios técnicos importantes. O principal deles é garantir que a eficiência das aplicações com drones se equipare às operações motorizadas tradicionais, que utilizam maiores volumes de calda. “O desafio é equilibrar a eficiência operacional do VANT com a qualidade técnica da aplicação. Isso passa, necessariamente, pela regulagem correta, escolha adequada de adjuvantes e manejo das condições climáticas”, ressalta Gazoni.

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A democratização da tecnologia também chama atenção. Atualmente, há modelos de drones que atendem desde pequenos produtores até grandes operações agrícolas, ampliando o acesso e consolidando seu uso em diferentes perfis de propriedade.

Para não errar!

Entre os erros mais comuns, Gazoni aponta falhas na regulagem do tamanho de gotas, velocidade de operação e escolha inadequada de adjuvantes, fatores que podem comprometer significativamente o desempenho das pulverizações.

Olhando para o futuro, a expectativa é de expansão acelerada do uso de drones no campo, acompanhada por avanços em eficiência e novas soluções tecnológicas. A evolução deve estar diretamente ligada ao desenvolvimento de adjuvantes específicos para ultrabaixa vazão, proteção molecular e estabilização de misturas. “A tendência é trabalhar com volumes cada vez menores, mas com alta eficiência. Para isso, o uso do adjuvante correto será ainda mais estratégico. Já existem tecnologias sendo desenvolvidas com foco nesse cenário”, conclui o diretor da Sell Agro.

Sell Agro – Fundada em 2007, a Sell Agro atua na produção de adjuvantes agrícolas, com sede em Rondonópolis-MT, e estrutura moderna com amplo laboratório de pesquisa e equipe altamente qualificada, composta por engenheiros químicos e agrônomos. As soluções da empresa têm foco na geração de economia e, ainda, em potencializar os resultados das lavouras. Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Adesão a atrativo alimentar para mariposas, que reduz ataques de lagartas, quase triplicou na safra 2025-26 – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

No ciclo 2025-26 a adesão ao atrativo alimentar Chamariz®, da AgBiTech, avançou acima de 850 mil hectares tratados. O número representa quase o triplo das vendas na comparação à safra anterior. Para a temporada 2026-27, a expectativa é a de manter forte o ritmo de crescimento na comercialização da tecnologia, segundo informa o diretor de marketing da companhia, Pedro Marcellino.

Descrita como uma ferramenta de controle comportamental de lepidópteros, Chamariz® ganhou a adesão de grandes grupos produtores pela eficácia comprovada na eliminação de mariposas que dão origem às principais lagartas dos cultivos: Helicoverpa spp, o complexo de Spodopteras, espécies como Chrysodeixis includens Rachiplusia nu, entre outros.

“A base de clientes usuários dessa ferramenta de manejo subiu 300% em duas safras”, celebra Marcellino.

“Tais dados respaldam a abertura do agricultor brasileiro para novas tecnologias. De maneira inteligente, ele percebeu que controlar às lagartas na forma adulta, caso das mariposas, compreende uma alternativa estratégica”, diz o executivo. “Garantir o controle da pragas antes mesmo da ocorrência de danos à lavoura é a maneira mais efetiva de proteção”, ele reforça.

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De acordo com Marcellino, o controle de mariposas por meio da tecnologia, cuja aplicação se dá combinada a um inseticida – conceito “atrai-mata” – impede ainda que elas coloquem mais ovos e gerem novas lagartas.

Em determinadas áreas de soja nas quais ocorreram avaliações da ferramenta, complementa Marcellino, mais de 20 mil mariposas por hectare foram controladas. “Pelo menos dez mil eram fêmeas. Se considerarmos que mariposas colocam até 1,5 mil ovos, teríamos nesses locais, potencialmente, 15 milhões de lagartas por hectare”, ele exemplifica.

Comparações a campo

Conforme Daniel Caixeta, pesquisador sênior da AgBiTech e especialista em semioquímicos, trabalhos de pesquisa conduzidos a campo com o atrativo Chamariz® demonstraram que foi possível diminuir 87% da incidência de lagartas em algodão, “com redução de 70% nos danos às estruturas reprodutivas”.

Caixeta adianta também que a ação do produto, na dose de 300 ml por hectare, excede o desempenho dos principais competidores – avaliados a 500 ml por hectare – e se mantém inalterada por períodos de quatro dias.

Dados apurados pela pesquisa da AgBiTech em lavouras de sorgo, continua Caixeta, revelaram que na comparação relacionada à captura da Spodoptera frugiperda, Chamariz® controlou em média 621 mariposas contra 256 de um segundo produto. Já frente a um terceiro produto, essa diferença foi ainda mais representativa: 621 a 14 indivíduos capturados e mortos. “Neste último caso, somando todas as espécies capturadas, a mesma relação mostrou o controle de 1001 mariposas por Chamariz®, ante 63 do produto comparado.”

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Segundo Pedro Marcellino, o atrativo alimentar Chamariz® surgiu na Austrália. “O sucesso no Brasil se explica pelo fato de o país apresentar elevada favorabilidade a infestações de mariposas. A solução conta com amplo espectro de controle, além de auxiliar o agricultor a fomentar produtividade e rentabilidade”, ele conclui.

Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Área plantada e intensidade de tratamentos impulsionam alta de 6% nos defensivos da soja, para US$ 10 bilhões – MAIS SOJA

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O mercado de defensivos agrícolas utilizados na soja cresceu 6%, para US$ 10 bilhões, na safra 2025-26, ante US$ 9,45 bilhões do ciclo anterior. Os dados são do recém-divulgado estudo anual FarmTrak Soja, da Kynetec Brasil. Segundo a consultoria, esse desempenho foi impulsionado pelo aumento de 1,5% da área plantada, que nas regiões analisadas ficou acima de 47 milhões de hectares, e pela elevação de quase 9% na intensidade dos tratamentos, cuja média subiu de 30,5 (2024-25) para 33,2.

“A desvalorização do real frente ao dólar, levando em conta o período de compra dos insumos da soja, impactou negativamente no desempenho geral dos defensivos, na ordem de 4,5%. O mercado, portanto, poderia ter crescido mais”, ressalta Vitor Hugo Leite, especialista em pesquisas da Kynetec.

Em relação aos preços, a Kynetec, hoje a principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, apurou investimento médio unitário do produtor, por aplicação, de R$ 35,89 em 2025-26, valor similar ao do ciclo anterior, de R$ 35,61.

Por categoria de produtos, o FarmTrak Soja mostrou que os fungicidas permaneceram na liderança, responsáveis por 39% do mercado total ou US$ 3,9 bilhões. Na segunda posição, os herbicidas totalizaram US$ 2,5 bilhões, 24%, seguidos dos inseticidas, R$ 2,3 bilhões ou 23%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros produtos somaram US$ 1,4 bilhão, 14%.

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Já a área potencial tratada (PAT) na safra 2025-26 – indicador que compreende a somatória de todas as aplicações de produtos feitas no período – chegou a 1,563 bilhão de hectares, 11% acima do número anterior (1,414 bilhão de hectares).

Avanço dos nematicidas

De acordo com Vitor Hugo Leite, a categoria dos nematicidas têm ganhado relevância nas compras de insumos. Conforme o executivo, o segmento cresceu 28% frente à safra 2024-25, para US$ 320 milhões, correspondentes a 3,2% do mercado total.

Segundo antecipou a Kynetec, a área potencial tratada (PAT) por nematicidas no Brasil teve alta de 40% em 2025-26, para 31,46 milhões de hectares, frente a 22,51 milhões de hectares observados na temporada anterior.

“Até a safra 2017-18, o manejo de nematicidas era ‘marginal’. Sua aplicação ocorria em menos de 5% da área cultivada”, explica Leite. “Nos últimos anos, a pesquisa registra evolução contínua do segmento. No ciclo 2025-26, os produtos cobriram 49% dos cultivos”, ele compara. “Há mais conscientização, nos dias de hoje, quanto aos riscos dessa praga”, resume.

O FarmTrak detectou ainda outro movimento importante do produtor, este relacionado ao uso de variedades de soja contendo alguma característica de tolerância ou resistência aos nematoides. Segundo Leite, na safra 2025-26, 31% da área plantada receberam essas cultivares, contra 27% do período 2021-22, por exemplo.

“Nematoides afetam o sistema produtivo no todo. As práticas para o controle vão além do uso de defensivos e de variedades com características de tolerância e resistência. O produtor tem de manter a população da praga em níveis baixos, para prevenir perdas.”

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Entretanto, conclui Leite, a pesquisa indica que a adoção de nematicidas ainda está longe de ser homogênea. Em regiões como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e no Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), a adesão aos produtos ultrapassa 60%. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, se situa na faixa 10% da área plantada, exemplifica o executivo.

O FarmTrak Soja resultou de mais de 3,725 mil entrevistas feitas pessoalmente com produtores de soja, em toda a fronteira agrícola brasileira.

A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Resistência genética é aliada no manejo da brusone em trigo – MAIS SOJA

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Caracterizada principalmente pelos danos às espigas, a brusone, causada pelo fungo Pyricularia oryzae, está entre as doenças de maior importância para a cultura do trigo. Seu desenvolvimento é favorecido por condições de elevada umidade, chuvas frequentes e temperaturas entre 24 °C e 28 °C. Nas espigas infectadas, observa-se o branqueamento parcial ou total dos tecidos acima do ponto de infecção, em decorrência da interrupção do fluxo de água e fotoassimilados. Como resultado, os grãos formados apresentam menor enchimento, tornando-se pequenos, enrugados, deformados e com reduzido peso hectolítrico (PH), o que compromete tanto a produtividade quanto a qualidade da produção (Lau et al., 2020).

Figura 1. Sintoma característico de brusone em espiga de trigo. O ponto de penetração do fungo na ráquis tem coloração preta-acinzentada, com as espiguetas superiores assumindo coloração esbranquiçada.
Foto: Flávio M. Santana

Embora os danos às espigas sejam as injúrias mais conhecidas causadas pela brusone do trigo, as folhas também podem ser infectadas pelo fungo. Nesses casos, a doença provoca lesões foliares que reduzem a área fotossinteticamente ativa da planta, comprometendo a produção de fotoassimilados e, consequentemente, o potencial produtivo da cultura.

O controle químico, realizado por meio da aplicação preventiva de fungicidas, constitui a estratégia mais empregada para o manejo da brusone em lavouras comerciais. A brusone foliar tende a apresentar maior sensibilidade aos fungicidas, sendo que misturas contendo triazóis e estrobilurinas geralmente proporcionam níveis satisfatórios de controle. Em contrapartida, a brusone da espiga apresenta manejo mais desafiador, exigindo aplicações preferencialmente preventivas, cuja eficiência pode variar em função das condições ambientais (Embrapa, 2024).

De acordo com as recomendações de manejo, quando houver previsão de chuvas para os próximos dois ou três dias e as plantas estiverem em espigamento ou na fase final de emborrachamento, recomenda-se a aplicação preventiva de fungicidas. Caso as condições favoráveis à doença persistam, novas aplicações devem ser realizadas em intervalos de sete a dez dias. Sempre que possível, recomenda-se a associação de fungicidas multissítios, como o mancozebe, visando aumentar a eficácia do controle e reduzir os riscos associados à seleção de populações menos sensíveis aos fungicidas (Embrapa, 2024).

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A escolha dos fungicidas também exerce papel determinante no sucesso do manejo. Resultados obtidos em pesquisas em rede indicam que formulações à base de mancozebe, isolado ou em mistura com ingredientes ativos como azoxistrobina e tiofanato-metílico, apresentam os maiores níveis de eficiência no controle da doença (Almeida, 2024). Apesar da importância do controle químico, a utilização de cultivares com maior resistência genética continua sendo uma das medidas mais relevantes e sustentáveis para o manejo integrado da brusone.

A resistência genética constitui uma das principais ferramentas para o manejo de doenças em culturas de grande importância econômica, como o trigo. No entanto, conforme destacado por Maciel et al. (2026), o desenvolvimento de cultivares resistentes à brusone e, ao mesmo tempo, adaptadas às condições de cultivo do Brasil representa um dos grandes desafios da triticultura nacional. Nesse sentido, a identificação de genótipos menos suscetíveis à doença é fundamental para embasar o adequado posicionamento de cultivares, contribuindo de forma integrada para a redução dos impactos da brusone sobre a produtividade e a qualidade dos grãos.

Ao avaliarem cultivares de trigo em condições de campo quanto à área abaixo da curva de progresso da incidência da brusone da espiga (AACPI), ao rendimento de grãos e ao peso hectolítrico, Maciel et al. (2026) identificaram diferenças significativas na reação dos materiais à doença. Entre as cultivares avaliadas, os menores valores de AACPI foram observados para TBIO Convicto, ORS Feroz e TBIO Duque, indicando menor incidência da brusone. Já os maiores rendimentos de grãos foram registrados para TBIO Valente, ORS 1403 e BRS Savana, enquanto BRS Savana e TBIO Valente apresentaram os maiores valores de peso hectolítrico. Esses resultados evidenciam que algumas cultivares conseguem aliar menor suscetibilidade à brusone a características agronômicas desejáveis, como elevado potencial produtivo e melhor qualidade dos grãos.

Figura 2. Grupos* de resistência das cultivares classificados de acordo com Área Abaixo da Curva de Progresso da Incidência (AACPI; menor mais resistente) e ordenado, dentro do grupo de resistência, pelo valor normalizado de estabilidade (menor mais estável). (A) Biplot da relação entre AACPI e estabilidade; (B) gradiente de coloração para classificação das cultivares quanto à resistência à brusone da espiga e estabilidade da classificação de cada cultivar. * Os dados de AACPI foram obtidos em ensaios conduzidos no âmbito da Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Maciel et al., 2026).
Fonte: Maciel et al. (2026)

Embora a resistência genética influencie diretamente o progresso da brusone, as condições ambientais também desempenham papel determinante no desenvolvimento da doença. Além de avaliar a incidência da brusone, Maciel et al. (2026) analisaram a estabilidade do comportamento das cultivares em diferentes ambientes de cultivo. Os resultados demonstraram que TBIO Convicto, TBIO Valente, TBIO Calibre e BRS Savana combinaram baixa incidência da doença com elevada estabilidade, apresentando desempenho consistente mesmo diante das variações ambientais (Figura 2). Em contrapartida, BRS 264 e BRS 404 apresentaram maior incidência de brusone e comportamento menos estável, confirmando sua maior suscetibilidade à doença.

Dessa forma, além do nível de resistência, a estabilidade deve ser considerada na tomada de decisão, uma vez que materiais mais estáveis tendem a apresentar respostas mais consistentes frente às diferentes condições de cultivo. Portanto, embora a escolha de cultivares com maior resistência represente uma estratégia importante para o manejo da brusone, seu controle deve estar associado a outras práticas de manejo integrado, especialmente em anos com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença. A adoção conjunta de cultivares menos suscetíveis, monitoramento das lavouras e aplicações criteriosas de fungicidas constitui a base para reduzir as perdas causadas pela brusone e aumentar a segurança produtiva da cultura do trigo.

Confira o estudo completo desenvolvido por Maciel e colaboradores (2026) clicando aqui!

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Referências:

ALMEIDA, J. L. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRAS 2024 & 2025. Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, 2024. Disponível em: < https://static.conferenceplay.com.br/conteudo/arquivo/infotecnitrigotriticalesafras20242025livrodigitalfinal-1721832775.pdf >, acesso em: 01/06/2026.

EMBRAPA. BRUSONE DO TRIGO. Embrapa, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165446/1/Flyer-brusone-web.pdf >, acesso em: 01/06/2026.

LAU, D. et al. PRINCIPAIS DOENÇAS DO TRIGO NO SUL DO BRASIL: DIAGNÓSTICO E MANEJO. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 375, 2020. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1129989/principais-doencas-do-trigo-no-sul-do-brasil-diagnostico-e-manejo >, acesso em: 01/06/2026.

MACIEL, J. L. N. et al. RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE TRIGO À BRUSONE DA ESPIGA: RESULTADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS DAS SAFRAS 2024 E 2025. Embrapa Trigo, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 138, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1187248/1/BPD-138-online.pdf >, acesso em: 01/06/2026.

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