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21 de maio de 2026

Sustentabilidade

Complexo soja amplia exportações do Paraná no primeiro quadrimestre

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O complexo soja foi o principal destaque da balança comercial agropecuária do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21). No período, o estado embarcou mais de 5,3 milhões de toneladas de grão, farelo e óleo, alta de 3,2% sobre o mesmo intervalo de 2025, com faturamento de US$ 2,3 bilhões, avanço de 10,6%.

De acordo com o boletim, a China respondeu por 59% do volume exportado pelo Paraná, reforçando o peso do mercado externo na comercialização da soja paranaense. Os números consolidam o complexo como principal produto da agricultura estadual no início de 2026.

No mesmo levantamento, o Deral indicou atenção para a segunda safra de milho após as primeiras geadas no estado. O percentual de lavouras em boas condições caiu de 84% para 82%. As áreas avaliadas como regulares passaram a 13%, enquanto as classificadas como ruins subiram de 4% para 5%. Segundo o analista do Deral Edmar Gervasio, os danos foram pontuais e concentrados principalmente na região Sul. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas”, informou.

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O boletim também detalha que a região Norte concentra 35,7% da área de milho do Paraná, com pouco mais de 1 milhão de hectares, enquanto o Oeste reúne cerca de 933 mil hectares. Nessas regiões, os efeitos das geadas foram menos evidentes até o momento.

Na pecuária, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 15% no quadrimestre, mas a maior oferta de animais para abate pressionou os preços no mercado interno. No Paraná, a arroba bovina teve queda de 2,72% no mês, com média de R$ 343,00. Na avicultura, o frango vivo foi pago em média a R$ 4,62 por quilo em abril, abaixo do custo médio de produção estimado em R$ 4,70 por quilo. Entre os insumos, o milho no atacado foi cotado a R$ 63,58 por saca de 60 quilos e o farelo de soja a R$ 1.885,50 por tonelada.

Os dados do Deral indicam, no curto prazo, um cenário de sustentação das exportações de soja e de monitoramento climático sobre o milho safrinha. Para proteína animal, a relação entre preços de venda e custo de produção segue como ponto de atenção para produtores e agroindústrias. O boletim não apresenta projeção consolidada para o restante do ano.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Sustentabilidade

Fraqueza do milho em Chicago deve manter negócios parados no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve seguir enfraquecido nesta quarta-feira, diante da fraqueza do cereal na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O dólar, que pode atuar como contraponto aos preços, apenas sobe leve frente ao real nas primeiras operações. Se não houver novidades, a comercialização ficará em segundo plano.

Nesta quarta-feira, o mercado brasileiro de milho esteve difícil na comercialização no decorrer do dia. Os produtores estão avançando na fixação de oferta em várias localidades do país, contudo, buscando sustentação nos preços, em muitos casos distantes dos níveis de intenção de compra dos consumidores. Os consumidores estão atuando de maneira morosa, sinalizando bom abastecimento e esperando por preços mais fracos em breve por conta da safrinha. Atenções no dia na forte queda de Chicago e no enfraquecimento do dólar, o que não deixa espaço para avanço de preço no porto.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 64,50/69,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 65,00/67,00 a saca.

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No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/68,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 55,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 50,00/53,00 a saca em Rondonópolis.

 

CHICAGO

* Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a posição julho/26 recua 0,26%, cotada a US$ 4,64 1/2 por bushel.

* O mercado dá continuidade ao movimento de baixa registrado no pregão anterior, pressionado pela valorização do dólar frente às outras moedas correntes, fator que reduz a competitividade do grão norte-americano no cenário externo.

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CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,14%, a R$ 5,0102. O Dollar Index registra alta de 0,24%, a 99,333 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em sentidos opostos. China, -2,04%. Japão, +3,14%.

* A maioria das bolsas na Europa opera em queda. Paris, -0,51%. Frankfurt, -0,54%. Londres, -0,40%.

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* O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 100,72 o barril (+2,50%).

AGENDA

—–Quinta-feira (21/05)

15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de  Cereais de Buenos Aires.

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16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

—–Sexta-feira (22/05)

16h00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Autor/Fonte:  Safras News

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Sustentabilidade

Agronegócio poderá usar linha de crédito do FAT para inovação – MAIS SOJA

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Produtores rurais que quiserem investir em inovação poderão contar com uma linha especial de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira (20) uma mudança nas regras de financiamento à inovação e à digitalização com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A medida amplia o acesso ao crédito para empresários individuais e pessoas físicas que atuam no agronegócio, na produção florestal, na pesca e na aquicultura.

Na prática, produtores rurais e trabalhadores desses setores poderão contratar financiamentos para modernização tecnológica, compra de máquinas e equipamentos e digitalização das atividades produtivas.

Os recursos são repassados pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que empresta o dinheiro com juros subsidiados.

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O que muda

Antes da decisão, as operações de crédito eram restritas a empresas organizadas formalmente. Com a nova regulamentação, pessoas físicas e empresários individuais também passam a ser reconhecidos como beneficiários das linhas de financiamento.

A mudança vale para trabalhadores residentes e domiciliados no Brasil que exerçam atividades econômicas ligadas aos seguintes setores:

  • Agronegócio;
  • Produção florestal;
  • Pesca;
  • Aquicultura e
  • Serviços diretamente relacionados a esses segmentos
Como funciona

Os financiamentos usam recursos do FAT, fundo abastecido principalmente pelas contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O dinheiro é transferido ao BNDES, que opera programas de crédito voltados ao investimento produtivo.

As operações utilizam a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que tende a tornar o crédito mais acessível em comparação a modalidades tradicionais de mercado.

Segundo o governo, os recursos poderão ser usados para:

  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Modernização tecnológica;
  • Digitalização da produção;
  • Aumento da produtividade;
  • Melhoria das condições de trabalho e produção.
Impactos esperados

A avaliação do governo é que a medida pode estimular a produção e a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, além de beneficiar fabricantes, distribuidores e prestadores de serviço.

A expectativa também é de geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da atividade econômica nas regiões atendidas.

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O governo argumenta ainda que a modernização tecnológica pode melhorar a eficiência da produção rural e ampliar a competitividade do setor.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o principal órgão responsável por definir as diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país.

Atualmente presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Fonte: Agência Brasil



 

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Sustentabilidade

Fazenda estuda Fundo Garantidor para dívidas rurais – MAIS SOJA

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A equipe econômica estuda a criação de um Fundo Garantidor para o agronegócio diante do aumento das perdas provocadas por eventos climáticos extremos e da escalada do endividamento rural.

A proposta foi confirmada nesta quarta-feira, 20, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com senadores, deputados e representantes de movimentos agrícolas para discutir o projeto de renegociação das dívidas do setor.

“A gente já sinaliza que a gente vai trabalhar nisso. A ideia é que nos próximos dias a gente tenha um texto final”, afirmou Durigan em coletiva no Ministério da Fazenda.

Segundo ele, o modelo em discussão deverá contar com participação do governo federal, dos bancos e também dos produtores rurais, em menor escala.

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Novo mecanismo

O fundo faz parte de um pacote mais amplo de medidas voltadas ao financiamento e à renegociação das dívidas do agronegócio. Segundo Durigan, o fundo funcionaria nos moldes do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre parcialmente prejuízos de investidores vítimas de quebra de instituições financeiras.

Esse fundo, informou o ministro, teria recursos do governo, das instituições financeiras e dos próprios agricultores.

A presença de recursos públicos seria uma diferença em relação ao FGC, que tem aportes apenas das instituições financeiras.

Carência e prazo maiores

O principal ponto do projeto é a criação de uma linha especial de crédito para renegociar passivos rurais utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos supervisionados pela Fazenda.

O texto prevê condições diferenciadas para os produtores, com prazo de até dez anos para pagamento das dívidas e carência de dois anos para início da quitação. Segundo Durigan, houve acordo com os senadores sobre esses pontos.

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“O debate agora é sobre os melhores critérios de enquadramento. Um dos critérios da Fazenda é que seja identificada perda real por parte do agricultor”, disse o ministro.

Originalmente, o governo pretendia dar carência de um ano para o início do pagamento das dívidas e conceder prazo de até seis anos de pagamento das parcelas após a renegociação. De acordo com Durigan, a Fazenda concordou em ceder nesses dois pontos após a reunião desta quarta-feira.

Critérios e acesso

A equipe econômica quer limitar o acesso aos programas de renegociação a produtores efetivamente afetados por perdas climáticas ou crises econômicas. A intenção é evitar que o benefício seja utilizado de forma indiscriminada.

O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu a necessidade de construir uma solução estrutural para o endividamento do setor rural. Segundo ele, os problemas enfrentados pelos produtores deixaram de ser pontuais.

“O endividamento rural hoje é uma questão estrutural da economia agrícola brasileira. Precisamos preservar a produção, o abastecimento e os empregos do setor”, afirmou o senador após a reunião.

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Pressão climática

O avanço da proposta ocorre em meio ao aumento das perdas provocadas por secas prolongadas, enchentes e oscilações climáticas severas que afetaram diferentes regiões produtoras nos últimos anos.

Nos debates no Senado, parlamentares ligados à bancada ruralista argumentaram que as sucessivas quebras de safra agravaram as dificuldades de pagamento das operações de crédito rural contratadas anteriormente.

O novo fundo garantidor é tratado como uma tentativa de criar um mecanismo permanente de proteção financeira para o setor diante da intensificação dos riscos climáticos.

Impacto bilionário

Apesar do apoio político da bancada ruralista, a proposta enfrenta resistência dentro da equipe econômica por causa do impacto fiscal potencial.

Estimativas discutidas no Congresso apontam que o volume de dívidas rurais envolvidas pode chegar a cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos inicialmente previstos incluem até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, além de outras fontes públicas de financiamento.

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A votação do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi adiada após pedido do Ministério da Fazenda por mais tempo de negociação sobre pontos considerados sensíveis no texto.

Após a reunião desta quarta, Calheiros e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também participou das renegociações, disseram que os cálculos do impacto fiscal serão refeitos.

Fonte: Agência Brasil



 

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