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Abin monitora ameaças estrangeiras e do crime organizado na eleição em MT

Agência diz que tem efeito relatório diário, no caso da interferência de facções criminosas, para identificar eventuais infiltrados na campanha eleitoral
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitora ameaças internas e externas de intervenção na eleição em Mato Grosso neste ano. As atividades do crime organizado e a ação de outros países estão sendo acompanhadas como potenciais de distúrbio no processo eleitoral.
O superintendente da Abin no Estado, Felipe Midon, disse que, no caso das facções criminosas, relatórios estão sendo produzidos sob a perspectiva de infiltração de eventuais candidatos cooptados. A possibilidade dessa interferência está no top 3 de assuntos monitorados.
“Nós sabemos que em alguns locais as organizações criminosas chegam a ocupar território, a influenciar [a campanha eleitoral] e até a indicar candidatos. É uma situação que todas as inteligências [das forças de segurança] acompanham; é uma preocupação. A notícia boa é que essas ameaças estão sendo muito bem acompanhadas, monitoradas”, disse.
O superintendente disse que as informações sobre o monitoramento de outros países são confidenciais. Mas a Abin tem um protocolo que classifica as atividades estrangeiras como “ameaças”.
“Qualquer ação que possa gerar uma preocupação [ao governo brasileiro], qualquer a ação que pode gerar uma ameaça está sendo monitorada. A questão de ameaça externa está no sistema de inteligência desde 2016, mas o nosso diagnóstico é para 2026”, afirmou.
O terceiro na lista de preocupações são as manifestações públicas, que possam atrapalhar o andamento da votação em outubro. O espectro de ameaça neste caso vai de bloqueio de rodovias a ataques cibernéticos que possam paralisar serviços essenciais.
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Governo diz que comitê de intervenção no DAE de Várzea Grande começa a trabalhar hoje

Plano do Aliança pela Água prevê investimento de R$ 60 milhões em 12 meses para resolver o problema de abastecimento de água
O governador Otaviano Pivetta disse que o comitê instituído para resolver o problema de abastecimento de água em Várzea Grande começa a trabalhar nesta quinta-feira (23). O grupo terá integrantes do governo e da prefeitura e será supervisionado pelo secretário de Infraestrutura, Marcelo Oliveira.
Segundo o governo, o planejamento prevê ações ao longo de 12 meses com investimento inicial de R$ 60 milhões. O foco da ação será no Departamento de Água e Esgoto (DAE).
“Definimos aportes necessários para compra de equipamentos, materiais e gestão da aplicação dos recursos em um plano de trabalho de 12 meses, com cronograma rigoroso. Estado entra no DAE, com o município de Várzea Grande, para resolver esse problema e levar água a todas as casas”, disse.
O comitê é parte do programa Aliança pela Água anunciado na semana passada pelo governador Otaviano Pivetta. O plano é que os primeiros resultados comecem a aparecer em 30 dias.
O programa é uma alternativa voluntária a eventual ordem judicial para intervenção administrativa do Estado em Várzea Grande. Ele teve chancela do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público (MPMT).
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Tarifaço de Trump entra em vigor, taxa 19% das exportações e Brasil anuncia reação

Nova tarifa de 25% afeta até US$ 11 bilhões em produtos. Itamaraty rebate acusações dos EUA e prepara pacote de R$ 130 milhões para buscar novos mercados
Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge 19% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. 
A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).
Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.
Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.
Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.
Políticas brasileiras
O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.
Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:
- pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
- desmatamento ilegal;
- acesso ao mercado de etanol;
- combate à corrupção;
- proteção da propriedade intelectual;
- acordos preferenciais com México e Índia.
O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.
Diversificação
Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.
Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.
Conteúdo especial
A Agência Brasil publicou reportagens especiais para contrapor os argumentos usados pelos EUA para justificar o tarifaço:
Modelo do pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil
Tarifaço: EUA distorcem tema das big techs, afirmam especialistas
Tarifaço deve ter efeito limitado na balança comercial brasileira
Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil
Tarifa dos EUA terá efeito limitado sobre etanol brasileiro
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Virginia Fonseca e Blaze entram na mira da Justiça e podem pagar R$ 120 milhões

Tribunal do DF atendeu a pedido do Ministério Público e proibiu postagens que tratem apostas eletrônicas como forma de investimento
A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de propaganda de apostas eletrônicas (bets) que não estão acordo com as regras da legislação.
A decisão foi proferida nessa terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, e atendeu ao pedido liminar feito pelo Ministério Público (MP).
Pela decisão, Virginia terá prazo de 48 horas para retirar postagens feitas em parceria com a plataforma de apostas Blaze, que também foi acionada pelo MP.
O magistrado determinou que Virginia está proibida de fazer postagens que sugiram lucros fixos, renda extra, fonte de renda, investimento ou forma alternativa de emprego.
Segundo o desembargador, a legislação que autorizou o funcionamento das plataformas de bets impede a realização de publicidade com sugestões de ganho fácil com as apostas eletrônicas.
“A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida”, afirmou.
A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Virginia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.
Pagamento solidário de R$ 120 milhões
No início deste mês, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze.
O órgão pede a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos pela divulgação abusiva do site de apostas.Na ação, o MP também solicitou uma liminar para proibir a influenciadora de divulgar publicidade irregular de bets, mas o pedido foi rejeitado pela primeira instância da Justiça do Distrito Federal. Em seguida, o MP recorreu à segunda instância.
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