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7 de setembro de 2026

Sustentabilidade

HRAC alerta para caso de resistência do capim-colchão (Digitaria nuda) a graminicida – MAIS SOJA

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As plantas do gênero Digitaria, pertencentes à família Poaceae (gramíneas), compõem um complexo de plantas daninhas amplamente distribuído em áreas agrícolas, infestando culturas produtoras de grãos como soja, milho e arroz. Essas espécies são responsáveis por perdas expressivas de produtividade, em função de sua elevada capacidade competitiva. Dentre elas, destaca-se o capim-amargoso (Digitaria insularis), de ampla distribuição no Brasil e no mundo, sendo reconhecido como uma das principais plantas daninhas em sistemas de produção agrícola.

Além do capim-amargoso, outra espécie do gênero vem ganhando relevância, especialmente após relatos recentes de resistência a herbicidas no Brasil. O capim-colchão, também conhecido como milhã (Digitaria nuda), ocorre com frequência em lavouras anuais, infestando principalmente culturas de verão, como soja, milho e arroz.

Essa espécie apresenta características típicas do gênero Digitaria, como rápido crescimento e desenvolvimento, aliado à elevada produção de sementes. Essas sementes são facilmente dispersas, favorecendo a rápida expansão das populações em áreas agrícolas. Estima-se que uma única planta adulta de Digitaria nuda possa produzir cerca de 150 mil sementes por ciclo (Embrapa s.d.).

A combinação entre alta habilidade competitiva, grande produção de sementes e resistência a herbicidas torna o capim-colchão uma planta daninha de difícil controle. Nesse contexto, torna-se fundamental a adoção de estratégias de manejo mais eficientes e integradas, visando reduzir seu impacto nos sistemas produtivos.

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Figura 1. Inflorescência de Digitaria nuda (capim-colchão). Destaque para tricomas agudos e esbranquiçados e para a gluma inferior ausente.
Fotos: Flora of the Southeastern United States
Resistência a herbicidas

Recentemente, o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) emitiu um comunicado de resistência, referente ao relato de resistência de Digitaria nuda (capim-colchão) ao herbicida haloxifope, herbicida do grupo dos Inibidores da ACCase. O relato de resistência foi identificado região de Rio Verde, estado do Goiás. A confirmação foi realizada por pesquisadores da Corteva AgriscienceTM, ADAMA Brasil, Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz-USP e UPL Brasil, confirmando-se a existência de biótipo de capim-colchão (Digitaria nuda) resistente aos herbicidas haloxifope-p-metílico (HRAC-BR, 2026).

O haloxifope é um dos principais graminicidas utilizados no controle de plantas daninhas de folha estreita em culturas agrícolas. Nesse contexto, o relato de biótipos resistentes dessa espécie daninha ao haloxifope torna necessário adotar medidas estratégias de manejo, a fim de “frear” a evolução da resistência dessa espécie daninha aos herbicidas, prezando pela manutenção da eficácia dos herbicidas atuais, especialmente em cultura menos seletivas e com maior limitação de herbicidas para o controle de gramíneas, como como o milho.

Dentre as principais e mais recomendadas medidas de manejo, destacam-se o manejo integrado das plantas daninhas, a limpeza de maquinas e equipamentos agrícolas e o uso de sementes de qualidade, livres de sementes de plantas daninhas (HRAC-BR, 2026).

O Comunicado completo pode ser visualizado clicando aqui!



Referências:

EMBRAPA. CAPIM-COLCHÃO. Embrapa, s. d. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/489396/1/Capimcolchao.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

HRAC-BR. COMUNICADO DE RESISTÊNCIA: Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://b73f4c7b-d632-4353-826f-b62eca2c370a.filesusr.com/ugd/6c1e70_0082b8efcc09480fb0e100e9e8993f6b.pdf >, acesso em: 22/04/2026.

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Foto de capa: Flora of the Southeastern United States

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Sustentabilidade

Soja na suplementação pode causar problemas de casco no gado? Veja a resposta

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Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A utilização de grãos e coprodutos na nutrição de bovinos de corte é uma prática essencial para acelerar o ganho de peso e encurtar o ciclo de terminação. No entanto, o surgimento de claudicações e crescimento anormal dos cascos em lotes suplementados frequentemente levanta dúvidas sobre a segurança dos ingredientes.

No quadro Giro do Boi Responde, do Giro do Boi, o zootecnista e especialista em nutrição animal Tiago Felipini atendeu ao questionamento do pecuarista Leandro Fortes, morador de Boa Vista (RR). O telespectador perguntou se é mito ou verdade que os componentes derivados da soja na suplementação causam problemas e deformações nos cascos do rebanho.

Confira:

Esclarecimento sobre a soja

Conforme explicou o especialista, trata-se de um mito: o uso de farelo de soja ou grão de soja na dieta não possui qualquer correlação direta — seja química ou biológica — com o crescimento excessivo ou a deformação das unhas dos bovinos. O que ocorre nesses cenários é um quadro de laminite, provocado por falhas na formulação e no manejo da Ração Total Misturada (TMR), e não pela presença da leguminosa em si.

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A causa real do problema nos cascos reside na acidose ruminal subaguda ou crônica. Quando o animal consome uma proporção de alimento concentrado superior à sua capacidade de ingestão de fibra bruta/volumoso, ocorre uma queda brusca e prolongada do pH no rúmen.

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Recomendações para pecuaristas

Se a dieta de terminação com alto teor de amido e proteína não estiver equilibrada e munida de aditivos tamponantes, como bicarbonato de sódio e óxido de magnésio, as toxinas geradas pela acidose atingem a circulação sanguínea periférica, causando inflamações severas nos tecidos vasculares dos pés.

O desenvolvimento de lesões podais em animais mantidos em confinamento ou suplementação intensiva gera prejuízos financeiros diretos para o pecuarista. Para evitar que a acidose ruminal e a laminite afetem o rebanho, Felipini recomenda que o produtor consulte um zootecnista para ajustar a relação volumoso/concentrado.

A inclusão de aditivos tampões e o respeito ao período de adaptação aos grãos garantem que a soja expresse todo o seu potencial de aporte proteico sem comprometer a sanidade podal e a rentabilidade do projeto de engorda.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Sustentabilidade

Mercado de defensivos para milho avança 13% na segunda safra, para R$ 15,4 bilhões, aponta levantamento da Kynetec – MAIS SOJA

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Os defensivos agrícolas movimentaram R$ 15,4 bilhões na segunda safra de milho encerrada em julho último, com crescimento de 13% ante o período anterior (R$ 13,7 bilhões). Os dados são do levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026, da Kynetec Brasil, que acaba de ser divulgado. Trata-se do maior patamar de negócios na cultura registrado pela série histórica da consultoria – em 2024 foram apurados R$ 12,7 bilhões.

Na moeda americana, também houve elevação expressiva nas transações de produtos, para US$ 2,86 bilhões, alta de 18%. De acordo com a Kynetec, a diferença entre as leituras decorreu da valorização média de 5% do real perante o dólar durante a segunda safra, com a taxa média caindo de R$ 5,67 para R$ 5,41.

“O resultado reverte o quadro de retração observado em 2025, então de 7%”, frisa Millôr Mondini, especialista em pesquisas da Kynetec. “O produtor não plantou mais milho em 2026. Ele tratou mais o milho que plantou”, explica o executivo. “O crescimento veio ‘dentro da calda’, com mais alvos por aplicação e uso de produtos de maior valor agregado.”

Segundo Mondini, a área cultivada teve variação positiva de apenas 1% nas regiões avaliadas pela consultoria e preencheu cerca de 17,4 milhões de hectares. Em compensação, o número médio de tratamentos (intensidade de manejo) subiu de 17,7 para 19,1 e impulsionou a área potencial tratada (PAT) de 425 milhões de hectares cobertos, 8% acima da temporada anterior.

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Conforme Mondini, o mercado foi tracionado ainda pela recuperação dos preços de produtos. Segundo o executivo, o custo médio por tratamento, após decrescer 13% em 2025, saiu de R$ 43,10 por hectare para R$ 44,90 por hectare. O investimento total na proteção do cultivo, ele revela, passou de R$ 794 para R$ 887 por hectare (+ 12%), puxado principalmente pela região do MAPITOPA – Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará – e pelo estado de Mato Grosso.

Desempenho por categoria

Os inseticidas seguem no topo do ranking de produtos. Registraram 39% de participação ou R$ 6,01 bilhões, com crescimento de 16%. Os fungicidas vêm na segunda posição, 21% das vendas ou R$ 3,3 bilhões (+13%). Herbicidas, em terceiro, ocuparam 20% ou R$ 3,12 bilhões (+15%), seguidos pelos nematicidas, 5% ou R$ 712 milhões. Este último apresentou o maior crescimento relativo da pesquisa, de 34%. Outros produtos complementam o montante total da segunda safra em 2026.

De acordo com Mondini, o controle de lagartas deu a maior contribuição individual para a movimentação do mercado de inseticidas. Respondeu por 43% do valor investido nos produtos em 2026, contra 32% da ‘safrinha’ anterior. Somou agora R$ 2,6 bilhões, face a R$ 1,64 bilhão, alta de 58%. A adoção de inseticidas para lagartas cobriu 92% da área cultivada.

“Esses dados mostram, em resumo, que a proteção conferida pelas chamadas biotecnologias de última geração não sustenta mais o controle de lagartas. O tratamento foliar por inseticidas deixou de ser um complemento e entrou na rotina, independentemente do evento biotecnológico presente nas sementes.”

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Em relação aos fungicidas, Mondini salienta que os produtos ‘premium’ corresponderam a 58% do total investido no controle de doenças. Equivaleram a R$ 1,92 bilhão, comparativamente a R$ 1,38 bilhão, ou 48%, de 2025, um avanço de 39%. Sua adoção, ressalta o executivo, alcançou 63% dos cultivos, ante 50% do ciclo anterior.

No segmento herbicidas, a pesquisa da Kynetec apurou que os produtos de amplo espectro saltaram de 31% para 44% em adoção. “Esse movimento reflete, principalmente, a dificuldade de controle de gramíneas como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso”, esclarece Mondini.

Já a adoção dos nematicidas atingiu 51% da área cultivada, frente a 44% de 2025, sustentada principalmente pela oferta de produtos biológicos. Este segmento, observa Mondini, movimentou R$ 1,41 bilhão, 8% a mais do que no ano passado. Entretanto, teve reduzida a participação no mercado total, de 9,5% para 9,1%. “Nematicidas ocupam hoje 45% do mercado de biológicos para o cereal na segunda safra”, salienta o executivo.

Ainda de acordo com Millôr Mondini, considerando as duas safras – verão e ‘safrinha -, o mercado brasileiro de defensivos para milho totalizou R$ 18,3 bilhões em 2026, com crescimento de 13%. A segunda safra, conclui o executivo, respondeu por 84% do montante.

O levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026 resultou de quase 2,3 mil entrevistas presenciais com produtores, gestores e tomadores de decisões, em toda a fronteira agrícola do cereal segunda safra. A amostra da Kynetec cobriu 17,4 milhões de hectares, equivalentes a 95% da área oficial da cultura, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Sobre a Kynetec

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A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais Informaçãos, clique aqui

Fonte: Assessoria de imprensa Kynetec


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Sustentabilidade

Setor de fertilizantes alerta: pressão sobre custos e crédito pode reduzir investimento no campo – MAIS SOJA

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A AMA Brasil, o SINDIADUBOS, o SIARGS, o SIACESP e o SIACAN alertam para o agravamento das condições econômicas enfrentadas pelo produtor rural. Juros elevados, crédito mais restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades no mercado internacional estão comprimindo margens e reduzindo a capacidade de investimento no campo.

O cenário é especialmente sensível porque o Brasil depende de importações para mais de 90% dos fertilizantes que consome.O setor de fertilizantes mantém capacidade logística e operacional para abastecer a agricultura, e os volumes destinados à atual safra foram internalizados em níveis compatíveis com a demanda prevista.

O maior risco, neste momento, não está na falta física de produto, mas na capacidade do agricultor de comprar os insumos de que precisa._ As empresas do setor já trabalham com a possibilidade de redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e das condições financeiras, o que pode significar menor adubação, menor investimento em tecnologia e impactos sobre a produtividade das próximas safras.

As entidades defendem medidas urgentes para aliviar o custo de produção e preservar a capacidade de investimento do produtor, com foco em desoneração de fertilizantes e insumos, renegociação das dívidas rurais, ampliação do crédito, fortalecimento do seguro rural e revisão das distorções na política de fretes. *_A mensagem é clara: reduzir o custo do fertilizante é reduzir o custo da agricultura. Garantir condições para o produtor investir hoje é proteger a produtividade, a competitividade e a segurança alimentar do Brasil amanhã.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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