Business
Arroz segue pressionado com safra cheia e avanço da colheita

A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul e o avanço praticamente final da colheita no Brasil seguem pressionando o mercado de arroz. Com oferta elevada, o espaço para uma recuperação mais consistente nos preços ainda é limitado.
Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, parte dos agentes já começa a acompanhar com mais atenção fatores externos que podem mudar o equilíbrio global do mercado no segundo semestre.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
No Brasil, a colheita já supera 94% da área estimada. No Rio Grande do Sul, os trabalhos se aproximam do fim, consolidando uma produção próxima de 7,9 milhões de toneladas, base casca. A safra brasileira deve ficar ao redor de 11 milhões de toneladas.
De acordo com Oliveira, a produtividade elevada em importantes regiões produtoras do estado, acima de 8,8 toneladas por hectare, somada ao bom rendimento de engenho e à alta incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla oferta no mercado interno.
Nesse cenário, os preços seguem pressionados, embora ainda encontrem alguma sustentação na postura mais cautelosa de produtores capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências variam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Na Campanha e na Depressão Central, os negócios giram entre R$ 56 e R$ 58.
Já nas regiões com maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, as negociações permanecem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.
O início da temporada também já registra déficit na balança comercial do arroz, com importações acima das exportações. O cenário reforça a necessidade de retomada do fluxo exportador para equilibrar o mercado doméstico.
Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar fatores de sustentação. Segundo o consultor, Chicago já trabalha perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo fundamentos globais mais firmes.
O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta redução de área e de produção mundial para a temporada 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores na comparação anual.
Além disso, riscos climáticos voltam ao radar do mercado. O retorno das discussões sobre El Niño, as ondas de calor na Índia, o excesso de chuvas em Bangladesh e os custos mais elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola ampliam a preocupação com a capacidade produtiva global nas próximas temporadas.
A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24. O valor representa queda de 2,29% frente à semana anterior. Em relação ao mês passado, o recuo é de 4,40%. Na comparação com o início de 2025, a desvalorização chega a 21,16%.
*Com informações da Agência Safras News
O post Arroz segue pressionado com safra cheia e avanço da colheita apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul tem registrado oferta restrita nos últimos dias, cenário que tem dado sustentação às cotações do cereal. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a necessidade de compra das indústrias e as condições climáticas também têm contribuído para esse movimento.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Ainda segundo o centro de estudos, produtores da mercadoria seguem retraídos, na expectativa de valores mais elevados para negociação. Enquanto isso, parte da indústria elevou suas ofertas para compra, muito por conta da necessidade de repor seus estoques. Em casos específicos, chegaram a ser suspensas as vendas do cereal temporariamente, por não ter matéria-prima suficiente.
Pesquisadores reforçam que as chuvas também tem dificultado os carregamentos em determinadas regiões, o que torna a preferência por lotes já depositados nas unidades cada vez maior.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
O post Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso
Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.
A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.
O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.
“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.
“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.
A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.
A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.
Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.
Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.
Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento. “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.
No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.
A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Confinamento em MT cresce 43% em 2026, aponta Imea

O estado de Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos neste ano, uma alta de 43,41% em relação ao volume consolidado no ano passado, quando foram confinadas 928,67 mil cabeças. A estimativa consta no 2° levantamento de intenções de confinamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado em 17 de agosto. O estudo também mostra a expectativa de avanço da atividade, mesmo com um cenário de custos e preços exigindo cautela dos pecuaristas.
Entre os produtores consultados em julho, 56,47% afirmaram que pretendem realizar o confinamento neste ano, enquanto 38,82% disseram que não devem utilizar o sistema e 4,71% ainda estavam indecisos.
De acordo com o Imea, um dos principais pontos observados foi o comportamento dos custos da alimentação. Na comparação com a média de 2025, o preço do milho foi para R$ 44,39, um recuo de 13,86% por saca. Também houve redução nas cotações do caroço de algodão (-24,18%), do DDG (-15,60%) e do farelo de soja (-2,47%).
Apesar dessa queda nos principais insumos da alimentação dos animais, a diária média do confinamento no estado subiu para R$ 13,62 por cabeça, um crescimento de cerca de 3,54% em relação a abril e de 3,57% ante 2025. Segundo o Imea, o movimento está relacionado principalmente à valorização dos animais de reposição.
O novo levantamento também mostra que o preço do bezerro de 12 meses aumentou 13,06% na comparação anual. Ainda assim, o abate das fêmeas recuou 17,11% em julho, sinalizando um movimento de retenção de matrizes e contribuindo para a menor disponibilidade de animais para reposição.
O estudo feito pelo instituto também mostra que esse cenário afetou a relação de troca. Em julho, eram necessários cerca de 2,16 bezerros para a compra de um boi gordo, uma queda de 6,09% em relação à relação registrada em 2025. Na prática, o pecuarista precisa de uma quantidade maior de capital para formar o lote que será levado ao confinamento.

Estado deve ter 1,33 milhão de animais confinados até o final do ano (Divulgação)
Nesta edição, o levantamento indica que em Mato Grosso há diferenças no custo da arroba produzida conforme o tamanho do confinamento. Entre as propriedades avaliadas, o custo médio oscila de R$ 220,50 e R$ 235 por arroba.
Os confinamentos com até 1 mil cabeças apresentaram custo médio de R$ 220,50/@. Já os estabelecimentos com 3.001 a 5 mil animais registraram o maior custo, de R$ 235/@. Nos grandes confinamentos, com mais de 5 mil cabeças, o custo médio ficou em R$ 223,13/@.
Na pecuária mato-grossensse, o preço da reposição continua sendo a principal preocupação, apontado por 23,76% dos entrevistados. Na sequência aparecem o preço do boi gordo, com 19,80%, questões políticas (15,84%), baixa lucratividade (10,89%) e o cenário geopolítico e do mercado externo (8,91%).
De acordo com o Imea, o comportamento da arroba também ajuda a explicar a cautela. Depois de atingir R$ 360,01/@ em abril, o preço recuou para R$ 312,94/@ e chegou a R$ 324,17/@ em julho.
O alerta no segundo semestre
Para o segundo semestre, o calendário está concentrado nos abates. De acordo com o instituto, 80,74% dos animais confinados devem ser abatidos até o final do ano. Dentro desse volume, 48,31% das entregas estão previstas para ocorrer entre setembro e novembro.
A concentração acontece em um período considerado sensível para o mercado, já que coincide com o esgotamento da cota de importação de carne bovina da China. A expectativa é de retomada dos embarques a partir do fim de outubro, já considerando a cota de 2027. Diante deste cenário, 33,33% dos produtores consultados utilizaram contratos a termo com frigoríficos, envolvendo 17,52% do total de cabeças projetadas.
Outros 30,23% afirmaram ter realizado operações na B3, protegendo 14,44% dos animais. As estratégias buscam reduzir a exposição às oscilações do preço do boi gordo no momento da entrega dos animais.
Apesar do crescimento projetado de 1,33 milhão nas intenções de confinamento, em relação a comparação anual, o número representa uma revisão de 7,71% para baixo em relação ao primeiro levantamento, publicado em abril, quando a expectativa era de 1,44 milhão de animais confinados.

Distribuição do envio dos animais para abate em Mato Grosso em 2026 (Divulgação)
Business18 horas agoMercado da soja ganha sustentação com alta em Chicago e dólar firme
Sustentabilidade20 horas agoResistência de fungos a fungicidas na soja – MAIS SOJA
Sustentabilidade18 horas agoAPROSOJA MS: EUA reduz estoques de milho e cenário pode favorecer preços em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoProcessamento de soja em MT totaliza 1,24 mi de t em julho – Imea – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso17 horas agoVÍDEO: incêndio que já dura três dias avança por áreas rurais e faz gado fugir em MT
Business17 horas agoEmbrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições
Featured19 horas agoSine-MT disponibiliza mais de 2 mil vagas de emprego em todo o estado nesta semana
Business19 horas agoEl Niño aumenta riscos para a soja na safra 26/27; veja como se preparar
















