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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Preços do óleo de soja atingem maior nível desde agosto de 2023 – MAIS SOJA

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Os preços do óleo de soja registraram expressivas altas nos mercados nacional e internacional em março. A valorização esteve associada principalmente ao aumento das tensões no Oriente Médio, com novos ataques próximos ao Estreito de Ormuz – uma das principais rotas do petróleo mundial. Esse cenário elevou as preocupações quanto ao fluxo dessa commodity e sustentou as cotações de produtos energéticos.

Esse movimento, que reforça o incentivo à mistura de biodiesel no óleo diesel, deu suporte às cotações do óleo de soja, matéria-prima majoritária utilizada na produção do biocombustível. Como resultado, os contratos futuros do óleo de soja registraram forte valorização.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro vencimento do óleo de soja teve média de US$ 0,6588/libra-peso (US$ 1.452,48/t) em março, o maior preço nominal desde agosto/23, com avanços expressivos de 14,1% frente ao mês anterior e de 55,1% na comparação anual.

A alta externa elevou os preços FOB do óleo de soja no Brasil, embora de forma limitada devido ao enfraquecimento dos prêmios de exportação. No mercado interno, as indústrias continuam atentas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel de B15 para B16 – decisão prevista inicialmente para 1º de março, mas que ainda não foi implementada.

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Esse cenário limitou a elevação das cotações domésticas. Segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo aumentaram 3,6% de fevereiro para março, alcançando R$ 6.695,10/tonelada no último mês, o maior valor desde nov/25, em termos reais (IGP-DI, fevereiro/26), período em que os valores superavam os R$ 7.000 a tonelada.

FARELO DE SOJA

Os preços futuros do farelo também avançaram, impulsionados pelas expectativas de maior demanda global, o que pode elevar a disputa entre consumidores domésticos e internacionais. O primeiro vencimento na Bolsa de Chicago teve média de US$ 316,55/tonelada curta (US$ 348,93/t) em março, 3,6% acima do mês anterior e 7,1% superior ao registrado há um ano.

Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, o preço do farelo recuou 1,2% sobre fevereiro e 3,4% frente a março/25, em termos reais.

SOJA EM GRÃO

A valorização do óleo de soja sustentou as cotações do grão. Ao mesmo tempo, a alta do dólar em relação ao Real aumentou a competitividade do produto nacional no mercado externo, incentivando as exportações brasileiras em detrimento das dos Estados Unidos. Esse cenário elevou os prêmios de exportação no Brasil e impulsionou os preços internos. Assim, sojicultores aproveitaram o momento para negociar parte da produção recém-colhida.

Por outro lado, incertezas sobre o abastecimento de combustível e, consequentemente, o encarecimento do frete rodoviário limitaram a receita dos produtores. Vale lembrar que o fluxo de caminhões neste período do ano no Brasil já é maior, e o frete vem subindo devido à demanda para a colheita de soja e à intensificação dos embarques brasileiros.

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Com clima favorável, a colheita da soja avançou significativamente no Brasil em março, alcançando 74,3% da área nacional colhida até o dia 28, segundo a Conab.

Quanto aos preços no spot nacional, os Indicadores CEPEA/ESALQ –Paraná e Paranaguá tiveram respectivas médias de R$ 122,44/sc de 60 kg e de R$ 129,38/sc, aumentos de 1,9% e de 2,4% de fevereiro para março. No comparativo anual, por sua vez, são observadas quedas de 1,9% e de 0,7%, respectivamente.

O contrato de primeiro vencimento da soja em grão avançou 4,2% entre fevereiro e março e expressivos 16,5% em relação a março/25, com média de US$ 11,7086/bushel (US$ 25,81/sc) em março/26, o maior valor nominal desde jun/24.

As valorizações, por sua vez, foram limitadas pela divulgação das estimativas trimestrais do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) em 31 de março. O Departamento projetou área de cultivo de soja em 34,28 milhões de hectares na temporada 2026/27 nos Estados Unidos, crescimento de 4,3% frente à safra anterior (32,87 milhões de hectares).

O USDA calcula que os estoques trimestrais de soja somavam 57,29 milhões de toneladas até 1º de março, 10,2% superior ao volume estocado em período equivalente de 2025. Vale ressaltar que o mercado especulava aumento maior de área nos EUA e estoques ligeiramente menores.

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Fonte: CEPEA


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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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