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28 de setembro de 2026

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Mato Grosso projeta futuro industrial com investimento de R$ 9,5 bilhões na rede elétrica

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Encontro da Indústria debate estratégias para absorver crescimento da energia solar e garantir abastecimento para novos ciclos econômicos

O crescimento acelerado da indústria, da geração de energia solar e da demanda por eletrificação em Mato Grosso colocou a segurança energética no centro dos debates do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que será realizado de 12 a 13 de maio, no UniSenai MT, em Cuiabá. O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Na abertura, representantes do Governo de Mato Grosso, do setor produtivo, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Energisa discutiram investimentos, gargalos da transmissão e ações estratégicas para garantir que o Estado mantenha o ritmo de crescimento econômico sem comprometer o abastecimento de energia.

Entre as medidas em andamento estão estudos técnicos contratados pelo Governo do Estado, por meio da Sedec, para mapear a matriz energética mato-grossense, identificar gargalos na infraestrutura elétrica e planejar a expansão do sistema nos próximos anos.

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O planejamento também inclui projetos ligados à ampliação do parque gerador, combustíveis renováveis, aproveitamento energético de resíduos urbanos e desenvolvimento da cadeia de biogás e biometano.

O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, afirmou que Mato Grosso já reúne condições para se consolidar como protagonista nacional na transição energética, mas destacou que o avanço econômico do Estado exige planejamento e investimentos estruturantes.

“O Governo do Estado tem dado passos importantes ao desenvolver estudos, discutir soluções e construir um planejamento energético de longo prazo. Mato Grosso precisa se preparar agora para garantir energia para o crescimento da indústria, do agro e das cidades nos próximos anos”, afirmou.

A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Minas da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou que o Estado vem trabalhando em conjunto com o setor produtivo e instituições do setor elétrico para alinhar crescimento econômico e segurança energética.

“Estamos fazendo a lição de casa. O Estado já vem discutindo soluções, ampliando estudos e construindo ações junto ao setor produtivo para fortalecer a infraestrutura energética e garantir competitividade ao nosso desenvolvimento”, disse.

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O deputado federal Fábio Garcia também falou sobre o programa MT Trifásico, que prevê investimentos do Estado na rede elétrica estadual. O programa é estratégico para garantir a industrialização de Mato Grosso sem pressionar ainda mais a tarifa de energia dos consumidores.

“O Governo do Estado está assumindo protagonismo em um investimento que seria, em tese, federal ou privado, justamente para evitar que Mato Grosso tenha seu crescimento travado pela falta de infraestrutura elétrica”, afirmou.

A Energisa também confirmou novos investimentos em Mato Grosso. A concessão da empresa no Estado foi renovada por mais 30 anos e anunciada oficialmente pelo Governo Federal na última sexta-feira (8.5). Segundo o assessor institucional da concessionária, Luiz Carlos Moreira Jr., a empresa já investiu R$ 9 bilhões no Estado nos últimos 11 anos e prevê outros R$ 9,5 bilhões nos próximos quatro anos, conforme o novo contrato de concessão.

Os recursos devem ser aplicados na expansão de redes trifásicas, construção de subestações e melhoria da distribuição de energia, acompanhando o avanço econômico do Estado.

“Mato Grosso cresce acima da média nacional e exige uma infraestrutura elétrica cada vez mais robusta. Os investimentos são fundamentais para ampliar a estabilidade, a qualidade do fornecimento e preparar o Estado para os próximos ciclos de desenvolvimento”, afirmou.

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O debate também abordou os desafios provocados pelo crescimento acelerado da geração solar distribuída. Mato Grosso já possui capacidade instalada de energia solar superior ao próprio consumo estadual, o que aumenta a pressão sobre a rede de transmissão.

Representantes da EPE e da Aneel defenderam novos investimentos em transmissão e tecnologias de armazenamento de energia para ampliar a capacidade de escoamento da produção e garantir estabilidade ao sistema elétrico nacional.

Com Assessoria 

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Gilmar Mendes pede identificação de ministros citados em investigação sobre Banco Master

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Ministro defende suspensão do julgamento sobre Alexandre de Moraes até que sejam identificados magistrados mencionados nas conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (28) a identificação de todos os ministros da Corte e outros juízes que aparecem nas investigações que envolvem o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

A solicitação foi feita por meio de uma questão de ordem apresentada na petição na qual a Corte julga a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

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Para Mendes, o julgamento de Moraes deve ficar suspenso definitivamente até que seja informado ao Supremo quais magistrados também foram citados nas conversas extraídas do celular de Vorcaro.

 

“Apuração parcial é apuração viciada, porque o recorte do objeto já constitui, ele próprio, um juízo prévio sobre o que merece e o que não merece ser esclarecido”, disse o ministro.

 

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Gilmar Mendes também afirmou que a identificação é necessária para saber quem pode votar nos processos sobre o Master.

 

“Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, completou.

 

No dia 15 deste mês, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento que vai decidir se o caso do ministro Alexandre de Moraes poderá ser julgado pelo STF.

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O prazo para devolução do processo para julgamento é de 90 dias.

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AGU cobra 17 plataformas de bets por gastos do SUS com danos causados por jogos

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Ação na Justiça Federal em Pernambuco pede reparação mínima de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e restituição em dobro de valores apostados por pessoas com ludopatia

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (28) que entrou na Justiça para cobrar os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dos danos causados pelos jogos on-line.

 

A ação civil pública foi protocolada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas e pede a reparação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.

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A AGU também requereu à Justiça a restituição em dobro dos valores apostados por pessoas com ludopatia, sintoma que é caracterizado pelo vício compulsivo em jogos.

 

O órgão citou que os gastos do SUS são maiores que os valores arrecadados pelo governo com os impostos pagos pelas bets, que repassariam cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.

 

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“As empresas demandadas privatizam proveitos expressivos decorrentes da captação financeira de milhões de apostadores, enquanto transferem para o SUS e para toda a sociedade o custo orçamentário decorrente do adoecimento coletivo”, argumentou a AGU.

 

A advocacia do governo também acrescentou que o modelo de negócio das plataformas é estruturado para maximizar o tempo de engajamento e o volume de apostas, mecanismos que favorecem o vício.

 

“Esses elementos, tecnicamente equivalentes aos utilizados em jogos de azar com potencial reconhecido de geração de dependência, produzem um efeito colateral sistemático: o adoecimento psíquico de parcela significativa dos usuários, sob a forma de ansiedade, quadros depressivos, transtorno do jogo e, em casos extremos, ideação suicida associada ao endividamento”, completou.

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Bets

Mais cedo, entidades que representam as plataformas pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos on-line.

 

Em seguida, a AGU pediu prazo de 72 horas para se manifestar no processo, que será analisado pelo ministro Luiz Fux.

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Governo mantém subsídio ao diesel e amplia fiscalização contra alta de preços

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Medidas incluem benefício de R$ 2,12 por litro, abertura de 70 processos e multas que ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras

Em meio ao prolongamento da guerra no Oriente Médio, o governo anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela elevação da cotação internacional do petróleo, cujo barril permanece acima de US$ 100.

 

Entre as ações estão a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, anunciada no último sábado, novas fiscalizações em postos e distribuidoras e o aumento das multas para empresas que praticarem condutas consideradas abusivas.

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Subvenção ao diesel

O Ministério da Fazenda publicou, na sexta-feira (25) à noite, a Portaria nº 2.946/2026, que mantém a subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel.

 

Com o fim da vigência da Medida Provisória (MP) 1.363, o benefício passa a ser integralmente amparado pela MP 1.391, editada no último dia 11.

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A medida faz parte da estratégia adotada pelo governo para reduzir os efeitos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

 

Operação Carga Pesada

Outra frente de atuação é a Operação Carga Pesada, que reúne órgãos federais e Procons de todo o país para fiscalizar possíveis aumentos considerados injustificados nas margens de lucro.

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De 21 a 25 de setembro, foram realizadas 241 ações de fiscalização:

 

87 ações da Agência Nacional do Petróleo (ANP);

86 ações dos Procons;

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12 ações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça;

30 ações conjuntas da ANP com Procons;

26 ações conjuntas da ANP com a Senacon.

A operação foi iniciada após uma reunião emergencial da Senacon com mais de 140 representantes de Procons.

 

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Segundo o governo, a mobilização levou em consideração a alta recente dos combustíveis, dados de fiscalizações anteriores e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP.

 

Setenta processos

Além das novas fiscalizações, a Senacon abriu 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras.

 

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Os procedimentos foram instaurados a partir de autos de infração encaminhados anteriormente pela ANP.

 

A apuração busca verificar possíveis práticas abusivas relacionadas aos preços dos combustíveis.

 

Multas de R$ 700 milhões

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A ANP também determinou multas que, somadas, ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por elevação abusiva de preços.

 

As penalidades resultam de fiscalizações realizadas anteriormente e de decisões de primeira instância administrativa em processos decorrentes de autos de infração.

 

As empresas ainda podem recorrer das decisões.

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Segundo a ANP, os casos envolvem condutas praticadas durante a vigência das MPs 1.340 e 1.349, que deram à agência atribuição para fiscalizar aumentos considerados abusivos nos preços.

 

Em alguns dos casos analisados, a margem bruta das distribuidoras teria aumentado em mais de 1.350%, segundo as decisões administrativas citadas pelo governo.

 

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Punições maiores

O governo também endureceu as penalidades para determinadas práticas abusivas no setor de combustíveis.

 

A MP 1.393, publicada na sexta-feira (25), alterou o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e estabeleceu multas específicas para infrações cometidas por agentes da cadeia de combustíveis.

 

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Entre as condutas previstas está a elevação de preços sem justa causa. Nesses casos, a multa administrativa poderá variar de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.

 

A nova regra determina que, para essas infrações, não será aplicado o limite geral de multa previsto no Código de Defesa do Consumidor.

 

Diesel garantido

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Apesar da pressão sobre os preços internacionais, o governo afirma que o abastecimento de diesel no país está garantido.

 

Para outubro, a demanda estimada é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos.

 

O país também dispõe de estoques de aproximadamente 1,97 milhão de metros cúbicos, volume estimado pelo governo como suficiente para cerca de 15 dias de consumo.

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Monitoramento semanal

Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) acompanha semanalmente o mercado de combustíveis.

 

Participam do grupo órgãos públicos e representantes do setor privado.

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O monitoramento considera, entre outros pontos:

 

cenário internacional do petróleo;

fluxos de importação;

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distribuição de combustíveis;

projeções de demanda;

riscos para o abastecimento nacional.

O acompanhamento tem horizonte de dois meses e busca antecipar eventuais problemas de oferta.

 

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Com as novas medidas, o governo combina a manutenção do subsídio ao diesel com fiscalização de preços, processos administrativos e aumento das penalidades para agentes do setor.

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