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VBP da agropecuária deve atingir R$ 1,385 trilhão este ano, prevê Mapa

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,385 trilhão, conforme previsão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O número é superior ao R$ 1,351 trilhão estimados pela pasta no mês passado.
Em relação ao ano anterior, a previsão é de queda de 3,9%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,410 trilhão para R$ 1,440 trilhão.
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A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.
Os dados foram compilados pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.
Do total previsto para 2026, R$ 890,03 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e recuo estimado de 4,8% ante 2025.
Outros R$ 494,54 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 2,1% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 935,156 bilhões, e alta de 17,6% no faturamento da pecuária, para R$ 505,176 bilhões.
Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, feijão, mandioca e soja.
Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 0,5% maior, para R$ 332,442 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 159,394 bilhões, recuo anual de 4,5%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,394 bilhões, queda anual de 19,7%.
Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 111,55 bilhões, queda de 3,1% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 7,2%, estima o ministério, para R$ 108,914 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 36,6%, para R$ 15,491 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,191 bilhões, baixa anual de 15,6%. As previsões apontam ainda para recuo de 52% do VBP do cacau, para R$ 5,570 bilhões.
Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 31,1%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 14,385 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 13,467 bilhões, aumento de 14,2%.
Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 7,4%, para um VBP projetado em R$ 237,478 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.
O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 12,8%, para R$ 56,081 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 10% abaixo do ano anterior, para R$ 103,722 bilhões.
A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 5,8%, para R$ 70,501 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 9,8% menor, para R$ 26,764 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
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Agro Mato Grosso
Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Business
Senado aprova regra para chocolate com mínimo de cacau; veja o que muda

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, o projeto de lei que estabelece regras para a produção e rotulagem de chocolates e derivados de cacau no Brasil. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue agora para sanção presidencial e cria critérios mínimos para a composição desses produtos.
A nova legislação define parâmetros técnicos para produtos à base de cacau e determina que os rótulos informem de forma clara o percentual total de cacau. A exigência vale para produtos nacionais e importados, incluindo também embalagens e peças publicitárias.
O que muda na prática
A principal mudança é a fixação de um teor mínimo de cacau em diferentes produtos. A medida busca padronizar o mercado e dar mais transparência ao consumidor sobre o que está sendo comprado.
Entre os principais pontos:
- Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos de cacau
- Chocolate ao leite: pelo menos 25% de cacau e 14% de leite
- Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau
- Achocolatados e produtos similares: mínimo de 15% de cacau ou manteiga de cacau
- Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau
Além disso, o texto mantém a exigência de que chocolates tenham ao menos 35% de sólidos totais de cacau em algumas categorias, sendo parte composta por manteiga de cacau. Também foi estabelecido limite de até 5% para adição de outras gorduras vegetais autorizadas.
Outro ponto importante é a padronização dos conceitos técnicos, diferenciando, por exemplo, massa de cacau, manteiga de cacau e sólidos totais, o que impacta diretamente a formulação dos produtos.
Rotulagem passa a ser obrigatória
A nova regra também exige que o percentual de cacau esteja visível nos rótulos, o que tende a facilitar a comparação entre produtos e aumentar a transparência para o consumidor.
As empresas que não cumprirem as exigências poderão ser penalizadas com base no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária.
Após a sanção presidencial, as novas regras entram em vigor em até 360 dias. Esse período será destinado à adequação da indústria e à regulamentação técnica por parte do Poder Executivo.
Impacto no setor
Durante a tramitação, parlamentares destacaram que a medida pode fortalecer a cadeia produtiva do cacau no Brasil, especialmente em estados como Bahia e Pará, responsáveis por mais de 90% da produção nacional.
Segundo dados apresentados no debate, o Brasil é o sexto maior produtor mundial de cacau, enquanto o consumo de chocolate no país também cresce: a presença do produto nos lares passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024.
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Massey aposta em trator de alta potência para ampliar vendas a grandes produtores rurais

De olho nos grandes produtores de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, a Massey Ferguson aposta em uma nova linha de máquinas agrícolas de alta potência para ampliar participação no mercado voltado a grandes propriedades rurais.
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O trator MF 9S e a plantadeira Momentum foram apresentados a jornalistas durante o Massey Ferguson Experience 2026, realizado em Bebedouro (SP), no início do mês. Os equipamentos fazem parte dos lançamentos que serão levados à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 27 e 1º maio.
Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o MF 9S, comercializado na Europa desde 2023, passou por adaptações para atender às condições brasileiras.
“É um trator que tem uma potência grande, principalmente em preparo de solo. Assim como já temos o 8S, ele é destinado não só para grandes produtores de grãos, mas também para a cana. Ele já foi lançado em 2023 na Europa, porém a gente viu bastante itens que precisavam ser personalizados aqui para o Brasil, muito em função do clima, das condições de solo, principalmente do Centro-Oeste, que exige bastante da máquina”, afirma.
Menor consumo de combustível

Além da potência, a nova linha aposta em ganhos operacionais e redução de custos.
“Alta eficiência operacional para preparo de solo, com força, robustez e menor consumo de combustível da categoria. Isso acontece porque ele tem duas características principais: um motor agrícola de seis cilindros potente e a transmissão Dana VT, que é uma transmissão CVT, sem marcha”, explica Zanetti.
Segundo ele, o conjunto permite operar em rotações mais baixas.
“Com isso, a gente consegue trabalhar na menor rotação possível, em torno de 1.500 a 1.600 rpm, que é a mais baixa da categoria para alta potência, levando o consumo de combustível para baixo”, diz.
De acordo com a empresa, a economia pode chegar a até 30%, dependendo das condições de uso.
“A gente já tem dados de que a economia pode chegar a 30%. Em preparo de solo pesado, por exemplo, trabalhamos em torno de 40 a 50 litros por hora, enquanto outras marcas podem ultrapassar 65. Mas tudo depende do implemento, do solo e da velocidade”, afirma.
Máquina de maior valor no portfólio
Com o lançamento, o MF 9S passa a ser o trator de maior potência da marca e também o de maior valor. De acordo com Zanetti, o equipamento pode custar de de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Mas o executivo da Massey diz que o investimento é compensado pela economia operacional gerada pelo equipamento.
“A gente já tem dados de que o produtor consegue economizar mais de R$ 400 por hectare, somando combustível e qualidade de plantio”, diz.
Plataforma digital amplia controle da operação

Além das máquinas, a empresa também apresentou a plataforma de telemetria e gestão de frota PX Farming Gage, que permite planejamento e monitoramento das operações em tempo real.
“É uma plataforma que permite planejar o trabalho antes mesmo da operação. Você define área, linha de plantio, quantidade de sementes e adubo, e tudo isso já vai direto para a máquina. O operador entra, liga e a máquina executa o que foi planejado”, explica.
O sistema também permite acompanhamento da operação.
“O gerente [da propriedade rural] consegue ver se o operador está tirando o máximo proveito da máquina, se está na velocidade ideal, se o consumo está dentro do esperado. E no pós, dá para extrair relatórios tanto agronômicos quanto de diagnóstico da máquina”, completa.
Investimento em tecnologia
Mesmo com a projeção de queda de 8% nas vendas de máquinas agrícolas neste ano, feita pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a empresa avalia que o produtor segue interessado em investir em tecnologia.
“A gente gosta de falar em projeções depois das feiras, que são o nosso termômetro. A Agrishow ainda é a principal. Mas o que temos visto é que o produtor está buscando tecnologia”, afirma Zanetti.
Segundo ele, há diferentes comportamentos no mercado.
“No Sul, por exemplo, a pecuária está aquecida, sustentando vendas de tratores de menor potência. Já no segmento de grãos, o produtor está mais cauteloso. Por outro lado, setores como cana seguem aquecidos e demandando tecnologia”, diz.
A estratégia da empresa também inclui soluções para quem não pretende investir em máquinas novas.
“A gente tem alternativas para o produtor que não quer comprar uma máquina nova. É possível fazer retrofit e incorporar tecnologia na máquina que ele já tem, aumentando a eficiência sem precisar de um investimento maior”, afirma.
Agrishow será termômetro do mercado
Para a Massey Ferguson, a Agrishow deve ser o principal indicador do comportamento do mercado em 2026.
“O grande termômetro é a Agrishow, porque ela reúne produtores de todo o Brasil e também de outros países, como Argentina e Paraguai. É ali que a gente vai ter uma visão mais clara do mercado”, afirma Zanetti.
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