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9 de setembro de 2026

Business

Conab recebe 55 toneladas de laranja de agricultores familiares no Rio de Janeiro

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, nesta quarta-feira (27), a primeira entrega de laranja da Associação dos Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá (Acipta), no Rio de Janeiro. A operação foi realizada no Galpão da Ação da Cidadania, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. A proposta formalizada tem valor aproximado de R$ 270 mil e prevê o fornecimento de cerca de 55 toneladas da fruta ao longo da safra.

Segundo a Superintendência Regional do Rio de Janeiro da Conab (Sureg/RJ), a operação envolve 18 agricultores familiares vinculados à Acipta, associação localizada em Tanguá, na Região Metropolitana fluminense. A fruta passou a compor os kits de alimentos distribuídos nesta quinta-feira (28) para cozinhas solidárias habilitadas e selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De acordo com a Conab, 88 cozinhas solidárias confirmaram participação nesta etapa da operação. O planejamento logístico considera as quantidades previstas nas propostas das organizações fornecedoras e a confirmação de retirada pelas entidades recebedoras, o que permite ajustar a montagem e a distribuição dos kits.

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O encarregado do Setor de Operações de Programas Institucionais e Sociais de Abastecimento da Sureg/RJ, Gustavo Cireli Areal, afirmou que a entrega inaugura o fornecimento da entidade à Companhia em ações voltadas ao atendimento de cozinhas solidárias. Segundo ele, o modelo organiza o fluxo entre a produção da agricultura familiar e a demanda das entidades recebedoras.

No aspecto produtivo, a operação amplia o escoamento formal da citricultura local por meio de compras públicas. A proposta apresentada pela associação também indica que 50% dos agricultores fornecedores são mulheres, dado que, segundo a superintendência, acompanha a participação feminina na produção citrícola da região.

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma política pública executada pela Conab para comprar alimentos de agricultores familiares e destiná-los a equipamentos de segurança alimentar e entidades socioassistenciais. No caso desta entrega, a medida conecta a produção rural de laranja a uma demanda institucional já habilitada no estado.

A execução da proposta ao longo da safra deve indicar o ritmo de fornecimento e a capacidade de continuidade desse canal de comercialização para a citricultura familiar de Tanguá. O volume das próximas entregas não foi detalhado no material divulgado pela Conab.

Fonte: gov.br

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CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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Business

Cota chinesa e sobretaxa de 55% fazem exportações de carne de MT recuarem 11,75%

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

A redução das compras chinesas mudou o ritmo das exportações de carne bovina de Mato Grosso em agosto. Os embarques do estado somaram 72,30 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), volume 11,75% menor que o registrado em julho, em um cenário marcado pelo atingimento da cota chinesa e pela cobrança de uma sobretaxa de 55% sobre os volumes excedentes.

A China é o principal destino da carne bovina mato-grossense e foi justamente o mercado que apresentou a maior retração no período. Em agosto, os embarques para o país totalizaram 8,04 mil TEC, uma queda de 75,56% em relação ao mês anterior.

Com a entrada dos volumes excedentes na faixa sujeita à sobretaxa, o produto brasileiro perde competitividade no mercado chinês. O efeito aparece diretamente nos números de agosto e reduz a participação do país nas exportações mato-grossenses.

O recuo, porém, não ocorre de forma generalizada entre os compradores. Os demais destinos avançaram 31,11% ante julho, movimento que ajuda a limitar o impacto provocado pela queda das vendas para a China.

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Rússia, Filipinas e EUA ampliam compras

Entre os mercados que aumentaram os embarques, a Rússia aparece com a maior expansão, de 80,62% em agosto ante julho. As Filipinas também registram crescimento expressivo, de 57,11%, enquanto os Estados Unidos ampliam as compras em 55,23%.

O avanço desses destinos, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ganha importância justamente no momento em que o principal mercado da carne bovina mato-grossense reduz os volumes adquiridos. A movimentação ajuda a redistribuir parte dos embarques e diminui o efeito da retração chinesa sobre o resultado total do estado.

Para os próximos meses, entretanto, o cenário ainda exige atenção, ressalta o Instituto. A suspensão das compras pela União Europeia acrescenta outro fator de preocupação para o setor, especialmente pela importância do bloco na diversificação dos destinos e pela melhor remuneração proporcionada por esse mercado.

Na direção oposta, os Estados Unidos podem assumir uma participação maior nas exportações. A ampliação temporária da cota de carne bovina isenta da tarifa adicional abre espaço para o país absorver parte dos embarques nacionais.

O movimento dos mercados nos próximos meses, portanto, deve ser acompanhado de perto pelo setor. Com restrições na China e a suspensão das compras pela União Europeia, o avanço de destinos como Rússia, Filipinas e Estados Unidos passa a ter peso maior na composição das exportações de carne bovina de Mato Grosso.

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