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5 de outubro de 2026

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Mercado para milho verão cresce 21% e atinge R$ 2,9 bi na safra 2025/26

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Foto: Sandra Brito/Embrapa

O mercado de defensivos agrícolas para a cultura do milho verão no ciclo 2025/26 movimentou R$ 2,9 bilhões, uma alta de 21% em relação aos R$ 2,4 bilhões registrados na safra anterior. Os dados constam no levantamento FarmTrak, divulgado pela consultoria Kynetec Brasil.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 9% na área plantada no país, que atingiu 3,9 milhões de hectares. Em nota, Alves informou que houve também um avanço na intensidade de aplicação, com a média de tratamentos subindo de 17 para 18 por propriedade, um crescimento de 6%.

Herbicidas lideram movimentações financeiras

A consultoria informou que os herbicidas lideram as movimentações financeiras, com R$ 900 milhões, o equivalente a 31% do mercado total. Na sequência aparecem os inseticidas, com R$ 826 milhões (28%), e os fungicidas, com R$ 580 milhões (20%).

O segmento de tratamento de sementes respondeu por 14% das vendas. Nematicidas e outros insumos representaram 3% e 4%, respectivamente. No total, esses três itens somaram R$ 594 milhões. “Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas stroby mix, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos premium”, disse Alves, em nota.

Na safra 2019/20, o especialista destacou que, os stroby mix correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os premium já responderam por 38% na safra 2025/26.”

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demanda fraca faz mercado ajustar valores

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O mercado brasileiro de feijão opera com reduzida liquidez nesta semana, reflexo da menor disposição de compra nas principais praças comercializadoras do país, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A lentidão verificada nas aquisições pelo setor varejista diminuiu a necessidade de reposição por parte das indústrias processadoras, que neste momento priorizam a rotação dos estoques já existentes antes de retomarem compras em volume.

Com a demanda mais contida, produtores e vendedores com posição financeira sólida têm adotado estratégia de restringir a oferta do produto, buscando evitar quedas mais acentuadas nas cotações.

No caso do feijão-carioca, a fraca demanda tem dificultado a manutenção dos patamares de preço registrados nas semanas anteriores, com pressão de baixa sobre os valores praticados.

Já para o feijão-preto tipo 1, o movimento comprador também perdeu força. Após as valorizações observadas recentemente, o mercado passa por ajustes nos preços.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Inspeções de soja, milho e trigo para exportação caem nos EUA na semana

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Os volumes de soja, milho e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 1º de outubro de 2026. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na comparação semanal, a soja caiu 1,53%, o milho recuou 13,5% e o trigo teve baixa de 10,3%.

Segundo o USDA, o volume de soja inspecionado para exportação somou 1,138 milhão de toneladas, ante 1,156 milhão de toneladas na semana anterior. Em igual período de 2025, o total havia sido de 783,495 mil toneladas. Na comparação anual, houve alta de 45,3%.

No milho, as inspeções alcançaram 1,367 milhão de toneladas, abaixo das 1,580 milhão de toneladas registradas na semana anterior. No mesmo intervalo do ano passado, o volume foi de 1,701 milhão de toneladas, o que representa queda anual de 19,6%.

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Para o trigo, foram inspecionadas 302,356 mil toneladas, frente a 337,047 mil toneladas na semana anterior e 592,223 mil toneladas em igual semana de 2025. O recuo ante o mesmo período do ano passado foi de 48,9%.

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No acumulado do ano comercial, os embarques de milho chegaram a 7,110 milhões de toneladas, acima das 6,810 milhões de toneladas de igual período do ciclo anterior, avanço de 4,4%. A soja somou 3,986 milhões de toneladas, contra 3,046 milhões de toneladas no ciclo anterior, alta de 30,86%.

O trigo, por sua vez, acumulou 6,671 milhões de toneladas no ano-safra, abaixo das 10,264 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo anterior, retração de 35%.

O relatório semanal de inspeção de embarques considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2026 para milho e soja.

Os dados do USDA indicam recuo semanal nas inspeções de exportação dos três grãos nos Estados Unidos, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para soja e milho e abaixo para o trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Setor produtivo cobra diálogo e avanço de pautas após eleição em MT

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O resultado das eleições em Mato Grosso abre, para o setor produtivo, uma nova etapa de diálogo com os representantes escolhidos nas urnas. Sistema Famato e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) apontam a necessidade de avançar nas demandas apresentadas durante a campanha e de manter a interlocução com o governo estadual e o Congresso Nacional a partir de 2027.

Otaviano Pivetta foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas de Mato Grosso ao Senado. Também foram definidos os novos deputados estaduais e federais que representarão o estado na próxima legislatura.

Para o Sistema Famato, o encerramento da disputa eleitoral deve dar lugar ao acompanhamento dos compromissos apresentados aos eleitores. A entidade afirma que continuará levando aos representantes as demandas dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais.

A Acrimat, por sua vez, destaca a expectativa de estreitar a relação entre a pecuária e o poder público. A entidade também defende uma atuação articulada dos parlamentares em pautas de interesse do setor produtivo.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Pautas entram na agenda do próximo governo

Antes da votação no último domingo (4), a Famato participou de encontros com candidatos ao governo e ao Senado por meio da Aliança do Setor Produtivo, formada ainda por Fiemt e Fecomércio-MT. As entidades apresentaram uma agenda com prioridades para o período de 2027 a 2030.

O documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030 foi elaborado para subsidiar os planos de governo e a atuação dos representantes do estado no Congresso. As discussões também consideraram a Agenda Estratégica do Agronegócio, construída com base em informações técnicas e demandas dos Sindicatos Rurais.

Agora, a expectativa é que essas pautas avancem para a etapa de execução e acompanhamento. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, afirma que a entidade pretende manter o diálogo iniciado durante o período eleitoral.

“O período eleitoral terminou, mas o trabalho em defesa de Mato Grosso continua. Agora começa uma nova etapa, de diálogo, construção e acompanhamento dos compromissos assumidos”, diz.

boi gado abate foto sistema famato
Foto: Sistema Famato/Reprodução

Na avaliação da Acrimat, a relação com o Executivo estadual será especialmente importante para a pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, destaca em nota a expectativa de ampliar os canais de comunicação com o governo.

“Espero que possamos estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o setor da pecuária e o Governo do Estado, fortalecendo essa parceria em favor do produtor rural e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

A entidade também direcionou a cobrança aos novos senadores. Para Conte, Mauro Mendes e José Medeiros deverão atuar em defesa de Mato Grosso e dos interesses do setor produtivo durante os mandatos no Congresso.

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Em relação aos deputados eleitos, a Acrimat espera fortalecer a participação de Mato Grosso na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), por meio do Instituto Pensar Agro (IPA), e a atuação estadual junto à FPA-MT, por meio do Fórum Agro.

A manifestação da entidade também reconheceu os candidatos ligados ao setor produtivo que não foram eleitos.

No cenário nacional, a Acrimat ainda destaca a realização do segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo a entidade, o primeiro turno mostrou um sentimento de mudança e renovação presente em parte da sociedade brasileira e agora caberá ao eleitor fazer sua escolha. “Caberá agora ao eleitor fazer sua escolha, de forma livre e democrática, pensando no futuro da nossa nação”, frisa Nando Conte em nota.


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