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Cuiabá recebe simpósio inédito de equoterapia e inclusão

Evento reúne especialistas do país e reforça uso terapêutico com cavalos no desenvolvimento humano
Cuiabá será palco, entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, do I Simpósio Mato-Grossense de Equoterapia e Festival Equestre Inclusivo, promovido pela Associação de Equoterapia e Hípica Rancho Dourado, em parceria com a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil). A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (24), às 8h30, na Hípica Rancho Dourado.
O evento reúne profissionais, especialistas e centros de equoterapia de diversas regiões do país com o objetivo de promover a qualificação técnica, a troca de experiências e o fortalecimento da rede de atendimento no Estado. A programação inclui palestras, oficinas práticas, mesas-redondas e apresentações voltadas ao desenvolvimento e à inclusão de pessoas com deficiência e condições do neurodesenvolvimento, como TEA e TDAH.
A diretora da Hípica Rancho Dourado, Ana Julieta Pompeo de Barros, destaca a importância da iniciativa para Mato Grosso.
“Este simpósio nasce com o propósito de fortalecer a equoterapia como ferramenta de inclusão e desenvolvimento humano. É um espaço de aprendizado, mas também de sensibilidade e acolhimento, onde mostramos que o cuidado pode transformar vidas”, afirmou.
O presidente da ANDE-Brasil, Jorge Dornelles Passamani, que também ministra a palestra magna de abertura, ressalta o avanço da prática no país.
“A equoterapia tem evoluído de forma consistente no Brasil, com base científica e resultados comprovados. Eventos como este são fundamentais para ampliar o conhecimento, qualificar profissionais e garantir um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado”, pontuou.
Além das atividades técnicas, o evento contará com o Festival Equestre Inclusivo no domingo (26), com apresentações de paradestramento e hipismo adaptado, reforçando o papel do esporte como instrumento de inclusão social.
Como ação solidária, os participantes são convidados a doar uma caixa de leite, que será destinada ao Abrigo Bom Jesus.
A expectativa é reunir profissionais da saúde, educação, assistência social, além de familiares e interessados na temática, consolidando Cuiabá como referência no fortalecimento da equoterapia no Brasil.
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Projeto de US$ 100 milhões para agricultura familiar inicia mobilização em 61 cidades

Parceria entre Governo de MT e Banco Mundial percorrerá 21 polos para preparar associações e cooperativas para edital bilionário
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) inicia, na próxima semana, a fase de mobilização do projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que vai percorrer 61 municípios de Mato Grosso para fazer a preparação para o chamamento público que dará acesso aos recursos financiados pelo Banco Mundial (BIRD). Participarão associações, cooperativas e produtores da agricultura familiar.
A mobilização será realizada por meio de oficinas presenciais em 21 municípios-polo, com palestras, orientações técnicas e apoio no preenchimento de formulários de Manifestação de Interesse. Os participantes participarão de palestras e oficinas para se prepararem e receber todas as informações necessárias para estarem aptos a participar do edital, que será lançado após a conclusão desse ciclo de capacitações.
O projeto está estruturado em etapas sequenciais. No dia 28 de abril iniciam as oficinas com a capacitação. Em seguida, será lançado o edital de chamamento público, que irá selecionar Organizações Produtivas conforme critérios estabelecidos. A meta do projeto é ter 128 organizações participantes.
Na etapa seguinte, as organizações selecionadas receberão suporte técnico para elaborar seus Planos de Negócios, contemplando toda a cadeia produtiva. Por fim, os planos aprovados receberão investimentos financeiros para implementação das ações propostas.
Segundo a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, essa etapa inicial é decisiva. “Estamos preparando as organizações para que participem de forma qualificada do edital e consigam acessar os recursos disponíveis, com projetos bem estruturados e sustentáveis”, afirmou a secretária, que ressaltou que a equipe que atua no projeto está dentro do cronograma firmado: “todas as ações estão alinhadas com o BIRD”.
Em 2025 foi feito todo o levantamento territorial para identificar a aptidão dos municípios. Também foi feito o mapeamento das regiões. “Foi a partir desse levantamento que identificamos os 61 municípios, concluímos uma das diretrizes do projeto, conforme orientação do Banco Mundial”, explicou o coordenador Leonardo Santos.
Com investimento total de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado, o MT Produtivo busca fortalecer a agricultura familiar por meio de práticas sustentáveis, inclusão produtiva e geração de renda.
Além disso, o projeto prioriza mulheres, jovens rurais, Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, promovendo maior inclusão e protagonismo desses públicos.
As Organizações Produtivas apoiadas atuarão em cadeias como bovinocultura de leite, fruticultura, olericultura, mandioca, café, cacau, meliponicultura e produtos da sociobiodiversidade.
Com Assessoria
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Cuiabá sedia encontro para integrar saberes indígenas ao cotidiano das escolas

Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..
A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.
Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.
O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.
A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.
De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.
“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.
Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.
Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.
“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.
Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.
Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.
Confira no anexo a programação completa.
Agro Mato Grosso
Garimpo ilegal é desativado e maquinários são apreendidos em operação ambiental em MT

Um trator esteira, uma escavadeira e três motores estacionários, foram apreendidos e encaminhados à Prefeitura Municipal de Colíder.
Um garimpo ilegal foi destruído pela Polícia Militar nesta quarta-feira (22) em Nova Guarita, a 667 km de Cuiabá. No local, os agentes encontraram uma área de escavação e diversos equipamentos utilizados na atividade irregular de mineração.
A ação da Polícia Militar de Proteção Ambiental, em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), realizou a fiscalização de um lote no Projeto de Assentamento Vale da Esperança.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma estrutura completa de garimpo em funcionamento, com uma calha concentradora de minério, uma escavadeira hidráulica modelo PC, um trator esteira e três motores estacionários.
Os equipamentos, um trator esteira, uma escavadeira e três motores estacionários, foram apreendidos e encaminhados à Prefeitura Municipal de Colíder para os procedimentos cabíveis. Ninguém foi preso.
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