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9 de setembro de 2026

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Ex-secretário diz que Educação teve “pedalada” de R$ 100 milhões; Abilio diz que há restos a pagar

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Amauri Monge afirmou que o prefeito não autorizou o envio de dinheiro para pagar dívida e cumprir teto constitucional de 25% de aquisição na área

O ex-secretário Amauri Monge disse que a Prefeitura de Cuiabá fez pedala fiscal de mais de R$ 100 milhões na Educação em 2025. O desvio de finalidade teria colocado em risco o pagamento com empresas prestadoras de serviço. 

A informação foi divulgada nessa quinta-feira (28) na Câmara dos Vereadores. O ex-secretário foi convidado para esclarecer a suspeita de irregularidade na compra de livros didáticos durante a sua gestão na Educação. 

As pedalas fiscais são manobras contábeis que maquiam as contas públicas, para evitar que os gestores descumpram leis de responsabilidade administrativa. No caso da Educação, Amauri disse que a secretaria não teria recebido mais de R$ 100 milhões previstos no Orçamento. 

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A brecha financeira teria dificultado o cumprimento do limite constitucional de uso de 25% do orçamento anual e comprometido o pagamento de dívidas com os fornecedores de serviços. 

“No ano passado, nós cumprimentos os 25% constitucionais de aquisição, só que o dinheiro não foi para lá [a secretaria], foi uma pedalada de mais de R$ 100 milhões, que está, inclusive, documentada na Comissão da Educação [da Câmara dos Vereadores], pelo secretário [de Economia, Marcelo] Bussiki, pelo contador-geral do município Éder Galiciani”, disse. 

Amauri disse que a denúncia de Abilio sobre a suspeita de fraude em contrato de R$ 70 milhões para compra de livros didáticos seria uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de supostas pedaladas fiscais, que não estariam ocorrendo somente na Educação. 

Contradição de ex-secretário? 

O prefeito Abilio Brunini disse que o ex-secretário Amauri Monge explicou na sua própria fala o motivo que desfaria a classificação de pedalada fiscal, que se formaria pelo descumprimento do teto de 25%. 

“Ele disse que não deixaria de cumprir os 25%. A lei diz que eu tenho que cumprir os 25%. E ele não deixou [de cumprir], empenhou e liquidou os 25% [em 2025]. Se o prefeito deixou de passar R$ 100 milhões, são restos a pagar que estão declarados no Tribunal de Contas (TCE). Toda secretaria, de acordo com sua proporção, deixa resto a pagar”, disse. 

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Conforme o prefeito, a lógica contábil está contida no próprio orçamento, com previsão de arrecadação, investimento e pagamento de dívida de anos anteriores.  

“Se a secretaria tem R$ 1 bilhão de despesa programada para o ano e eu paguei R$ 200 milhões de dívida da gestão passada, lógico que não vou conseguir cumprir toda a dívida de R$ 1 bilhão prevista para o ano. Então, algumas coisas ficam no resto a pagar para o ano subsequente. O que ele chama de pedalada é desconhecimento do processo público orçamentário”, disse. 

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Valtra lança Semana Amarela com descontos na Argentina

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Ação vai de 7 a 14 de setembro e inclui condições para máquinas e descontos de até 30% em peças

A Valtra realiza, de 7 a 14 de setembro, uma nova edição da Semana Amarela na Argentina. A campanha reúne condições comerciais para compra de tratores e pulverizadores, além de descontos em peças, filtros, lubrificantes e outros itens de manutenção nos concessionários oficiais da marca.

A oferta de máquinas contempla os tratores Série A2, nos modelos A750 e A990; Série A4, com A114, A124 e A134; e todos os modelos da Série S. A pulverizadora Série R também participa da ação.

Na pós-venda, a fabricante oferece desconto de 30% na compra de peças, com pagamento em 30, 60 e 90 dias. Os filtros recebem desconto de 20%, com os mesmos prazos. Refrigerantes, Opti Diesel e lubrificantes têm redução de 10%.

Segundo Rodrigo Fernández, gerente comercial da Valtra para a Hispanoamérica, a campanha busca apoiar produtores e prestadores de serviços nas decisões de investimento, renovação de máquinas e manutenção dos equipamentos.

A empresa também destaca a participação de sua rede de concessionários em diferentes regiões produtivas da Argentina. A Valtra integra o grupo AGCO e mantém produção e montagem de equipamentos na unidade industrial de General Rodríguez, próxima a Buenos Aires.

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Agro Mato Grosso

Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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Janaína Riva ignora aliança com PL e pede votos para Fávaro

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Candidata do MDB ao Senado declara apoio a adversários do PL, que tem José Medeiros como candidato à mesma vaga

A candidata ao Senado e deputada estadual Janaína Riva (MDB) ignorou a aliança firmada entre MDB e PL em Mato Grosso e apareceu em ato de campanha ao lado de candidatos de outro grupo político, pedindo votos para o senador Carlos Fávaro (PSD).

A situação ganha peso porque o PL tem como candidato ao Senado o deputado federal José Medeiros, que disputa diretamente uma das vagas com Janaína e Fávaro.

Presidente do MDB em Mato Grosso, Janaína aparece em vídeo ao lado de Fávaro, candidato à reeleição ao Senado, e declara que pretende exercer o mandato ao lado dele.

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“Eu quero ir para o Senado, ao lado Fávaro, com essa mesma garra, essa mesma determinação, para lutarmos juntos por mais equidade entre homens e mulheres. Nós estamos longe de ter igualdade”, afirmou.

No vídeo, também aparece material de divulgação da candidatura de Emanuelzinho, que disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A manifestação coloca Janaína em posição de confronto com a estratégia eleitoral da aliança formada entre MDB e PL em Mato Grosso, já que o partido de Jair Bolsonaro lançou José Medeiros para uma das vagas ao Senado.

Fávaro, por sua vez, integra o grupo político adversário e é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo ocupado o Ministério da Agricultura durante o atual governo.

A declaração de Janaína evidencia as divergências existentes dentro da própria aliança eleitoral e acrescenta um novo elemento à disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado.

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