Business
Caravana técnica discute uso de biológicos para otimizar adubação fosfatada

O Grupo Cogny e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizam entre maio e julho a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo, com eventos em regiões agrícolas do Brasil e também no Paraguai. A proposta é apresentar resultados e orientações técnicas sobre o uso de solubilizadores de fósforo no manejo nutricional das lavouras, em um momento de pressão sobre os preços dos fertilizantes fosfatados.
Segundo as instituições, a primeira rodada ocorreu entre os dias 11 e 15 de maio, com palestras em Ciudad del Este, no Paraguai, Cascavel e Ponta Grossa, no Paraná, Dourados, em Mato Grosso do Sul, e Itapetininga, em São Paulo. A programação teve participação da pesquisadora Flávia Santos, da Embrapa Milho e Sorgo.
O foco técnico dos encontros é o uso de produtos biológicos formulados com microrganismos solubilizadores de fosfato, como SolubPhos e BiomaPhos, desenvolvidos em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. De acordo com a pesquisadora, a tecnologia pode ampliar a eficiência no aproveitamento do fósforo já presente no solo, principalmente em áreas com disponibilidade alta ou muito alta do nutriente, desde que haja monitoramento do sistema solo-planta.
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Flávia Santos afirmou que o manejo sustentável da adubação fosfatada depende de diagnóstico técnico e acompanhamento constante, para evitar redução de produtividade. Ela também relacionou o uso dessas ferramentas à adoção de sistemas conservacionistas, como plantio direto e sistemas integrados.
Christiane Paiva, também pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, informou que os microrganismos utilizados foram isolados de solos brasileiros e atuam na região das raízes, favorecendo a absorção de fósforo e o desenvolvimento radicular. Segundo ela, a proposta é incorporar essa alternativa como ferramenta complementar no manejo nutricional.
As próximas etapas da caravana estão previstas para Mato Grosso: Sinop e Lucas do Rio Verde na segunda-feira (26), Primavera do Leste na terça-feira (27) e Campo Novo do Parecis na quarta-feira (28). O material divulgado não informa número de participantes, área atendida nem resultados consolidados em escala comercial.
A discussão sobre eficiência no uso de fósforo ganha espaço em um cenário de custos elevados com fertilizantes e busca por maior aproveitamento dos nutrientes no solo. A adoção dessas tecnologias, no entanto, depende de recomendação agronômica, análise de solo e validação conforme as condições de cada área de produção.
Fonte: embrapa.br
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Agro Mato Grosso
Entregas de fertilizantes podem cair até 15% em 2026

Sindiadubos-PR alerta para impacto sobre produção agrícola brasileira
A crise enfrentada pelo mercado brasileiro de fertilizantes por conta dos reflexos das guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia coloca em risco a safra 2026/2027 de soja, cujo plantio começa em setembro. Além dos riscos logísticos, da escassez de produtos e da elevação generalizada de custos, o cenário de incertezas se agrava com o atraso dos agricultores em adquirir os insumos.
“A combinação dos fatores globais e domésticos, como a taxação de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas e a tabela do frete mínimo, deve reduzir o uso de fertilizantes e, consequentemente, diminuir a produção agrícola em relação às estimativas para a safra 2025/2026, o que significa que dificilmente chegaremos ao recorde de produção alcançado na safra passada”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz.
Segundo ele, atualmente, apenas cerca de 50% dos fertilizantes necessários para a safra de soja foram negociados, quando, historicamente, o normal para este período do ano já passava de 60%. “O mercado na ponta travou devido às altas de preço, mas essa demora cria um risco iminente de escassez e gargalos logísticos”, aponta, citando que as compras para os meses de pico de chegada de fertilizantes nos portos (junho a agosto) não estão acontecendo em maio.
“Se a demanda retomar de última hora, o país pode enfrentar problemas de gargalo nos portos, com acúmulo de navios e longos tempos de espera, que podem chegar a até 60 dias”, prevê. O presidente do Sindiadubos-PR lembra que, no ano passado, nessa época, já havia filas de 10 a 15 dias para atracação, enquanto hoje os portos estão “ tranquilos”. “Caso os agricultores busquem o mesmo volume de fertilizantes do ano passado em cima da hora, eles não vão encontrar de forma alguma, pois as empresas distribuidoras não estão tomando posição de compra antecipada devido ao risco de queda de preço e aos altos custos financeiros (juros de até 20% ao ano) e de armazenagem”, analisa Schwartz.
Riscos
Diante desse quadro, ele aponta três riscos para o produtor que adiar a decisão de compra dos fertilizantes: o produto ficar mais caro, não ter o produto no momento certo (estar parado em fila de navios aguardando para descarregar em porto) ou até mesmo faltar. Para não ser prejudicado em nenhuma dessas hipóteses, o presidente do Sindiadubos-PR alerta que o produtor aja de forma estratégica para garantir o suprimento.
Porém, Schwartz pondera que o agricultor também enfrenta problemas financeiros graves, como o aumento das recuperações judiciais, o que restringe o crédito no setor. “Além disso, os custos operacionais estão mais altos, com os produtores absorvendo 2% a mais pelos insumos devido à taxação do PIS/Cofins, que entrou em vigor no último dia 1º de abril, e à Medida Provisória (MP) 1.343/26, que endureceu a fiscalização sobre o piso mínimo do frete mínimo, sem falar do forte impacto que estão sofrendo pela alta do diesel”, aponta.
De acordo com o presidente do Sindiadubos-PR, toda essa conjuntura elevou a margem de risco, com o custo de produção se aproximando de 50 a 55 sacos de soja por hectare, em uma produção média de 60 sacos. “Essa é uma conta ´muito apertada` e de altíssimo risco, especialmente com a possibilidade de efeitos climáticos como o El Niño, que pode causar seca no Centro-Oeste”, observa.
Pressões internacionais
Em meio a tantas pressões, os agricultores são diretamente atingidos pelos conflitos geopolíticos, tanto entre Rússia e Ucrânia como entre Estados Unidos e Irã, que afetaram a cadeia de fornecimento global. Ataques de drones atingiram diversas partes de diferentes pontos de produção de matérias primas e fertilizantes na Rússia, um dos maiores fornecedores de fosfato monoamônico (MAP), nitrato de amônia e ureia para o Brasil.
Já os volumes de importação de fosfatados — tanto MAP quanto NPs (adubo composto por nitrogênio e fósforo) e superfosfato simples caíram cerca de 900 mil toneladas de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. “Porém o período de maiores volumes de chegadas no Brasil são os meses de junho a agosto e, até o presente momento, a China, que foi um player muito importante em 2025, continua com restrições nas exportações de fosfatados. Além disso, o estoque de enxofre na China nos portos está nos níveis mais baixos dos últimos cinco anos”, pontua Schwartz. Adicionalmente, o fechamento de uma planta na produção nacional de superfosfato simples retira cerca de 1 milhão de toneladas anuais de fertilizantes do mercado.
O presidente do Sindiadubos-PR destaca que, devido às guerras, o custo em dólar dos fertilizantes disparou nos últimos meses: o MAP subiu cerca de 40%, o superfosfato triplo aumentou 50%, a ureia encareceu mais de 50% e o superfosfato simples chegou a dobrar de preço. Em função da alta de preços e dificuldades logísticas, o Sindiadubos-PR mantém a estimativa de queda de 10 a 15% nas entregas de fertilizantes ao Brasil em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas no ano passado.
Os desafios e as estimativas do mercado nacional serão abordados na 20ª edição do Simpósio NPK, maior evento nacional presencial do setor de fertilizantes, no dia 22 de outubro de 2026, em Curitiba (PR). A expectativa é reunir 1,2 mil profissionais que representam 350 empresas do agronegócio de todo o país.
Business
Conab eleva previsão e safra de café pode atingir recorde de 66,7 milhões de sacas em 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, nesta quinta-feira (21), uma produção brasileira de café de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026. O volume representa aumento de 18% em relação às 56,54 milhões de sacas colhidas em 2025. Na comparação com o levantamento de fevereiro, a estimativa subiu 0,8%, o equivalente a 510 mil sacas.
Se confirmada ao fim do ciclo, a safra superará em 5,74% o recorde anterior, de 63,08 milhões de sacas, registrado em 2020. A área total destinada à cafeicultura foi estimada em 2,34 milhões de hectares, alta de 3,9%. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional deve avançar 13%, para 34,4 sacas por hectare.
No café arábica, a Conab prevê 45,77 milhões de sacas, crescimento de 28% sobre 2025. Segundo a estatal, o resultado reflete os efeitos do ciclo de bienalidade positiva, maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Já o conilon deve somar 20,93 milhões de sacas, alta de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, estimada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, projetada em 53,9 sacas por hectare.
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Entre os estados, Minas Gerais segue como principal produtor, com estimativa de 33,4 milhões de sacas, avanço de 29,8% na comparação anual. A Conab atribui o desempenho à bienalidade positiva e à melhor distribuição das chuvas antes da floração. No Espírito Santo, a previsão é de 18 milhões de sacas, alta de 3%. A produção de arábica no estado deve crescer, enquanto o conilon tende a recuar 4,2%, em meio ao elevado desempenho de 2025 e a temperaturas abaixo da média no ciclo.
Na Bahia, a colheita pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%, apoiada por regularidade climática, manejo e entrada de novas áreas. Em São Paulo, a produção de arábica foi estimada em 5,9 milhões de sacas, avanço de 24,6%. Rondônia, com cultivo exclusivo de conilon, pode alcançar 2,8 milhões de sacas, aumento de 19,4%, com apoio de material genético clonal mais produtivo e clima favorável.
Os números do segundo levantamento da Conab indicam recuperação produtiva da cafeicultura em 2026, principalmente no arábica. A confirmação do recorde ainda dependerá do comportamento climático e do desempenho da colheita ao longo do ciclo, segundo os dados disponíveis no boletim oficial.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A produção brasileira de café está estimada em 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026, segundo o 2º Levantamento da Safra de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Se confirmada ao fim do ciclo, a colheita será recorde na série histórica da estatal. O volume representa alta de 18% sobre 2025 e supera em 5,74% o resultado de 2020, até então o maior já registrado.
A Conab projeta aumento de 3,9% na área total destinada à cafeicultura, para 2,34 milhões de hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,4 sacas por hectare, avanço de 13% na comparação anual.
No café arábica, a produção deve alcançar 45,8 milhões de sacas, alta de 28% sobre a safra anterior. Segundo a Conab, o resultado reflete o atual ciclo de bienalidade positiva, a maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Para o conilon, a estimativa é de 20,9 milhões de sacas, aumento de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, calculada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, prevista em 53,9 sacas por hectare.
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Entre os estados, Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas, alta de 29,8%. No Espírito Santo, a produção total foi estimada em 18 milhões de sacas, avanço de 3%, com crescimento do arábica e recuo de 4,2% no conilon. Na Bahia, a safra pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%. Em São Paulo, a previsão é de 5,9 milhões de sacas, aumento de 24,6%. Rondônia, com produção exclusiva de conilon, deve alcançar 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4%.
No mercado, o Brasil exportou 11,5 milhões de sacas entre janeiro e abril de 2026, queda de 22,5% ante igual período de 2025, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A Conab relaciona o recuo ao baixo nível dos estoques internos após safras mais limitadas e embarques aquecidos nos últimos anos. No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção mundial de 178,8 milhões de sacas no ciclo 2025/26, alta de 2%, enquanto a demanda deve crescer 1,3%, para 173,9 milhões de sacas.
A estimativa de safra maior amplia a oferta interna ao longo de 2026 e pode favorecer a recuperação dos embarques no segundo semestre, segundo a avaliação apresentada pela Conab. Ainda assim, o comportamento dos preços seguirá condicionado ao ritmo da colheita, ao nível dos estoques remanescentes e à evolução da demanda internacional.
Fonte: gov.br
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