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8 de junho de 2026

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Faesp leva 10 mil produtores à Agrishow e amplia acesso à tecnologia no campo

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Foto: Agrishow

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) participa da Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), com ações voltadas à capacitação e ao acesso a tecnologias no campo.

Para esta edição, a entidade organiza 150 caravanas de sindicatos rurais de diferentes regiões do estado, levando cerca de 10 mil produtores ao evento, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. A iniciativa busca ampliar o contato de pequenos e médios produtores com soluções disponíveis no mercado.

No estande da Faesp, com mais de 300 metros quadrados, a programação inclui debates, encontros institucionais e atividades voltadas ao público do setor. Entre as atrações previstas estão apresentações com o cantor Lucas Lucco e participação dos Primos do Agro.

Centros de excelência e qualificação profissional

A agenda educacional é um dos focos da atuação do Sistema Faesp/Senar durante a feira. No estado de São Paulo, estão em implantação oito centros de excelência voltados à formação técnica, com foco em diferentes cadeias produtivas.

Entre os projetos, está o centro de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto. Também estão em fase final unidades em São Roque, voltadas a inteligência artificial, big data, bioinsumos e turismo rural, com previsão de funcionamento no segundo semestre de 2026.

Outros centros estão em desenvolvimento em diferentes regiões do estado, com foco em agricultura familiar, agroindústria, irrigação, culturas como cacau, banana e pupunha, além de melhoramento genético na bovinocultura de corte e leite.

O investimento total do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo nesses projetos é estimado em cerca de R$ 200 milhões.

Jovens e sucessão no campo

O Programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA), do Senar, também integra a programação. A iniciativa é voltada à formação de jovens em gestão, liderança e planejamento no meio rural.

Durante a Agrishow, cerca de 500 alunos, vinculados a 30 sindicatos, participam das atividades. O programa tem como objetivo estimular a sucessão familiar e a permanência de jovens no campo.

Ações voltadas ao público feminino

A programação inclui ainda atividades direcionadas ao público feminino. A Comissão Semeadoras do Agro promove ações de saúde, como aferição de pressão arterial e testes de glicose, além de um encontro que reúne cerca de 600 mulheres durante a feira.

O grupo também participa das atividades no espaço Sebrae Delas, com foco em empreendedorismo feminino no setor.

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Cerrado em foco: desafios de solo e estratégias para altas produtividades

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produzir soja no Cerrado exige atenção crescente ao manejo desde os primeiros momentos da safra. Em um sistema intensivo, que em muitas regiões permite até três cultivos ao longo do ano, doenças de solo, pragas e nematóides representam desafios constantes para a manutenção da produtividade.

Nesse ambiente, o estabelecimento inicial da cultura se tornou uma das etapas mais importantes da produção. Problemas nas fases iniciais podem comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar o potencial produtivo antes mesmo do fechamento da lavoura.

Por isso, estratégias adotadas ainda no planejamento da safra ganharam espaço entre os produtores. O tratamento de sementes passou a ser visto não apenas como uma ferramenta de proteção, mas também como um aliado para o desenvolvimento fisiológico das plantas.

De acordo com Felipe Gutheil, gerente de marketing de tratamento de sementes da Basf, a evolução genética das variedades elevou também a necessidade de tecnologias capazes de ajudá-las a expressar todo o potencial produtivo.

Arranque inicial exige proteção

As cultivares atuais carregam características que permitem maiores produtividades, mas exigem um ambiente mais protegido para responder ao investimento realizado pelo produtor.

“O tratamento de sementes ao longo dos anos vem ganhando maior relevância, porque hoje as variedades são mais produtivas, elas têm toda uma tecnologia embutida na semente, consequentemente, aumenta a exigência tecnológica para fazer essa variedade responder”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

Segundo Gutheil, o conceito de tratamento de sementes evoluiu nos últimos anos. Em vez da aplicação isolada de um produto, as recomendações passaram a combinar diferentes tecnologias em uma única receita, buscando proteção e estímulo ao desenvolvimento das plantas.

“Hoje, quando se oferta uma solução em tratamento de sementes, não se oferta um único produto, se oferta uma composição de produtos que formam a receita para proteger como um todo aquela semente. E, também, tratamentos que confiram um efeito fisiológico superior às plantas”.

O especialista frisa que as inovações no segmento têm permitido a construção de receitas mais completas, capazes de atender desafios específicos encontrados nas áreas de produção, especialmente no manejo de doenças e nematóides.

soja tratamento de sementes foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Receitas para reforço no manejo de doenças

Entre as alternativas voltadas para áreas com necessidade de reforço no controle de doenças, Gutheil destaca a receita formada por Standak® Prime Sistiva®. Conforme ele, a solução reúne o Standak® Top, o Votivo® Prime e o Sistiva®, formando uma combinação destinada à proteção das plantas logo no início do ciclo.

“O tratamento de semente vem inovando em receitas que trazem alta performance, seja para o manejo de doenças, seja para o manejo de nematoides”, pontua.

Ao explicar a composição da tecnologia, o gerente ressalta a integração entre diferentes ferramentas de proteção.

“Por exemplo, onde se há necessidade de se fazer um reforço para doenças no tratamento de sementes, a Basf trouxe a receita do Standak® Prime Sistiva®, ou seja, Standak® Prime é a combinação de dois produtos, o Standak® Top com o Votivo® Prime, um nematicida, associado também ao Sistiva®, que você tem toda uma combinação muito potente para proteger contra pragas, o reforço para proteger contra doenças, podridões, associado a um biológico nessa receita”.

Ainda de acordo com o especialista da Basf, a associação entre produtos químicos e biológicos contribui para melhorar o desenvolvimento radicular das plantas, favorecendo a absorção de água e nutrientes.

“Você cria uma sinergia entre químicos e biológicos, trazendo aquele resultado de maior enraizamento, raízes mais sadias, raízes com maior eficácia na absorção de água, nutrientes, consequentemente plantas mais protegidas e mais resilientes, consequentemente plantas mais produtivas”, diz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Estratégias para áreas com alta pressão de nematóides

O manejo de nematoides também exige atenção especial no Cerrado, principalmente em áreas onde a pressão da praga já está consolidada e afeta o desempenho das lavouras.

Nessas situações, Gutheil explica que a Basf desenvolveu uma segunda receita voltada especificamente para ampliar o controle desses organismos. A recomendação reúne o Standak® Prime, formado pela associação entre Standak® Top e Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®.

“E aí, se há necessidade de reforçar para o manejo controle de nematoides em área onde há alta pressão de nematóides, a Basf lançou uma segunda receita que é o Standak® Prime, como já mencionado, associação do Standak® Top com o Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®, uma carboxamida, um nematicida químico para uso em áreas de alta pressão de nematoide”.

Segundo o gerente, a evolução do tratamento de sementes passa justamente pela capacidade de desenvolver recomendações específicas para diferentes realidades encontradas no campo.

Manejo mais direcionado

A personalização das recomendações é apontada como uma das principais evoluções do tratamento de sementes. Em vez de uma única estratégia para toda a propriedade, as soluções podem ser ajustadas conforme os desafios presentes em cada área de produção.

“Então aqui tem duas receitas customizadas, aplicadas no Cerrado, seja para o reforço de doença, seja para o reforço de nematoide. Então, a importância também de se criar receitas customizadas que atendam a demanda do agricultor”.

Conforme Gutheil, essa adaptação pode ocorrer tanto em nível de fazenda quanto em talhões específicos, permitindo respostas mais alinhadas às necessidades de cada ambiente produtivo. “Isso pode ser para uma fazenda, isso pode ser para um talhão dentro de uma fazenda”.

Para o especialista, a evolução das tecnologias disponíveis tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e previsível ao longo da safra.

“Então o tratamento de sementes ele evolui muito trazendo soluções, ofertas que atendam a necessidade do agricultor, que atendam a demanda daquela variedade escolhida e que mitiguem problemas que possam acontecer. E isso deixa as coisas um pouco menos complexas durante o manejo da cultura como um todo”.


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Colheita da safrinha de milho atinge 4,4% no Centro-Sul, diz AgRural

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A colheita da segunda safra de milho 2026 alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (4), informou a AgRural. Uma semana antes, o índice estava em 2,4%, e no mesmo período do ano passado marcava 1,9%. O avanço dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná segue com ritmo mais lento devido à alta umidade.

Segundo o levantamento, Mato Grosso continua à frente no andamento da colheita e sustenta o avanço regional nesta fase inicial da safrinha. No Paraná, os trabalhos ainda não ganharam tração porque a umidade elevada limita a entrada das máquinas nas áreas produtoras. A consultoria também informou que Mato Grosso do Sul começou a colher em áreas isoladas nesta semana.

Além do ritmo de campo, a AgRural revisou no fim de maio sua estimativa para a produção de milho da safra 2025/26. A projeção para a safrinha 2026 foi reduzida em Goiás, Minas Gerais e São Paulo por causa da estiagem. Ainda assim, o recuo foi parcialmente compensado por produtividades mais altas esperadas em outros Estados do Centro-Sul, com destaque para Mato Grosso.

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Com esse ajuste, a estimativa da safrinha brasileira caiu 900 mil toneladas em relação ao levantamento anterior, para 108,2 milhões de toneladas. Somados os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a primeira e a terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 está projetada em 139,9 milhões de toneladas.

No levantamento anterior, o volume total estimado era de 138,9 milhões de toneladas. Na comparação com o ciclo 2024/25, quando a produção foi de 113,2 milhões de toneladas, o número atual indica uma safra maior. O andamento da colheita e a confirmação das produtividades nos principais Estados devem seguir no centro das atenções do mercado nas próximas semanas.

Os dados mostram que a colheita ainda está em fase inicial no Centro-Sul, e a consolidação do potencial produtivo dependerá do avanço dos trabalhos e dos resultados efetivos nas lavouras. Até o momento, a base disponível indica ajuste pontual na safrinha, sem alteração ampla na expectativa de oferta total de milho no país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta novo foco em agricultura familiar agroecológica em Sergipe

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na quinta-feira (11), às 8h30, em Aracaju (SE), a solenidade de 51 anos de atuação da instituição em Sergipe. Além da comemoração, a unidade apresentará oficialmente seu novo direcionamento estratégico, centrado no desenvolvimento de sistemas diversificados, integrados e agroecológicos voltados à agricultura familiar. A programação também prevê assinatura de acordos de cooperação técnica, mostra de projetos e inauguração de uma nova estrutura de pesquisa.

Segundo a Embrapa, a reorientação da unidade sediada em Aracaju prioriza segurança alimentar e nutricional, resiliência climática, conservação de recursos naturais, uso eficiente da água e inclusão socioprodutiva de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais do Nordeste.

Entre os temas previstos na programação estão soluções tecnológicas ligadas ao uso de inteligência artificial em políticas públicas, monitoramento territorial por imagens de satélite, recursos genéticos, agroecologia, conservação da biodiversidade e fortalecimento de sistemas agroalimentares sustentáveis. A unidade também informou que haverá apresentação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas da agricultura familiar.

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Outro ponto da agenda é a formalização de acordos com instituições parceiras. Estão previstos dois instrumentos com a Universidade Federal de Sergipe (UFS): um para pesquisas em bem-estar animal e outro para o desenvolvimento de um sistema computacional baseado em inteligência artificial voltado à simulação de impactos de políticas públicas de incentivo à diversidade da produção agrícola. Também deve ser firmado acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para execução do projeto Raízes Agroecológicas.

A programação inclui ainda uma edição especial da Feira Agroecológica na Embrapa, com produtos da agricultura familiar e de comunidades atendidas por projetos da instituição. Também será inaugurado o Laboratório de Agroecologia, estrutura que, segundo a empresa, dará suporte a pesquisas, capacitações e ações de transição agroecológica em territórios rurais.

O evento ocorre na área externa da administração da Embrapa, na Avenida Governador Paulo Barreto de Menezes, 3250, bairro Jardins, em Aracaju. Com a apresentação do novo foco institucional, a unidade passa a explicitar uma agenda de pesquisa voltada a produção sustentável, inovação aplicada e apoio técnico à agricultura familiar no Nordeste. Não foram informados, no material divulgado, valores dos acordos ou metas quantitativas para os projetos anunciados.

Fonte: embrapa.br

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