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8 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso registra 3° tremor de terra em 2026; veja municípios atingidos

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Um tremor de terra foi registrado em Jaciara, a 148 km de Cuiabá, no último domingo (19). Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), o abalo sísmico teve magnitude 2,5, considerado de baixa intensidade. Este foi o terceiro registro no estado em 2026.

Segundo análise do Centro de Sismologia da USP, integrante da RSBR, o tremor ocorreu às 21h05, horário de Brasília. O abalo teve profundidade entre 0 e 10 quilômetros, sendo classificado como raso ou superficial.

Conforme relatos de moradores de um assentamento da região foi possível sentir a vibração do solo logo após um forte estrondo. Alexandre Nogueira, sismólogo do Centro de Sismologia da USP, explicou que o evento ter ocorrido durante a noite pode ter facilitado a percepção dos moradores, e que tremores dessa magnitude não tem energia suficiente para causarem danos estruturais.

” Esse tipo de evento pode ser sentido pela população local como uma leve vibração, ou até movimento de alguns objetos soltos pela casa. Ele é sentido principalmente devido ao horário que ele aconteceu, geralmente as nove horas da noite você tem um ambiente bem tranquilo que facilita a percepção das pessoas”, explicou.

As análises iniciais indicam que o abalo teve origem natural. Tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e ocorrem quase todas as semanas, embora a maioria não seja percebida pela população. Em geral, esses sismos resultam de pressões geológicas que atuam na crosta terrestre. Em alguns casos, podem ser acompanhados de estrondos, como o caso observado pelos moradores.

Ainda segundo os especialistas, não é possível prever a evolução da atividade sísmica na região, ou seja, não há como afirmar se ou quando novos tremores poderão ocorrer. Abalos dessa magnitude, no entanto, não representam risco à população, apesar do susto.

Outros tremores

O primeiro tremor de 2026 foi registrado em Barão de Melgaço, no dia 20 de janeiro, com magnitude de 2,1. O segundo ocorreu em Cocalinho, em 16 de março, e teve magnitude de 3,1. No ano passado, Mato Grosso contabilizou nove tremores de terra em todo o estado.

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Agro Mato Grosso

Casal de idosos morre em acidente entre carro e dois caminhões na BR-364 em MT

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Duas pessoas morreram em um acidente envolvendo um carro e dois caminhões nesta segunda-feira (8), no km 114 da BR-364, em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá. As vítimas eram o motorista do carro, de 69 anos, e uma passageira, de 72 anos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 10h e envolveu uma batida frontal, seguida de uma batida lateral no mesmo sentido da rodovia. Nas imagens divulgadas do acidente é possível ver o carro destruído.

De acordo com a PRF, o carro trafegava pela BR-364 quando se envolveu na colisão os dois caminhões. As duas vítimas morreram no local.

Um dos caminhoneiros, de 37 anos, sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico. O outro motorista, de 45 anos, não se feriu. Os dois motoristas dos caminhões fizeram o teste do bafômetro, e os resultados foram negativos para consumo de álcool.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) atenderam a ocorrência. Durante o atendimento e os trabalhos periciais, o trânsito ficou parcialmente interditado em um dos sentidos da rodovia.

As causas do acidente serão investigadas.

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.

A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.

A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.

“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.

Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.

Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.

Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.

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Grávida e outras duas pessoas morrem em batida entre carro e moto na MT-240

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