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Deltan Dallagnol e ex-ministros debatem regulação e rumos econômicos do campo em Cuiabá

A abertura da GreenFarm 2026 traz a Cuiabá, na noite de quarta-feira (27), um debate técnico sobre as principais transformações políticas, econômicas e regulatórias que impactam o mercado global. O Seminário LIDE Agro, organizado pelo LIDE Mato Grosso no Parque Novo Mato Grosso, reúne lideranças nacionais para analisar os novos rumos jurídicos e institucionais do ambiente de negócios no campo.
O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol é um dos nomes confirmados no encontro. Mais votado do Paraná nas eleições de 2022, com mais de 344 mil votos, Dallagnol atua como embaixador de formação política do Partido Novo e integra as discussões focadas em governança e regulação.
O evento ocorre em um cenário de forte pressão internacional sobre as cadeias produtivas. O avanço de novas legislações ambientais externas e a necessidade de atração de capital estrangeiro colocam a segurança jurídica e a eficiência regulatória no centro da agenda das principais lideranças do país.
Eixos temáticos e palestrantes
O painel de debatedores reúne perfis de diferentes áreas do setor público e privado, incluindo ex-ministros de Estado, parlamentares e executivos do mercado de capitais. Estão confirmadas as presenças do deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; do agrônomo e ex-chefe do Gabinete Presidencial no governo FHC, Xico Graziano; e do ex-ministro da Agricultura, Neri Geller.
Completam a lista de convidados os seguintes especialistas:
- Cidinho Santos – Senador (2016-2019) e CEO do Grupo MC Empreendimentos;
- Jess Peixoto – Comentarista da Jovem Pan News e presidente do IBdebates;
- Francisco Maturro – Head do Lide Agronegócio e presidente da Rede ILPF;
- Cel. Carlos Henrique Guedes – CEO da TSX Invest;
- Rogério Bourei – Diretor da Abfiagro;
- Xisto Bueno – Diretor executivo do Fórum Agro MT;
- Vivaldo Lopes – Economista.
Sob a curadoria de Igor Taques, presidente do LIDE Mato Grosso, as discussões serão divididas em quatro eixos centrais: Os desafios da agroindústria; O novo ciclo dos biocombustíveis; Política, regulação e negócios; Inovação e tecnologia no campo.
Diálogo institucional
A organização destaca que o encontro foi planejado para reduzir o distanciamento entre o setor produtivo e as esferas de decisão em Brasília, buscando alternativas estruturais para a manutenção da rentabilidade do campo em um período de margens de lucro globais mais apertadas.
“O agronegócio é um dos principais pilares da economia brasileira e Mato Grosso ocupa posição central nesse contexto. O fórum foi estruturado para promover um debate qualificado com quem constrói as políticas do setor na prática, olhando para os desafios atuais e as oportunidades futures do Brasil”, pontua Igor Taques.
De acordo com Taques, o fórum estabelece um ambiente estratégico de articulação política e institucional, gerando subsídios técnicos para que os formuladores de políticas públicas compreendam com maior precisão a realidade operacional do interior do país.
Programação e estrutura
O Seminário LIDE Agro marca o início oficial das atividades da GreenFarm 2026, que segue com programação técnica e comercial até o dia 30 de maio. O cronograma do evento inclui feiras de tecnologia, painéis voltados à agricultura familiar, leilões e mostras comerciais com mais de 100 estandes.
O comitê organizador alterou os horários de funcionamento para esta edição. Na quarta-feira (27), as atividades começam a partir das 18h. Na quinta-feira (28) e na sexta-feira (29), o atendimento ao público ocorre das 14h às 22h, enquanto o sábado (30) terá programação estendida das 8h às 22h. A visitação e o estacionamento no Parque Novo Mato Grosso são gratuitos.
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USP descobre como reduzir em 60% os sintomas de fungo no trigo

Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana.
A solução foi baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Se a descoberta for viabilizada comercialmente, tem potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no cultivo de trigo.
A Embrapa destaca que o diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.
Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.
Controle biológico vai além do combate direto ao fungo
Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), explica mais: “os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”.
Todas as tês bactérias estudadas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.
Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.
Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável e, em alguns tratamentos, até aumentou.
Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.
“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.
Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico
Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.
Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.
As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da raiz. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.
Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.
A infecção pelo fungo reduz a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afeta processos importantes para a defesa natural das plantas. Por outro lado, os tratamentos com as bactérias Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.
Para Mendes, coordenador do estudo, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.
O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.
Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.
Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?
É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.
Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.
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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).
De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.
Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.
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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.
O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.
A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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