Sustentabilidade
Preços do óleo de soja atingem maior nível desde agosto de 2023 – MAIS SOJA

Os preços do óleo de soja registraram expressivas altas nos mercados nacional e internacional em março. A valorização esteve associada principalmente ao aumento das tensões no Oriente Médio, com novos ataques próximos ao Estreito de Ormuz – uma das principais rotas do petróleo mundial. Esse cenário elevou as preocupações quanto ao fluxo dessa commodity e sustentou as cotações de produtos energéticos.
Esse movimento, que reforça o incentivo à mistura de biodiesel no óleo diesel, deu suporte às cotações do óleo de soja, matéria-prima majoritária utilizada na produção do biocombustível. Como resultado, os contratos futuros do óleo de soja registraram forte valorização.
Na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro vencimento do óleo de soja teve média de US$ 0,6588/libra-peso (US$ 1.452,48/t) em março, o maior preço nominal desde agosto/23, com avanços expressivos de 14,1% frente ao mês anterior e de 55,1% na comparação anual.
A alta externa elevou os preços FOB do óleo de soja no Brasil, embora de forma limitada devido ao enfraquecimento dos prêmios de exportação. No mercado interno, as indústrias continuam atentas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel de B15 para B16 – decisão prevista inicialmente para 1º de março, mas que ainda não foi implementada.
Esse cenário limitou a elevação das cotações domésticas. Segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo aumentaram 3,6% de fevereiro para março, alcançando R$ 6.695,10/tonelada no último mês, o maior valor desde nov/25, em termos reais (IGP-DI, fevereiro/26), período em que os valores superavam os R$ 7.000 a tonelada.
FARELO DE SOJA
Os preços futuros do farelo também avançaram, impulsionados pelas expectativas de maior demanda global, o que pode elevar a disputa entre consumidores domésticos e internacionais. O primeiro vencimento na Bolsa de Chicago teve média de US$ 316,55/tonelada curta (US$ 348,93/t) em março, 3,6% acima do mês anterior e 7,1% superior ao registrado há um ano.
Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, o preço do farelo recuou 1,2% sobre fevereiro e 3,4% frente a março/25, em termos reais.
SOJA EM GRÃO
A valorização do óleo de soja sustentou as cotações do grão. Ao mesmo tempo, a alta do dólar em relação ao Real aumentou a competitividade do produto nacional no mercado externo, incentivando as exportações brasileiras em detrimento das dos Estados Unidos. Esse cenário elevou os prêmios de exportação no Brasil e impulsionou os preços internos. Assim, sojicultores aproveitaram o momento para negociar parte da produção recém-colhida.
Por outro lado, incertezas sobre o abastecimento de combustível e, consequentemente, o encarecimento do frete rodoviário limitaram a receita dos produtores. Vale lembrar que o fluxo de caminhões neste período do ano no Brasil já é maior, e o frete vem subindo devido à demanda para a colheita de soja e à intensificação dos embarques brasileiros.
Com clima favorável, a colheita da soja avançou significativamente no Brasil em março, alcançando 74,3% da área nacional colhida até o dia 28, segundo a Conab.
Quanto aos preços no spot nacional, os Indicadores CEPEA/ESALQ –Paraná e Paranaguá tiveram respectivas médias de R$ 122,44/sc de 60 kg e de R$ 129,38/sc, aumentos de 1,9% e de 2,4% de fevereiro para março. No comparativo anual, por sua vez, são observadas quedas de 1,9% e de 0,7%, respectivamente.
O contrato de primeiro vencimento da soja em grão avançou 4,2% entre fevereiro e março e expressivos 16,5% em relação a março/25, com média de US$ 11,7086/bushel (US$ 25,81/sc) em março/26, o maior valor nominal desde jun/24.
As valorizações, por sua vez, foram limitadas pela divulgação das estimativas trimestrais do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) em 31 de março. O Departamento projetou área de cultivo de soja em 34,28 milhões de hectares na temporada 2026/27 nos Estados Unidos, crescimento de 4,3% frente à safra anterior (32,87 milhões de hectares).
O USDA calcula que os estoques trimestrais de soja somavam 57,29 milhões de toneladas até 1º de março, 10,2% superior ao volume estocado em período equivalente de 2025. Vale ressaltar que o mercado especulava aumento maior de área nos EUA e estoques ligeiramente menores.
Fonte: CEPEA

Sustentabilidade
Como o mercado de soja fechou em maio? Pouca movimentação no Brasil e estabilidade marcam o mês

O mercado físico da soja no Brasil encerra o mês de maio marcado por baixa movimentação e poucas oscilações nos preços. Apesar de momentos de recuperação ao longo do período, o câmbio e os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram comportamento praticamente estável, com leve alta do dólar e pequena retração nas cotações internacionais.
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No mercado interno, a saca de 60 quilos é negociada em torno de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço gira próximo de R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a soja oscila na faixa de R$ 132,00 por saca.
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho de encerrou a quinta-feira (28) cotado a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos do mês, o contrato chegou a superar o patamar de US$ 12,00. O mercado internacional segue dividido entre fatores negativos, como o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a grande oferta da América do Sul, e elementos de sustentação, como a volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.
Projeção para a produção brasileira
As projeções para a produção brasileira seguem elevadas. Segundo levantamento de Safras & Mercado, a safra de soja 2025/26 deverá atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior, estimada em 171,84 milhões de toneladas. Na projeção divulgada em fevereiro, a estimativa era de 177,72 milhões de toneladas.
Argentina
Na Argentina, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, revisou novamente os números da safra 2025/26. A produção foi ajustada para 49,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada foi estimada em 16,4 milhões de hectares.
EUA
Já nos Estados Unidos, o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a produção de soja na temporada 2026/27 deverá alcançar 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade média foi projetada em 53 bushels por acre. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.
Os estoques finais norte-americanos foram estimados em 310 milhões de bushels, o equivalente a 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 353 milhões de bushels. O USDA também projeta esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, os estoques de passagem foram indicados em 340 milhões de bushels, também abaixo das previsões do mercado.
As informações são da Safras & Mercado.
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Sustentabilidade
Maio tem comercialização limitada da soja; fundamentos baixistas e conflito no Oriente Médio dominam atenções – MAIS SOJA

Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – O mês de maio foi marcado por poucas oscilações e negócios reduzidos no mercado físico de soja do Brasil. Apesar dos momentos de repique, câmbio e contratos futuros em Chicago vão encerrando o período praticamente estabilizados, com pequena variação positiva para o dólar e negativa para Chicago.
A saca de 60 quilos está cotada na casa de R$ 126,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), preço em torno de 121,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação está em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá, a saca oscila na casa de R$ 132,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato julho encerrou a quinta, 28, a US$ 11,94 1/2 por bushel. Nos melhores momentos chegou a superar a casa de US$ 12,00. O mercado oscila entre um cenário fundamental negativo – com boa evolução da safra americana e safras cheias colhidas no Brasil e na Argentina -, a volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e a expectativa de retomada da demanda chinesa.
A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é de Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.
De acordo com o levantamento do Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, a produção de soja 2025/26 foi novamente ajustada para 49,9 milhões de toneladas. A área também revisada, ficando em 16,4 milhões de hectares.
O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões. .
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News
Sustentabilidade
Saiba como as cotações de soja encerraram a semana; estabilidade nos preços definem o dia

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, com preços praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras e dos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas oportunidades surgiram ao longo do dia, mas sem volumes expressivos de negócios.
A sessão foi marcada por pouca variação nos principais formadores de preços. Enquanto os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Chicago, o dólar registrou leve valorização frente ao real. Apesar disso, os movimentos não foram suficientes para provocar alterações relevantes nas referências do mercado físico brasileiro.
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De acordo com Silveira, não houve fatores capazes de impactar de forma significativa a formação dos preços. O analista também destacou que, apesar do ritmo mais lento observado nesta sexta-feira, os produtores apresentaram movimentações mais firmes ao longo da semana, com bons volumes de comercialização.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas acumuladas tanto na semana quanto no mês de maio. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros pelos investidores e ao reposicionamento das carteiras.
No acumulado de maio, a soja registrou queda de 0,73%, enquanto na semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, diante das perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos para reduzir as tensões no Oriente Médio, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas contribuíram para o movimento de correção dos preços.
O mercado também segue atento à demanda chinesa. Os agentes aguardam sinais de retomada das compras por parte da China, que poderiam ocorrer dentro dos entendimentos firmados entre Washington e Pequim durante visita do presidente Donald Trump ao país asiático.
USDA
As vendas externas dos Estados Unidos também estiveram no radar. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a comercialização de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Desse total, 60 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132 mil toneladas na temporada 2026/27.
Além disso, as exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 137,7 mil toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas considerando as duas safras.
Contratos futuros de soja
Entre os contratos futuros, a posição julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar ou 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 5,75 centavos de dólar ou 0,48%.
Nos subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, ou 1,28%, para US$ 329,80 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, avançou 1,02 centavo de dólar, ou 1,32%, encerrando a sessão em 77,72 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0351 e a máxima de R$ 5,0711.
No acumulado da semana, a moeda avançou 0,33%. Em maio, a valorização chegou a 1,87%.
Com informações da Safras & Mercado.
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