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30 de maio de 2026

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Soja: dólar fraco sustenta cotações e Chicago firma ganhos

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Foto: Pixabay
Os contratos da soja em grão registram preços mais altos na sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (14). O mercado encontra suporte na desvalorização do dólar, que atingiu o menor nível desde o início de março, aumentando a competitividade das commodities norte-americanas no cenário exportador. 

O movimento ocorre em meio à sinalização dos Estados Unidos de que mantêm negociações com Teerã em busca de um acordo, apesar do bloqueio aos portos iranianos.
 
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As expectativas de uma demanda mais firme por parte da China também seguem no radar. Em março, as importações chinesas de soja em grão totalizaram 4,02 milhões de toneladas,
alta de 14,9% na comparação anual. 

No acumulado de 2026, porém, o volume soma 16,58 milhões de toneladas, queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Administração Geral da Alfândega divulgados pela Reuters.
Os contratos com vencimento em maio operam cotados a US$ 11,65 por bushel, alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,23%, em relação ao fechamento anterior.
Na segunda-feira (13), a soja fechou em baixa. O mercado respondeu hoje ao cenário fundamental, de ampla oferta global da commodity. As preocupações com o encarecimento dos fertilizantes voltaram a ajudar a pressionar a oleaginosa.
Com os custos mais caros, por conta da alta do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio, o mercado avalia que a esperada transferência de área do milho pode ser ainda maior que o esperado. A ampliação do plantio de soja nos estados completa um quadro de pressão sobre as cotações, marcado pelas boas safras colhidas no Brasil e na Argentina.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,14%, a US$ 11,62 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel, com retração de 13,75 centavos de dólar ou 1,15%.

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Operação apreende 82 mil quilos de produtos irregulares ligados ao café torrado

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Uma operação integrada de fiscalização apreendeu mais de 82 mil quilos de produtos com indícios de irregularidades relacionados à produção de café torrado no país. A ação foi realizada entre domingo (25) e quarta-feira (28) em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram feitas 84 ações de fiscalização, com interdição de 19 estabelecimentos.

De acordo com o Mapa, a operação foi conduzida em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor. A iniciativa integrou as ações de fiscalização de produtos de origem vegetal já executadas pelo ministério e as inspeções de rotina dos Procons.

Do volume total apreendido, 5.944 quilos correspondem a café torrado e moído, enquanto 76.070 quilos eram matérias-primas utilizadas na produção de café. O ministério informou ainda que 32,8% dos locais inspecionados foram interditados, equivalente a 19 estabelecimentos.

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Nas frentes conduzidas pelos Procons, houve inspeções em supermercados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, com foco na retirada de circulação de produtos com indícios de adulteração e na proteção dos direitos do consumidor.

Segundo o Mapa, a operação teve origem em trabalho de monitoramento de mercado, com apoio técnico e informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de denúncias registradas na plataforma Fala.BR. O material divulgado não detalha, até o momento, quais irregularidades foram confirmadas em cada estabelecimento nem a identificação das marcas ou lotes envolvidos.

Do ponto de vista setorial, a fiscalização incide sobre uma cadeia de alto valor para o agronegócio brasileiro. A retirada de produtos irregulares busca conter distorções concorrenciais na indústria e no varejo, além de reduzir risco comercial para empresas que operam dentro das normas.

O Mapa informou que os produtos apreendidos não representam o café brasileiro regular, reconhecido pela qualidade no mercado interno e externo. Sem detalhamento adicional sobre autuações, destino dos lotes ou eventuais processos administrativos, o alcance final da operação dependerá da conclusão das análises e dos desdobramentos regulatórios.

Fonte: gov.br

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Safra de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

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A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros foi realizada nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O evento ocorreu na propriedade da família Kehl e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais no início da colheita de 2026. A expectativa apresentada no encontro é repetir o desempenho registrado na safra de 2025.

Segundo dados apresentados durante a abertura, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha soma mais de 37 mil hectares cultivados e mantém peso relevante na agricultura familiar e na economia regional.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas vieram na sequência, com 12,8 mil hectares e produção de 197 mil toneladas. Os limões ocuparam 1,6 mil hectares, com volume de 20 mil toneladas.

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O valor econômico da atividade também foi destacado. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. Além da produção no campo, a cadeia movimenta comércio, serviços e processamento, com reflexos sobre emprego e renda em regiões produtoras.

Durante a cerimônia, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, afirmou que uma das prioridades do estado é impedir a entrada do greening nos pomares gaúchos. Segundo ele, a atuação envolve o Departamento de Defesa Vegetal e parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Ainda de acordo com o secretário, mais de R$ 2 milhões serão destinados em 2026 à assistência técnica aos produtores.

O foco sanitário é um dos pontos centrais para a cadeia, porque a manutenção dos pomares sem ocorrência da doença influencia produtividade, longevidade das plantas e regularidade da oferta.

Com a colheita iniciada, o desempenho da safra dependerá do comportamento produtivo dos pomares e da manutenção das ações de defesa vegetal e assistência técnica. Não foram detalhadas, no conteúdo disponível, estimativas oficiais consolidadas para o volume total da safra de 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Programa de subsídios à indústria de fertilizantes retorna ao Senado

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e destina até R$ 10 bilhões em subsídios para o setor, terá suas modificações feitas pela Câmara dos Deputados votadas pelo Senado.

De autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), o projeto tem a intenção de conceder isenção de tributos federais para a expansão e construção de novas fábricas de produção de nitrogenados no Brasil.

As empresas beneficiárias do Profert poderão adquirir máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, além de materiais de construção para usar ou incorporar no programa sem a cobrança de PIS/Pasep, Cofins, IPI e imposto de importação.

Entre outras alterações, o texto do Senado atribui ao Poder Executivo a definição de quais projetos serão aprovados para o Programa e limita a concessão de subsídios para R$ 1,5 bilhão anuais por cinco anos.

No texto do projeto de lei, o senador destaca que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que usa, dependência que pode comprometer a segurança alimentar do país por conta de futuros conflitos geopolíticos envolvendo os principais fornecedores globais.

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“Estamos reduzindo a taxação do setor para atrair os investimentos necessários e mitigar essa dependência, pois resolvê-la é uma necessidade estratégica para o Brasil, que tem no agronegócio um dos esteios de sua riqueza”, ressalta. Se aprovado, o Profert terá validade de 2027 a 2031.

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