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1 de junho de 2026

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El Niño pode prejudicar plantio da soja e elevar risco climático na safra 2026/27

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O El Niño deve ganhar força ao longo dos próximos meses e já acende um alerta para a safra 2026/27 no Brasil. Segundo a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, os maiores impactos devem ocorrer entre a primavera e o verão, com risco de calor excessivo, irregularidade das chuvas e dificuldades no início do plantio de grãos, especialmente da soja.

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Durante entrevista no Mercado & Companhia, Josélia explicou que o fenômeno ainda está em fase inicial e, por isso, não exerce influência significativa sobre o clima brasileiro neste mês de junho. Apesar disso, a especialista reforçou que o cenário climático para os próximos meses exige atenção do setor produtivo.

Segundo a meteorologista, o frio registrado neste começo de junho no Centro-Sul do país não contradiz o avanço do El Niño.

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Ela explica que o fenômeno ainda está em desenvolvimento e que seus efeitos mais relevantes devem aparecer apenas no fim do inverno e, principalmente, na primavera e no verão.

“Efetivamente, tecnicamente, o El Niño não tem influência no clima do Brasil em junho ainda”, afirmou Josélia Pegorim.

Para este mês, a previsão indica temperaturas mais baixas no Centro-Sul do país devido à passagem de massas de ar frio, enquanto áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste devem continuar registrando máximas acima de 30 °C, comportamento considerado normal para o período seco.

Primavera preocupa por calor excessivo e chuva irregular

De acordo com Josélia, a principal preocupação para o agro está no comportamento climático da primavera, período que marca o início do plantio da safra de verão.

A meteorologista alerta para a combinação entre calor acima da média e irregularidade das chuvas, cenário que pode comprometer a germinação e o estabelecimento das lavouras.

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“Esse início de plantio vai ser delicado, com irregularidade da chuva e excesso de calor”, destacou.

Segundo ela, pancadas isoladas podem induzir produtores a iniciarem o plantio antes da consolidação das chuvas regulares.

“O produtor pode achar que a chuva começou de vez, plantar, e depois perder a semente por falta de umidade”, alertou.

A orientação da meteorologista é para que agricultores acompanhem constantemente as atualizações das previsões climáticas nos próximos meses.

Sul pode enfrentar excesso de chuva durante o verão

Enquanto Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar irregularidade das precipitações, o Sul do Brasil deve ter um comportamento oposto sob influência do El Niño.

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Segundo Josélia Pegorim, o fenômeno normalmente aumenta os volumes de chuva na região Sul do país, o que pode trazer desafios relacionados ao manejo do solo e ao escoamento da água.

A meteorologista destacou, porém, que isso não significa necessariamente repetição de eventos extremos como as enchentes históricas registradas recentemente no Rio Grande do Sul.

“Não significa que vai cair o mundo no Sul do Brasil novamente, mas teremos uma tendência de mais chuva e menos horas de sol”, explicou.

Super El Niño

Apesar da expectativa sobre a intensidado do fenômeno, Josélia Pegorim afirmou que ainda não há base técnica suficiente para classificar o evento climático como um “Super El Niño”.

Segundo ela, o cenário mais provável neste momento é de um El Niño forte, condição que já seria suficiente para provocar impactos importantes sobre o clima brasileiro.

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Café também pode ser afetado

Além da preocupação com a próxima safra de grãos, a meteorologista também chamou atenção para o excesso de umidade previsto neste começo de junho em importantes regiões cafeeiras.

Áreas de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso do Sul devem registrar chuva acima do normal nos próximos dias.

Segundo Josélia, o cenário exige atenção dos produtores de café por conta do período de colheita. “O excesso de umidade não é nada bem-vindo quando estamos falando de colheita”, afirmou.

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Junho chega e ‘abre as portas’ para o El Niño: mês será de frio, calor ou chuva?

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Foto: Pixabay

O mês de junho chega com a presença do El Niño e a manutenção da área de alta pressão, que nada mais é do que o ar polar atuando em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Esse cenário mantém as temperaturas mais baixas, mas sem risco de geadas para as lavouras.

A ocorrência do El Niño não impede a atuação de massas de ar de origem polar. Embora as temperaturas possam ficar acima da média em alguns períodos, ainda haverá episódios de frio ao longo do mês.

As chuvas mais fortes devem se concentrar na região Norte, enquanto o tempo permanece aberto em grande parte do país. Nas próximas 24 horas, não há previsão de chuva, apenas pancadas mais leves no Norte, em áreas do Nordeste e em trechos da costa do Sudeste.

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7 a 11 de junho

O frio, sem potencial para causar prejuízos às lavouras, deve persistir até o dia 6. Entre os dias 7 e 11, no entanto, as temperaturas poderão cair de forma mais acentuada na Serra Catarinense, na Serra Gaúcha e no sul do Paraná, com registros abaixo dos 6°C.

O alerta é que, entre os dias 9 e 10, uma frente fria de maior intensidade deve avançar pelo país, levando umidade para a região Sul. Até lá, esse cenário não deve se concretizar. Na sequência, a umidade tende a avançar para áreas que necessitam de chuva, como as regiões produtoras de milho segunda safra.

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A previsão é considerada positiva para o setor agrícola, já que a chuva deve beneficiar áreas que precisam de reposição hídrica. Neste ano, os volumes de precipitação têm sido menos expressivos em diversas regiões produtoras, tornando esse retorno da umidade especialmente importante para o desenvolvimento das lavouras.

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União, liderança e sucessão: Fazenda Rosa fortalece o protagonismo feminino no agro

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A presença feminina no agronegócio brasileiro foi o tema central do último dia da GreenFarm, realizada em Cuiabá. Inspirado pela trajetória da Fazenda Rosa e pelo avanço das mulheres no setor, o encontro reuniu produtoras rurais, empresárias, lideranças e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades de quem vem ocupando cada vez mais espaço nas decisões do campo.

A programação abordou temas como liderança, sucessão familiar, gestão de propriedades, posicionamento no mercado e construção de legado. Os debates também destacaram a contribuição feminina para o desenvolvimento econômico e social do agronegócio.

A ampliação dessa participação pode ser observada em diferentes áreas da atividade agropecuária. Hoje, mulheres atuam como produtoras rurais, pecuaristas, médicas veterinárias, engenheiras agrônomas, empresárias e executivas, assumindo funções estratégicas dentro das propriedades e empresas ligadas ao setor.

Para a CEO da GreenFarm, Randala Lopes, a presença feminina já é uma realidade em diferentes etapas da produção e da gestão agropecuária. Segundo ela, as mulheres conquistaram espaço tanto na área técnica quanto na sucessão familiar e no comando de empresas. “Hoje elas estão à frente de muitas propriedades na sucessão familiar e de grandes empresas como CEO de grandes companhias ligadas ao agro”.

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Liderança que fortalece os negócios

A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, destacou a capacidade das mulheres de atuar em diferentes funções dentro do setor, desde atividades que exigem atenção aos detalhes até aquelas consideradas mais desafiadoras fisicamente. “Ela pode trabalhar desde o detalhe até o trabalho pesado onde ela aguenta e faz isso de forma dedicada”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ao dedicar um dia inteiro de programação ao tema, a GreenFarm buscou colocar em evidência a influência da liderança feminina na condução dos negócios rurais e na construção de estratégias para o futuro do agro.

A presidente da Comissão Famato Mulher, Luciana Tomain, relatou ao Canal Rural Mato Grosso experiências observadas durante encontros promovidos com mulheres e famílias ligadas ao setor produtivo em diversas regiões de Mato Grosso. Ela frisou que a participação feminina na administração das propriedades tem contribuído para ampliar investimentos e abrir novas frentes de trabalho.

Conforme Luciana, a presença ativa da mulher na organização do negócio rural fortalece toda a estrutura familiar e produtiva. “Quando esse homem sente ali o apoio da mulher, da família, dos filhos, ele consegue também crescer o seu patrimônio”.

A presidente do Instituto Produz, Pamera Lima, avalia que a atuação feminina agrega equilíbrio e novas perspectivas à gestão das empresas rurais. Ela pontuou à reportagem que um dos desafios atuais é reduzir a insegurança que ainda afasta muitas mulheres dos espaços de liderança. “A presença da mulher dentro da empresa, dentro do campo, faz toda a diferença”.

União e protagonismo feminino

Durante os debates, um dos pontos mais destacados foi a importância da união entre as mulheres para ampliar a representatividade dentro do agronegócio.

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Randala Lopes afirmou que movimentos como a Fazenda Rosa ajudam a fortalecer conexões e criar oportunidades para que mais mulheres ocupem posições de destaque. “Juntas podemos crescer e podemos sim ocupar esse protagonismo, não queremos competição, queremos união”.

As discussões também abordaram temas como identidade, pertencimento e posicionamento feminino dentro do mercado agropecuário. A proposta foi mostrar que o crescimento da participação das mulheres vai além da ocupação de espaços e está relacionado à construção de ambientes mais colaborativos e sustentáveis.

Para a presidente do CAT Clube Amigos da Terra, de Sorriso, Márcia Becker Paiva, o trabalho coletivo é essencial para alcançar objetivos comuns. “Com a união de todas essas mulheres pensando em um bem comum e não no eu, com certeza nós vamos conseguir atingir o objetivo que nós queremos”.

A deputada federal Rúbia Fernanda Diniz Robson Santos de Siqueira reconheceu que ainda existem barreiras e situações difíceis enfrentadas pelas mulheres no setor, mas destacou características que têm impulsionado essa transformação. “As mulheres têm um diferencial, elas têm muita coragem e persistência daquilo que elas acreditam”, disse ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Sucessão familiar e novos projetos

A programação também trouxe exemplos práticos de liderança feminina no agronegócio. A empresária Michelle Morais compartilhou sua trajetória à frente de um grupo familiar após a morte precoce do pai, fundador dos negócios.

Ela contou que assumiu a gestão ainda em processo de aprendizado, experiência que contribuiu para seu desenvolvimento profissional e pessoal. Para Michelle, a diversidade de gênero precisa permanecer na pauta das empresas, já que as mulheres contribuem com uma visão complementar para a tomada de decisões. “Hoje as mulheres não estão só ocupando espaço, elas estão de fato assumindo responsabilidades com muita verdade, autenticidade”.

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Além dos painéis e debates, o evento abriu espaço para iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede feminina no agro. A programação contou com o lançamento de um livro e a apresentação de um circuito inspirado na trajetória da Fazenda Rosa.

A proposta é percorrer cidades-polo do agronegócio promovendo visitas técnicas, conexões profissionais, palestras e qualificação. Segundo Randala Lopes, a iniciativa busca aproximar mulheres de diferentes regiões e ampliar as oportunidades de desenvolvimento dentro do setor.

“Vamos estar em cidades polos do agronegócio, fazer visitas às propriedades rurais, fazer conexões técnicas, levar painéis, palestras e qualificação”.

Os projetos apresentados durante a GreenFarm também miram o mercado internacional. A intenção é fortalecer a participação feminina em ambientes globais de negócios e liderança.

De acordo com Pamera Lima, o Globe Women Meeting será uma plataforma de conexão entre mulheres de diferentes países para ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina em cargos estratégicos. “Nós vamos fortalecer o protagonismo da mulher no mercado internacional”, afirmou.

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Região líder na produção de milho inicia a colheita sob pressão de custos e preços baixos

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra começou no médio-norte de Mato Grosso, principal região produtora de milho do país. Em municípios como Ipiranga do Norte, as máquinas já avançam sobre as áreas semeadas mais cedo, enquanto os agricultores acompanham com atenção um cenário marcado por preços considerados insuficientes para garantir lucro.

As primeiras áreas colhidas foram plantadas no início de janeiro e representam uma pequena parcela da safra. Conforme o presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Éder Ferreira Bueno, a colheita já alcança cerca de 10% das áreas mais precoces em algumas propriedades, como é o caso da sua.

“Aqui na minha propriedade eu tenho o costume de colher milho em maio, até porque você consegue pegar um precinho um pouco melhor ”, relata ao Canal Rural Mato Grosso.

Apesar do início dos trabalhos em algumas fazendas, o avanço da colheita no município ainda é tímido. “Eu acredito que no geral do município a gente deve ter 2%, 3%, no máximo 5% colhido”, afirma. De acordo com o dirigente rural, a retirada dos grãos do campo está apenas começando.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras

O clima trouxe condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras nesta temporada. Éder Bueno relata que as chuvas ocorreram de forma regular ao longo do ciclo da cultura, sem os excessos que costumam causar perdas por lixiviação de fertilizantes ou danos às plantas.

“Esse ano o clima foi bom. As chuvas vieram no tempo certo, não foram aquelas chuvas que a gente fala de ‘tromba d’água’, que acaba lavando o adubo, levando a produção embora. Esse ano não. Esse ano foi um ano tranquilo, as chuvas calmas, no tempo certo o que acaba refletindo na produção”.

A expectativa é que a produtividade apresente bom desempenho em grande parte das áreas da região, resultado das condições climáticas favoráveis registradas ao longo da safra.

Custos elevados colocam rentabilidade em risco

Mesmo com a perspectiva de boa produção, os produtores enfrentam dificuldades para fechar as contas da safra. Conforme o presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, o custo de produção aumentou significativamente, principalmente em razão dos gastos com fertilizantes e do controle de pragas.

Ele comenta que a pressão de lagartas exigiu aplicações extras de defensivos, elevando os investimentos além do planejado inicialmente. “Você tem aquele planejamento de aplicações e daí você tem que remanejar tudo, você tem que comprar mais produto e acaba se tornando caro”.

Além dos custos mais altos, os preços pagos pelo milho também preocupam. “Os preços continuam nesses patamares de R$ 40, R$ 42 a saca. Hoje, o milho está disponível em torno de R$ 40 para quem está colhendo e é complicado”.

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Na avaliação do dirigente rural, os agricultores que travaram parte da produção antecipadamente em contratos futuros conseguiram valores mais atrativos. “Quem tem o contrato futuro, que fez num preço mais razoável de R$ 48 aí beleza. Mas, quem não fez contrato, vender milho a R$ 40 eu acho que não cobre nem o custo da lavoura”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Próxima safra já preocupa produtores

Os desafios no campo vão além da comercialização da atual safra. O custo dos insumos para o próximo ciclo já acende um alerta entre os produtores rurais da região.

Segundo Éder Bueno, a alta dos fertilizantes, associada aos impactos logísticos e às incertezas provocadas por conflitos internacionais, têm dificultado as negociações para a próxima temporada. “Na nossa região pelo menos, acredito, que nem 10% dos produtores já conseguiram adquirir o seu insumo para a próxima safra”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

Para o produtor, o custo para produzir milho pode inviabilizar parte dos investimentos futuros. “Se você não tem um fertilizante barato, como é que você produz milho sem nitrogênio e sem potássio? É complicado. É uma questão de repensar a próxima safra. Infelizmente do jeito que está não dá para plantar”, afirma.

Nos cálculos da propriedade, o custo total de produção já supera 105 sacas por hectare, considerando despesas operacionais, depreciação de máquinas, fertilizantes e defensivos. Para obter retorno financeiro, o produtor calcula que o milho precisaria ser comercializado por pelo menos R$ 50 a saca.

“Para ter uma rentabilidade boa, no mínimo, precisaria vender a R$ 50 para ter pelo menos um lucro real, porque ninguém quer trabalhar de graça, né? Principalmente num ano desses em que você teve que incrementar mais, em especial nas aplicações para pragas”.

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Diante desse cenário, a redução da área destinada ao milho na próxima segunda safra já é uma possibilidade considerada por parte do setor produtivo. “Se não modificar esse cenário de fertilizantes é uma mudança brusca de produção e de plantação na próxima safra, principalmente safrinha de milho”.


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