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9 de setembro de 2026

Business

Conab inaugura primeira etapa de obras em Ponta Grossa e amplia capacidade para 300 mil toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inaugura nesta sexta-feira (29), em Ponta Grossa (PR), a primeira etapa das obras de reforma e modernização de sua unidade armazenadora no município. Segundo a estatal, a capacidade operacional do complexo foi ampliada de 180 mil para 300 mil toneladas de grãos. A cerimônia está marcada para as 9h e também prevê a assinatura da ordem de serviço para a segunda fase do projeto.

De acordo com a Conab, a primeira etapa recebeu investimento inicial de R$ 21,5 milhões dentro de um convênio que envolve ainda a Itaipu Binacional e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS/ONU). O aporte total previsto para todas as fases é de R$ 50 milhões.

Entre as intervenções já executadas estão a pintura dos armazéns com tinta especial para reduzir efeitos da temperatura e a aquisição de três tombadores. Segundo a companhia, os equipamentos duplicam a capacidade de recepção de grãos na unidade.

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A Unidade Armazenadora de Ponta Grossa é a maior da Conab e uma das maiores do país. Atualmente, a estrutura recebe cerca de 100 carretas de grãos por dia. O complexo armazena produtos dos estoques estratégicos, como trigo e milho, e volta a movimentar soja nesta fase da modernização.

Além da operação pública, a unidade também presta serviços de armazenagem para cooperativas e empresas privadas, o que, segundo a estatal, a coloca entre as principais fontes de receita da companhia. Na prática, a ampliação da capacidade reforça a infraestrutura regional de estocagem em um estado com peso relevante na produção e circulação de grãos.

O convênio também prevê a elaboração e entrega de projetos de modernização para as unidades armazenadoras de Cambé (PR), Rolândia (PR) e Maracaju (MS), com investimento adicional de R$ 5 milhões. A cerimônia contará com representantes da Conab, da Itaipu, da UNOPS e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A modernização da unidade de Ponta Grossa amplia a capacidade física e operacional da rede armazenadora da Conab em uma região estratégica para o fluxo de grãos. Os efeitos da segunda etapa sobre prazos, novos ganhos de eficiência e eventuais desdobramentos logísticos dependerão da execução das próximas fases do projeto.

Fonte: gov.br

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CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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Cota chinesa e sobretaxa de 55% fazem exportações de carne de MT recuarem 11,75%

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

A redução das compras chinesas mudou o ritmo das exportações de carne bovina de Mato Grosso em agosto. Os embarques do estado somaram 72,30 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), volume 11,75% menor que o registrado em julho, em um cenário marcado pelo atingimento da cota chinesa e pela cobrança de uma sobretaxa de 55% sobre os volumes excedentes.

A China é o principal destino da carne bovina mato-grossense e foi justamente o mercado que apresentou a maior retração no período. Em agosto, os embarques para o país totalizaram 8,04 mil TEC, uma queda de 75,56% em relação ao mês anterior.

Com a entrada dos volumes excedentes na faixa sujeita à sobretaxa, o produto brasileiro perde competitividade no mercado chinês. O efeito aparece diretamente nos números de agosto e reduz a participação do país nas exportações mato-grossenses.

O recuo, porém, não ocorre de forma generalizada entre os compradores. Os demais destinos avançaram 31,11% ante julho, movimento que ajuda a limitar o impacto provocado pela queda das vendas para a China.

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Rússia, Filipinas e EUA ampliam compras

Entre os mercados que aumentaram os embarques, a Rússia aparece com a maior expansão, de 80,62% em agosto ante julho. As Filipinas também registram crescimento expressivo, de 57,11%, enquanto os Estados Unidos ampliam as compras em 55,23%.

O avanço desses destinos, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ganha importância justamente no momento em que o principal mercado da carne bovina mato-grossense reduz os volumes adquiridos. A movimentação ajuda a redistribuir parte dos embarques e diminui o efeito da retração chinesa sobre o resultado total do estado.

Para os próximos meses, entretanto, o cenário ainda exige atenção, ressalta o Instituto. A suspensão das compras pela União Europeia acrescenta outro fator de preocupação para o setor, especialmente pela importância do bloco na diversificação dos destinos e pela melhor remuneração proporcionada por esse mercado.

Na direção oposta, os Estados Unidos podem assumir uma participação maior nas exportações. A ampliação temporária da cota de carne bovina isenta da tarifa adicional abre espaço para o país absorver parte dos embarques nacionais.

O movimento dos mercados nos próximos meses, portanto, deve ser acompanhado de perto pelo setor. Com restrições na China e a suspensão das compras pela União Europeia, o avanço de destinos como Rússia, Filipinas e Estados Unidos passa a ter peso maior na composição das exportações de carne bovina de Mato Grosso.

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