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24 de julho de 2026

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Sine-MT oferta mais de 2,3 mil vagas de emprego em diversas cidades nesta semana

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O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), oferta 2.341 vagas de emprego nesta semana. As oportunidades abrangem diversas áreas e diferentes níveis de formação.

Em Cuiabá e Várzea Grande, são 199 novas oportunidades de colocação no mercado de trabalho. Entre elas, há 22 vagas para auxiliar de linha de produção, 15 vagas para auxiliar operacional de logística, 13 vagas para balanceiro, 12 vagas para pedreiro, 11 vagas para montador de estruturas metálicas, 11 vagas para jardineiro, oito vagas para ajudante de obras, seis vagas para eletricista, cinco vagas para mecânico de manutenção de aparelhos de refrigeração, cinco vagas para oficial de manutenção civil, quatro vagas para promotor de vendas, três vagas para controlador de pragas, uma vaga para técnico em manutenção de equipamentos de informática, uma vaga para farmacêutico e uma vaga para atendente de padaria. Além disso, está disponível uma vaga de auxiliar de limpeza para pessoa com deficiência (PcD).

A unidade de Nova Mutum divulgou 247 oportunidades de trabalho nesta semana. São 79 vagas para auxiliar de linha de produção, 55 vagas para trabalhador da avicultura de postura, 10 vagas para vendedor porta a porta, oito vagas para auxiliar administrativo, sete vagas para auxiliar de operação, cinco vagas para representante técnico de vendas, três vagas para zelador, duas vagas para técnico em saúde bucal, duas vagas para lavador de veículos, duas vagas para operador de empilhadeira, duas vagas para auxiliar de pizzaiolo, duas vagas para garçom, duas vagas para motofrentista, duas vagas para técnico em enfermagem socorrista, uma vaga para almoxarife, uma vaga para ajudante de motorista, entre outras.

O município de Cáceres divulgou 135 oportunidades de trabalho nesta semana. Entre as vagas, há 20 vagas para trabalhador agropecuário, 17 vagas para vendedor de serviços, 16 vagas para auxiliar de linha de produção, 10 vagas para operador de máquinas de construção civil e mineração, 10 vagas para operador de produção (química, petroquímica e afins), cinco vagas para estoquista, quatro vagas para açougueiro, três vagas para vendedor interno, duas vagas para consultor de vendas, uma vaga para recepcionista e uma vaga para professor de ciências exatas e naturais do ensino fundamental.

Em Diamantino, outras 130 vagas foram disponibilizadas, sendo 100 vagas para operador de processo de produção, 10 vagas para auxiliar de linha de produção, três vagas para vaqueiro, duas vagas para carregador (armazém), duas vagas para frentista, uma vaga para assistente social, uma vaga para ajudante de motorista, uma vaga para vendedor de serviços, entre outras.

A lista detalhada e completa das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser acessada diariamente por meio do Portal Emprega Brasil. As vagas ofertadas pela Rede Sine são atualizadas diariamente, e novas oportunidades são cadastradas a todo momento.

Seguro-desemprego

Além do trabalho de intermediação de mão de obra, o Sine-MT realiza o serviço de habilitação do seguro-desemprego e oferece atendimento orientado sobre a utilização da Carteira de Trabalho Digital. É preciso verificar, na unidade, a disponibilidade das vagas, que são oferecidas diariamente.

Os interessados em alguma das vagas disponibilizadas podem comparecer aos postos de atendimento portando documentos pessoais, facilitando os trâmites de atendimento.

Na região metropolitana, o horário de atendimento dos Sines, localizados nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga e do CPA I, é de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Já no Sine no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping, o horário de funcionamento é das 10h às 17h30.

Acesse o anexo com as oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo: comunicador  fortalece combate à desinformação no agro

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Ao incentivar reportagens produzidas a partir da vivência no campo, premiação contribui para aproximar jornalistas do setor produtivo

O jornalismo exerce um papel fundamental na formação da opinião pública e é, diariamente, a principal fonte de informação para milhares de brasileiros. Em um cenário em que conteúdos imprecisos e meias-verdades circulam com rapidez, aproximar os profissionais da comunicação da realidade do campo torna-se uma estratégia importante para fortalecer a qualidade da informação sobre o agronegócio.

Iniciativas que incentivam a produção de reportagens voltadas ao setor produtivo, como o Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026, vão além do reconhecimento profissional. Elas estimulam jornalistas a conhecerem de perto o cotidiano das propriedades rurais, entenderem os desafios enfrentados pelos produtores e retratarem com mais profundidade a realidade do agro brasileiro.

Para o diretor financeiro da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, o jornalismo tem papel decisivo na construção dessa ponte entre o campo e a cidade. Segundo ele, muitas narrativas sobre o agronegócio são construídas longe da realidade vivida nas propriedades rurais.

“O papel do jornalismo é justamente fazer essa ponte entre o campo e a cidade, levando a informação verdadeira do que acontece no campo brasileiro. Muitas vezes vemos informações circulando nos grandes centros que não representam a realidade da produção”, afirma.

Nathan Belusso destaca que, ao conhecer de perto o setor produtivo, o jornalista passa a transmitir informações com mais segurança, contexto e credibilidade. A experiência em campo permite compreender os processos produtivos, as práticas adotadas pelos produtores e os desafios enfrentados diariamente, resultando em reportagens mais completas e alinhadas aos fatos. “O jornalista é quem leva a informação para a sociedade. Quando ele conhece aquilo sobre o que está falando, consegue transmitir não apenas dados, mas a realidade do que acontece. Isso faz toda a diferença na forma como a informação chega à população”, ressalta.

Essa aproximação também amplia a compreensão sobre a diversidade do agronegócio brasileiro, que engloba diferentes cadeias produtivas, como agricultura, pecuária e setor florestal, permitindo uma cobertura mais abrangente e equilibrada.

Ao incentivar profissionais da comunicação a vivenciarem o dia a dia no campo, o prêmio Aprosoja MT de Jornalismo fortalece a produção de conteúdo qualificado, aproxima a sociedade da realidade do setor produtivo e contribui para combater a desinformação, promovendo um debate mais transparente sobre a importância do agronegócio para o Brasil.

Em sua quarta edição, a premiação recebe inscrições de profissionais e estudantes de todo o Brasil, com premiações que podem chegar a até R$ 20 mil e uma viagem para uma missão técnica nos Estados Unidos. O tema des edição é “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.

Os profissionais interessados podem inscrever suas obras nas categorias de Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Reportagem em Vídeo e Fotojornalismo. Para os estudantes, a categoria Jornalismo Universitário permite que sejam inscritos os trabalhos de qualquer categoria. Além disso, a categoria Destaques Mato-grossenses irá premiar comunicadores da região Norte, Sul, Leste, Oeste e Baixada Cuiabana, valorizando os profissionais locais.

As inscrições seguem abertas até o dia 07 de agosto, e podem ser feitas através do site oficial do da premiação. Para se inscrever e ler o regulamento completo, clique AQUI.

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Agro Mato Grosso

MT projeta colheita histórica de 57 milhões de toneladas de milho

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Levantamento de campo revisa produtividade para cima, supera estimativa da Conab e confirma Estado como maior produtor nacional

Mato Grosso caminha para colher a maior safra de milho de sua história.

Levantamento apresentado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou para cima as projeções da safra 2025/26 e passou a estimar uma produção de 57,06 milhões de toneladas.

O volume recorde supera tanto a previsão anterior do instituto quanto a estimativa de 55 milhões de toneladas, divulgada na última semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Se confirmada, a produção consolidará, mais uma vez, Mato Grosso como o maior produtor nacional de milho e repetirá um fenômeno que vem se tornando recorrente no Estado: a segunda safra de milho deverá superar, em volume, a produção de soja.

A nova projeção é resultado do projeto Imea em Campo, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro-MT).

Durante 64 dias, equipes técnicas percorreram 30.829 quilômetros, realizaram 833 avaliações de campo em 82 municípios e analisaram áreas que representam 96,4% da superfície cultivada com milho de segunda safra no Estado.

Nas visitas, os técnicos avaliaram indicadores como população de plantas, número de espigas, quantidade e peso dos grãos, umidade, além da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas.

Com base nos dados coletados, o Imea elevou a estimativa de produtividade para 128,64 sacas por hectare, aumento de 6,95% em relação à projeção inicial elaborada antes do levantamento de campo.

A área cultivada foi mantida em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83% sobre a safra anterior, enquanto a produção foi revisada para 57,06 milhões de toneladas, avanço de 2,92% na comparação anual.

Segundo o analista do Imea, Henrique Eggers, as avaliações revelaram um desempenho superior ao inicialmente esperado.

“Percorremos todas as regiões produtoras durante dois meses e realizamos mais de 800 avaliações em campo. O trabalho mostrou que estamos diante de um novo recorde de produtividade e produção”, afirmou.

Ele explica que, antes do levantamento, a expectativa era de uma produtividade próxima de 120 sacas por hectare.

Entretanto, os resultados observados nas propriedades revelaram maior número de espigas por hectare, mais grãos por espiga e melhor peso dos grãos, fatores que sustentaram a revisão dos números.

DIFERENÇAS ENTRE  REGIÕES – O estudo também identificou diferenças importantes entre as regiões produtoras.

O excesso de chuvas no início do ciclo atrasou o plantio em diversas áreas, especialmente no Sudeste do Estado, onde houve maior percentual de lavouras implantadas fora da janela considerada ideal.

Na avaliação da qualidade das lavouras, o Médio-Norte apresentou o maior número de áreas classificadas como excelentes, enquanto o Centro-Sul concentrou a maior proporção de cultivos avaliados como muito ruins.

O levantamento também apontou diferenças no comportamento fitossanitário das lavouras.

As regiões Nordeste e Médio-Norte registraram menor incidência de pragas, enquanto Centro-Sul e Sudeste apresentaram maior infestação.

Entre os principais problemas identificados está o Leptoglossus, presente em 14,41% das áreas avaliadas, seguido pela Spodoptera spp., encontrada em 9,24% das lavouras.

No caso das doenças, o enfezamento foi a ocorrência mais frequente, aparecendo em 2,64% das avaliações.

As regiões Nordeste, Noroeste e Sudeste apresentaram os menores índices de incidência, enquanto o Oeste registrou maior número de casos moderados.

Outro indicador que chamou a atenção foi o desempenho produtivo das espigas.

A população média estadual alcançou 54,4 mil espigas por hectare, com destaque para o Médio-Norte e o Noroeste.

Já o número médio de grãos por espiga cresceu 4,82% em relação à safra passada, enquanto o peso dos grãos avançou 0,80%, reforçando o potencial produtivo observado durante as avaliações.

O levantamento também atualizou o cenário de mercado.

Até julho, 51,41% da produção estimada para a safra 2025/26 já havia sido comercializada, ao preço médio de R$ 43,10 por saca.

Para a safra 2026/27, as vendas antecipadas atingiram 7,90% da produção prevista, com preço médio de R$ 44,76 por saca, indicando que parte dos produtores já iniciou a estratégia de travamento de preços para o próximo ciclo.

CUSTOS PRESSIONAM  – Apesar do cenário favorável para a produção, os custos permanecem como um dos principais desafios da atividade.

Segundo o Imea, o custo total da safra 2026/27 deverá atingir R$ 7.418,49 por hectare, alta de 10,30% em relação ao ciclo anterior.

Apenas o custeio operacional deverá crescer 14,46%, chegando a R$ 3.799,42 por hectare.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, afirmou que o aumento da produtividade ajuda a preservar a rentabilidade das propriedades, mas ressaltou que a gestão eficiente dos custos será determinante para o resultado financeiro dos produtores.

Na avaliação dele, o mercado reúne fatores positivos, como a valorização das commodities e o crescimento da demanda mundial por grãos, mas ainda convive com riscos relacionados ao aumento da oferta global e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño.

Para o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Ronaldo Vinha, o levantamento do Imea em Campo tornou-se uma importante ferramenta para orientar decisões de produtores, investidores e instituições interessadas no agronegócio estadual.

Segundo ele, os estudos ajudam a explicar o avanço da produtividade agrícola em Mato Grosso e fornecem informações estratégicas para o planejamento das cadeias produtivas, consolidando o Estado como uma das principais referências do agronegócio brasileiro.

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Agro Mato Grosso

Embrapa avalia uso de resíduos agrícolas para produção de biochar

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Estudo no Acre investiga o aproveitamento da casca de café para reduzir custos com fertilizantes e melhorar a qualidade do solo

Pesquisadores da Embrapa Acre realizaram visitas técnicas aos municípios de Acrelândia, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, no Acre, para avaliar o potencial de aproveitamento dos resíduos da cafeicultura. A iniciativa busca identificar alternativas para o reaproveitamento desses materiais como fonte de nutrientes para o solo, a fim de reduzir a dependência de fertilizantes químicos, especialmente em localidades acreanas, onde os custos logísticos elevam o preço desses insumos.

Thiago Viana, pesquisador da Embrapa Acre, explica que o levantamento inicial dos resíduos foi feito em cinco propriedades. Os três produtores de Acrelândia utilizam a casca de café na própria lavoura, devido à proximidade entre as unidades de beneficiamento e as áreas de cultivo. Já para os cafeicultores de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, onde o custo dos adubos minerais que chegam na região é alto, além de utilizar a palha do café como fertilizante do solo, esse resíduo é apontado como potencial fonte alternativa de biomassa para a geração de energia térmica destinada aos secadores de grãos.

Segundo o pesquisador, o aproveitamento desses coprodutos agrícolas representa uma oportunidade para reduzir custos das lavouras e dar uma destinação mais sustentável aos materiais gerados nas propriedades. “A casca do café pode retornar ao solo e contribuir para o fornecimento de nutrientes às plantas, entre outros usos”, explica.

Biochar como alternativa

Viana ainda acrescenta que a casca de café possui elevado teor de potássio e pode ser utilizada de forma mais eficiente como condicionador do solo na forma de biochar (biocarvão), material obtido por meio da carbonização controlada da biomassa em altas temperaturas.

“O biochar, além de reduzir o volume do resíduo, concentra os nutrientes, aumentando a eficiência do produto quando aplicado no solo. É uma tecnologia com potencial para ampliar o aproveitamento de resíduos regionais, como o grão do açaí, a casca de café e da castanha-do-brasil, também conhecida como castanha-do-pará e da castanha-da-amazônia”, ressalta.

Para realizar a transformação desses resíduos em biochar, no entanto, é necessária a aquisição de maquinário adequado e o treinamento dos produtores para o manuseio correto da tecnologia, garantindo a viabilidade econômica e ambiental do processo nas propriedades. “Além disso, todo o processo de desenvolvimento deve possuir um rigor técnico, para atingir uma maior eficiência do processo e do produto”, acrescenta o pesquisador.

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