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17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Case IH aposta em automação e ecossistema integrado

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A Case IH esteve na Agrishow 2026 com um conjunto de lançamentos e atualizações que cobrem as principais etapas do ciclo produtivo — da colheita de grãos à cana-de-açúcar — dentro de uma proposta de ecossistema integrado entre máquinas, dados e serviços. Com mais de 20 equipamentos no estande de 8 mil m², o maior da feira, a marca aposta na combinação entre automação real e conectividade como diferenciais para o produtor que busca redução de custos e ganho de escala.

O contexto de mercado, no entanto, é desafiador. Segundo anotações da coletiva de imprensa, o setor registrou retração de 5% no mercado no período recente — o que torna ainda mais relevante a entrega de soluções que impactem diretamente os resultados da operação.


Axial-Flow série 160: automação que reduz a intervenção humana na colheita

O principal lançamento da Case IH na feira é a Axial-Flow série 160 Automation, atualização de linha lançada em 2024 e eleita Machine of the Year na ocasião. A novidade para 2026 são os recursos autônomos embarcados que ampliam significativamente o grau de automação durante a colheita.

O sistema desta linha já utiliza machine learning e inteligência artificial para se autorregular por meio de sensores. De acordo com o release, a plataforma pode realizar mais de 1.800 intervenções diárias na máquina durante a operação — dado confirmado nas anotações da coletiva — e assumir até 90% das operações sem necessidade de intervenção humana.

As principais novidades embarcadas são:

AccuTurn — manobra de cabeceira automática, na qual o operador define parâmetros como direção, velocidade da curva e raio mínimo de giro. O sistema opera integrado ao compartilhamento de dados entre máquinas, evitando sobreposição de rotas ou que uma máquina manobre para área onde outra já está transitando.

AccuSync — compartilhamento de dados em tempo real entre máquinas em operação, incluindo dados de colheita, linhas A-B, bordaduras de campos e mapas de cobertura.

RowGuidance — exclusiva para milho, orienta automaticamente a máquina entre as linhas, corrigindo desalinhamentos em tempo real por meio de sensores, o que reduz o amassamento da cultura.

Monitores Pro 1200 — operados com sistema Android, oferecem maior capacidade de processamento e possibilitam diagnóstico e visualização remota, com troca facilitada de dados entre operadores e gestores da fazenda.

A linha Axial-Flow série 160 também passou a contar com o portal FieldOps para monitoramento remoto de performance, conectividade vitalícia para envio e recebimento de informações e acesso ao Manual do Operador diretamente pelo display da máquina.


Plataforma Draper FD2: produção nacional e portfólio ampliado

A Case IH passa a fabricar no Brasil as plataformas Draper FD2, em parceria com a MacDon. O investimento para a nacionalização da produção na fábrica de Curitiba (PR) foi superior a US$ 20 milhões, incluindo melhorias na linha de produção e qualificação de mão de obra.

Os modelos estão disponíveis em opções de 25, 50 e 61 pés, indicados para as principais culturas de grãos e compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11. Em relação ao modelo anterior da MacDon, a nova FD2 apresenta área de corte 25% maior, caixa de transmissão de alta velocidade e 43 cm de flutuação nas extremidades. O chassis articulado e o ângulo de ataque ajustável reforçam a adaptação a diferentes condições de terreno.


Plataformas de milho: linha completa em parceria com a MethalC

Para a colheita de milho, a Case IH apresenta uma nova linha de plataformas desenvolvida em parceria com a MethalC, com três versões que atendem desde pequenos produtores até operações de larga escala:

BM+ — de 4 a 15 linhas, com foco em robustez e simplicidade operacional, caixa de transmissão manual em ferro fundido e sensor de altura opcional.

Premium — de 5 a 27 linhas, com ajuste hidráulico do deck despigador acionado da cabine e chapa defletora lateral para redução de perdas.

Evolution — de 23 a 30 linhas, para operações de alta escala, com acionamento central e híbrido, caixa e corpo de linha em alumínio, sem-fim triplo e chassis em aço de alta resistência.

O espaçamento varia de 45 cm a 90 cm entre os modelos, e todas as versões contam com piso em aço inox e abertura em 180° para facilitar acesso às linhas laterais.


Conectividade e dados: 70 connect rooms e mais de 16 mil máquinas monitoradas

Um dos pilares da estratégia da Case IH na Agrishow é a infraestrutura de conectividade e gestão de frota. Segundo dados apresentados na coletiva de imprensa, a marca conta com 70 connect rooms e mais de 16 mil máquinas monitoradas remotamente.

Para sustentar essa estrutura e ampliar a capacitação dos profissionais do campo, a empresa investiu R$ 51 milhões em treinamento, em parceria com o Senar e o Senai.

Como demonstração prática do potencial tecnológico dos drones de aplicação, a Case IH apresentou os resultados do Desafio Drone 24h: 892 hectares pulverizados em 24 horas, com eficiência de 98,9%.


Fazenda conectada: resultados práticos no campo

Para ilustrar o impacto real da integração tecnológica, a Case IH apresentou dados de uma fazenda conectada com área de 3.000 hectares. Os resultados apontam aumento de 25% na produção, 7% de economia de combustível por hectare e R$ 1,5 milhão de economia real na operação — números que contextualizam a proposta da empresa de entregar não apenas equipamentos, mas soluções que se traduzem em resultados mensuráveis para o produtor.


Ecossistema como proposta

A participação da Case IH na Agrishow 2026 reforça uma abordagem que vai além dos lançamentos de máquinas. O estande da marca foi estruturado em torno de um espaço central de inovação e tecnologia, com demonstrações de soluções digitais para conectividade, gestão de dados, manutenção preventiva e treinamento. Ao redor, os visitantes percorrem as soluções por etapa produtiva — do plantio à colheita de cana.

Em um cenário de contração de mercado, a aposta da marca é que a integração entre automação, dados e suporte seja o diferencial decisivo para o produtor que precisa fazer mais com menos.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de Imprensa

Foto de capa: Case IH

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Sustentabilidade

Safra de incertezas? Custos elevados, endividamento e El Niño extremo tiram o sono do sojicultor e ameaçam rentabilidade

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Imagem gerada por IA

O vazio sanitário da soja já está em vigor em diversas regiões do Brasil e, em outras, começa em breve. O período, essencial para o controle da ferrugem asiática, também marca o início dos preparativos para a safra 2026/27. No entanto, o cenário para o próximo ciclo preocupa o produtor rural.

Mesmo após uma safra 2025/26 recorde, o clima de otimismo não se sustenta. O setor enfrenta uma combinação delicada de fatores, como endividamento agrícola, dificuldade de acesso ao crédito, custos elevados com insumos e preços pressionados no mercado.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A Aprosoja São Paulo alerta que o momento exige cautela redobrada. A relação de troca, indicador importante para o produtor, segue desfavorável, exigindo planejamento rigoroso.
“Vamos para a próxima safra com incertezas constantes, tanto no cenário nacional quanto internacional, especialmente em relação aos fertilizantes e insumos. Mais do que nunca, é preciso fazer conta e agir com cautela”, destaca Andrey Rodrigues, presidente da associação.

Em Goiás, após o encerramento da safrinha, o estado entra no período de vazio sanitário. Por lá, cerca de 20% da safra 2026/27 já foi comercializada, com produtores aproveitando oportunidades de barter para antecipar a compra de insumos. Ainda assim, o ritmo de negócios segue abaixo da média histórica para esta época do ano.

O retorno do El Niño

Além das questões econômicas, o clima surge como o principal fator de preocupação. O retorno do El Niño reacende o alerta no campo. O fenômeno deve ganhar intensidade ao longo do segundo semestre de 2026 e pode se estender até o início de 2027. Para a sojicultura, isso representa mudanças importantes no regime de chuvas e aumento do risco de eventos climáticos extremos.

De acordo com projeções meteorológicas, o Centro-Oeste e o Sudeste devem enfrentar atraso no início das chuvas, o que pode comprometer a janela ideal de plantio. A regularização das precipitações é esperada apenas entre o fim de outubro e o início de novembro.

Por fim, no Sul do país, o cenário é oposto, com a tendência de aumento no volume de chuvas, o que pode favorecer a produtividade. Já no Matopiba e em áreas do Norte e Nordeste, a previsão é de redução das chuvas e elevação das temperaturas, aumentando o risco de perdas e atrasos no plantio.

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Sustentabilidade

Como a disponibilidade de nitrogênio altera a distribuição da produtividade de grãos na planta de soja – MAIS SOJA

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A produtividade da soja é resultado da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo, sendo determinada principalmente pela disponibilidade de recursos durante o ciclo da cultura. Recentemente, têm surgido o questionamento quanto à capacidade da Fixação biológica de nitrogênio (FBN) e do solo em atender às exigências de nitrogênio visando altas produtividades na soja (Salvagiotti et al., 2008; Cafaro La Menza et al., 2020). Embora diversos estudos já tenham demonstrado que a limitação de nitrogênio (N) pode reduzir a produtividade da soja (Cafaro La Menza et al., 2017), ainda existem lacunas sobre como esse nutriente afeta os componentes de rendimento ao longo da arquitetura da planta.

Nesse contexto, um estudo conduzido por Bonfanti et al. (2025) em nove ambientes irrigados nos Estados Unidos, comparou um tratamento com suprimento abundante de N (Full-N) com outro dependente exclusivamente do N do solo e da FBN (Zero-N), o resultado obtivo foi de um ganho médio de 984 kg ha-1 na produtividade de grãos, evidenciando a importância desse nutriente para a maximização do rendimento da cultura.

A resposta produtiva foi resultado da combinação entre aumento do número de sementes (+7%) e do peso individual das sementes (+11%). Entretanto, esses componentes responderam de maneira distinta dentro da planta. O incremento no número de sementes concentrou-se principalmente nos nós da região média-superior do dossel, em função do aumento do número de vagens, enquanto o peso das sementes apresentou resposta positiva em praticamente todas as posições da planta. O número de sementes por vagem foi pouco influenciado pelo suprimento de N (Figura 1).

Figura 1. Efeito da disponibilidade de nitrogênio sobre: (a) produtividade de grãos, (b) peso de sementes, (c) o número de sementes e (d) número de vagens, em diferentes posições da planta de soja. Os círculos amarelos representam os nós da haste principal e os triângulos verdes os ramos. Os valores expressam a diferença entre os tratamentos com alta disponibilidade de nitrogênio (Full-N) e baixa disponibilidade (Zero-N), considerando nove ambientes de avaliação. A linha vermelha indica a resposta média ao longo do dossel, dividido em cinco estratos conforme a posição relativa dos nós na planta.
Adaptado de Bonfanti et al. (2025)

Os resultados demonstram que o manejo adequado do N pode ampliar o potencial produtivo da soja. A compreensão da distribuição dos componentes de rendimento ao longo do dossel permite identificar quais regiões da planta são mais responsivas ao suprimento de N e oferece subsídios para estratégias de manejo voltadas à obtenção de maiores rendimentos.

Referências:

BONFANTI, L. et al. Soybean seed yield distribution within the canopy as affected by nitrogen supply. Crop Science, v. 65, n. 2, mar. 2025. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/csc2.70033 >, acesso: 18/05/2026.

CAFARO LA MENZA, N. et al. Insufficient nitrogen supply from symbiotic fixation reduces seasonal crop growth and nitrogen mobilization to seed in highly productive soybean crops. Plant, cell & environment, v. 43, n.8, p. 1958-1972, 2020. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32430922/ > ,acesso: 15/05/2026

CAFARO LA MENZA, N. et al. Is soybean yield limited by nitrogen supply? FieldCrops Research, v. 213, p. 204-212, 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0378429017307797 >, acesso: 14/05/2026

SALVAGIOTTI, F. et al. Nitrogen uptake, fixation and response to fertilizer n in soybeans: a review. Field Crops Research, V. 108, n.1, p. 1-13, 2008. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429008000555 >, acesso: 15/05/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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Sustentabilidade

China reforça segurança alimentar e amplia estratégia para se tornar potência agrícola global – MAIS SOJA

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A China está promovendo uma profunda reorganização de seu sistema agroalimentar com o objetivo de reduzir vulnerabilidades externas, fortalecer a segurança nacional e consolidar sua posição como potência agrícola global. A análise faz parte do estudo “O dilema da segurança alimentar na China: fases históricas e perspectivas”, publicado pelo Insper Agro Global neste mês.

Transformação agrícola

Segundo o levantamento, a política agrícola chinesa passou por uma transformação significativa ao longo dos últimos 70 anos. Se nos primeiros planos quinquenais a agricultura era subordinada ao processo de industrialização, atualmente ela ocupa papel central na estratégia nacional do país. Hoje, a China é o maior produtor, consumidor e importador mundial de alimentos, mas enfrenta limitações estruturais importantes: abriga cerca de 20% da população mundial, enquanto dispõe de apenas 8% das terras aráveis e 6% da água doce do planeta.

Metas ambiciosas

O estudo destaca que o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) elevou a segurança alimentar ao mesmo nível estratégico de áreas como energia e finanças. Já o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) amplia essa diretriz ao estabelecer metas ambiciosas, como elevar a produção de grãos para 725 milhões de toneladas, alcançar 85% de autossuficiência em sementes e ampliar a mecanização agrícola para mais de 80%.

Fatores externos

A mudança foi impulsionada por fatores externos recentes, entre eles a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a pandemia de Covid-19 e os impactos da guerra na Ucrânia sobre os mercados globais de alimentos e fertilizantes. Nesse contexto, o governo chinês passou a tratar a segurança alimentar como elemento fundamental da segurança nacional.

Nova estratégia

Outro destaque da nova estratégia é a chamada “Grande Abordagem Alimentar”, que incorpora investimentos em biotecnologia, biologia sintética e proteínas alternativas. O objetivo é ampliar as fontes de abastecimento alimentar e reduzir a dependência de produtos importados, especialmente da soja, principal vulnerabilidade do sistema alimentar chinês. Atualmente, o país depende do exterior para cerca de 85% do consumo desse grão.

Risco de limitações

Apesar dos investimentos em inovação e produtividade, os pesquisadores alertam que a agricultura está sujeita a limitações físicas, climáticas e biológicas que tornam a substituição das importações um processo gradual. Por isso, a expectativa não é de uma redução abrupta das compras internacionais, mas de uma gestão mais estratégica das dependências externas.

Brasil e China

Para o Brasil, principal fornecedor agrícola da China, a tendência é de manutenção da relevância comercial, especialmente em cadeias como soja, carnes e outros produtos agroalimentares. O estudo aponta que a complementaridade entre as duas economias continua elevada, embora o cenário exija atenção crescente às mudanças regulatórias, tecnológicas e produtivas promovidas pelo governo chinês.

Transformação gradual

A avaliação final dos pesquisadores é que a nova estratégia chinesa não representa uma ameaça imediata às exportações brasileiras, mas sinaliza uma transformação gradual da forma como o país asiático administra sua segurança alimentar. Nesse cenário, acompanhar a evolução das políticas chinesas e diversificar a pauta exportadora brasileira serão fatores decisivos para manter a competitividade no mercado internacional.

Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do Insper Agro Global
FONTE

Autor:Por Larissa Machado – Com informações do Insper Agro Global

Site: SNA

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