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24 de julho de 2026

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Renda extra do trabalhador: relevância do PIS/PASEP ao FGTS

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Entenda como o PIS/PASEP e o empréstimo fgts pelo saque-aniversário ajudam o trabalhador CLT a ampliar sua renda extra

Para muitos trabalhadores com carteira assinada, fechar o mês sem aperto já é um desafio real. E quando surge a possibilidade de acessar uma renda extra fora do salário, isso não é luxo: é alívio concreto. 

É nesse cenário que o abono salarial do PIS/PASEP e o saldo do FGTS ganham um papel central na vida financeira de quem trabalha no regime CLT.

Esses dois benefícios são direitos trabalhistas que existem para ampliar o acesso do trabalhador ao próprio dinheiro. 

Entender como cada um funciona e como combiná-los de forma estratégica pode fazer diferença não só no mês em que o dinheiro cai, mas no planejamento de médio e longo prazo.

Pesquisa revela sobre o peso do abono no orçamento do CLT

O Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) é um benefício anual pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até o teto definido pelo governo e cumprem os critérios de elegibilidade. 

O valor é proporcional ao tempo trabalhado no ano-base e costuma ser chamado, informalmente, de “14º salário”.

Esse benefício costuma ser descrito como um recurso “extra”, mas os dados mostram que, para a maioria dos trabalhadores, esse dinheiro está longe de ser supérfluo. 

Segundo pesquisa Datatudo, realizada com leitores do blog da fintech meutudo em fevereiro de 2026, 78% consideram o abono essencial ou uma ajuda importante no orçamento.

O gráfico acima detalha essa distribuição: 39% afirmam que o abono é essencial para fechar o orçamento e outros 39% classificam como uma ajuda importante. Apenas 8% dizem que o benefício não faz diferença.

Outros dois números da mesma pesquisa reforçam essa leitura: 51% afirmam que a situação financeira ficaria muito mais apertada sem o abono, e 76% já sabem exatamente como pretendem usar o valor antes mesmo de receber. O abono não é surpresa para quem depende dele: é um recurso planejado e contabilizado com antecedência.

Como os trabalhadores usam o PIS/PASEP

O destino que os trabalhadores dão ao abono revela muito sobre a situação financeira de quem depende do regime CLT. 

Os dados apontam que 60% usam o valor para quitar dívidas e outros 21% destinam o dinheiro a contas básicas como aluguel, luz e alimentação. Juntos, esses dois grupos representam 81% dos respondentes.

Esse padrão mostra que, para a grande maioria, o abono não entra como renda disponível para gastos livres. Ele resolve um passivo que já existia: dívidas acumuladas, contas em atraso, necessidades que foram postergadas porque o salário não chegou para tudo.

Reconhecer esse ciclo é o primeiro passo para sair dele. Quando o trabalhador antecipa o abono no planejamento anual, em vez de usá-lo apenas para apagar incêndios, o mesmo valor passa a ter um impacto financeiro mais duradouro.

PIS/PASEP e FGTS: os dois grandes aliados financeiros do trabalhador CLT

O PIS/PASEP tem um irmão igualmente importante na vida financeira do trabalhador CLT: o FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. São benefícios com lógicas diferentes, mas que juntos formam as principais fontes de acesso a recursos fora do salário mensal.

Enquanto o abono salarial chega uma vez por ano em data definida, o FGTS funciona de forma contínua: a cada mês, o empregador deposita 8% do salário bruto em uma conta vinculada ao trabalhador. 

Esse saldo cresce ao longo de toda a vida profissional e pode ser acessado em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra de imóvel ou aposentadoria.

Os dois benefícios têm ritmos e regras distintas, mas compartilham uma característica fundamental: o dinheiro já pertence ao trabalhador desde o primeiro dia com carteira assinada. A diferença está em quando e como é possível acessá-lo.

Como transformar o saldo do FGTS em renda extra antecipada

O modelo padrão do FGTS reserva o acesso ao saldo para momentos específicos: demissão sem justa causa, compra de imóvel ou aposentadoria. Mas desde 2019 existe uma alternativa: o Saque-Aniversário, que permite retirar anualmente uma parte do fundo, no mês de nascimento do trabalhador, sem precisar esperar nenhum desses eventos.

Para quem não quer ou não pode esperar a data anual, o empréstimo FGTS via Saque-Aniversário permite antecipar as parcelas futuras e transformar o que já está depositado em crédito disponível agora. 

O pagamento sai diretamente do fundo, sem comprometer o salário do mês. A meutudo oferece essa modalidade com condições claras e processo sem burocracia para o trabalhador com saldo nas contas do fundo de garantia.

Pelas regras vigentes até outubro de 2026, é possível antecipar até cinco parcelas anuais, com valor máximo de R$ 500 por parcela. A partir de novembro de 2026, esse limite cai para três parcelas.

Quem aderiu ao saque-aniversário a partir de novembro de 2025 precisa aguardar 90 dias antes de autorizar uma instituição financeira a consultar o saldo. Vale verificar essa condição antes de iniciar o processo.

Como planejar o uso da renda extra para ir além do mês a mês

Acessar o abono e o FGTS é um passo. O que muda de verdade na vida financeira é o que se faz com esses recursos depois que eles chegam. Quando o dinheiro vai direto para cobrir o que já estava no vermelho, o ciclo recomeça no ano seguinte, e o trabalhador fica sempre um passo atrás.

Uma abordagem mais estratégica é usar o abono para eliminar a dívida de maior custo e reservar o crédito do FGTS para montar uma pequena reserva de emergência. Mesmo que seja um valor modesto, essa reserva evita que o próximo imprevisto empurre o trabalhador para modalidades de crédito com juros muito mais altos.

Não existe fórmula única para esse planejamento, e o ponto de partida de cada pessoa é diferente. Mas saber que esses recursos existem, quando chegam e como funcionam já é uma vantagem real. Quem planeja com antecedência tende a usar o dinheiro com mais propósito, e colhe resultados além do mês em que o benefício caiu.

O abono salarial e o FGTS são dois pilares concretos da vida financeira de quem trabalha com carteira assinada. 

Juntos, representam acesso a recursos que já pertencem ao trabalhador, seja pelo benefício anual do PIS/PASEP, seja pelo fundo acumulado ao longo da carreira. Entender como cada um funciona é o que permite usá-los com mais inteligência.

Com as informações deste artigo, você tem o que precisa para tomar uma decisão mais consciente sobre seus próprios direitos. O próximo passo é seu: avaliar o que faz sentido para a sua situação e agir no momento certo.

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Agro Mato Grosso

TCE amplia diálogo sobre Reforma Tributária com setor produtivo do turismo em MT

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O presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copsfid) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro aposentado Valter Albano, defendeu, nesta terça-feira (21), que o novo sistema tributário brasileiro tornará a arrecadação mais transparente e contribuirá para uma distribuição mais equilibrada do desenvolvimento no estado. A avaliação foi feita durante o painel “Reforma Tributária e o Turismo”, realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).

O encontro reuniu representantes do setor turístico, empresários e integrantes do Governo do Estado para discutir os impactos da maior reforma fiscal da história do país sobre a cadeia produtiva do turismo em Mato Grosso. A iniciativa integra a estratégia do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e orientar gestores públicos e o setor produtivo sobre os efeitos da Reforma Tributária e seus reflexos no desenvolvimento econômico do estado.

Para Albano, o novo modelo representa um avanço na transparência do sistema tributário e na promoção de um ambiente econômico mais justo. “Passamos a ter um sistema tributário transparente, verdadeiro, em que quem age corretamente paga e quem agia de forma incorreta também terá que pagar. Isso, na minha avaliação, democratiza o ambiente econômico.”

O presidente da Copsfid também ressaltou o papel orientativo do Tribunal de Contas durante o período de transição. “Nossa atuação tem sido voltada, principalmente, às prefeituras e aos seus órgãos de desenvolvimento econômico. Temos procurado mostrar que a Reforma Tributária apresenta mais pontos positivos do que negativos.”

Segundo ele, o novo modelo também pode contribuir para reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de crescimento. “Mato Grosso possui uma riqueza amplamente reconhecida, mas que ainda está concentrada nas mãos de poucos. O grande desafio é distribuir esse desenvolvimento e a Reforma Tributária pode ser um importante instrumento para alcançar esse objetivo.”

O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-MT (Cetur), Jaime Okamura, anfitrião do evento, destacou que as mudanças exigirão maior integração entre os segmentos da cadeia produtiva do turismo. “O turismo depende diretamente de setores como transporte aéreo, hospedagem, alimentação e bebidas. Qualquer alteração nos custos dessas atividades impactará diretamente o setor. Todos os estados disputarão turistas, investimentos e eventos. Por isso, precisamos nos preparar, desenvolver novos produtos turísticos e fortalecer nossos destinos.”

Apresentações

Durante o painel, os consultores da Copsfid Coltri Junior e Ilson Sanches abordaram o tema “Reforma Tributária: impactos e desafios nos municípios com potencial turístico do estado”.

Especialista em Direito Empresarial e Processual, Ilson Sanches explicou que, por determinação do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal ampliou sua atuação orientativa para apoiar o estado e os municípios na adaptação ao novo sistema tributário.

“Na Comissão, desenvolvemos um trabalho de orientação, oferecendo estudos, diagnósticos e subsídios para o aperfeiçoamento das políticas públicas. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento sobre a Reforma Tributária e mostrar as potencialidades dos municípios para se adaptarem ao novo modelo, cuja transição ocorrerá até 2033”, salientou.

Já o consultor organizacional e especialista em gestão, Coltri Junior, destacou que a reforma cria oportunidades para que o turismo contribua para compensar eventuais perdas de arrecadação municipal.

“Com a mudança na forma de tributação, o consumo passa a ser um fator estratégico para os municípios, já que a arrecadação será concentrada no local onde ocorre o consumo e não mais onde o bem é produzido. Nesse cenário, o turismo torna-se um elemento importante para fortalecer a economia local e mitigar possíveis perdas de receita”, pontuou.

Promovido pelo Cetur em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e o Sindicato de Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT), o evento também contou com a participação do auditor e Secretário Executivo da Copsfid,  Flávio Vieira, do Auditor e Secretário Adjunto do Núcleo de Políticas Públicas do TCE/MT, Joel Bino, do presidente da Fecomércio, Tião da Zaeli, da Deputada Estadual Janaína Riva, do secretário-adjunto de Turismo do Estado, Luis Carlos Nigro, e do Prefeito de Diamantino, Chico Mendes.

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Blairo Maggi elogia Renan Santos e o chama de alternativa à polarização

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Empresário destacou o fundador do MBL como alternativa no cenário político nacional.

O ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, publicou nesta quarta-feira (23) uma foto ao lado de Renan Santos, presidente nacional do Partido Missão e candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

Na legenda da publicação, Maggi afirmou que conheceu Renan e o classificou como “uma boa opção” para disputar o Palácio do Planalto. O empresário também disse que o candidato representa “uma alternativa em meio à polarização” e incentivou seus seguidores a conhecerem suas propostas pelas redes sociais.

A publicação ocorre após a passagem de Renan Santos por Mato Grosso, onde cumpriu agenda política e participou de encontros com lideranças locais. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ele lançou sua pré-candidatura pelo Partido Missão.

Blairo Maggi não anunciou apoio formal à candidatura, mas a manifestação pública chamou atenção por destacar Renan como uma alternativa no cenário eleitoral nacional, marcado pela disputa entre os principais grupos políticos do país.

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Flávio Bolsonaro e Michelle voltam a se entender após pedido público de desculpas

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Ex-primeira-dama aceitou as desculpas do senador e afirmou que ambos voltarão a atuar em conjunto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (23) que decidiu colocar um ponto final no desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu depois que o parlamentar divulgou um vídeo pedindo desculpas pelas divergências entre os dois.

Em sua resposta, Michelle afirmou que reconhece o gesto do senador e disse que ambos irão se reunir para alinhar os próximos passos. Segundo ela, o foco agora é fortalecer o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ex-primeira-dama ressaltou que desavenças não podem se sobrepor ao objetivo comum e defendeu que o momento exige união. Ela também afirmou que pretende trabalhar ao lado de Flávio para ampliar a mobilização de apoiadores.

Nos bastidores, a reaproximação contou com a participação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que atuaram para aproximar as duas lideranças.

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