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Alta ou queda? Saiba como ficaram as cotações de soja no Brasil na abertura de junho

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, com preços entre estáveis e mais fracos e sem registro de volumes relevantes negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela combinação da queda do dólar e pela reversão das cotações na Bolsa de Chicago ao longo do dia.
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Durante a manhã, os contratos da soja chegaram a operar em alta na CBOT, mas perderam força durante a tarde. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,00, fator que reduziu a competitividade dos preços internos e afastou os vendedores do mercado.
“Isso afastou o produtor das ofertas e levou à retenção de negócios”, afirmou Silveira.
Com menor interesse de venda e ausência de estímulos mais consistentes para a comercialização, a sessão foi marcada por pouca movimentação e negociações pontuais.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,50
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 126,50
- Cascavel (PR): queda de R$ 121,00 para R$ 120,50
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
- Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
- Rio Grande (RS): queda de R$ 132,00 para R$ 131,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira com comportamento misto na Bolsa de Chicago. As posições mais próximas foram pressionadas pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos, enquanto os vencimentos mais distantes encontraram suporte na valorização do petróleo.
As chuvas registradas durante o final de semana favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras norte-americanas. O mercado também aguardou a divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras e os números de esmagamento referentes ao mês de maio.
As inspeções de exportação dos Estados Unidos somaram 494.286 toneladas na semana encerrada em 28 de maio. Na semana anterior, o volume havia alcançado 588.897 toneladas. No mesmo período do ano passado, o total foi de 301.459 toneladas.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os preços da commodity dispararam após notícias de que o Irã interrompeu negociações com os Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito entre os países.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,80 3/4 por bushel, com queda de 6 centavos de dólar ou 0,50%. O contrato agosto encerrou a US$ 11,85 por bushel, recuo de 5,25 centavos ou 0,44%.
No farelo de soja, o vencimento julho fechou em US$ 326,50 por tonelada, baixa de US$ 3,30 ou 1,00%. Já o óleo de soja para julho encerrou a 79,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,37 centavo ou 1,76%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0211 para venda e R$ 5,0191 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0120 e a máxima de R$ 5,0455.
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Agro Mato Grosso
TCE amplia diálogo sobre Reforma Tributária com setor produtivo do turismo em MT

O presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copsfid) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro aposentado Valter Albano, defendeu, nesta terça-feira (21), que o novo sistema tributário brasileiro tornará a arrecadação mais transparente e contribuirá para uma distribuição mais equilibrada do desenvolvimento no estado. A avaliação foi feita durante o painel “Reforma Tributária e o Turismo”, realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
O encontro reuniu representantes do setor turístico, empresários e integrantes do Governo do Estado para discutir os impactos da maior reforma fiscal da história do país sobre a cadeia produtiva do turismo em Mato Grosso. A iniciativa integra a estratégia do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e orientar gestores públicos e o setor produtivo sobre os efeitos da Reforma Tributária e seus reflexos no desenvolvimento econômico do estado.
Para Albano, o novo modelo representa um avanço na transparência do sistema tributário e na promoção de um ambiente econômico mais justo. “Passamos a ter um sistema tributário transparente, verdadeiro, em que quem age corretamente paga e quem agia de forma incorreta também terá que pagar. Isso, na minha avaliação, democratiza o ambiente econômico.”
O presidente da Copsfid também ressaltou o papel orientativo do Tribunal de Contas durante o período de transição. “Nossa atuação tem sido voltada, principalmente, às prefeituras e aos seus órgãos de desenvolvimento econômico. Temos procurado mostrar que a Reforma Tributária apresenta mais pontos positivos do que negativos.”
Segundo ele, o novo modelo também pode contribuir para reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de crescimento. “Mato Grosso possui uma riqueza amplamente reconhecida, mas que ainda está concentrada nas mãos de poucos. O grande desafio é distribuir esse desenvolvimento e a Reforma Tributária pode ser um importante instrumento para alcançar esse objetivo.”
O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-MT (Cetur), Jaime Okamura, anfitrião do evento, destacou que as mudanças exigirão maior integração entre os segmentos da cadeia produtiva do turismo. “O turismo depende diretamente de setores como transporte aéreo, hospedagem, alimentação e bebidas. Qualquer alteração nos custos dessas atividades impactará diretamente o setor. Todos os estados disputarão turistas, investimentos e eventos. Por isso, precisamos nos preparar, desenvolver novos produtos turísticos e fortalecer nossos destinos.”
Apresentações
Durante o painel, os consultores da Copsfid Coltri Junior e Ilson Sanches abordaram o tema “Reforma Tributária: impactos e desafios nos municípios com potencial turístico do estado”.
Especialista em Direito Empresarial e Processual, Ilson Sanches explicou que, por determinação do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal ampliou sua atuação orientativa para apoiar o estado e os municípios na adaptação ao novo sistema tributário.
“Na Comissão, desenvolvemos um trabalho de orientação, oferecendo estudos, diagnósticos e subsídios para o aperfeiçoamento das políticas públicas. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento sobre a Reforma Tributária e mostrar as potencialidades dos municípios para se adaptarem ao novo modelo, cuja transição ocorrerá até 2033”, salientou.
Já o consultor organizacional e especialista em gestão, Coltri Junior, destacou que a reforma cria oportunidades para que o turismo contribua para compensar eventuais perdas de arrecadação municipal.
“Com a mudança na forma de tributação, o consumo passa a ser um fator estratégico para os municípios, já que a arrecadação será concentrada no local onde ocorre o consumo e não mais onde o bem é produzido. Nesse cenário, o turismo torna-se um elemento importante para fortalecer a economia local e mitigar possíveis perdas de receita”, pontuou.
Promovido pelo Cetur em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e o Sindicato de Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT), o evento também contou com a participação do auditor e Secretário Executivo da Copsfid, Flávio Vieira, do Auditor e Secretário Adjunto do Núcleo de Políticas Públicas do TCE/MT, Joel Bino, do presidente da Fecomércio, Tião da Zaeli, da Deputada Estadual Janaína Riva, do secretário-adjunto de Turismo do Estado, Luis Carlos Nigro, e do Prefeito de Diamantino, Chico Mendes.
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Blairo Maggi elogia Renan Santos e o chama de alternativa à polarização

Empresário destacou o fundador do MBL como alternativa no cenário político nacional.
O ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, publicou nesta quarta-feira (23) uma foto ao lado de Renan Santos, presidente nacional do Partido Missão e candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Na legenda da publicação, Maggi afirmou que conheceu Renan e o classificou como “uma boa opção” para disputar o Palácio do Planalto. O empresário também disse que o candidato representa “uma alternativa em meio à polarização” e incentivou seus seguidores a conhecerem suas propostas pelas redes sociais.
A publicação ocorre após a passagem de Renan Santos por Mato Grosso, onde cumpriu agenda política e participou de encontros com lideranças locais. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ele lançou sua pré-candidatura pelo Partido Missão.
Blairo Maggi não anunciou apoio formal à candidatura, mas a manifestação pública chamou atenção por destacar Renan como uma alternativa no cenário eleitoral nacional, marcado pela disputa entre os principais grupos políticos do país.
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Flávio Bolsonaro e Michelle voltam a se entender após pedido público de desculpas

Ex-primeira-dama aceitou as desculpas do senador e afirmou que ambos voltarão a atuar em conjunto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (23) que decidiu colocar um ponto final no desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu depois que o parlamentar divulgou um vídeo pedindo desculpas pelas divergências entre os dois.
Em sua resposta, Michelle afirmou que reconhece o gesto do senador e disse que ambos irão se reunir para alinhar os próximos passos. Segundo ela, o foco agora é fortalecer o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama ressaltou que desavenças não podem se sobrepor ao objetivo comum e defendeu que o momento exige união. Ela também afirmou que pretende trabalhar ao lado de Flávio para ampliar a mobilização de apoiadores.
Nos bastidores, a reaproximação contou com a participação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que atuaram para aproximar as duas lideranças.
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