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Mato Grosso reforça prontidão contra fogo com treinamento de elite da Força Nacional

Parceria estratégica entre CBMMT e Governo Federal foca na proteção de comunidades e biomas durante o período de seca em 2026
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou a 50ª Instrução de Nivelamento de Conhecimento Florestal da Força Nacional (INC Florestal), com o objetivo de reforçar a preparação técnico-operacional dos militares para o enfrentamento de incêndios florestais em todo o Estado neste ano.
Realizada em parceria com a Força Nacional de Segurança Pública, a INC Florestal é uma capacitação de abrangência nacional e reconhecida como referência na formação de bombeiros para esse tipo de resposta especializada. A solenidade de início da INC Florestal foi realizada na tarde de segunda-feira (27/4), no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Essa atividade integra o conjunto de ações promovidas pela corporação, por meio do BEA, voltadas ao fortalecimento da prontidão operacional durante o período de estiagem, quando aumenta a probabilidade de ocorrências em áreas de vegetação.
De acordo com o diretor operacional, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, a instrução vai além de uma capacitação técnica, sendo fundamental para preparar os militares para a realidade operacional enfrentada no Estado, que possui extensão territorial expressiva, além de diversidade de biomas.
“Esta instrução, para nós, é mais do que um simples nivelamento. Ela tem como principal objetivo preparar os senhores para enfrentar o que encontraremos na realidade. Vivemos em um Estado com características únicas, com três grandes biomas, extensas áreas territoriais e locais de difícil acesso. É nesse cenário que os senhores irão atuar, em um ambiente em que um erro custa caro”, destacou.
Com carga horária de 50 horas-aula, a INC Florestal reúne 40 bombeiros militares do Estado, que serão preparados para atuar especialmente em ações integradas no âmbito da Força Nacional de Segurança Pública, por meio do alinhamento de procedimentos, da padronização de técnicas e da integração entre as forças envolvidas.
A instrução contempla atividades teóricas e práticas, com conteúdos diversos, como fundamentos do combate a incêndios florestais, planejamento de operações, princípios de sobrevivência, Sistema de Comando de Incidentes, atendimento pré-hospitalar e técnicas especializadas de combate.
Para o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, a capacitação continuada é um instrumento estratégico para fortalecer a resposta operacional, ampliar a capacidade de planejamento, monitoramento e coordenação de operações conjuntas.
“Essa integração, já consolidada em diversas ações realizadas no território mato-grossense, demonstra que a união de esforços entre as esferas estadual e federal é essencial para o enfrentamento de eventos complexos, sobretudo aqueles que envolvem riscos ambientais, grandes áreas territoriais, comunidades vulneráveis e a necessidade de pronta resposta operacional”, afirmou.
A INC Florestal segue até o dia 1º de maio, culminando em um simulado operacional que permitirá a aplicação integrada dos conhecimentos adquiridos em cenários controlados, envolvendo planejamento, organização, segurança, resposta e combate.
Também participaram da solenidade de abertura da INC Florestal, o coronel RR Lázaro Leandro Nunes, secretário executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo.
Com Assessoria
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Produtores antecipam plantio da soja para tentar reduzir impactos do El Niño

O plantio da safra 2026/27 de soja já começou no Brasil, favorecido pelas chuvas registradas recentemente em áreas produtoras. A expectativa é de que os trabalhos ganhem ritmo nos próximos dias, com agricultores buscando antecipar as atividades no campo para reduzir possíveis impactos do El Niño sobre a temporada.
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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os produtores devem intensificar a semeadura assim que as precipitações diminuírem, aproveitando as condições de umidade do solo.
A estratégia é avançar com o plantio enquanto o clima permanece favorável e, dessa forma, tentar minimizar eventuais efeitos do El Niño ao longo do desenvolvimento das lavouras na safra 2026/27.
Preço da soja sobe no mercado brasileiro
Além do início do plantio, as condições climáticas já influenciam as negociações no mercado doméstico.
De acordo com pesquisadores do Cepea, vendedores estão mais retraídos nas negociações envolvendo grandes volumes diante das incertezas relacionadas ao clima.
A menor presença de vendedores reduziu a liquidez no mercado spot brasileiro e contribuiu para a valorização da soja na primeira dezena de setembro.
Farelo também fica mais caro
Os preços do farelo de soja também apresentam movimento de alta no Brasil. Nesse caso, o avanço é sustentado pelo aumento da disputa pelo produto entre compradores domésticos e internacionais.
Segundo o Cepea, consumidores brasileiros precisam recompor estoques, enquanto a demanda externa permanece aquecida.
A combinação aumenta a concorrência pelo farelo disponível no mercado e mantém pressão sobre as cotações no país.
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Agro Mato Grosso
Custo da soja sobe e rentabilidade deve cair 35% na safra 26/27, aponta Imea

Os dados foram apresentados aos produtores rurais em Brasnorte e fazem parte do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso
Agro Mato Grosso
Biostimulantes ampliam ação de fungos contra Diaphorina citri

Mistura com silício e quitosana elevou mortalidade do psilídeo em condições ambientais favoráveis
A associação de fungos entomopatogênicos com biostimulantes à base de dióxido de silício e quitosana aumentou a mortalidade de Diaphorina citri em parte dos bioensaios realizados em casa de vegetação. O desempenho, porém, dependeu das condições ambientais. Temperatura de 34 graus Celsius e umidade relativa próxima de 35 por cento limitaram a ação dos agentes biológicos. Sob 26 graus Celsius e umidade relativa ao redor de 67 por cento, os tratamentos com fungos reduziram a sobrevivência do psilídeo.
Estudo avaliou formulações comerciais de Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, também apresentada no trabalho como sinônimo de Isaria fumosorosea. Os pesquisadores aplicaram os fungos isoladamente ou em mistura com biostimulantes contendo dióxido de silício e D-glucosamina proveniente de quitosana. O objetivo envolveu a avaliação da compatibilidade da mistura em tanque e de seus efeitos sobre a mortalidade de adultos de Diaphorina citri, principal vetor do Huanglongbing, o HLB (doi 10.3390/insects17090947).
Seis bioensaios
Os pesquisadores conduziram seis bioensaios em casas de vegetação da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. As plantas hospedeiras utilizadas foram de Murraya paniculata. Os insetos vieram de uma colônia livre de Candidatus Liberibacter asiaticus. Os adultos tinham entre sete e dez dias após a emergência.
O primeiro bioensaio ocorreu em casa de vegetação sem climatização, sob temperatura de 34 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 35 por cento. Nessas condições, Beauveria bassiana, aplicada sozinha ou com os biostimulantes, não elevou a mortalidade de Diaphorina citri em relação ao controle sem tratamento. Os pesquisadores relacionam o resultado ao ambiente desfavorável ao desenvolvimento dos fungos entomopatogênicos.
O segundo ensaio ocorreu sob temperatura de 26 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 67 por cento. Nesse ambiente, Beauveria bassiana e a combinação do fungo com os biostimulantes provocaram mortalidade superior à registrada no controle. Os bioensaios seguintes mantiveram essas condições ambientais.
Experimentos três a cinco
Nos experimentos três a cinco, os pesquisadores avaliaram também Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, além de Beauveria bassiana. No sexto bioensaio, o desenho experimental foi reduzido a seis tratamentos, contemplando apenas Beauveria bassiana e Cordyceps fumosorosea — isolados ou combinados aos biostimulantes —, além dos controles com água e com os biostimulantes sozinhos; Metarhizium anisopliae não fez parte desse último ensaio. O protocolo incluiu duas pulverizações. A primeira ocorreu 24 horas após a liberação dos insetos. A segunda ocorreu 192 horas após a liberação. Cada aplicação utilizou dez mililitros de calda por gaiola, com cinco mililitros dirigidos de cima para baixo e cinco mililitros de baixo para cima.
Os resultados indicaram ausência de antagonismo dos biostimulantes sobre os fungos comerciais. Em alguns ensaios, a associação aumentou a mortalidade do psilídeo em comparação com o fungo aplicado isoladamente. No quarto bioensaio, a combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou mortalidade superior à aplicação isolada do fungo na avaliação realizada após 192 horas. No quinto ensaio, a mesma associação também superou Beauveria bassiana aplicada sem os biostimulantes.
Sexto bioensaio
No sexto bioensaio, Cordyceps fumosorosea associado aos biostimulantes reduziu a sobrevivência dos insetos nas avaliações realizadas após 24, 192 e 480 horas. A combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou efeito significativo nas avaliações de 192 e 480 horas. No final do experimento, os tratamentos formados por fungos e biostimulantes superaram tanto o controle sem tratamento quanto a aplicação isolada dos biostimulantes.
A inclusão de um adjuvante organossiliconado, avaliada no quarto ensaio, não aumentou a mortalidade dos insetos. O estudo também mostrou vantagem do inseticida sintético usado como referência. A combinação de lambda-cialotrina e clorantraniliprole apresentou mortalidade inicial mais rápida e, em vários ensaios, superior à registrada com os agentes biológicos.
Segundo os pesquisadores, essa diferença no tempo de ação representa uma limitação importante no manejo de Diaphorina citri. Fungos entomopatogênicos demandam um período maior para infecção e morte do hospedeiro. Para um inseto vetor, a rapidez do controle ganha importância devido ao risco de transmissão do agente associado ao HLB.
Influência do microclima
Os dados também reforçam a influência do microclima sobre o controle biológico. O estudo não permite definir limites exatos de proteção oferecidos pelos biostimulantes em situações de calor e baixa umidade. Os próprios pesquisadores destacam uma limitação experimental: os dois primeiros bioensaios ocorreram em casas de vegetação diferentes e em momentos distintos. Assim, os efeitos de temperatura e umidade também ficaram associados a variações espaciais e temporais.
A pesquisa aponta a mistura em tanque de fungos entomopatogênicos comerciais com dióxido de silício e quitosana como alternativa compatível para programas de manejo integrado de Diaphorina citri. O resultado depende, contudo, de condições ambientais favoráveis à atividade dos fungos. Os pesquisadores recomendam novos estudos em câmaras climáticas, com diferentes combinações de temperatura e umidade relativa, além de ensaios em campo para avaliar persistência, eficiência operacional e viabilidade da estratégia em pomares comerciais.
O trabalho foi realizado por Éder M. Carrilho, Paulo S. G. Cremonez, Luciano M. de Oliveira, Fernando T. Hata, Maurício U. Ventura e Humberto G. Androcioli.
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