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Preços da soja despencam com possíveis acordos entre EUA e China; veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado, com forte retração nos negócios após as perdas registradas em Chicago.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, ainda houve algumas ofertas pela manhã, quando as quedas na bolsa eram menos acentuadas e o mercado acompanhava as atenções voltadas à reunião entre Estados Unidos e China.
“Contudo, as baixas em Chicago foram significativas ao longo da sessão”, afirma o analista. Com isso, os preços no físico recuaram de forma expressiva, travando completamente a comercialização.
“Os negócios praticamente paralisaram depois da queda mais forte do mercado”, comenta Silveira. Apesar do desempenho negativo desta sessão, o analista ressalta que a semana vinha apresentando um ritmo positivo de negócios.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 126 para R$ 124
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127 para R$ 125
- Cascavel (PR): passou de R$ 121 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): foi de R$ 110 para R$ 108
- Dourados (MS): diminuiu de R$ 113 para R$ 111
- Rio Verde (GO): decresceu de R$ 112 para R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): reduziu de R$ 131 para R$ 129
- Rio Grande (RS): recuou de R$ 132 para R$ 130
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta quinta-feira (14) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com baixa de 36,50 centavos de dólar, ou 2,96%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 33,75 centavo de dólar ou 2,75%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com queda de US$ 6,00 ou 1,77% a US$ 332,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,66 centavos de dólar, com perda de 0,66 centavo ou 0,88%.
O mercado mostrou desapontamento com as primeiras notícias vindas de Pequim sobre a possibilidade de acordo entre China e Estados Unidos, envolvendo maiores volumes de compra de soja norte-americana pelos chineses.
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o compromisso de compras assumido pela China em relação à soja já está resolvido, reduzindo as expectativas do mercado por metas maiores de aquisição chinesa durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim.
Traders e analistas já vinham avaliando que a China dificilmente ampliaria as compras além do compromisso firmado em outubro passado, diante da demanda doméstica enfraquecida e da competitividade da soja brasileira.
Projeções para a safra brasileira

A produção brasileira de soja deverá totalizar 180,129 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.
A estimativa faz parte do 8º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 179,15 milhões de toneladas.
Já a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), da Argentina, elevou sua estimativa para a safra de soja 2025/26 do país para 50 milhões de toneladas, acima da projeção anterior de 48 milhões.
Segundo a bolsa, os resultados positivos da colheita nas regiões centro e norte do país contribuíram para a revisão. A produtividade média nacional foi estimada em 3,15 toneladas por hectare.
Nos Estados Unidos, conforme o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), as exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 102.100 toneladas na semana encerrada em 7 de maio.
A Indonésia liderou as compras, com 72.600 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 80.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 135mil e 600 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 252.000 toneladas de soja para destinos não revelados. Do total, 120.000 toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132.000 toneladas serão disponibilizadas na temporada 2026/27.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,31%, sendo negociado a R$ 4,9871 para venda e a R$ 4,9851 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9716 e a máxima de R$ 5,0291.
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Golpista que fingia ter câncer para pedir dinheiro é preso em Cuiabá

Suspeito usava histórias de doenças graves e relacionamentos amorosos para enganar vítimas, segundo a Polícia Civil.
Um homem suspeito de enganar pessoas com histórias falsas de doenças graves, internações familiares e dificuldades financeiras foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Cuiabá. A ação ocorreu nesta segunda-feira (8) e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes.
De acordo com a investigação, o suspeito se aproximava das vítimas principalmente por meio das redes sociais, criava vínculos afetivos e, depois de ganhar confiança, começava a pedir ajuda financeira. Em um dos casos, ele teria afirmado estar com câncer em estágio avançado e dito que a própria filha estava internada para tratar uma doença grave.
A estratégia, segundo a polícia, era usar relatos emocionais para sensibilizar familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, que acabavam realizando transferências bancárias para ajudá-lo.
As investigações começaram após o registro de duas ocorrências semelhantes na capital mato-grossense. Em um dos relatos, a vítima afirmou que foi convencida a abrir várias contas bancárias — inclusive empresariais — que passaram a ser controladas pelo investigado. Os valores recebidos eram transferidos rapidamente para terceiros, e parte do dinheiro teria sido usada em plataformas de apostas online.
Ainda conforme os policiais, o suspeito também alegava estar sendo ameaçado por cobradores de dívidas, o que levou uma das vítimas a fazer uma transferência emergencial acreditando que ele corria risco.
Durante a abordagem, os investigadores afirmam que o homem admitiu comprar e vender contas bancárias. A Polícia Civil apura agora se esse esquema era utilizado para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com os golpes.
As apurações apontam ainda que o investigado já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Bahia e Espírito Santo, sempre utilizando narrativas ligadas a doenças graves, campanhas de arrecadação e pedidos de ajuda financeira.
O suspeito foi autuado por estelionato. Segundo a delegada Eliane Moraes, responsável pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, a prisão pode levar ao surgimento de novas vítimas.
A investigação continua para identificar a dimensão do esquema e o total de pessoas afetadas.
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Aos 40 anos, a mulher não está envelhecendo. Está se transformando

Existe um momento na vida da mulher em que o espelho começa a refletir mais do que a aparência. Ele passa a revelar histórias, escolhas, conquistas, cicatrizes e também algumas perguntas que talvez nunca tenham sido feitas antes.
Para muitas mulheres, esse momento chega por volta dos 40 anos.
É uma fase cercada de mudanças silenciosas. Algumas acontecem no corpo. Outras, na mente. Muitas, no coração. E embora a sociedade ainda tente associar essa etapa ao envelhecimento, a verdade é que ela representa algo muito mais profundo: uma transformação.
No consultório, vejo mulheres que construíram carreiras, criaram filhos, sustentaram famílias, enfrentaram desafios e aprenderam a cuidar de todos ao seu redor. Mas que, em algum momento, percebem que deixaram de olhar para si mesmas.
É justamente nessa década que muitas começam a notar alterações no sono, na disposição, no metabolismo, na pele, na libido e até na forma como lidam com as próprias emoções. Algumas sentem uma irritabilidade que não existia antes. Outras relatam cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou uma sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.
Essas mudanças não são fruto da imaginação. Elas têm explicações biológicas importantes. A partir dos 40 anos, a produção hormonal feminina inicia um processo gradual de transição que pode durar vários anos até a menopausa. O organismo começa a enviar sinais de que uma nova fase está chegando.
O problema é que muitas mulheres foram ensinadas a suportar esses sintomas em silêncio. Como se sentir desconforto fosse uma obrigação natural da idade. Como se perder qualidade de vida fosse inevitável.
Não é.
Hoje a medicina oferece recursos que permitem compreender essas transformações de forma muito mais individualizada. Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas apresentam sintomas intensos. Outras passam por mudanças mais discretas. Não existe uma regra universal, e é justamente por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.
Mas existe algo que considero ainda mais importante do que os hormônios, os exames ou os tratamentos.
A forma como a mulher escolhe enxergar esse período da vida.
Aos 40 anos, muitas descobrem uma liberdade que não possuíam aos 20. Já não precisam provar tantas coisas. Aprendem a estabelecer limites. Passam a compreender melhor seus desejos, suas prioridades e aquilo que realmente faz sentido.
É uma fase em que a maturidade encontra a vitalidade. Em que a experiência se soma à autoconfiança. Em que muitas mulheres finalmente se autorizam a ocupar o centro da própria vida.
Por isso, quando uma paciente me pergunta se é normal mudar aos 40, minha resposta é sempre a mesma.
Sim, é normal.
O que não deveria ser normal é atravessar essas mudanças sem informação, sem acolhimento e sem cuidado.
A mulher de 40 anos não está perdendo juventude. Está ganhando consciência. Está descobrindo novas versões de si mesma. Está entendendo que beleza não é ausência de idade, mas presença de saúde, energia, autoestima e propósito.
E talvez essa seja a transformação mais bonita de todas.
Bruna Ghetti é ginecologista, especialista em mulheres 40+.
Agro Mato Grosso
Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente
O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).
De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.
Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.
Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.
Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.
O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
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